SESSÃO 9

201 – Ayaka Fora de Controle; A Razão Encurralada

🛑AVISO IMPORTANTE🛑:

⚠️Este capítulo possui restrição de conteúdo para idade +16. Contém cenas que podem não ser favoráveis/confortáveis a todos os leitores, por favor considerem se realmente querem ler. Você foi avisado, leia por sua conta e risco!⚠️

 

“Eu… também te amo.”

   As palavras de Ayaka carregavam um calor tamanho que fizeram as orelhas de Haruto queimarem. Com os olhos marejados, ela encarava intensamente a pessoa que mais amava.

“Haruto…”

   Sussurrando o nome dele, Ayaka apertou os braços ao seu redor.

“...Ayaka?”

   Sendo abraçado com força, Haruto notou que algo nela parecia um pouco diferente do habitual. Seus olhos úmidos mal piscavam, fixos diretamente nele sem hesitar. Pareciam doces e afetuosos — mas, ao mesmo tempo, havia uma força neles, como se ela tivesse travado em seu alvo.

“Eu gosto de você… eu te amo…”

   Murmurando palavras de amor, Ayaka inclinou mais o peso do corpo sobre ele. Meio empurrado por ela, Haruto caiu para trás na cama.

“!?”

“Haruto… eu te amo tanto.”

“E-ei!? Ayaka!?”

   Ele tentou se sentar em pânico, mas Ayaka subiu em cima dele, prendendo-o para que não pudesse se levantar. Completamente dominado, Haruto ficou deitado sob ela. O rosto dela estava corado como se tivesse febril enquanto se aproximava. Suas pernas se entrelaçaram com as dele, e seus braços o envolveram. Ela pressionou o corpo firmemente contra o dele e aproximou o rosto.

“A-Ayaka?”

“O que foi?”

“Bem… talvez devêssemos, só por um segundo, dar um pouco de espaço entre nós?”

“Não.”

   Ela rejeitou a sugestão dele com palavras e ações, abraçando-o ainda mais forte. Quanto mais seus corpos se pressionavam, mais um desejo irresistível brotava dentro de Haruto. Com Ayaka agarrada a ele tão de perto, ele nem conseguia distinguir se os batimentos cardíacos acelerados que sentia eram seus ou dela.

“M-mas, você sabe, nesse ritmo pode haver alguns problemas— mmph!?

   Suas palavras foram cortadas. Os lábios de Ayaka selaram os dele completamente. Após o que pareceu ser mais tempo do que o normal, seus lábios se separaram por apenas um milímetro.

“Não há problema nenhum.”

   O hálito quente dela roçou os lábios dele enquanto falava.

“Nós vamos ser marido e mulher.”

“Isso é verdade. Mas—”

“Então temos que ter um romance adulto.”

[Almeranto: UEEPAAA! Vai rolar????]

“...Um romance adulto?”

   Com uma expressão sonhadora, Ayaka pronunciou a frase misteriosa. Já atordoado, Haruto lutava para processar aquilo.

“Em momentos como este, os adultos confirmam seu amor.”

“Confirmam… seu amor?”

   Isso significava… o que ele achava que significava?

   O calor dela, o peso, a sensação macia e inequivocamente feminina de seu corpo — tudo nela era cativante, e os pensamentos de Haruto começaram a nublar.

“Sim. Foi o que dizia no livro.”

“Livro?”

   Um ponto de interrogação gigante flutuou em sua mente lenta. Livro? Ela estivera estudando seriamente educação sexual e saúde antes de dormir? Antes que ele pudesse organizar sua confusão, seus lábios foram capturados novamente.

Mmh…

   A sensação quente e macia se espalhando por sua boca enfraqueceu gradualmente sua resistência.

“Haruto… me abraça forte também?”

“...Tudo bem.”

   Atendendo ao pedido dela, ele assentiu obedientemente e a abraçou — com delicadeza, mas firmeza. Ayaka esfregou a bochecha contra a dele e retribuiu o abraço com a mesma intensidade.

“Eu te amo, Ayaka.”

Mm… eu também.”

