SESSÃO 7
154 - Uma Ponte de Doces
Haruto colocou três formas em uma assadeira e as colocou no forno pré-aquecido.
"Agora só preciso ajustar o timer… Kazu-senpai, quanto tempo deve ser?"
"Não estou familiarizado com as manhas desse forno, então vamos conferir depois de 30 minutos por enquanto."
"Entendi."
Haruto operou o forno e ajustou o tempo de cozimento dos brownies.
"Certo, agora é só esperar assarem."
"É."
Ishikura assentiu em resposta às palavras de Haruto.
Com o processo de fazer os brownies concluído por enquanto, Tomoya se espreguiçou com um satisfeito "Mmm~."
"Assar é surpreendentemente divertido quando você faz isso com todo mundo."
"Você só está beliscando demais, Akagi-kun. Amêndoas, nozes e tudo mais."
Saki provocou Tomoya, que tinha uma expressão de realização no rosto.
"Bem, é que, uma vez que você começa a comer castanhas, não consegue parar, né? Haru, você entende, não entende?"
"Não vou dizer que não entendo, mas você comeu demais."
Haruto concordou com seu melhor amigo enquanto apontava seu exagero nos petiscos.
Ishikura então sorriu de forma arteira.
"Certo, então. Os brownies do Tomoya serão sem nozes."
"Ué!? Kazu-senpai! Isso é crueldade!"
"Haha, tô brincando. Além disso, eles já estão no forno, então é tarde demais pra mudar qualquer coisa agora."
Ishikura riu alto.
Sua risada estrondosa alcançou Ryota, que estava brincando na sala, fazendo-o olhar para a cozinha com medo.
Vendo isso, Shizuku assentiu pensativamente.
"Um único riso já mergulha uma criança no terror… Como esperado do Kazu-senpai."
"Ugh… Não me elogie por isso…"
Ishikura imediatamente murchou, parecendo abatido.
Vendo-o daquele jeito, Haruto deu um tapinha gentil em seu ombro e ofereceu palavras de encorajamento.
"Se você deixar o Ryota-kun provar seus brownies, talvez ele passe a gostar mais de você."
"É…"
Para alguém que gostava de crianças, a reação de Ryota parecia ter atingido Ishikura com força. Ele parecia realmente desanimado.
Assistindo àquilo, Saki falou baixinho para Ayaka.
"Sabe… O Kazu-senpai é meio diferente do que eu imaginava."
"Sim, ele nos ensinou a assar tudo com tanto cuidado. No começo ele parecia assustador, mas na verdade ele é muito gentil e… hum… talvez até um pouco fofo?"
Parecia que a percepção delas sobre a aparência intimidadora de Ishikura estava aos poucos desaparecendo.
Shizuku entrou na conversa delas.
"Fufu, vocês duas finalmente começaram a enxergar o charme do Kazu-senpai. O contraste dele vicia. Se eu fosse comparar com algo, ele seria como natto — fedido, mas indispensável no dia a dia."
"Ei, Shizuku, você acabou de dizer algo estranho?"
"Não, não disse. Só estava dizendo que o Kazu-senpai é como durian — insuportavelmente fedido, mas o rei das frutas."
"Isso é só um insulto!"
"Estou te elogiando. Você é o rei dos rostos ameaçadores, Kazu-senpai."
"Cala a boca!"
Ishikura retrucou, sua voz alta de sempre fazendo Ryota estremecer de novo. Ele desabou, derrotado.
Vendo a cena como se fosse um esquete de comédia, Tomoya não conseguiu segurar o riso.
"Haha, azar o seu, Kazu-senpai."
Haruto também tentou confortar Ishikura.
"A expressão intimidadora do Kazu-senpai talvez seja tão assustadora que dá a volta e para de ser assustadora. Então, não pense demais nisso."
"…Haruto, isso era pra ser um conforto?"
"Provavelmente."
"Você…"
Enquanto esperavam os brownies assarem, eles conversaram e zombaram de Ishikura para passar o tempo.
Logo, um aroma doce começou a escapar do forno.
"Parece que está quase pronto."
Assim que Haruto olhou para o forno, o timer apitou, sinalizando que os brownies estavam prontos.
"Certo, vamos ver como ficaram."
Ishikura abriu a porta do forno.
O aroma doce que estava apenas pairando agora se espalhou com força total.
"Uau! O cheiro tá incrível!"
"Estou ficando com fome só com o cheiro."
Ayaka e Saki sorriram ao aspirar o aroma rico.
