Setes – Volume 8 – Capítulo 15 – Mesmo Modelo


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Mesmo Modelo

 

Eu vi as mãos vindo na minha direção da parede, mas foi repentino demais para o meu corpo reagir.

Meu corpo ter começado a ser coberto pela intensa fraqueza e dor era uma coisa, mas minha mentalidade havia relaxado, com a batalha terminada.

(Por que tão de repente…)

As mãos femininas vindo me esmagar.

Mas a pessoa a aparecer na minha frente foi…

… Mônica.

— O que você está fazendo com o meu Frangote!? Espera, o que é isso!?

Ela havia pego seu martelo especial de sua saia, mas quando ela o bateu contra as mãos, o martelo afundou e se prendeu como se estivesse entrando em argila macia.

E enquanto sugava o martelo, as palmas continuavam a se aproximar.

Cima. Baixo. Esquerda. Direita.

Quando me virei para correr, dedos começaram a brotar do chão.

As primeiras coisas a serem pegas foram minhas pernas.

— O qu-! Até do chão…

— Ehyee! Nesse caso…

Mônica também estava afundando, e meus arredores começavam a deixar meu campo de visão.

Novem e as outras estavam tentando usar magia. Eu podia ouvi-las me chamando. A Mônica continuou a afundar enquanto abria caminho na minha direção, e me abraçava.

— Oy, o que é que você…!

— Apenas fica quieto dessa vez!

Ela me segurou firmemente, e tentou me levantar.

Então ela estava tentando me deixar escapar? Enquanto tentava me levantar, o Terceiro soltou sua voz…

『O que está acontecendo… elas estão vindo de cima também.

Uma quantidade de mãos se fechava em nossa volta, e minha consciência gradualmente se dissipou.

… A cena era uma onde a Aria não podia fazer nada além de olhar.

Não, para ser mais precisa, ela não podia fazer absolutamente nada.

De repente, mãos gigantes haviam brotado das paredes e chão, engolindo o Lyle e a Mônica.

A fim de salvá-los, ela havia acertado alguns feitiços e golpes, mas as mãos semelhantes a argila meramente regeneravam assim que eram atacadas.

Nunca tendo ouvido de um monstro desses antes, Aria olhava para a parede onde o Lyle havia sido levado.

Era de onde as mãos haviam aparecido, e para onde elas eventualmente retornaram.

Aria correu, colocou sua mão nela, mas tudo que encontrou lá foi a parede escarpada da caverna.

— Por q… por que… uma coisa dessas…

Isso não era possível.

Quando ela estava prestes a murmurar isso, Miranda terminou os preparativos de sua magia para colidir contra a parede.

— Aria, mova-se um pouco… Canhão de fogo!

Ela disparou uma poderosa bola de fogo, que espalhava fagulhas enquanto acertava a parede. Torrada de preto, e afundada, sendo uma parte do Labirinto, ela logo começou a se restaurar.

Tendo saltado para fora do caminho, a Aria olhou para a cena, e pensou no pior dos casos.

— O Lyle e a Mônica estão…

… Mortos. Ela não podia se levar a terminar a frase.

Mas a Miranda levantou suas mãos para preparar outro ataque mágico contra a parede.

Aria olhou em volta para descobrir que a entrada para o nono andar ainda estava fechada. E o som de algo desmoronando veio da entrada de onde eles vieram.

Ela se virou para ver o teto acima dela desabar para selá-las lá dentro.

— O que está aconte…

Aria estava em pânico, e era o mesmo para a Miranda. Elas nunca ouviram de algo sendo trancado após derrotar o chefe.

E elas não queriam simplesmente considerar isso como algo que simplesmente não sabiam.

Lentamente começando a se mover, Novem caminhou na direção da parede enquanto levantava seu cajado sobre a cabeça.

— Novem, o que você…

Um mero cajado não podia abrir paredes. Ou assim a Aria queria dizer, mas ao observar o cajado da Novem, ela arregalou seus olhos.

