Vol 2

Prólogo

Eu, Yumiella Dolkness, sou a vilã e chefe secreta de um jogo otome. Ou pelo menos agora sou, já que reencarnei no corpo de Yumiella. Quando percebi quem eu havia me tornado — uma garota destinada a ser mais forte que o chefe final, também conhecido como o Lorde Demônio, e capaz de usar a poderosa magia negra — talvez eu tenha me empolgado um pouco demais. Meus instintos de jogadora tomaram conta e eu me dediquei demais a subir de nível.

Quando entrei na Academia, durante a avaliação de nível na cerimônia de abertura, foi revelado que eu estava no nível sem precedentes de 99, e por isso as pessoas ficaram muito assustadas comigo. Algumas delas até suspeitaram que eu fosse o Lorde Demônio. O fato de eu ter nascido com o mesmo cabelo preto que ele não ajudou em nada, assim como a percepção do Reino de Valschein de que a cor preta simbolizava o mal.

Alicia — a personagem principal do jogo — e seus três interesses amorosos também estavam convencidos de que eu era o Lorde Demônio, e tentar esclarecer as coisas com eles foi uma tarefa verdadeiramente difícil. No fim, o único que entendeu que eu era apenas uma civil completamente inofensiva foi o Príncipe Edwin. Quanto aos outros três… bem, eles quase me assassinaram momentos antes da nossa batalha contra o verdadeiro Lorde Demônio. Meus pais também tentaram me matar, o que me levou a herdar o título do meu pai e me tornar uma condessa.

Sabe, eu sinto que muita gente já quis me matar…

Apesar de tudo isso, não é como se eu não tivesse vivido bons momentos. Consegui chocar meu adorável dragão Ryuu de um ovo que eu mesma incubei e, melhor ainda, conheci alguém que gostava de mim por quem eu sou. Aliás, ele — Patrick Ashbatten — e eu estamos no meio de uma luta contra um monstro.

Nesse ponto, havia se passado aproximadamente um ano desde que toda a comoção em torno da ressurreição do Lorde Demônio havia se acalmado, e Patrick e eu tínhamos nos aventurado nas profundezas de uma masmorra perto da Capital Real. Era a mais perigosa das duas masmorras da região — Patrick era provavelmente o único capaz de enfrentar os monstros ali. Bem, Patrick e eu.

Depois de destruir uma onda inteira de monstros que vinha em nossa direção, Patrick se virou para mim e ofegou: “Você não poderia me ajudar um pouquinho?”

Balancei a cabeça negativamente. “Não posso”, disse simplesmente. “Já alcancei o nível máximo, então a experiência seria um desperdício.”

“Mesmo assim, é um pouco difícil lidar com tantos sozinho…”

“Na verdade, eu estava pensando nisso”, admiti. “Você precisa parar de jogar tão na defensiva. Se você não conservar sua energia desviando de ataques no último segundo, ou não usar mais força do que o necessário para derrotá-los, sua eficiência na coleta de experiência vai cair.”

Ele poderia até mesmo absorver o impacto dos ataques para ganhar tempo, pensei.

“Não adianta ser eficiente se eu acabar me machucando e não puder continuar”, disse Patrick, parecendo decididamente pouco convencido.

“É por isso que estou aqui! Mesmo que você perca um braço ou uma perna, posso te ajudar na hora.”

Meus pensamentos voltaram à minha infância, quando eu vivia coberta de feridas recentes. Eu ainda era frágil naquela época, e usar minha magia de cura para recuperar um membro perdido fazia parte da minha rotina diária. Honestamente, eu sabia que, contanto que protegesse minha cabeça, a maioria dos outros ferimentos poderia ser curada.

Pensando bem, existe até a possibilidade de eu regenerar minha cabeça, pensei. Patrick deveria ser grato por ter uma curandeira tão habilidosa ao seu lado…

 

Patrick, no entanto, pareceu discordar. “Vou vir sozinho daqui para frente”, disse ele, desanimado. “Sinto que corro mais perigo quando você está por perto.”

“Você sabe que, na pior das hipóteses, você poderia morrer em uma masmorra, certo? Só estou aqui porque estou preocupada com você.”

“Mas eu não consigo dizer se você está tentando me matar ou me manter vivo…”

É claro que eu quero que você viva! Pensei, indignada. Você é o meu namorado mais querido! Espera aí… Eu e o Patrick somos namorados?

