SESSÃO 7
175 - Algum Dia, Um Dia…
Depois de se despedirem de Tomoya e dos outros, Haruto chegou ao Kids World.
Junto com Ayaka e Ryota, ele se divertiu nas atrações infantis, como uma mini montanha-russa e um jogo no estilo caça ao tesouro, onde procuravam personagens do parque pela floresta.
"Mano! Mana! Eu quero brincar naquele agora!"
Com um enorme sorriso no rosto, Ryota puxava Haruto e Ayaka animadamente.
"Ok, ok, mas não puxa tão forte assim," disse Ayaka com um sorriso gentil, tentando acalmar o irmãozinho animado demais.
"Você está se divertindo, Ryota?" Haruto perguntou.
"Sim! Eu tô me divertindo muuuuito!" Ryota respondeu, balançando a cabeça tão entusiasmado que o corpo todo se movia. Gritando “Rápido, rápido!”, ele continuou arrastando Haruto e Ayaka para a próxima atração.
Eles chegaram a uma área de brincadeiras com formato de castelo, feita de colchões infláveis e balões — um enorme brinquedo pula-pula.
"Mano, esse agora!"
Sorrindo com a impaciência de Ryota, Haruto e Ayaka trocaram um olhar divertido.
"Ryota, que tal esperarmos na fila aqui?"
"Tá bom!"
"Trocam as pessoas a cada 10 minutos, então devemos entrar em mais ou menos 20," Ayaka calculou, olhando a fila.
Pouco depois, Ryota já estava pulando como louco dentro do castelo inflável. Quando saíram da atração, até Haruto e Ayaka estavam um pouco ofegantes de tanto acompanhar o ritmo.
"Ei, que tal descansarmos naquele banco?"
"Boa ideia."
Haruto avistou um banco vazio e sugeriu uma pausa, e Ayaka concordou. Ryota, cheio de energia, correu e se jogou no banco imediatamente.
"Você realmente tem energia de sobra, hein, Ryota?"
"Uhum! Vocês estão cansados, Mano?"
"Ainda firme e forte," Haruto respondeu com um sorriso, antes de se virar para Ayaka.
"Ayaka, vou pegar umas bebidas. Quer alguma coisa?"
"Obrigada. Só chá pra mim."
"Beleza. E você, Ryota?"
"Eu quero suco de maçã!"
"Anotado. Já volto."
Haruto acenou para os irmãos e foi até uma máquina de bebidas tematizada do parque. Comprou chá, suco de maçã e um café para si mesmo, depois voltou e encontrou Ryota dormindo profundamente, encostado em Ayaka.
"Hã? O Ryota dormiu?"
"Sim. No instante em que você saiu, ele apagou como uma bateria descarregada."
"Bom, começamos cedo hoje, e ele brincou sem parar."
Com cuidado, Haruto sentou-se no banco para não acordar Ryota. Com o menino entre eles, ele e Ayaka aproveitaram um momento de descanso. Ayaka acariciava gentilmente o ombro de Ryota enquanto ele dormia, sua respiração calma e tranquila. Haruto sorriu calorosamente ao vê-la olhando para o irmão com tanto carinho.
"Completamente apagado, né."
"É. Acho que ele se empolgou tanto que passou do limite."
"Fico feliz que ele tenha aproveitado tanto assim."
Enquanto conversavam baixinho, Ryota se mexeu um pouco. Ayaka estendeu a mão para segurá-lo e evitar que caísse, mas em vez de voltar para ela, Ryota tombou e acabou usando a coxa de Haruto como travesseiro, continuando a dormir profundamente.
"Bom, parece que vou ficar preso aqui um tempinho."
Haruto riu baixinho, vendo o menino dormir sobre ele.
"Me pergunto o que Tomoya e os outros estão fazendo."
"Eu mandei mensagem pra Saki mais cedo. Ela disse que ela e Akagi-kun foram por um caminho, e Ishikura-kun e Shizuku foram por outro. Eles ainda estão na fila de algumas atrações."
"Ah, então eles também se separaram."
"Sim. Parece que os dois grupos ainda estão na fila."
"Então… vamos descansar mais um pouco aqui?"
"Vamos."
Ayaka assentiu e acariciou suavemente o cabelo de Ryota enquanto ele descansava no colo de Haruto. Ela levantou o rosto e sorriu de leve para Haruto.
"Sabe… eu sempre sonhei em ir a um parque de diversões num encontro com meu namorado."
"Sério? Então acho que seu sonho se realizou?"
"Sim."
Sua expressão brilhava de felicidade.
"Desde que começamos a namorar, todos os meus pequenos sonhos têm se tornado realidade. Cada dia parece tão brilhante e maravilhoso… Eu fico tão feliz que até rezo antes de dormir para que esses dias nunca acabem."
"Eu entendo… Desde que começamos a sair, minha vida também ficou muito mais completa. Ryota, Shuichi, Ikue… todos eles me fazem sentir como se eu fizesse parte de uma família calorosa e amorosa. É reconfortante, como se meu coração estivesse cheio."
