Volume 11

Prólogo: Aliança Conjunta

NOTA DO TRADUTOR: E aí, galera. Slag aqui. Estou aqui para trazer pra vocês o prólogo do volume 11 de ROSHIDERE! É ISSO MESMO! Beleza, venho através dessa nota para avisar que a tradução está sendo feita diretamente do japonês, pois a scan que eu pegava para traduzir está em hiato com o volume 11. E para não atrasar o lado dos leitores, acabei optando por traduzir do japonês. Admito que o meu japonês é amador, mas tentei trazer para vocês da melhor forma possível. Qualquer erro, só avisar nos comentários ou servidor. Também, como podem perceber, as ilustrações não estão no começo, pois mudei a forma de colocá-las. Agora elas estão no cenário do contexto; claro, elas estão limpas e os textos seguem normalmente. Espero que gostem. E OBVIAMENTE, creditos da revisão para o mano @shisuii. BOA LEITURA, GUYS! NOVOS CAPÍTULOS EM BREVE


 

O que foi que você disse?

Naquela noite, depois da reunião do conselho estudantil em que foi discutida a proposta do clube de piano para convocar uma assembleia estudantil, Masachika relaxava em seu quarto quando ficou subitamente confuso com o conteúdo da ligação de Yuki.

Sobre a proposta de assembleia estudantil apresentada pelo clube de piano e pelo clube de música leve, que entrou na pauta de hoje… parece que pode haver algum tipo de esquema visando a Alya. Achei melhor te passar essa informação.

Ele entendeu o que ela estava dizendo. O que não conseguia entender era como Yuki tivera acesso a esse tipo de informação — e, mais ainda, por que se daria ao trabalho de alertá-lo, sendo, em tese, sua candidata rival.

Por que está me avisando?

Diante da pergunta direta de Masachika, Yuki respondeu após um breve silêncio:

Sinceramente, isso pode ser mais do que eu consigo lidar sozinha.

O tom incomumente frágil em sua voz só aumentou a surpresa e a confusão de Masachika. Em seguida, Yuki continuou, elevando levemente a voz:

Mas há uma condição. Como pagamento pela informação, quero que você prometa não interferir com a informante.

Como assim?

Bem, dizendo de forma simples… quem me trouxe essa informação foi a Ayano. E eu não quero que você interfira nas atividades de espionagem dela.

A Ayano? Então foi ela…?

Ao ouvir isso, Masachika se lembrou de como Ayano vinha agindo de maneira um tanto estranha ultimamente.

Ah… então era disso que se tratava…?

Ele vinha se preocupando com a amiga de infância, que parecia estar carregando algum tipo de fardo. Agora que encontrara o que parecia ser a resposta, a ideia de simplesmente não perguntar sobre o assunto desapareceu de sua mente.

Tudo bem. Então, que informação é essa?

Após uma breve pausa, Yuki respondeu:

Ao que tudo indica, a Nonoa pode estar traindo a Alya.

O quê—

⋆⋅☆⋅⋆

 

Como assim?

No início da manhã seguinte, na sala do conselho estudantil, Alisa ouvia o aviso que Yuki havia transmitido. Ela parecia completamente perdida, incapaz de compreender totalmente o que aquilo significava.

Mas, para ser sincero, Masachika se sentia da mesma forma.

Não… eu também não entendo. Não faço ideia de por que ela tentaria nos trair. Por enquanto, o que a Yuki me contou foi o seguinte: a Nonoa estava tentando usar a Ayano para me isolare também a própria Yukina próxima assembleia estudantil. Ela estava manobrando para que Ayano e Alya fossem nomeadas como contadoras de votos. E, durante essa assembleia… algo poderia acontecer. Algum tipo de esquema que ameaçaria a posição da Alya.

Mesmo repetindo aquilo em voz alta, continuava não fazendo muito sentido.

Provavelmente Yuki sentira o mesmo — e foi justamente por isso que repassara a informação a Masachika, esperando contar com o julgamento dele.

Essa informação é confiável?

Depois de refletir em silêncio, com uma expressão grave, Alisa finalmente perguntou. Masachika, no entanto, não conseguiu lhe dar uma resposta definitiva.