{Moon: Maaa não é possível…}

Revirei todas as minhas lembranças recentes da Academia, mas não conseguia me lembrar de ter feito nada romântico com ele. Não tínhamos jogado água um no outro na praia, nem nos esbarrado no ponto de encontro combinado umas oito horas mais cedo do que o combinado…

A gente se beijou… não foi? Acho que sim. Mas, na verdade, não tivemos nenhum encontro… Ou melhor, será que nosso passeio atual não pode ser considerado um encontro? Quer dizer, quando um cara e uma garota saem, só os dois… Assenti para mim mesma. É, isso com certeza é um encontro.

“É claro que quero que você viva, Patrick”, eu lhe disse. “Quero que você tenha uma vida longa, para que possamos ter muitos encontros como este.”

“Isto que estamos fazendo agora definitivamente não é um encontro”, protestou Patrick.

Voltei a mergulhar em pensamentos. É errado tentar marcar um encontro em uma masmorra?

{Yoru: já uma frase parecida em algum lugar… | Del: Isso facilmente dá um nome de anime nos dias de hoje.}

 

<==<>==<>==<>==>

 

Pouco tempo depois, Patrick e eu decidimos encerrar o dia e começamos a voltar em direção à entrada da masmorra. À medida que chegávamos aos níveis inferiores, menos monstros apareciam, então acabamos caminhando lado a lado e conversando.

“Esta pode ser a última vez que vamos vir aqui, já que a formatura está tão próxima”, comentei.

Patrick assentiu com a cabeça. “Parece que também vamos nos formar na masmorra secreta da Capital Real.”

A masmorra secreta da Capi— Ah, certo. Acho que essa masmorra se chama secreta mesmo. O nome não parece muito apropriado, já que a outra só é acessível em um nível bem mais baixo.

Enquanto continuávamos a percorrer o caminho escuro da masmorra, um momento de silêncio se instalou entre nós. Olhei para Patrick e o flagrei me encarando, com um olhar quase temeroso.

“Aconteceu alguma coisa?”, perguntei.

Ele balançou a cabeça. “Não, eu só pensei que você poderia sugerir eliminar o chefe para comemorar nosso último encontro, ou algo assim.”

“Patrick, não lute contra o chefe daqui.”

“Seja lá o que for, deve ser algo muito forte para você dizer isso”, comentou ele, arqueando as sobrancelhas.

Se bem me lembro do jogo, essa masmorra não tinha nada de especial além de estar perto da Capital Real. Para piorar, o chefe era um saco — eu odiava aquele golem.

“Não é que o chefe seja particularmente forte”, eu disse a Patrick. “É que ele tem uma defesa muito alta, então lutar contra ele é muito ineficiente em termos de experiência.”

Demorou uma eternidade para derrotar aquele golem, já que o monstro era resistente tanto a ataques físicos quanto mágicos. Ele também deixava cair um elixir por algum motivo, o que achava estranho e completamente desnecessário — não era como se eu precisasse de itens de recuperação durante a batalha.

Patrick suspirou. “Me preocupei à toa. Esqueci que você é esse tipo de pessoa.”

Esse tipo de pessoa? Pensei, perplexa. O que isso significa?

Mas antes que eu pudesse perguntar, ouvi algo farfalhando à nossa frente. Patrick e eu interrompemos nossa conversa e erguemos nossas armas, preparando-nos para um ataque frontal, mas relaxamos ao perceber que os sons que tínhamos acabado de ouvir eram apenas o arrastar de passos e o murmúrio baixo de algumas vozes.

Parece que, pela primeira vez, outras pessoas estão aqui, pensei. É melhor eu chamá-los primeiro, para que não acabemos em uma briga.

“Olá, hoje é um ótimo dia para explorar masmorras, não é?”

“Ora, ora”, respondeu uma voz masculina. “Estou surpreso em ver outras pessoas aqui. Somos membros da Ordem Real dos Cavaleiros. Estamos aqui para treinar.”

Parece que são dois ou três, pensei.

Decidi continuar, já que não previa ter problemas com membros da Ordem dos Cavaleiros. Virei uma esquina e deparei-me com três homens vestidos com uniformes de Cavaleiros Reais, cada um empunhando uma espada.

Inclinei-me em reverência, apenas para ser recebido com um grito.

“Opa! Tem alguma coisa aqui!”

“O quê?” Olhei em volta, tentando entender o que tinha aparecido, mas a única outra coisa que vi foi Patrick, que olhava com desconfiança para o grupo de homens à nossa frente.