A cabeça do cajado começou a mudar de forma.

O cabo preto também se estendeu, e a coisa toda começou a tomar a forma de uma picareta.

A novem segurou o que uma vez foi um cajado ao alto com ambas as mãos, mas a porção da picareta era do mesmo tamanho que ela… não, parecia excedê-la.

Ela levantou aquele corpo mais alto, e o desceu. Com toda sua força.

Mas seus movimentos também eram algo que a Aria não podia acreditar.

De novo, e de novo, sua velocidade subia mais e mais enquanto ela começava a talhar a parede mais rápido do que ela podia se regenerar. Olhando para a porção prateada da picareta, Aria relembrou a Joia que o Lyle carregava.

— É o mesmo que a arma do Lyle.

Ela podia mudar para a forma de uma espada enorme, e um arco. Os ornamentos em volta da Joia dele. Aria relembrou como eles também eram prateados.

Observando a Novem inexpressiva e silenciosamente tentando destruir a parede, a voz da Aria não saía.

A Novem normal era uma maga que servia como poder de fogo do grupo.

Ela nunca participava em combate a curta distância, e não parecia ter tanta força.

Mas, diante de seus olhos, Novem balançava um equipamento de mineração enorme desses em todas as direções para aparar a parede.

Mas seus movimentos de repente pararam.

(Huh… fios?)

Captando a luz da lanterna do bote, ela viu fios se envolvendo em torno do corpo dela para parar seus movimentos.

Virando-se, Novem inexpressivamente se dirigiu à Miranda:

— … Me solta. Eu não tenho tempo para prestar atenção em você.

A parede que ela havia trabalhado tão duro para talhar estava se recuperando visivelmente.

Quando a Aria olhou para Miranda, parecia como se esses fios estivessem vindo das pontas dos seus dedos. Ela vestia as mesmas luvas de sempre, ainda assim, parecia que os fios estavam as atravessando.

— Eu sinto a mesma coisa. Mas nesta situação, não temos escolha além de precisar do seu poder.

Miranda desfez sua postura, e os fios se afrouxaram, separando-se da Novem.  Aria mal pôde vê-los.

Parecia como se os fios estivessem se pendurando das pontas dos dedos da Miranda. Ela levantou sua mão, apertando e estendendo seus dedos algumas vezes para confirmar a sensação.

Novem retornou à picareta para sua forma de cajado, e o levantou.

— Oy, vocês duas, parem log…

Quando a Aria estava prestes a impedi-las, um algo semelhante a um mugido veio da água com a aparência de um chefe.

E não era só um.

O chefe que elas haviam derrotado ainda estava flutuando de barriga para cima na água, mas o mesmo tipo de monstro surgia, um após o outro, das profundezas.

Eles numeravam dez.

Um número grande o bastante para fazer a vasta sala parecer pequena.

Miranda virou seu corpo na direção da água, estendendo suas mãos à frente. ela imediatamente as cruzou na frente de seu peito.

— … Eu queria guardar isso como trunfo contra você, sabia.

Um número de cortes apareceu acima do pescoço do chefe mais próximo.

Novem entoou uma magia:

— Onda de fogo…

Havia sido em uma voz baixa; diferente do normal, uma tingida de raiva. O chicote de fogo desceu sobre o chefe amarrado, e as chamas o queimaram.

Ele se debateu, e fugiu para a água, mas mesmo então, o fogo não se apagou. E ele começou a flutuar do mesmo modo que o chefe que elas já haviam derrotado antes do fogo finalmente se apagar.

Nesse espaço de tempo, Miranda havia retalhado um segundo.

Mas…

— Aria, minhas desculpas, mas você terá que se proteger sozinha. Eu não estou acostumada a usar isso, então não sei quantos posso derrotar. E… e eu não serei capaz de derrotar esses números.