Não acho que a Ayano mentiria… Fiquei surpreso ao saber que ela estava agindo como espiã, mas, pela Yuki, imagino que ela fosse capaz disso. E, quando percebeu que seria difícil extrair mais alguma coisa da Nonoa, provavelmente decidiu consultar a Yuki. Isso faz sentido. Ainda assim… não há garantia de que a Yuki esteja sendo totalmente honesta com a gente.

Inimiga. Aliada.

Nessa situação — ter de duvidar de uma colaboradora por causa de um alerta vindo de uma candidata rival — eles já não sabiam em quem confiar, no que acreditar ou até onde essa confiança deveria ir.

Mesmo assim…

Meu instinto diz que… a Yuki não está mentindo. Acho.

Quando Masachika disse isso com cautela, um vinco profundo se formou entre as sobrancelhas de Alisa. Era natural. Acreditar em Yuki significava suspeitar de Nonoa — e, para Alisa, duvidar de uma de suas poucas amigas era um peso emocional enorme.

E se simplesmente interrogarmos Nonoa-san diretamente?

Não, isso é perigoso.

Por quê?

Eu prometi que não interferiria na espionagem da Ayano sobre a Nonoa. Se agirmos sem cuidado agora, a Nonoa pode desconfiar de que a informação vazou.

Então temos que fingir que não sabemos de nada.

É. Não tem outro jeito.

Mas fingir ignorância e chegar ao dia da assembleia estudantil sem qualquer preparação seria imprudente. Eles nem sequer sabiam que tipo de esquema poderia estar à espera — ou se realmente existia algum. Havia incógnitas demais.

Ainda assim, precisavam partir do pressuposto de que havia uma conspiração e preparar algum tipo de contramedida.

A única coisa certa era que Alisa era o alvo. Mas, com tão pouca informação, o que poderiam fazer?

Será que não seria melhor simplesmente impedir a Alya de comparecer à assembleia…? Não, tirar completamente os olhos da assembleia também seria arriscado. Mesmo que evitássemos desta vez, só estaríamos adiando o problema. Melhor resolver aqui do que sermos pegos totalmente desprevenidos depois…

Enquanto pensava até esse ponto, alguém ligado a Nonoa lhe veio à mente de repente.

Agora que eu penso nisso…

O quê?

Ah não, não é nada.

As palavras escaparam sem que ele percebesse. Quando Alisa reagiu, Masachika apressou-se em balançar a cabeça.

Fale. Neste momento, precisamos de qualquer informação, por menor que seja.

É que… bem…

Pressionado pelo olhar firme dela, Masachika hesitou antes de falar, relutante:

Na verdade… o Kiryuin também comentou que a Nonoa poderia estar planejando alguma coisa para a assembleia estudantil.

Kiryuin… você quer dizer o primo da Sumire-senpai?

Isso. Aquele Kiryuin — Yusho Kiryuin. Um colega de classe irritantemente exibicionista que anda grudado em mim ultimamente.

Masachika franziu a testa ao imaginá-lo. Mas a decisão de Alisa foi imediata.

Então vamos conversar com o Kiryuin-san também.

Sério mesmo?

Por quê?

Bem… para começar, ele sempre tratou a Nonoa como se fosse uma inimiga jurada. Duvido que consigamos dele algo minimamente imparcial…

Masachika franziu a testa, claramente relutante. Alisa inclinou levemente a cabeça, pensativa.

Eu não o conheço muito bem… mas, se ele tentou se tornar presidente do conselho estudantil no ensino fundamental, isso significa que é competente, não?

É… acho que sim. Ele é um pouco convencido demais e não costuma se limitar muito na hora de escolher os métodos.

Se não me engano, ele teve um debate contra a dupla Sayaka–Nonoa… e perdeu, certo?

Sim.

Então isso não significa que… como adversário, ele talvez conheça a Nonoa melhor do que ninguém? — Masachika piscou, surpreso. — Quero dizer… aquele instinto dele… aquela sensibilidade para perceber certas coisas, o julgamento que ele tem. Talvez possamos confiar ao menos nisso?

Aquela possibilidade nunca lhe passara pela cabeça. Pegado de surpresa pelo raciocínio inesperado de Alisa, Masachika ficou em silêncio.

É verdade… Talvez, por estar acostumado a direcionar malícia aos outros, ele também seja mais sensível à malícia voltada contra si…? Mas mesmo assim…

Por algum motivo, depender de Yusho lhe causava uma forte resistência. E ele não podia negar que parte disso vinha do simples fato de não querer colocar alguém tão íntegra quanto Alisa em contato com alguém como ele.