Haruto olhou para baixo e colocou a mão suavemente sobre a de Ayaka, que acariciava a cabeça de Ryota. Ela levantou o olhar, alternando entre Haruto e Ryota, antes de corar levemente e murmurar:
"Algum dia… eu quero voltar aqui de novo. Sabe… com a família, talvez…"
Haruto levantou o olhar e encontrou seus olhos. Envergonhada, Ayaka desviou rapidamente, com as bochechas agora bem vermelhas. Haruto observou com carinho o perfil corado dela e assentiu lentamente.
"É… algum dia, um dia…"
"S-sim…"
Envoltos por uma atmosfera suave e calorosa — e um toque de timidez — eles trocaram mais um sorriso sereno.
****
Depois de receber mensagens de Tomoya e Shizuku dizendo que tinham terminado os brinquedos, Haruto carregou o ainda adormecido Ryota nas costas e seguiu para o ponto de encontro na praça.
Saki já estava lá, e quando viu Ryota dormindo no colo de Haruto, sorriu calorosamente.
"Haha, o Ryota apagou mesmo, hein?"
"Sim, tá dormindo feito uma pedra faz um tempo."
"Bom, a gente chegou cedo hoje."
Haruto ajustou Ryota, que havia escorregado um pouco.
Ainda dormindo profundamente, Ryota arrancou uma risada suave de Kazuaki.
"Crianças dormindo são as coisas mais fofas."
"Cuidado, Kazu-senpai. A fofura do Ryota pode te fazer evaporar."
"Eu não vou evaporar!"
A brincadeira habitual entre Shizuku e Kazuaki continuou.
Tomoya olhou o relógio na praça e sugeriu:
"Ryota tá apagado, e já brincamos muito. Talvez seja melhor irmos pra casa?"
"É, ficar até mais tarde vai significar pegar o trem lotado. Ir embora agora é uma boa," concordou Saki.
"Ah, mas—" Ayaka começou a dizer.
"Eu quero dar uma passada na lojinha de lembrancinhas antes de irmos."
"Boa ideia. Isso é importante."
"Eu também quero pegar umas lembrancinhas."
"Então tá decidido: lembrancinhas primeiro, depois casa," concluiu Tomoya.
Todos concordaram e seguiram para a loja de presentes.
Como a maioria dos visitantes ainda estava nas filas das atrações, a loja não estava cheia. Haruto observava os itens calmamente, com Ryota ainda nas costas.
"Ei, Haruto, que tal essa aqui?"
Ayaka mostrou uma caixa de biscoitos sortidos.
"Parece boa. Ah, e — a Ikue-san não adorava profiteroles? Que tal esses?"
Haruto levantou uma caixa de pequenos profiteroles embalados de forma fofa.
"Boa! Ah, e esse bolo castella pra Kiyoko-san?"
"Perfeito. Tenho certeza de que a vovó ama castella."
"Tantas opções, não consigo decidir."
"Nem me fale."
Enquanto debatiam quais presentes comprar para Shuichi, Ikue e Kiyoko, Ryota se mexeu e abriu os olhos devagar.
"Hã? Onde a gente tá?"
Uma vozinha sonolenta veio das costas de Haruto.
"Estamos escolhendo lembrancinhas," Haruto respondeu suavemente.
"L-lem… lembrancinhas?!"
Subitamente desperto, Ryota pulou.
"Eu prometi pra vovó que ia comprar uma lembrancinha pra ela!"
"Certo, você prometeu. Quer descer e escolher uma junto comigo?"
"Quero!"
Ryota desceu alegremente e começou de imediato a procurar um presente para Kiyoko. Mas, em pouco tempo, seu rosto ficou abatido. Ele olhou para Haruto com olhos preocupados.
"Hm? O que foi, Ryota?"
"Eu… não tenho dinheiro suficiente…"
Ele murmurou, desanimado. Ele tinha gastado boa parte do dinheiro mais cedo nos chaveiros de coração para Haruto e Ayaka, sobrando pouco para presentes.
Embora Ryota estivesse economizando sua mesada e dinheiro de tarefas em seu cofrinho de “fundo de casamento” e estivesse aprendendo aos poucos o valor do dinheiro, lidar com isso em situações reais ainda era difícil.
Ele olhou para sua pequena carteira, completamente perdido. Haruto sorriu gentilmente, agachou-se para ficar na altura dele e disse:
"Ei, Ryota. Eu também quero comprar um presente pra vovó. Que tal escolhermos um juntos — só nós dois?"
"Sério? Pode mesmo?"
"Claro. O que você acha que deixaria a vovó mais feliz?"
Com isso, o rosto de Ryota se iluminou e ele retomou a busca com uma expressão séria.
"Hum… a lembrancinha da vovó tem que ser…"
"Ryota-kun, que tal essa aqui?"
"Hmm… você acha que ela vai gostar?"
Enquanto Ryota examinava os itens com seriedade, Haruto permanecia ao seu lado, dando sugestões. Ayaka observava os dois à distância, com um olhar caloroso.
"O Haruto é totalmente energia de pai."
"Já é um exemplo de homem de família," acrescentou Saki.
"E a Ayaka-senpai só fica olhando pra ele como se estivesse apaixonada."
"Eu, sinceramente, tô ansioso pra ver esses dois daqui cinco ou seis anos."
Tomoya e os outros riram discretamente enquanto observavam a cena a uma curta distância.
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