Um dos cavaleiros que não havia gritado deu um passo à frente e fez uma reverência. “Peço desculpas por isso, Condessa Dolkness. Não esperávamos encontrar alguém aqui, e parece que ele foi pego de surpresa. A senhorita está retornando à superfície?”

“Sim”, concordei, “já estamos de saída. Ah, e só para você saber, derrotamos a maioria dos monstros por volta do quadragésimo nível. Suspeito que aquela área não terá muita coisa acontecendo por um tempo.”

O cavaleiro deu uma risadinha. “Hahaha, isso não deve ser problema. A profundidade máxima que iremos será por volta do décimo nível.”

“É mesmo? Bom, então boa sorte.”

E assim, nossa conversa inocente terminou e seguimos caminhos separados.

Ainda assim, não pude deixar de me perguntar o que aquele cavaleiro tinha visto. Essa pergunta só foi respondida alguns instantes depois. Graças à minha audição aguçada, que desenvolvi ao subir de nível, consegui captar a conversa dos três cavaleiros.

“Não pensei que iríamos esbarrar com ela”, murmurou um deles. “Achei que ia morrer quando ela surgiu do nada na escuridão.”

“Foi ela quem escureceu os céus na Capital Real, não é? Pensar que ela tem o poder de invocar a noite… Que coisa assustadora.”

“Eu também fiquei bastante assustado quando a encontramos”, disse o cavaleiro que havia falado comigo. “Parece que as histórias sobre ela ser um demônio de cabelos negros e domadora de dragões não estão muito longe da verdade. Mas ela pareceu bem normal quando conversei com ela.”

Um dos outros cavaleiros zombou. “Uma pessoa normal iria até o quadragésimo nível desta masmorra? O cara que estava com ela era filho de um marquês, não é? Não sei como ele aguenta ela.”

“Sim…” Houve uma pausa. “Sabe, depois de vê-la pessoalmente, acho que foi ela quem derrotou o Lorde Demônio.”

“A declaração oficial do reino é que Sua Alteza o derrubou, então não diga isso a outras pessoas.”

Ah, então eles tinham medo de mim. Eles até descobriram a verdade por trás da batalha contra o Lorde Demônio…

Não pude deixar de me perguntar se Patrick, que caminhava ao meu lado, também tinha ouvido a conversa deles. Era um pouco constrangedor que os Cavaleiros Reais da elite deste reino tivessem medo de mim.

“Só para você saber, Yumiella”, disse Patrick de repente, “eu não sinto que estou ‘aturando’ você.”

Então ele ouviu tudo… pensei. Mas, espera aí, se ele não está me aturando, significa que está escolhendo passar tempo comigo! Então, afinal, isso é um encontro.

Eu sorri, levemente. “Obrigada, Patrick.”

 

<==<>==<>==<>==>

 

Poucos dias após nossa aventura na masmorra, ocorreu a cerimônia de formatura da Academia Real do Reino de Valschein. Eu me perdi em devaneios durante os discursos de formatura do Príncipe Edwin e do diretor, e logo depois, a cerimônia terminou sem que nada de notável acontecesse.

Chegou a hora de irmos a um jantar com bufê, que estava sendo realizado no mesmo local.

Então… Refleti. Esse é o tipo de evento em que posso sair quando quiser?

Eu tinha outras coisas para fazer, incluindo arrumar meu quarto. Estava muito ocupada para ter tempo de curtir uma festa.

Na verdade, pensando bem, acho que nunca me diverti em uma festa.

Decidi procurar Patrick e sugerir que fôssemos embora. Enquanto o procurava com o olhar, uma pessoa começou a se aproximar — alguém que a maioria das pessoas evitava. Seus olhos se encheram de lágrimas quando ela se aproximou de mim, como se pudesse desabar em lágrimas a qualquer momento.

“Estou tão triste por ter que me despedir de você, Yumiella”, disse ela, fungando. “Nós… nós vamos nos ver de novo, não é?”

“Vamos sim, vamos sim”, prometi. “Agora, poderia me dar um pouco mais de espaço, senhorita Eleanora?”

Lancei um olhar cauteloso para a garota à minha frente. Ela era Eleanora Hillrose, filha de um duque, e por algum motivo estranho, gostava muito de mim. Ela e seus cachos loiros continuavam se aproximando cada vez mais — eu sentia que ela estava a segundos de se agarrar a mim.

“Quando nos veremos de novo?”, perguntou ela. “Amanhã? Depois de amanhã?”

