Ano 1 - Volume 9
Epílogo: Retorno
FINALMENTE, CHEGARA o dia da prova de fim de ano. Cada um de nós tinha feito o possível para se preparar, com base no simulado que havíamos feito. Segundo Horikita, Sudou, Ike e Yamauchi deviam se sair muito bem. Aparentemente, eles haviam estudado intensamente durante a semana anterior à prova.
Depois havia Akito, Haruka, Airi e Kei. Os alunos do meu grupo tinham conseguido elevar bastante seus próprios padrões. Os outros alunos, por sua vez, estavam recebendo ajuda de Hirata. Não havia sinais de que alguém estivesse realmente com dificuldades, então, contanto que todos cuidassem da saúde, a classe inteira deveria se sair bem nessa prova.
Nesse momento, ouvi passos apressados. Alguém estava correndo atrás de mim, tentando alcançar meu ritmo, e então desacelerava para acompanhar meu passo.
— Bom dia, Ayanokoji-kun! — Ichinose se aproximou, com um largo sorriso no rosto.
— Bom dia, Ichinose.
— Hoje é finalmente o dia, né? A prova de fim de ano. Estudou bastante?
— Mais ou menos, sim. Mas acho que… nem preciso perguntar no seu caso.
Não precisei nem pensar. A Classe B estava muito mais organizada que a nossa, e eu tinha certeza de que estavam muito mais preparados para a prova. Mesmo Ichinose, que havia estado ausente até pouco tempo atrás, provavelmente não tinha do que se preocupar em termos acadêmicos.
— Você foi muito incrível ontem, Ichinose. Incrível o suficiente para encantar até alguém como eu — disse a ela.
— S-Sério…? Mas acho que é como Sakayanagi-san disse… Eu só estava sendo sem vergonha.
Na verdade, Ichinose não havia cometido um crime de verdade. Tudo havia sido resolvido depois que sua mãe tomou as medidas adequadas. Era um problema que não existia. Ela carregava um peso completamente desnecessário.
— Foi graças a você que consegui me reerguer, Ayanokoji-kun.
— Eu não consigo ser um ombro para você se apoiar, nem me preocupar com você como os alunos da Classe B podem. Só pensei em tentar ouvir, é tudo. Não é nada pelo qual você precise me agradecer.
— Não, isso não é verdade… Se você não estivesse lá, Ayanokoji-kun, acho que eu definitivamente teria me destruído e desmoronado, como da última vez. Nesse sentido, Sakayanagi-san me derrotou completamente desta vez.
Sakayanagi havia manipulado Ichinose com sucesso devastador, levando-a à beira da autodestruição. Certamente não se podia prever o que teria acontecido se eu não tivesse me envolvido. Mas eu queria deixar algo claro.
— Não quero que você sinta que me deve demais. Eu não fui nada além do catalisador. No fim das contas, você é a única que conseguiu superar seu próprio passado.
— Sim, acho que você tem razão. Eu nunca poderei desfazer o que fiz. Não importa quanto tempo passe, talvez nunca chegue um dia em que eu sinta que meus pecados realmente desapareceram. Mas… a partir de agora, posso enfrentar a vida de frente. Tenho certeza disso.
Agora tudo deveria estar bem. Não importava quem tentasse culpá-la, Ichinose seria capaz de se manter firme. Ela havia se tornado forte — mais forte que qualquer outra pessoa. Eu esperava que, no futuro, se tornasse uma rival ainda mais formidável.
Mesmo assim, nada na vida é garantido.
— Se algum dia você sentir que está prestes a perder o controle de si mesma, pode falar comigo novamente.
— Hã…?
— Quando esse momento chegar… sim. Eu pelo menos poderei ouvir você.
Ichinose parou e ficou completamente imóvel.
— Posso realmente depender de você…?
— Se você estiver bem com alguém como eu.
— Sério?.
— Sim, sério.
Assenti, embora estivesse um pouco confuso com a pergunta.
— M-Muito obrigada… — disse, baixinho. Uma reação incomum de Ichinose, geralmente tão animada. Ela rapidamente balançou a cabeça, talvez percebendo que sua reação havia sido fora do normal.