E, para ser sincero, envolver-se com ele agora é um risco enorme para a eleição. Se ele cooperar com o nosso lado, a má reputação dele vai acabar puxando nosso apoio para baixo… Droga…

Enquanto Masachika hesitava, incapaz de se decidir, Alisa deu de ombros levemente.

Tudo bem. Então eu vou falar com ele sozinha primeiro.

Hã?

Parece que vocês dois têm… um histórico. Se você estiver presente, talvez ele não consiga manter a calma.

Bem… isso é…

Mas a ideia de Alisa se encontrar com Yusho a sós era a que ele menos conseguia aceitar. Ainda assim, deixando as emoções de lado e pensando de forma lógica, ela tinha razão — precisavam ouvir o que Yusho tinha a dizer.

E, no momento em que admitiu isso, a conclusão já estava tomada.

Tá bom! Mas eu vou junto.

O quê? Mas, se você estiver lá—

Você fala. Eu só fico atrás, ouvindo.

O quê? Você não confia que eu consiga lidar com isso sozinha?

Havia um leve tom de desagrado em sua voz. Masachika balançou a cabeça.

Não é que eu não confie em você… É que eu não confio nele. Não faço ideia do que ele pode fazer.

Ele não faria nada, faria…?

Ah, por favor… foi ele quem causou aquela confusão enorme no Festival de Outono da Colina, lembra? Não custa ser cauteloso.

Ele disse aquilo como se fosse a coisa mais razoável do mundo, mas Alisa ainda parecia pouco convencida.

Eu entendo o que você quer dizer, mas…

Mas o quê?

Se considerarmos o que aconteceu no Festival de Outono da Colina… o Kiryuin não é do tipo que age nas sombras sem sujar as próprias mãos? Se for assim, as chances de ele fazer algo diretamente comigo são bem baixas, não? E ele também não tem nenhum motivo para isso.

Diante da observação tranquila dela, Masachika finalmente percebeu algo. O julgamento que ele acreditava ser racional… era, na verdade, emocional.

Ah… entendi…

Ele simplesmente não queria que Alisa e Yusho ficassem sozinhos. Só de imaginar os dois a sós em alguma sala, uma sensação incômoda se espalhava por seu peito.

Não é isso… Eu só estou preocupado. E simplesmente não gosto daquele cara… Mas, se esse é o meu motivo, então eu realmente não posso criticar ninguém…

Ele acabara de afirmar que Yusho não poderia ser imparcial por guardar ressentimento contra Nonoa — e, no entanto, estava fazendo exatamente a mesma coisa.

Masachika refletiu em silêncio. E, ainda assim… havia coisas difíceis de aceitar.

É só por precaução.

Você está sendo protetor demais.

Alisa soltou um suspiro que misturava exasperação e resignação. Depois, com um leve ar emburrado, fez um pequeno beicinho e começou a enrolar uma mecha de cabelo nos dedos. Observando-a, Masachika hesitou por alguns segundos antes de desviar o olhar.

Eu estou preocupado. Não com você dar conta da situação… Estou preocupado com você.

Ele murmurou aquele pequeno fragmento de seus verdadeiros sentimentos. Os olhos de Alisa se arregalaram. Seus dedos pararam de brincar com o cabelo. Ela se virou para encará-lo — encará-lo de verdade — mas logo baixou o olhar.

Você está sendo protetor demais.

Repetiu as mesmas palavras, mas agora com outra nuance. Voltando a mexer no cabelo, com os olhos inquietos, murmurou baixinho:

Mas eu não odeio isso.

Ah…

Foi como receber um golpe direto e sem filtros de sussurros russo. A respiração de Masachika falhou por um instante. Fingindo não perceber os olhares tímidos que Alisa lançava repetidas vezes em sua direção, ele se forçou a manter a compostura.

Então está decidido. Ainda tenho o contato do Kiryuin no chat desde os tempos do conselho estudantil no fundamental. Vou mandar uma mensagem e chamá-lo. Quanto ao horário e ao lugar…

Que tal a sala do conselho estudantil, no intervalo do almoço?

Sim. Pode ser.

⋆⋅☆⋅⋆

 

Ah, foi mal. Um professor me parou no caminho.

