SESSÃO 4
85 - O Último Trabalho de Serviços Domésticos
O mau tempo que havia adiado o recente festival de fogos de artifício agora parecia uma memória distante. O céu se estendia claro e azul, e o sol do meio do verão derramava seu calor implacável. Sentindo o calor queimando a nuca, Haruto Otsuki caminhava por uma tranquila área residencial.
Eventualmente, ele parou diante de uma mansão imponente.
“Lembro o quão nervoso eu estava da primeira vez…”
Seu murmúrio suave foi abafado pela alta sinfonia das cigarras.
Haruto havia começado um trabalho temporário de serviços domésticos durante as férias de verão. Quando viu essa mansão pela primeira vez, a ideia de servir uma família tão rica foi assustadora. Recordando esses sentimentos, ele apertou o interfone.
“Olá?”
Ao ouvir a voz do outro lado, o rosto de Haruto naturalmente se iluminou com um sorriso.
“Oi, eu vim do serviço de limpeza,” ele respondeu em um tom ligeiramente formal.
Uma risadinha soou pelo interfone.
“Que formalidade é essa?” a voz zombou.
“Bem, hoje é meu último dia. Pensei em voltar ao jeito que comecei,” ele disse.
“Quer que o Ryota grite ‘ladrão!’ pra você de novo?” a voz brincou.
“Não, por favor me poupe disso,” Haruto respondeu com um sorriso torto.
Ele não pôde deixar de lembrar como, em seu primeiro dia na residência Tōjō, Ryota, o irmão mais novo de Ayaka, o confundiu com um invasor e gritou a plenos pulmões. Naquela época, Haruto ficou apavorado, preocupado que seu primeiro dia terminasse com uma visita da polícia.
Agora, isso parecia uma memória distante, mesmo tendo acontecido há menos de um mês. A porta da frente rangeu ao abrir.
“Bem-vindo, Haruto-kun,” Ayaka o saudou com um sorriso deslumbrante, iluminado pela luz de verão.
Ayaka Tōjō, conhecida como a “idol da escola”, era amplamente considerada a garota mais bonita da escola. No início do verão, ela era simplesmente sua “cliente”, parte do serviço de limpeza. Mas agora, só de vê-la, Haruto sentia uma mistura de calma e empolgação. Ela havia se tornado uma parte insubstituível de sua vida — sua amada “namorada”.
Puxando-o pelo braço, Ayaka sorriu. “Entra.”
“Obrigado por me receber,” Haruto disse, entrando.
Enquanto caminhavam até a sala de estar, uma voz repentina ecoou.
“Mano!”
Antes que Haruto pudesse reagir, Ryota avançou contra ele como uma pequena força imparável.
“Ei, Ryota-kun. Você está cheio de energia hoje,” Haruto disse, segurando o garoto que se pendurara nele.
“Sim! Você vai fazer o festival em casa de novo de verdade?” Ryota perguntou, os olhos brilhando.
O menino tinha ficado empolgadíssimo ao ouvir sobre o festival caseiro que Haruto e Ayaka haviam realizado. Ele havia implorado para a irmã fazer novamente, o que levou Ayaka a pedir a Haruto para repetir o evento.
“De que barraquinhas você gosta, Ryota-kun?” Haruto perguntou.
“Eu amo takoyaki!”
“Então vamos ter uma barraca de takoyaki com certeza,” Haruto prometeu.
“Yay!” Ryota gritou, levantando os braços de alegria.
Haruto sorriu, sentindo-se motivado a planejar um festival que deixaria Ryota maravilhado.
Logo, a Sra. Ikue Tōjō entrou na sala.
“Bem-vindo, Otsuki-kun,” ela disse calorosamente.
“Obrigado por me receber,” Haruto respondeu educadamente.
“Então, hoje é seu último dia conosco. Obrigada por todo o seu trabalho,” ela disse com um sorriso gentil.
Haruto retribuiu com um sorriso grato. “Foi um prazer trabalhar aqui. Honestamente, foi maravilhoso servir vocês.”
“Mas que coisa doce de se dizer. Somos nós que tivemos sorte de ter você como ajudante, não é, Ayaka?” Ikue disse, olhando para a filha.
Ayaka assentiu timidamente, encontrando o olhar de Haruto. “É. Fico feliz que tenha sido você, Haruto-kun.”
“Bem, acho que devo agradecer aos ‘deuses da limpeza’ por enviarem um jovem tão maravilhoso para a vida da minha filha,” Ikue brincou.
“Mãe, não inventa deuses estranhos!” Ayaka protestou, com as bochechas coradas.
Haruto riu baixinho, sentindo um calor reconfortante na animada família Tōjō.
Ikue então virou-se para Haruto e disse: “De agora em diante, não hesite em nos visitar como namorado da Ayaka.”
“Obrigado. Eu vou,” Haruto respondeu, inclinando a cabeça.
Nesse momento, o Sr. Shūichi Tōjō entrou.
“Otsuki-kun! Bem-vindo!” Shūichi o cumprimentou entusiasticamente, abrindo os braços.
“Obrigado por me receber, Shūichi-san,” Haruto respondeu, endireitando a postura.
“Eu tenho algo que queria conversar com você sobre a Ayaka…” Haruto começou.
Antes que pudesse terminar, Shūichi interrompeu com uma gargalhada estrondosa, colocando a mão no ombro de Haruto.
“Não precisa dizer — já ouvi da minha esposa! Obrigado por escolher minha filha!”
A alegria exagerada do pai deixou Haruto um pouco sobrecarregado. Em meio às conversas animadas de Shūichi sobre viagens de pesca e planos futuros, Ayaka entrou no meio para salvar Haruto, acalmando o entusiasmo do pai.
Enquanto o dia animado se desenrolava, Haruto se sentia completamente acolhido pelo calor e pela vivacidade da família Tōjō. Mesmo que seu papel como ajudante estivesse terminando, estava claro que sua conexão com aquela casa estava apenas começando.
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