Volume 1
Capítulo 19: O Primeiro Passo
⚠ ️ Aviso de conteúdo: temas sensíveis.
A porta estava onde sempre estivera nos seus sonhos — mas, naquele dia, algo estava errado.
Ronan percebeu antes mesmo de dar o primeiro passo.
O chão respirava.
Não no sentido figurado. As pedras sob seus pés inflavam e desciam, como se um pulmão gigantesco estivesse enterrado logo abaixo, tentando regular o ar do lugar. A cada exalação, a luz diminuía; a cada inspiração, o corredor ganhava um brilho avermelhado, quente demais para ser natural.
E a porta…
A porta não era apenas vermelha.
Ela parecia molhada.
Ronan parou. Sabia que precisava recuar, que qualquer pessoa racional faria isso, mas o corpo não o obedeceu. Era como se fios invisíveis o puxassem pelo esterno, cada passo ecoando num ritmo que não era seu — como se a própria porta marcasse o compasso.
Quando levantou a mão, não foi por vontade.
Foi porque ela queria ser tocada.
Os dedos encostaram na superfície quente. Dessa vez, o calor não queimou — latejou, no compasso do seu coração. No terceiro pulso, veio um quarto. Depois um quinto. Depois uma batida que não vinha dele.
Tum.
A porta tremeu sob seu toque.
Tum.
Um som mais fundo, mais grave, vibrou no corredor.
Tum.
Tum.
Tum.
Ronan tentou falar, mas a garganta se fechou. A madeira pareceu se mover sob sua palma — respirar por conta própria, como se algo pressionasse o outro lado, prestes a empurrar.
Então uma mão — uma mão — tocou a porta pelo lado de dentro.
Os dedos pousaram exatamente onde os dele estavam, separados apenas pela madeira quente. Ronan congelou. As unhas do outro lado arranharam devagar, como se desenhassem o contorno da mão dele, dedo por dedo.
A voz veio depois.
Baixa. Trêmula.
Vinda de muito mais perto do que deveria ser possível.
— Não abra.
O sussurro riscava como metal arrastado na pedra, mas havia algo quase… humano. A madeira foi empurrada de dentro, estufando um centímetro, dois — como se o que quer que estivesse ali quisesse sair.
Ronan recuou um passo.
E então o som cessou.
Tudo cessou.
O corredor desfez-se como cinza soprada pelo vento.
…
Ronan despertou lentamente. A primeira coisa que sentiu foi o chão gelado sob as costas. A pedra áspera imprimia sua frieza através da roupa, atravessava a pele como um lembrete de que ainda estava ali… vivo.
Ele abriu os olhos.
O teto — o mesmo teto neutro e sem graça do seu quarto — parecia maior do que na noite anterior. Como se a distância entre ele e o mundo tivesse aumentado enquanto dormia.
Ronan não se moveu. Apenas respirou, imóvel, até que a sensação incômoda em seu peito se assentasse.
Era estranho. Ele não lembrava do sonho. Nenhuma imagem, nenhum som, nenhuma voz. Apenas um peso. Algo que apertava o fundo da mente… como a lembrança de um grito que nunca chegou a ser escutado.
“Se eu tivesse mantido os olhos fechados…”
O pensamento surgiu sem aviso, silencioso e frio.
“…ninguém teria percebido.”
Ele piscou devagar, franziu o cenho, estranhou a própria conclusão. Não soava como ele — mas, ao mesmo tempo… soava natural demais para ser questionado.
Ronan soltou um longo suspiro, quase vazio.
“Seria tão ruim assim… não acordar?”
A pergunta o atingiu sem violência, mas com precisão. Não era um desejo — era uma constatação calma, quase anestesiada.
“Morto, eu estaria longe daqui.”
O pensamento escorreu como água.
“Longe… deles.”
Uma pausa.
“…dela.”