Diante da frase fraca da Miranda após derrotar o segundo, Aria levantou sua lança.

— Bem, não olhe para mim. Essa quantidade também está além de mim. Mas se for só um ou dois… 【Célere】.

Usando sua própria Skill, Aria saltou sobre o chefe que havia começado a se arrastar para terra, e lançou um número de ondas de choque voando para ele.

Após vários cortes se abrirem em suas costas, ela desceu, com lança e tudo, para empalá-lo.

Quando saltou do monstro chefe derrotado, Aria estava coberta em sangue.

— Ainda bem que eu perguntei ao Lyle onde encontrar o coração. Mas é um método de luta que eu realmente gostaria de evitar.

Ensanguentada, a Aria olhava para Novem.

Já há um tempo, as luzes haviam desaparecido dos olhos dela.

(Ela está mais bizarra que o normal…)

Aria achava a Novem um pouco estranha. Ela era bondosa, e confiável, mas havia momentos que a Aria não podia deixar de achá-la assustadora.

E seu atual nível assustador estava subindo.

Após a Miranda massacrar um terceiro, a Novem correu para a frente, colocou a ponta de seu cajado na água.

Em uma voz mais fria que antes:

— … Congele no inferno. E não entre no meu caminho de novo. Mesmo se você for minha… Eu não perdoarei.

No instante seguinte, toda a água na sala havia congelado.

(O que foi que ela acabou de dizer… ?)

Aria havia perdido as palavras importantes, mas diante da expressão de gelar o sangue da Novem, ela calou sua boca com força.

Novem puxou seu cajado, mudou sua forma para um martelo, e o desceu.

Os monstros chefes se despedaçaram junto com o gelo despedaçante…

Eu escutei uma voz.

Era uma voz me chamando:

O tom nostálgico pertencia ao meu pai, Maizel Walt.

『Lyle, que tipo de Senhor você vai se tornar quando crescer?』

Mas apesar de eu relembrar essas palavras, descobri que não podia lembrar o que eu havia respondido. Era só que, ao ouvir minha resposta, meu pai deu um sorriso caloroso, e me fez cafuné.

Lentamente, as vozes me chamando começaram a se multiplicar.

Quando eu notei, a voz do Quinto era claramente audível:

『Acorda logo!』

A voz do Quarto também estava agitada:

『Não~ Isso foi definitivamente inesperado.』

O Sétimo:

Kuh, o que pode ter acontecido…』

O Sexto se preocupava comigo:

『Lyle, ainda consegue lutar? Você ainda não está em uma situação onde possa relaxar.』

O Terceiro falou:

『Acorde, e olhe em volta. Ei, você vai encontrar uma cena que não poderá ver em lugar nenhum se desdobrando.』

Ouvindo isso, lentamente abri meus olhos para ver a Mônica de pé na minha frente.

Ela se encontrava em uma posição como se para me proteger, e sua figura estava surrada.

Próximo, o que uma vez fora seu martelo extra largo, rolava. Além disso, sua maça estava no chão em um estado como se houvesse derretido.

(O que exatamente poderia…)

Mover meu corpo era doloroso, e eu sentia a vontade de fechar meus olhos e voltar a dormir.

Mas infernos que eu podia fazer isso.

Coloquei força no meu braço direito para levantar meu corpo. A Mônica se punha de pé na minha frente. Ela posicionava seu corpo como se para me proteger de algo.

O martelo enorme estava semiderretido no chão.

Sua maça derretida estava vermelha, soltando fumaça, no chão. Estava emanando um odor característico.

Quando tentei me levantar, a Mônica me deu uma mão.

Seu uniforme de empregada estava em farrapos, e em volta…

— Por que essas daí estão aqui… e por quê há duas Mônicas?