Era hora do almoço. Yusho apareceu na sala do conselho estudantil cerca de cinco minutos depois do horário combinado. Masachika lançou-lhe um olhar direto e irritado. O de Alisa era oitenta por cento confusão, vinte por cento reprovação.

Ele havia pedido desculpas com uma justificativa, mas sua expressão estava longe de demonstrar arrependimento. Diante daquela atitude, Masachika não pôde deixar de suspeitar que ele tivesse se atrasado de propósito, como uma retaliação mesquinha por ter sido convocado em cima da hora.

Ei… essa sua falha não aumentou de novo?

Em vez de repreendê-lo pelo atraso, Masachika disparou a pergunta sem rodeios. O rosto de Yusho se contraiu, como se tivesse engolido algo desagradável.

É política da Sumire-neesan. Pelo menos até o fim do ano, sou obrigado a manter a cabeça raspada.

Ah, então você anda raspando regularmente. Isso explica por que essas áreas meio falhadas ficam mudando de lugar. Não sei que tipo de técnica de raspagem ela está usando, mas…

Masachika deu de ombros, murmurando o restante em voz baixa. Yusho lançou-lhe um olhar que claramente queria retrucar, mas logo recuperou a compostura.

Então? O que vocês querem?

Com um olhar de lado exageradamente afetado, Yusho encarou os dois. Masachika apontou preguiçosamente o queixo em direção a Alisa.

Eu só cuidei da convocação. Quem quer falar é a minha parceira.

Dito isso, cruzou os braços e se encostou na parede, deixando claro que apenas observaria. Yusho ergueu levemente uma sobrancelha. Alisa deu um passo à frente.

Esta deve ser a nossa primeira conversa formal… Kiryuin-san.

Sim, acredito que sim. Posso chamá-la de Kujo-san?

Sim.

Yusho levantou o queixo num gesto afetado, quase cômico de tão pretensioso. Alisa continuou, com expressão séria:

Gostaria que respondesse com franqueza. O que quis dizer quando afirmou que Miyamae-san está tramando algo na próxima assembleia estudantil entre o Clube de Piano e o Clube de Música Leve?

Yusho inclinou levemente a cabeça e lançou um olhar para Masachika antes de falar num tom deliberadamente dramático:

Ouviu isso do Kuze, imagino. Embora o próprio Kuze não tenha querido escutar.

A provocação era evidente. A boca de Masachika se torceu. Alisa também franziu a testa e respondeu com clareza:

Se foi com essa atitude que você explicou, não é de se estranhar que ele não tenha dado ouvidos.

A franqueza dela fez os olhos de Yusho se arregalarem por um instante. Sua compostura pareceu vacilar. Ele passou a mão pelos cabelos — apenas para perceber que não havia muito o que segurar — e seus ombros baixaram levemente.

Talvez minha atitude tenha carecido de cortesia. Peço desculpas.

Dessa vez, inclinou a cabeça com sinceridade. Masachika piscou, surpreso. Sem retomar o tom teatral, Yusho voltou-se diretamente para Alisa.

Você perguntou sobre Miyamae. É simples. Há claramente a malícia de alguém envolvida nessa questão.

Especificamente?

Alisa insistiu. Yusho levantou o dedo indicador.

Primeiro: nossa vice-presidente está tentando forçar uma assembleia estudantil imprudente. Pela personalidade dela, o normal seria negociar com o Clube de Música Leve. A menos que alguém a tenha instigado.

Entendo… E?

Ele ergueu o dedo médio em seguida.

Segundo: o súbito ressurgimento de rumores negativos sobre o Clube de Piano exatamente neste momento. Boatos que estavam começando a se dissipar voltaram a ganhar força. É difícil acreditar que isso não seja alguém alimentando as chamas deliberadamente.

Dizendo isso, Yusho abriu os braços de leve e deu de ombros.

E a origem de todo esse problema está no Clube de Música Leveo clube de Miyamae. O resto é… intuição.

Intuição…

Alisa repetiu a palavra em voz baixa, pensativa.

Então você está dizendo que, com base na sua experiência enfrentando Nonoa no fundamental, está convencido de que essa assembleia estudantil foi orquestrada por ela?

Bem, sim. Pela sua reação, presumo que alguém além de mim tenha lhes dado informações razoavelmente confiáveis.

Algo assim.

Alisa desviou habilmente da pergunta e continuou refletindo. Yusho deu de ombros novamente.