Ele fechou os olhos por um instante. Não para dormir — mas para fugir da luz, mesmo que por alguns segundos.
E então, como água que se infiltra por rachaduras, a voz da rainha retornou à mente dele.
“Se morrer é uma opção que lhe agrada… não espere que alguém aqui tente impedi-lo.”
O estômago dele se contraiu.
O ar pesou.
“Morrer não me agrada.”
Pensou, com honestidade crua.
“…mas continuar aqui…”
As palavras surgiram devagar, cada uma um fragmento cortante.
“…continuar aqui dói mais do que eu esperava.”
Ele não pensou em nada por um tempo.
“É…”
O pensamento de Ronan surgiu devagar, com dificuldade.
“…talvez eu… devesse. Apenas morrer.”
A ideia não o assustou.
Simplesmente… apareceu.
Como quem abre uma porta e encontra um quarto que já sabia que existia.
“Rápido.”
Por um instante, a palavra pareceu reconfortante. Um corte limpo, um fim imediato. Mas então algo dentro dele se torceu, distorcendo o conforto em algo mais sombrio.
“…não. Não rápido.”
Um peso frio percorreu sua espinha.
“Eu não mereço rápido.”
Seu rosto permaneceu imóvel, mas a mente se quebrava em silêncio.
“Eu sou… imundo. Sujo.”
A respiração dele era trêmula, quase inaudível.
“Eu mereço… sofrer.”
Os pensamentos surgiam de forma desordenada. Um após o outro. Sem aviso.
Não havia lógica. Não havia força para afastá-los.
Ronan apenas os deixava passar, como se fossem lembranças antigas — mesmo que não fossem.
Entravam fundo. Naturais. Incômodos.
“Se eu ficar aqui… sem comer, sem sair…”
A mente dele completou sozinha:
“…posso morrer de fome.”
“Ou…”
Antes que a palavra seguinte surgisse, algo estourou dentro dele — não um som externo, mas interno.
Uma voz.
Clara.
Direta.
Autoritária.
“Levante-se.”
Ronan cerrou os dentes.
— Não… — murmurou, a voz quase infantil, quase quebrada. — Eu não quero… levantar.
A voz veio outra vez, mais firme.
“Levanta.”
— Por quê…? — ele sussurrou, com leve amargura. — Por que eu levantaria agora…?
E então, a ideia veio de repente.
Simples.
Cruel.
E fazia sentido.
“Se eu levantar agora…”
A mente dele completou, sem esforço:
“…posso encontrar algum penhasco.”
A boca se moveu levemente, como se provasse as palavras.
— Sim… — murmurou, quase convencido pela própria voz. — Eu deveria… levantar.
O corpo obedeceu antes mesmo que ele pensasse duas vezes.
Os músculos protestaram. As mãos tremiam. As pernas mal o sustentavam. A fome corroía o pouco de força que ainda restava.
Mas ele se ergueu.
Devagar.
Quase como quem desperta de um transe.
Ronan foi até a porta. Cada passo ameaçava derrubá-lo, mas ele seguiu. Seu peito pesava mais do que o corpo inteiro.
Ele abriu a porta.
O corredor o recebeu em silêncio — frio, impecável, vazio. O chão de mármore refletia as paredes de pedra do castelo com perfeição, tornando o espaço ainda mais fechado.
Ronan avançou um passo.
— Eu poderia… subir até a sacada. — murmurou.
E a ideia, agora completa, parecia… fácil.
Simples.
Apenas um caminho.
Ronan desceu os degraus sem contar. Um, dois… dez… cem… Logo perdeu a noção de quantos havia.
A cada passo, a pressão no peito aumentava — não era dor, nem medo. Era apenas a sensação de estar se afastando.
Ele caminhava, mas não prestava atenção ao próprio corpo. Os olhos seguiam em frente enquanto a mente se perdia em pensamentos confusos e silenciosos.