   Ela selou os lábios dele mais uma vez. A cada beijo, a razão de Haruto enfraquecia. E em seu lugar, outro desejo crescia: a possessividade. O sentimento pequeno, mas real, que havia brotado quando viu outro garoto se confessar para Ayaka. Diante da figura indefesa à sua frente, Haruto sentiu o coração ser dominado.

“Ayaka…”

   Ele estendeu a mão e acariciou a bochecha dela. Ver como ela aceitava seu toque — aceitava tudo dele — só fazia aquela possessividade inchar ainda mais. Ele queria tingi-la com sua própria cor. Monopolizar o olhar dela. Queria que o coração e o corpo dela — tudo — pertencessem a ele. Sua mão deslizou da bochecha para a nuca, enquanto o outro braço envolvia a cintura esguia.

“Eu te amo.”

   Puxando-a para perto e segurando-a com força, ele falou.

“Estou feliz.”

   Aceitando tudo, Ayaka aninhou-se de forma sonhadora contra o peito dele.

“Consigo sentir seu coração, Haruto. Está disparado.”

“Isso é porque você é fofa demais.”

“Sério?”

“Sim.”

   Ela sorriu alegremente, esfregando a bochecha no peito dele antes de levantar levemente o rosto. Então, pressionou um beijo no pescoço dele.

“Quer conferir o meu coração também?”

   Com isso, ela pegou a mão direita dele e a pressionou contra o próprio peito. A mão dele foi envolvida por uma maciez sedutora. Sob aquele calor suave, ele sentiu o batimento cardíaco dela, forte e rápido.

“E então? Consegue sentir?”

“...Está martelando.”

“Sim. Exatamente como o seu.”

   Ela sorriu para ele, totalmente derretida. Ver Ayaka envolta em tamanha felicidade fez o peito de Haruto latejar ainda mais forte.

“Ayaka…”

   Ele a puxou para perto novamente. Ela o aceitou sem hesitação, passando as mãos pelas bochechas dele e colocando-as contra o peito, como se quisesse confirmar sua presença. Alguém que o amava. Que o aceitava. Alguém que ficaria ao seu lado não importa o quê, que prometera estar com ele para sempre. A presença de Ayaka crescia dentro dele, estimulando ferozmente sua possessividade. Era uma tentação insuportavelmente doce.

“Ayaka, eu te amo.”

   Ainda segurando-a, Haruto inverteu as posições.

“Ah…”

   O olhar dela, que antes era para cima, tornou-se um olhar de quem o via de baixo. Ele se moveu sobre ela, pairando acima. Com essa mudança, um desejo de dominância misturou-se à sua possessividade. Ele prendeu os pulsos dela na cama e a beijou.

Mm… Ha-ru-to…

   Seus olhos se encontraram — o olhar dela estava marejado e atordoado. Ver-se refletido nos olhos dela o encheu de satisfação. Uma sensação de onipotência, como se ele controlasse tudo. Uma superioridade, como se tivesse reivindicado cada parte dela. E o impulso implacável sussurrava: Mais. Mais…

   Movido por desejos que não conseguia mais controlar, ele a buscava faminto.

“Ayaka… Ayaka…”

   Chamava o nome dela repetidamente, segurando-a firme, beijando-a sem parar. No entanto, cada beijo — cada abraço — não o satisfazia. Em vez disso, seu desejos apenas se intensificavam. Como uma sede insuportável. Ele queria saciá-la. Realizá-la. Seguindo aquele anseio instintivo, ele a segurou e capturou seus lábios mais uma vez.

Ah… nn… Haruto… e-espera…”

“Eu te amo, Ayaka… tanto… eu te amo…”

   Seus pensamentos já não funcionavam corretamente. Ele só conseguia repetir palavras simples. Havia apenas uma coisa em seu coração: Eu quero mais da Ayaka. O sentimento continuava crescendo. Mas, naquele ritmo, não seria satisfeito. Como se para afastar sua frustração, Haruto alcançou as roupas dela.

   Naquele momento, seus olhos se encontraram à queima-roupa. E Haruto notou algo — um leve tremor nos olhos de Ayaka. Dentro de sua expressão beatificamente derretida. No fundo de seu olhar lacrimejante, algo oscilou.

   Ansiedade. Ou talvez medo.