Se estão se perguntando por que Miyamae faria algo assim, nem percam tempo. Aquela mulher age quando decide agir. Tentar analisar seus motivos com padrões ou sensibilidades comuns é inútil.

Os olhos de Alisa vacilaram ao ouvir aquilo. Ela pareceu insegura e voltou o olhar para Masachika. Havia algo em seus olhos — ela queria que ele negasse. Mas Masachika apenas baixou levemente o olhar, indicando em silêncio uma concordância relutante com Yusho.

…!

Entendendo perfeitamente a resposta dele, Alisa cerrou os dentes e abaixou a cabeça.

Alya…

Ao ver Alisa claramente abalada, Masachika se afastou da parede e se aproximou da parceira. Hesitou, prestes a pousar a mão em seu ombro — mas, naquele instante, Alisa ergueu o rosto de repente e encarou Yusho diretamente.

Então, supondo que você esteja certo e que Nonoa esteja tramando algo… o que pretende fazer a respeito?

Obviamente, vou impedi-la. A sobrevivência do Clube de Piano está em jogo. E, mesmo deixando isso de lado, não tenho a menor intenção de permitir que aquela garota consiga o que quer.

E como exatamente pretende impedi-la? Você não conhece os detalhes do plano dela, conhece?

Infelizmente, não sou obrigado a revelar tanto assim.

Yusho virou o rosto, recusando-se a responder. Alisa, como se já esperasse por aquilo, mudou suavemente do interrogatório para a negociação.

Então vamos fazer um acordo. Se nos contar o seu plano, compartilharei as informações que temos. E, se pretende agir durante a assembleia estudantil, como membro do conselho responsável pela organização, posso oferecer certas facilidades.

Diante da firmeza com que ela falou, Yusho voltou-se para ela, visivelmente surpreso. Observou seu rosto por alguns segundos antes de esboçar um sorriso levemente sarcástico.

O que significa que, se eu recusar sua proposta, você poderia até me impedir de entrar na assembleia?

O quê? Não, isso não—

Heh… Se pretende se tornar presidente do conselho estudantil, deveria aprender a usar ameaças desse nível com mais eficácia.

O olhar de Alisa vacilou, constrangida, diante da provocação. O sorriso de Yusho suavizou-se um pouco. Ele deu de ombros e lançou um olhar para Masachika, que discretamente havia abaixado a mão.

Muito bem. Quanto a esta assembleia estudantil… consideremo-nos aliados.

⋆⋅☆⋅⋆

 

Então, no pior cenário, você vai incitar os ex-membros do Clube de Piano e forçar o cancelamento da própria assembleia.

Bem, isso só funciona se conseguirmos tocar o coração deles. Vai depender bastante da nossa vice-presidente.

De qualquer forma, é melhor informarmos discretamente o presidente e a vice com antecedência. Principalmente a Sarashina-senpaié melhor deixá-la preparada, ou ela pode acabar subindo no palco à força para impedir qualquer tumulto.

Haha… sim, consigo imaginar perfeitamente.

Naquele dia, depois das aulas, seguindo a sugestão de Yusho de que Nonoa poderia ter simpatizantes espalhados pela escola, os cinco — Masachika, Alisa, Yuki, Ayano e Yusho — reuniram-se em um karaokê a duas estações de trem da academia.

Ali, compartilharam as informações que cada um possuía e realizaram uma reunião estratégica. Restava pouco tempo até a assembleia estudantil, e haviam se reunido às pressas. Ainda assim, assim que os cinco se sentaram frente a frente, a discussão avançou rapidamente.

Quero identificar ao máximo possível que tipo de plano está em andamento… então pode deixar para agir só no último momento?

Para mim, tudo bem. Também quero expor as irregularidades de Miyamae. Mas, dependendo de como as coisas se desenrolarem, posso agir sem esperar seu sinal.

Isso é aceitável.

Então eu retornarei para casa, e o Masachika-kun passará primeiro no clube de sopros. Depois nos reunimos novamente.

Certo… entendido.

A reunião terminou em pouco mais de trinta minutos. Masachika e os demais soltaram um suspiro leve e beberam um gole de suas bebidas.

Então, sem aviso, Yusho escolheu uma música.

Espera, o que você está tentando cantar?

Se alguém vai ao karaokê e não canta ao menos uma música, isso não seria inadequado?

Ignorando o olhar morto de Masachika, Yusho ajustou o volume, levantou-se e começou a cantar.