Passou por corredores onde ninguém lhe deu atenção. Um anão esbarrou nele com força; o ombro bateu contra o de Ronan num choque seco.
— Seu rato imundo… — resmungou o homem, sem diminuir o passo.
Ronan não olhou.
Não respondeu.
A injúria penetrou sua mente, misturando-se aos pensamentos que já ferviam ali dentro.
“Humano.”
“Bastardo.”
“Imundo.”
Os sussurros não vinham das pessoas.
Eram dele.
De algum lugar dentro dele.
Ainda assim, os pés avançavam. Um após o outro. Como se procurassem algo — uma saída, um precipício, qualquer borda que, enfim, o colocasse para fora de si mesmo.
Quando se deu conta, já havia passado pelas muralhas internas do castelo.
O ar mudou primeiro.
À frente, o interior da montanha se abria em um vasto domo — a grande cúpula de rocha que abrigava a capital de Karak-Dûm.
Luzes anãs brilhavam em arcos, pontilhavam as pontes suspensas, os elevadores de corrente, as casas cravadas na rocha.
Tudo seguia normalmente.
A vida continuava.
Mas, para Ronan, era como assistir a um mundo onde ele não existia.
Os anões pelos quais passava pareciam dispersos, ocupados demais com suas rotinas para notar sua presença. Ninguém desviava o olhar.
Ignoravam.
Completamente.
Como se ele não estivesse realmente ali.
Ronan seguia, sem destino, os olhos vazios, os passos sem rumo. Tudo ao redor parecia distante.
Então, algo cortou o ar.
Um som agudo, repentino — um grito.
Não foi alto. Não foi longo. Mas foi o suficiente.
Como uma pedra atirada num lago imóvel, o som quebrou a superfície do torpor.
Ronan parou.
O eco se espalhou pelas pedras, vibrando entre as casas cravadas na rocha. Seu corpo reagiu antes da mente, girando devagar em direção à viela estreita de onde o som partira.
No fim da passagem, a cena surgiu como um quadro partido:
Três garotos. Anões — dois, talvez três anos mais velhos que ele. Postados em semicírculo. E, encurralada entre eles e o muro de pedra… uma menina.
Pequena.
Magra.
Mas o que o fez prender a respiração não foi o medo dela.
Foi a cor.
Os cabelos — longos, soltos, um pouco embaraçados — tinham um verde muito claro, quase luminoso. Um tom raro, delicado, que lembrava a pétala translúcida de um lisianthus verde sob a luz da manhã.
Os olhos dela, igualmente verdes.
Havia sujeira incrustada nas bochechas dela, um risco de sangue seco no canto da boca. Mesmo assim, ela não chorava.
Encarava os três garotos — anões um pouco mais velhos, inflados de uma confiança infantil — com uma firmeza que destoava do corpo miúdo.
Um deles avançou.
A mão dele se enroscou no cabelo dela num puxão seco, violento o bastante para torcer-lhe o rosto. O lábio, já ferido, voltou a rachar. Ainda assim, nenhum som escapou.
O mais velho sorriu, satisfeito.
— Olha a porquinha… — provocou, inclinando-se para ver o medo em seus olhos. — Vai chorar agora? Chamar a mamãezinha? Ou o papai?
Ela ergueu os olhos.
E sorriu.
Não era deboche. Nem bravata. Era… convicção. Um brilho calmo, quase sereno, que antecedeu o golpe.
O punho dela subiu como um raio e acertou em cheio a garganta do grandalhão.
O impacto foi seco, certeiro. Ele se engasgou, cambaleando para trás. Os outros dois recuaram por instinto, sem entender como aquela garota minúscula os fizera dar um passo atrás.
Ronan observava da sombra da viela.
Silencioso.
Os dedos se contraíram sem que ele percebesse. O peito ardeu por um motivo estranho.
Não foi o golpe.
Foi a maneira como ela permanecia ereta.
“Ela não abaixa a cabeça.”