— M-Mas… você não vai se arrepender algum dia? — perguntou, olhando-me profundamente.
— Hm, acho que você tem um ponto. Quero dizer, nossa classe pode ficar presa na B. Se você e sua turma se formarem na A, meus colegas podem acabar me culpando por isso.
— C-Certo? — respondeu, coçando a bochecha com um sorriso irônico.
— Bem, se esse momento chegar, só não conte para a Horikita.
— Heheheh. Sim, tudo bem. Vou fazer isso.
Ichinose, caminhando ao meu lado mais uma vez, alongou os ombros. Parecia novamente alegre e radiante, como se tivesse renascido. Bem, então. Tudo que restava agora era passar pela prova de fim de ano. Ela continuava olhando para mim em silêncio.
— O que foi? — perguntei.
— H-Hã?
— Você está me encarando há um tempo. Se tiver algo a dizer, pode falar. Estou ouvindo.
— Bem, para ser sincera, eu… Ah! Desculpe, Ayanokoji-kun. Pode esperar um pouco?
No instante em que Ichinose ia falar, sua atenção se voltou para outro aluno à nossa frente. Um rápido olhar na direção dele, e nas pessoas ao redor, deixou claro o que estava acontecendo.
— Desculpe. Vou até lá rapidinho — disse Ichinose, afastando-se de mim e correndo para alcançar o aluno à nossa frente. — Bom dia, Nagumo-senpai.
— Oh, Honami. Você está animada esta manhã.
Nagumo talvez tivesse se surpreendido ao ver o sorriso restaurado de Ichinose.
— Porque é assim que eu sou.
— Você não sente ressentimento de mim, Honami? — perguntou ele.
— Ressentimento de você? — respondeu Ichinose, inclinando a cabeça para o lado, aparentemente confusa. Imediatamente depois, porém, ela pareceu compreender o significado da pergunta.
— Não sinto nenhum ressentimento, Nagumo-senpai. Só sou grata a você. Sério, muito obrigada por me aceitar no conselho estudantil. Vou me esforçar ao máximo daqui para frente, então espero poder trabalhar bem com você.
— Entendo. Bem, parece que você vai superar minhas expectativas.
Nagumo olhou para mim por um instante e, em seguida, virou-se e se afastou. Não era difícil perceber o que ele queria dizer com aquele olhar. Ele queria derrubar Ichinose Honami e reconstruí-la com as próprias mãos. Pretendia domá-la completamente e torná-la sua peça.
O olhar que ele me lançou transmitia seu desagrado por eu ter atrapalhado seus planos — o que significava que ele tinha entendido que eu estivera envolvido nesse incidente de alguma forma.
Ichinose se curvou para Nagumo e voltou para perto de mim mais uma vez.
— Ei! — chamou, a voz notavelmente alta. Abriu bem a boca e continuou: — Hum, então, ouça.
Enquanto falava, ela mexeu em sua mochila escolar. Então parou.
— O que foi? — perguntei.
— Hum, bem, é que… I-Isto é estranho. Eu tinha planejado só falar Aqui está! mas…
Ichinose parecia hesitar, ainda remexendo na bolsa, mas então pareceu se decidir e tirou algo de lá. Estendeu para mim.
— Está um pouco atrasado, mas… você aceita esses chocolates de Valentine de mim? É que… eu nunca dei chocolates assim para ninguém antes e… Essa é a única forma que eu consigo expressar minha gratidão, então…
— Você não precisa se sentir obrigada a me retribuir com algo, sabia?
O dia 14 já havia passado, mas certamente eu não me importava em ganhar mais chocolate de uma garota. Dito isso, eu não fiz nada por isso, esperando chocolate. Ela não precisava se sentir na obrigação de me dar nada.
— N-Não estou me forçando, viu! V-Você não quer?

— Não, quero sim… Obrigado.
Os chocolates poderiam começar a derreter se ficassemos muito tempo fora. Sem falar que as pessoas poderiam nos notar. Então, aceitei com gratidão o presente de Ichinose.
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