Vol 2
Interlúdio 15
Eleanora
Uma semana depois de Yumiella e Patrick terem deixado a Capital Real, Eleanora Hillrose caminhava apressadamente por um corredor da propriedade de seu amado pai. Sua urgência devia-se ao duque, que a convocara com a mensagem de que havia algo importante que precisavam discutir.
Eleanora chegou ao quarto do pai e entrou sem sequer bater. “Pai!”, exclamou. “Cheguei!”
O duque levou a mão à testa. “Eleanora, você precisa bater na porta ao entrar em um cômodo. Além disso, precisa falar mais baixo.”
“Entendido!”, respondeu ela, enérgica.
O duque suspirou e mandou que ela se sentasse, e Eleanora sorriu animada ao se acomodar em uma cadeira. Assim que se acomodou, o duque lhe entregou um grande envelope, que ela aceitou com as duas mãos. Ela olhou para a carta com um olhar perplexo e tinha acabado de começar a abri-la quando seu pai a interrompeu.
“Espere aí, isso não é para você”, disse ele, com voz exasperada. “Gostaria que você fosse entregar para o Ronald.”
“Então… é uma carta para o meu irmão?”
Duke Hillrose assentiu com a cabeça. “Sim, está correto. Saiba que, após entregar o documento a Ronald, você ficará sob seus cuidados.”
“E-Entendi…?”
Ao ver a confusão no rosto de Eleanora, o duque suspirou novamente e decidiu explicar-lhe o que queria dizer em termos mais claros. “Com isso, quero dizer que você ficará com Ronald por um tempo. Você deve levar consigo tudo o que for importante para você.”
“Ronald e eu vamos fazer uma festa do pijama?!”
Os olhos de Eleanora brilharam enquanto seu coração se enchia de alegria, e ela começou a divagar em voz alta sobre os muitos itens que imaginava que deveria levar consigo. O duque a interrompeu, dando-lhe uma severa advertência.
“Lembre-se: leve apenas o que for realmente valioso para você. Escolha seus itens com cuidado, como se soubesse que não poderia voltar.”
O rosto de Eleanora se contraiu em desânimo. “O quê? Mas eu não quero isso! Se eu não puder voltar, não poderei vê-lo, pai!”
“Eu não disse que você não ia poder voltar; eu só disse que você deveria arrumar as malas como se não pudesse. Não se preocupe — nos veremos novamente. Eu te amo, Eleanora.”
“Eu também te amo!” Eleanora respondeu alegremente, saindo da sala sem olhar para trás.
Tristeza e dor tomaram conta do rosto de seu pai, mas, de costas, Eleanora não percebeu nada. Mal sabia ela que aquele encontro fora sua última chance de ver seu amado pai.
{ Yoru: ih… | Moon: Um clima de velório, do nada… | Del: Um homem de sacrifício. }
O duque Hillrose, agora sozinho em seu quarto, fechou os olhos e conteve as lágrimas com todas as forças. Não havia tempo para chorar — ele tinha uma missão a cumprir. Respirando fundo e soltando o ar, o duque conseguiu recuperar a calma. Forçou os cantos dos lábios a se curvarem num sorriso.
“Chegou finalmente a hora de cumprir a missão desta casa: liderar uma rebelião contra a família real. Estamos prontos para partir, e tudo o que nos resta é encontrar alguém que continue a trabalhar para alcançar nossos objetivos.”
O duque estava absolutamente certo de que seu plano daria certo. Ele acreditava que seu filho lidaria com a situação adequadamente ao receber os documentos que acabara de enviar com Eleanora, os quais explicavam os detalhes do seu plano.
“Parece que chegou a hora de eu ir para o Condado de Dolkness, então”, murmurou o duque para si mesmo, finalmente se levantando.
O motivo de sua viagem ao condado de Yumiella era simples: aquele era o território que abrigava a pessoa que o duque almejava como sucessor. Seu plano havia sido perfeito até então… embora, em um aspecto, parecesse ter falhado.
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Após o encontro com o duque, Eleanora dirigiu-se ao seu quarto, como lhe fora dito, e agora revirava seus pertences, escolhendo o que precisaria para sua noite fora de casa. Enquanto fazia isso, ouviu-se uma batida na porta, seguida da voz de um dos criados que trabalhavam na propriedade do duque.
“Aqui está uma carta para você, senhorita.”
Eleanora fez uma pausa. “Uma carta? De quem é?”
“É da condessa de Dolkness.”
“Da Yumiella?!”
Eleanora correu até a porta e praticamente arrancou a carta das mãos da criada, radiante por receber uma mensagem de sua melhor amiga. Era raro Yumiella tomar a iniciativa — normalmente, era Eleanora quem fazia isso.
Abrindo a carta com júbilo, Eleanora percorreu com os olhos as palavras rabiscadas no papel dentro dela.
“Está acontecendo!” exclamou ela, erguendo o punho no ar de repente.
“Por favor, acalme-se, minha senhora”, disse o criada, cansada.
Mas Eleanora não podia fazer nada disso — a carta continha o anúncio do casamento iminente de Yumiella e Patrick, que aconteceria em seis meses. Transbordando de alegria, Eleanora escapou alegremente das tentativas de sua criada de contê-la, saltitando feliz pelo quarto.
“Oh, que ocasião feliz! Preciso visitar Yumiella e parabenizá-la imediatamente! Por favor, preparem uma carruagem — estou indo para o Condado de Dolkness!”
Assim, Eleanora saiu correndo da propriedade do duque, levando consigo apenas a roupa do corpo. Carregando o grande envelope que seu pai lhe dera debaixo do braço, Eleanora correu para o local onde sua amiga a esperava, ansiosa por dar os parabéns.
Foi assim que o Condado de Dolkness se tornou o palco da comoção que estava prestes a varrer o país de Valschein, que originalmente deveria começar e terminar na Capital Real.
{ Moon: Insira aqui aquele meme do cachorro olhando pra cima com a musiquinha a ia ia ia… | Del: Os dois se encontram na casa da Yumiella: “Filha, você entregou o envelope para o seu irmão?”. “A…”}
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