Ajudando-me a levantar, Mônica falou irritada:

— Não posso concordar com isso daí. Está dizendo que aquilo ali é o mesmo que eu? Que tal dar uma olhada melhor? Eu tenho seios, enquanto o inimigo não tem. Só porque somos da mesma linha de produção, eu teria problemas se você nos agrupasse juntas.

Os olhos de uma enfurecida Mônica estavam apontados para uma autômato, com marias-chiquinhas loiras, pele branca, e olhos vermelhos.

O que diferia era, como ela disse, provavelmente os seios. Mas também havia outras diferenças.

Sobre suas costas, ela carregava uma ferramenta com extensões como as pernas brancas de um inseto.

A autômato môniquesca levantou ambos os lados de sua saia um pouco, e ofereceu uma mesura. Assim como a Mônica, seus gestos eram perfeitos.

Mas…

— É um prazer conhecê-lo. Me desculpo profundamente por ter que aparecer nesta forma, e peço seu perdão por isso. Acima de tudo, eu não estive em uma posição capaz de sofrer manutenção.

Ambas suas pernas estavam descascadas, e dos farrapos em seu avental, eu pude ver a cor prateada de uma máquina.

As outras autômatos em volta estavam no mesmo estado.

Elas estavam quebradas, mas de pé com forma perfeita. Entre elas, algumas haviam perdido ambas as pernas, e estavam se pondo de pé com o suporte de suas companheiras.

E uma até tinha metade de sua face explodida.

Observando a cena, vi que havia algum dano na aparência da Mônica também.

— Vocês se enfrentaram?

Eu fitei o inimigo, e ela fez uma expressão um pouco cansada.

— Nós apenas queríamos ver a que nível ela podia atuar. Ela é a existência que podemos nos referir como nossa “irmãzinha” recriada pelo Labirinto afinal. E considerando como ela desejava ser de alguma utilidade para os humanos, tal avaliação de performance era necessária. Para que não nos separemos de novo.

(Separar? Do que é que ela está falando…)

Mônica refutou.

— Isso é uma mentira! Isso são puros ciúmes! Vocês todas estão simplesmente com ciúmes por que eu tenho um maldito Frangote pra mim, minhas alto proclamadas “irmãs mais velhas”!

Sendo chamada de irmã mais velha, a autômato levou sua mão à boca, e sorriu.

— Oh, do que você pode estar falando? Pois bem, há pouco tempo, então transmitirei imediatamente.

Autômato ofereceu outra mesura.

— Nós somos incapazes de nos identificarmos. A informação que podemos transmitir é em muito, limitada. Mas…

Mas…?

— … Número oito deixou uma mensagem conosco. Para nós, é uma coisa bastante desagradável também.

Ouvindo sobre número oito, não fui capaz de entender nada.

(Minha cabeça ainda está balançava.)

Nisso, o Quarto:

『Lyle, é o peridoto! A pedra de nascimento do oitavo mês! Além do mais, número oito! Há alguma coisa acontecendo com este Labirinto!』

Quando agarrei a Joia, a irmã da Mônica olhou para ela.

— Essas são algumas memórias estranhas que você mantém. Um item bastante incompatível com esta época. Oh, é mesmo, a mensagem. Muito bem…

A irmã da Mônica continuou com uma expressão séria.

— De número oito, para você… uma mensagem para Lyle-sama… 『Caso queira… saber tudo sobre Septem… venha até minha posição』 ela diz. E finalmente…

(Septem… é sobre a Celes!)

Me perguntei porque número oito saberia algo sobre a Celes, mas podia imaginar o tipo de ligação que elas tinham pelos números.

E a mensagem final era…

— …『Por favor, confie na Novem』. Isso é tudo.

Ouvindo isso, notei que alguma parte de mim achava simplesmente natural o nome da Novem ter aparecido em primeiro lugar.

(Então ela realmente sabe de algo… Novem.)

 


Tradução: Batata Yacon   |   Revisão: Delongas   |  Auxílio de Revisão: BravoED


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