“Bem, estarei na mansão da minha família na Capital Real por alguns dias, então acho que poderemos nos encontrar algumas vezes.”

“Sério?!” exclamou Eleanora, feliz. “Então, com certeza irei te visitar!”

Ops, acho que falei demais. Ela definitivamente vai se convidar para minha casa.

A expressão de Eleanora se fechou de repente, como se ela tivesse percebido algo. “Mas… por que você disse que só poderíamos nos encontrar ‘algumas vezes’? Yumiella, você vai embora da Capital Real?”

“Sim, voltarei para o meu condado.”

Agora que eu havia sucedido ao título do meu pai, eu era responsável pelo Condado de Dolkness. Antes, eu deixava as coisas a cargo do nosso adjunto, já que eu ainda era estudante, mas a partir de agora eu precisaria voltar para casa e trabalhar presencialmente.

{Yoru: que pena, prefiro home-office }

Fiquei surpresa que a senhorita Eleanora não tenha percebido que eu estava saindo antes disso, pensei. Quer dizer, já é de conhecimento geral que eu me tornei a condessa de Dolkness…

“Não, mas isso não pode… Ah! Isso significa que você também tem que se despedir do Patrick?”

“Receio que sim…”

Eu realmente não tinha me permitido refletir sobre esse assunto até agora, e comecei a franzir levemente a testa.

Ela tem razão, pensei com um suspiro interior. Até agora, eu conseguia ver o Patrick na Academia todos os dias, mas depois daqui, não vou conseguir encontrá-lo com tanta facilidade.

A casa de Patrick, a Marca de Ashbatten, ficava no lado completamente oposto do reino em relação ao Condado de Dolkness, com a Capital Real situada entre os dois. Era algo que eu sabia há muito tempo, algo que eu sabia desde o dia em que conheci o Patrick, mesmo antes de ele ter confessado seus sentimentos por mim. Ainda assim… por mais que eu soubesse dos fatos, isso não tornava nossa situação menos triste.

“Não acredito que vocês dois vão se separar…” disse Eleanora com um suspiro pesado. “O que você está fazendo perdendo tempo conversando comigo?! Você deve… ir depressa até o Patrick!”

Eleanora se abaixou atrás de mim, me empurrando para frente por trás. Eu não me movi nem um centímetro — meus músculos significativamente mais fortes me permitiam permanecer no lugar sem esforço.

Não é como se fosse garantido que o Patrick estivesse por ali, pensei, exasperada. E, de qualquer forma, como é que eu vou lidar com essa situação…?

Enquanto ponderava sobre o que fazer a seguir, ouvi uma voz me chamar de um lado da sala. Virei o pescoço naquela direção e vi um rosto familiar.

Eu sabia que aquela era a voz dele. Sabia que você estava me levando na direção errada, senhorita Eleanora.

“Olá, Yumiella e… senhorita Eleanora. O que exatamente vocês estão fazendo?”

“Ah, na verdade estávamos procurando por você”, eu lhe disse.

“E que maravilha que finalmente te encontramos, não é, Yumiella?” perguntou Eleanora alegremente. “Não se preocupe, vou me manter longe — não quero me intrometer nos seus assuntos amorosos.”

Dito isso, ela mergulhou imediatamente no mar de outros alunos da Academia e… depois se virou e nos observou com grande interesse.

{Moon: Eu faria exatamente a mesma coisa kk…}

Tenho quase certeza de que isso também pode ser considerado intromissão, senhorita Eleanora.

Patrick e eu nos entreolhamos e rimos nervosamente, ambos muito conscientes da intensidade penetrante do olhar de Eleanora.

“Isso é apenas um palpite”, eu disse, “mas acho que ela pensa que não a notamos.”

Patrick deu uma risadinha. “Parece que a senhorita Eleanora continua a mesma de sempre.”

Agora que ele estava na minha frente, fiquei encarando o rosto do Patrick. Quanto mais eu o olhava, mais pensava em como teríamos que ficar separados por um tempo. De repente, comecei a entender por que Eleanora tinha se exaltado tanto a ponto de chorar. Mas Patrick… ele parecia estar agindo exatamente como sempre.

“Quer que eu lhe traga uma bebida?”, perguntou ele.

“Não, estou bem.”

De repente, a preocupação tomou conta dos olhos do Patrick. “O que foi, Yumiella? Você parece tão triste. Está mesmo tão infeliz por ter que deixar a Academia?”