O pensamento veio claro.
“Mesmo sozinha. Mesmo menor que eles.”
Ronan respirou fundo. A garganta apertou.
“Mesmo assim…”
Engoliu em seco.
“…é linda.”
Não no sentido óbvio — a sujeira, o corte, o medo estampado no rosto. Mas havia nela algo que queimava. Algo feroz. Vivo. Algo que Ronan não via em si mesmo havia muito, muito tempo.
O garoto engasgou sobre o próprio ódio, a voz falhando sob o impacto na garganta:
— F-Filha da pu— puta! Eu vou arrancar seus dentes!
O braço dele recuou, pronto para esmagar o rosto da menina.
Mas Ronan… não viu o punho.
Viu a intenção.
E isso bastou.
Quando percebeu, já havia dado um passo à frente.
— PAREM.
A palavra explodiu como uma pancada. Rebateu nas paredes de pedra, subiu pela viela, reverberando como se a própria montanha tivesse falado.
Os três garotos congelaram, como se o próprio corpo tivesse esquecido o próximo movimento.
O maior piscou uma vez.
Depois outra.
Só então virou-se.
Ainda com a marca no pescoço, ele o encarou, irritado por ter sido interrompido no meio da diversão.
— Tsk… e esse aí? — cuspiu no chão. — Perdeu o caminho da lata de lixo, príncipe?
O segundo, o mais magro, apontou com um sorriso torto:
— Olha só… o humano engomadinho. O bichinho de estimação do rei.
O terceiro riu alto:
— Sabe correr, príncipe? Porque hoje a gente tá com vontade de brincar.
Ronan não respondeu.
Inspirou devagar.
Sentiu algo pesado se formar no peito.
As vozes deles se misturaram a outras, antigas demais para serem ignoradas. Zombarias que ele conhecia bem.
Quando riram de novo, foi o bastante.
O corpo reagiu antes do pensamento.
Um passo à frente.
Outro, mais rápido.
O terceiro, um avanço direto.
— Ei— o maior tentou dizer.
Tarde demais.
Ronan saltou.
Não foi bonito.
Não foi limpo.
Foi força pura.
O pé dele explodiu contra o rosto do garoto com um impacto seco. O som estalou pela viela.
THOCK.
O anão voou para trás, a cabeça batendo na pedra antes do corpo desabar, mole. Os outros dois recuaram — não por escolha. Mas porque os corpos deles recuaram.
A menina ergueu o rosto, ainda prensada contra a parede.
O olhar dela — surpresa.
Ronan respirava fundo, tentando controlar o próprio corpo.
O ódio não havia passado.
Mas agora havia clareza.
Ele ergueu o olhar para os dois garotos restantes.
— Mais alguém? — perguntou, a voz baixa e firme.
Passos responderam.
Pesados. Desordenados.
Vieram das sombras antes dos rostos aparecerem.
Então eles surgiram.
Cinco.
Seis.
Talvez mais.
Espalharam-se pela viela, ocupando o espaço aos poucos. Paus nas mãos. Pedras. Correntes improvisadas. Braços finos demais para segurar aquilo — mas segurando.
Ronan deu um passo para trás.
Não por medo.
Mas para ficar entre eles e a menina.
Ela se ergueu devagar atrás dele. A respiração ainda entrecortada, o peito arfando. Os cabelos verdes grudavam à testa, colados pelo suor e pela poeira.
Do novo grupo, alguém resmungou alto:
— É sério que você apanhou pro Ronan?
O garoto no chão tentou se sentar, mas a dor o puxou de volta. Um dos amigos se abaixou, segurando-o pelo braço, e lançou um olhar torto para Ronan.
Um riso nervoso escapou.
— Eu sempre soube que você era um idiota, Ronan… — disse o anão, tentando parecer maior do que era. — Mas não imaginava que fosse tão burro assim.