"Kazu-senpai. Vamos comer agora. Agora."
Os olhos normalmente inexpressivos de Shizuku brilhavam de antecipação enquanto ela avançava.
"Ei, espera aí! Ainda estão quentes! Precisamos tirá-los das formas e deixar esfriar primeiro!"
"Hmm, isso é o seu jeito de provocar a gente, Kazu-senpai?"
"Não! É que fica mais gostoso assim!"
Ishikura levantou a assadeira quente acima da cabeça, mantendo-a longe do alcance de Shizuku.
Haruto deu uma risadinha com a troca e preparou uma grade de resfriamento na mesa de jantar.
"Kazu-senpai, por favor coloque os brownies aqui."
"Oh, valeu."
Enquanto segurava Shizuku com uma mão, Ishikura colocou cuidadosamente os brownies na grade.
"Tecnicamente, eles ficariam melhores se deixássemos descansar por meio dia."
"Deixar uma criação tão cheirosa intocada por meio dia? Kazu-senpai, você é verdadeiramente impiedoso."
"Cala a boca."
Enquanto Ishikura e Shizuku discutiam, Ayaka e Saki encaravam os brownies esfriando.
"Temos que esperar eles esfriarem…"
"Ugh… Isso é um teste de resistência"
"Só mais um pouquinho…"
Enquanto duas garotas faziam o possível para resistir à tentação, uma estava ativamente lutando contra Ishikura por uma prova.
Tomoya observou-as com diversão e cutucou Haruto.
"É meio como cachorros de casa obedientes versus cachorros de rua selvagens, né?"
"…Isso até que faz sentido."
Haruto assentiu em concordância.
Ouvindo isso, Saki protestou.
"Ei, Akagi-kun! Não façam essa comparação! Estamos nos esforçando pra resistir!"
"Haha, foi mal, foi mal. Só escapou."
"E Otsuki-kun, você concordou também!"
"Bom, eu só pensei que a Ayaka como um cachorro de casa seria meio fofa…"
"!?"
O rosto de Ayaka ficou instantaneamente vermelho.
Nesse momento, Shizuku se enfiou entre eles.
"Haru-senpai, você quer colocar uma coleira na Ayaka-senpai? Você curte esse tipo de coisa? Um pervertido de verdade, vejo."
"Não era isso que eu quis dizer! Eu só imaginei! E o que você quer dizer com ‘esse tipo de coisa’!?"
Haruto negou freneticamente, mas Shizuku lhe lançou um olhar vazio, enquanto Ayaka olhava timidamente para ele.
"Eu juro, não quis dizer nada estranho!"
"…Tudo bem."
Ayaka deu um pequeno aceno.
Ishikura, por sua vez, deu um tapinha na cabeça de Shizuku com uma risada.
"Bem, te chamar de cachorro de rua até que combina."
"Hmph. Cuidado, Kazu-senpai, ou posso te morder."
Shizuku olhou feio para ele e soltou um rosnado baixo.
"Hahaha! Você realmente é como um cachorro selvagem."
"Tomoya-senpai, vou te morder depois."
"Mais pra um cachorro raivoso, hein?"
"Haruto-senpai, você também, prepare-se."
Enquanto esperavam os brownies esfriarem, eles passaram o tempo acalmando a "cachorra raivosa" Shizuku e resistindo ao aroma tentador.
****
Finalmente, o momento chegou.
"Certo, vamos tirá-los do papel e cortar."
"Finalmente, estamos livres da tortura do Kazu-senpai."
"Para de falar desse jeito!"
Ishikura cortou os brownies em pedaços pequenos e colocou-os em um prato grande.
"Uau! Está tão chique!"
Saki exclamou.
"Vamos tirar fotos!"
"Eu também!"
Enquanto as garotas tiravam fotos animadamente, Ishikura separou outro prato de brownies.
"Certo… Vou levar estes como um presente."
Ele olhou para Ryota, brincando na sala com Ikue e Kiyoko.
Entendendo sua intenção, Haruto sorriu.
"Ryota-kun vai ficar feliz."
Ishikura assentiu nervosamente e caminhou até lá.
E quando Ryota deu uma mordida e sorriu — seu primeiro sorriso verdadeiro para Ishikura — Haruto deu um tapinha no ombro de seu senpai.
"Viu? Valeu a pena."
"Sim."
E assim, o dia de fazer brownies deles terminou da maneira mais doce possível.
Apoie a Novel Mania
Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.
Novas traduções
Novels originais
Experiência sem anúncios