Não entendo como você e Lady Eleanora conseguem ler minhas emoções pela minha cara inexpressiva. Pensei, surpresa por ele ter percebido meus sentimentos. Patrick… Não me importo de sair da Academia — só de pensar em ficar longe de você, já me sinto tomada por uma tristeza e solidão imensas.

{Yoru: me sinto como a Agnes de Meu Malvado Favorito na cena do unicórnio de pelúcia… | Moon: Sim, sim e sim.}

Ainda assim, não havia como eu dizer uma coisa tão embaraçosa em voz alta. Imaginei que minha incapacidade de expressar esse meu lado pudesse ser um dos motivos pelos quais nós dois não tínhamos tido nenhum momento particularmente romântico juntos.

Talvez eu devesse simplesmente contar a ele como me sinto honestamente, pensei. Mesmo que eu acabe passando vergonha, terei algum tempo para me acalmar, já que ficaremos separados por um tempo. Mesmo assim, a ideia parecia um pouco assustadora demais. Por que ser direta é tão difícil…? Como eu digo a ele que ele é o motivo da minha tristeza, e não a Academia? Hum… Talvez se eu disser que as pessoas são mais importantes do que os lugares, ele entenda.

“Bem, você sabe… A força da posição de alguém nunca poderá prevalecer sobre a força de uma união forte, ou algo assim.”

Patrick piscou, mas depois perguntou: “Que texto militar você está citando? Eu também gostaria de lê-lo.”

Ele não entendeu nada! Eu gemi por dentro. Patrick, por que você simplesmente não entende?! E eu que pensava que a cerimônia de formatura seria uma boa oportunidade para expressar meus sentimentos, uma chance que o destino me deu…

Enquanto eu permanecia ali paralisada, buscando desesperadamente as palavras certas, Patrick continuou casualmente: “Ah, é mesmo, esqueci de mencionar isso, mas antes de você voltar para o Condado de Dolkness, pode ficar um pouco na Capital Real?”

“O quê? Por quê?”

“Só tenho algumas coisas para resolver, mas eu estava planejando ir ao Condado de Dolkness com você.”

Patrick… vem comigo? Isso significa que não precisamos nos despedir! Vamo time, nunca fui triste! Mas, acho que vou ter que esperar um pouco para compartilhar meus verdadeiros sentimentos…

De qualquer forma, achei muito reconfortante saber que Patrick viria comigo. Eu estava preocupada em descobrir como administrar o Condado de Dolkness sozinha, mas com Patrick ao meu lado, tudo certamente daria certo. Fiz um esforço enorme para conter a minha empolgação e não começar a dançar na frente de todos.

Forçando desesperadamente minha voz a um tom neutro, perguntei: “Você também vem, então?”

Patrick deu um leve sorriso. “Sim, quem sabe o que aconteceria se eu deixasse você ir sozinha.”

“Não é como se eu fosse fazer alguma coisa de propósito…”

“Eu não achei que você fosse fazer isso”, concordou Patrick. “Mesmo assim, algum tipo de acidente sempre acontece quando você está por perto.”

Talvez eu não devesse ficar tão animada com a vinda dele, afinal…

E assim, meu terceiro ano na Academia chegou ao fim. Com o término da minha trajetória como estudante, segui para a próxima fase da minha vida: assumir meu papel como condessa do Condado de Dolkness.

 

Resenha do Tradutor e Revisores

Yoru: E aí pessoal! Sejam muito bem vindos ao volume dois de Akuyaku Reijou Level 99. O epílogo do volume 1 já começa a parte da história que o anime não cobriu ainda (até o momento da tradução deste capítulo) então estamos entrando em território desconhecido. Espero que se divirtam lendo tanto quanto eu estou me divertindo ao traduzir esta obra. Por favor passem no nosso discord (link abaixo) para conversarmos sobre este volume. Até o próximo capítulo! :)

-DelValle: Yo Leitores, finalmente voltando com o vol 2 hein. E nmrl, ela está perdidamente apaixonada~. Pelo visto parece que teremos uma dosagem de romance a mais a partir de agora. Alguém aí está aceitando insulina? Mas bem, é isso, me vou também e até mais!

-MoonLak: E alcançamos o anime, isso foi até bem rápido akakak! Bom “Vamo time!!!” porque a partir de agora vai vir o conteúdo inédito! Hehehe… Simplesmente abrimos o volume 2 como? Momentos de despedidas, momentos fofos entre o nosso casal e nossa duplinha dinâmica kk! Até o cap 1 rapeze, e, aliás, Del, eu quero a Insulina por favor! 

 

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