A menina se aproximou ainda mais, quase colada ao braço dele. O toque foi leve — quase nada. Mas Ronan sentiu.
O líder ergueu o pedaço de madeira acima da cabeça.
— PEGUEM ELE!
Os garotos avançaram.
Um amontoado de gritos.
Passos arrastados.
O som de pedras batendo umas nas outras.
Ronan enrijeceu. Ele abriu a boca para gritar de volta. Para correr. Para enfrentar.
E então—
Algo agarrou sua mão.
Forte.
Rápido.
Frio nos dedos. Quente na palma.
Ronan piscou, confuso.
A menina o segurava.
Com firmeza demais para alguém tão pequena.
— O qu—? — ele tentou dizer.
Ela puxou.
Sem hesitar.
— Anda. — disse, com a voz baixa, urgente. — Não vale a pena. Não por esses ratos.
Eles correram.
Não às cegas. Mas num movimento preciso, como se ela já soubesse exatamente para onde ir.
— Ei! Eles estão fugindo! — gritou um dos garotos, indignado.
Ronan pensou:
"Eu… não quero fugir…"
A voz não saiu. A garganta travou.
Tudo o que conseguiu foi encará-la.
Então ela se aproximou o bastante para que só ele ouvisse:
— Confie em mim.
Antes que ele entendesse, a garota fechou os olhos.
Os lábios começaram a se mover — rápidos, precisos. Ronan sentiu primeiro nos pés: um leve tremor, quase um arrepio subindo do chão. Os moleques, antes rindo e avançando, pararam. Trocaram olhares nervosos na viela estreita, dando um passo hesitante para trás.
Ela continuava murmurando.
E então—
A muralha nasceu.
A rocha explodiu do chão como um punho colossal, rasgando a terra, empurrando poeira para o ar, rachando a rua sob os pés dos garotos.
CRASH!
O impacto vibrou no peito de Ronan.
Quando abriu os olhos — não lembrava de tê-los fechado — uma parede de pedra bruta, irregular e imensa se erguia entre eles e o bando.
Do outro lado, os gritos explodiram:
— QUE POR—
— EI! VOLTA AQUI!
— ABRE ESSA PORRA!
Pancadas ecoavam na rocha, misturadas a xingamentos e ao som oco de botas escorregando.
Mas ali, daquele lado…
Era silêncio.
Silêncio, respiração… e a mão dela. Ainda entrelaçada à dele — quente, firme, um pouco trêmula.
Ronan olhou para os dedos, depois para a muralha, depois para ela… e a menina abriu os olhos bem devagar, como quem desperta de um sonho. Quando os olhares se encontraram, foi como baterem de frente com o próprio susto.
Nenhum dos dois soube o que dizer.
E então—
O estômago de Ronan roncou.
Não foi só um grrr.
Foi um GRRRRR de fera selvagem, faminta, abandonada na floresta há três dias. Ecoou no silêncio.
Ronan sentiu a alma tentar fugir do corpo. A menina piscou… e piscou de novo, devagar, como se estivesse tentando processar o que acabara de ouvir.
Ela levou a mão à boca — não para se espantar.
Para segurar o riso.
E falhou miseravelmente.
O primeiro som foi um pff baixinho, traindo qualquer tentativa de compostura. Depois veio outro, e mais um… até virar uma risadinha trêmula, tão leve e fora de controle que parecia que ela ia desmontar ali mesmo.
— N-não… — Ronan tentou, mas a própria voz falhou.
O que só piorou.
Porque ela olhou para ele naquele instante — bochechas coradas, olhos brilhando, segurando o riso como quem tenta segurar água com as mãos — e isso acabou com qualquer resistência que ele ainda tinha.
Uma risadinha escapou dele.
Torta.
Feia.
Quase um soluço.
E isso fez ela rir ainda mais.
Ronan acompanhou, sem entender bem o motivo, arrastado pela força irresistível de ter que acompanhar.
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