Wow… So jealousyyyy~♪

Sério? Uma música em inglês? Até que ele canta bem…

Soltando um suspiro contido diante do narcisista satisfeito consigo mesmo, Masachika esperou até que Yusho estivesse totalmente concentrado na tela e então se inclinou em direção a Ayano.

Então… Ayano. Você está aguentando bem?

A garota, que mais uma vez havia se misturado ao ambiente como se fosse parte do ar, deu um pequeno sobressalto ao ouvir a voz dele e inclinou a cabeça.

Não estou sentindo nenhum desconforto físico em particular.

Não foi isso que eu quis dizer… Perguntei se você está bem mentalmente. Fazer algo tão diferente como espionagem e tudo mais…

No instante em que disse aquilo, arrependeu-se. Foi uma pergunta tola.

Não havia como ela estar completamente bem. Mesmo que não fosse especialmente próxima da pessoa envolvida, enganar alguém e extrair informações não poderia deixar sua amiga de infância indiferente.

Mas—

Não há problema. Estou ardendo com senso de missão, cumprindo uma tarefa que somente eu posso realizar.

Ayano respondeu sem hesitar. Sua expressão era ilegível; Masachika não conseguia captar seus verdadeiros sentimentos. Ele trocou um olhar com Yuki e deu um pequeno encolher de ombros, como quem diz: Não há o que fazer. Compreendendo a intenção do irmão, Yuki não insistiu.

Vamos agradecê-la direito quando tudo isso acabar.

É.

Após essa troca silenciosa, Yuki pegou o controle do karaokê.

Já que estamos aqui, que tal cantarmos um pouco também? Aliás, o Kiryuin-san canta muito bem…

O estilo dele tem personalidade demais. Parece que está completamente embriagado de si mesmo.

Espera a gente vai cantar mesmo? Eu estou incluída nisso?

Ué, não começa sem a nossa própria cantora, não é?

Quem você está chamando de cantora… sinceramente.

E eu também estou começando a ficar com fome. Que tal jantarmos aqui mesmo?

Ah sim, boa ideia. Vamos fazer isso.

E assim, no fim, os cinco passaram mais uma hora aproveitando o karaokê enquanto jantavam, antes de encerrarem a noite.

⋆⋅☆⋅⋆

 

Bem, então eu vou pegar um táxi para casa.

Até amanhã.

Obrigada por hoje. Vá com cuidado.

Sim.

Até amanhã.

Eles observaram Yusho seguir em direção à avenida principal, enquanto Yuki e Ayano entravam no carro da família Suou. Depois de se despedirem, Masachika virou-se para Alisa.

Bem, vamos para casa também?

Sim.

Começaram a caminhar lado a lado em direção à estação quando, de repente, Alisa soltou uma risadinha suave. Masachika piscou.

Alya? O que foi?

Ah hum…

Talvez nem tivesse percebido que sorrira. Ela balançou levemente a cabeça, um pouco envergonhada, e, após uma breve pausa, falou:

Quando ouvi que a Nonoa-san poderia estar tentando me armar uma armadilha… fiquei inquieta. Mas agora que podemos cooperar com a Yuki-san e a Ayano-san, eu me sinto… mais tranquila, eu acho.

Enquanto falava, seus pensamentos pareciam se organizar. Um sorriso suave se espalhou por seu rosto.

Eu realmente quero me tornar presidente do conselho estudantil. E não quero perder para a Yuki-san. Mas… também é verdade que uma parte de mim não queria que precisássemos lutar, se fosse possível evitar.

Hmm.

Mesmo que temporariamente, ela estava feliz por poder ficar lado a lado com alguém que era ao mesmo tempo rival e amiga. Ao ver aquele sorriso tão genuíno, Masachika teve vontade de apenas assentir e dizer: É, isso é bom.

Mas—

Odeio cortar o seu entusiasmo, mas não baixe a guarda demais.

— Hm? Por quê?

Alisa virou-se para ele, surpresa. Masachika evitou seu olhar e falou devagar, mantendo os olhos à frente.

É verdade que concordamos em cooperar contra o plano que a Nonoa supostamente está tramando. Mas não somos aliados. Não de verdade. Mesmo nessa conspiração, no fundo… ainda somos inimigos.

O que quer dizer?

A Yuki também entende isso.

Como assim?

É porque—



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