   Uma emoção negativa dentro da garota que o estava aceitando. Aquilo se destacava nitidamente contra a felicidade que ela irradiava — mesmo que fosse apenas o mais ínfimo broto enterrado profundamente em seu coração. Como ela estava envolta em alegria e amor, aquela pequena ansiedade pareceu ainda mais pronunciada para ele.

   Naquele instante, o desejo que governava Haruto desapareceu. A razão tomou conta de todo o seu corpo.

“— Desculpa!”

   Ele imediatamente soltou os pulsos dela e se afastou.

“? Haruto?”

   Ayaka inclinou a cabeça, intrigada pela distância repentina. Parecia que ela mesma nem havia notado a emoção que ele sentira.

“Bem… desculpa. Eu de repente… me empolguei demais…”

   Sem saber quais palavras usar, ele desviou o olhar. Interpretando mal a reação dele, Ayaka estendeu a mão novamente, tentando diminuir a distância.

“Eu… se for você, Haruto… eu quero que seja você…”

   As bochechas dela coraram intensamente enquanto olhava para ele. A razão de Haruto vacilou. O desejo ameaçou movê-lo novamente. Assustado com a intensidade de seus próprios sentimentos, Haruto resistiu desesperadamente ao charme dela.

“Eu também te amo, Ayaka. Por isso… vamos nos acalmar um pouco.”

   Ele falou tanto para si mesmo quanto para ela. A felicidade de Ayaka — era isso que mais importava para ele. Como seu namorado, como sua futura família, ele queria maximizar a felicidade dela na vida. Para isso, deixar-se levar agora não era o certo. Com essa convicção vaga, mas firme, ele forçou sua razão a trabalhar em potência máxima, lutando contra a garota irresistível que se agarrava a ele.

“Ayaka… só um pouco. Vamos dar um espaço.”

“Não…”

“Mas assim—”

   Bem quando ele lutava para convencê-la, ouviram um clique do lado de fora do quarto — o som de uma porta se abrindo. O corpo de Ayaka enrijeceu instantaneamente. Passos de chinelos. O som de alguém descendo as escadas. Parecia que Shuichi ou Ikue haviam saído do quarto e descido para a sala de estar.

   O ruído vindo de fora do mundo deles.

   Haruto olhou para Ayaka, que havia congelado enquanto se agarrava a ele. As orelhas dela estavam vermelho-vivo, os olhos arregalados em choque.

“...Ayaka?”

“…………Ah! E-eu quero dizer… bem…”

   As palavras dela falharam. Seu corpo, antes rígido, agora tremia levemente.

“E-eu só… com o Haruto… para confirmar nosso amor… já que estamos noivos… um r-romance… adulto…”

   Sua fala quebrou como um vídeo travando, descontínua e incoerente. Sobrecarregada por um constrangimento imenso. Haruto a puxou gentilmente para um abraço suave.

“Desculpa. Eu estava… meio que perdendo o controle também. Você estava fofa demais…”

   Ele falou devagar, tentando acalmar tanto a ela quanto a si mesmo.

“Bem, eu realmente te acho irresistível. E algum dia… mas hoje…”

Mm… tudo bem…”

   Incapaz de encará-lo, Ayaka enterrou o rosto no ombro dele e assentiu repetidamente.

“Então por hoje… bem… b-boa noite.”

“Sim… boa noite.”

   Haruto soltou-a lentamente. Por um breve momento, os braços dela se apertaram ao redor dele. Mas apenas por um segundo — então eles escorregaram.

“Até amanhã…”

“Amanhã…”

   Após dar a ela um pequeno sorriso de despedida, Haruto saiu do quarto. Ao fechar a porta atrás de si, ele pensou ter ouvido um gemido abafado vindo lá de dentro.

Ahh—…



— Almeranto: Caara… Que capítulo foi esse? Kkkkkkk. Eu fiquei surpreso com esse nível de pegação. Se não fosse pela razão do nosso menino Haruto algo com certeza teria rolado aqui. Bom, a Ayaka está cada vez mais atacante também, logo logo vai dar em alguma coisa isso daí.

Apoie a Novel Mania

Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.

Novas traduções

Novels originais

Experiência sem anúncios

Doar agora