SESSÃO 1
1 - Começando um Emprego de Meio Período como Faxineiro
Uma grande nuvem densa se ergue ao longe contra o vasto céu azul.
O coro das cigarras, dobrando o calor do verão, invade sem pausa pelas janelas abertas da sala de aula.
“As férias de verão começam amanhã, então tomem cuidado para não se empolgarem demais e acabarem se metendo em encrenca.”
Com essas palavras, o professor deixa a sala de aula.
Assim que o professor sai e o horário pós-aula começa, o burburinho dos alunos se torna mais alto que o som das cigarras.
A maioria das vozes é alegre e animada.
Os estudantes se levantam de seus assentos e vão até seus amigos próximos ou começam a fazer planos para as férias com as pessoas ao redor.
Em meio a tudo isso, um aluno está sentado em uma carteira na última fileira, junto à janela.
“Você tem algum plano para as férias, Haru?”
O aluno se senta em sua carteira e fala para o colega que está na cadeira.
“Bem, acho que vou estudar.”
“Ei! Está falando sério?!”
“Você acha que eu mentiria pro meu melhor amigo?”
O dono da carteira, um aluno chamado Haru, se recosta na cadeira e olha para o melhor amigo com uma expressão séria.
“Ontem pedi pra ele me mostrar o dever de casa, e ele disse que não tinha feito. E anteontem, o prato do dia no refeitório era carne, mas ele disse que era peixe. E na quinta passada...”
“Tá bom, admito que tenho mentido pra você esse tempo todo.”
Haru ergue as duas mãos em rendição.
“Então? Você tem planos para as férias de verão, Otsuki Haruto?”
“Eu já te disse que vou estudar, não disse? Meu melhor amigo, Akagi Tomoya.”
O dono da carteira, Otsuki Haruto, repete as mesmas palavras de antes.
Akagi Tomoya — o colega que está sentado na carteira — pausa por um momento, depois percebe que Haruto não está brincando e fica chocado.
“O quê? Sério? Espera aí! Tá falando sério mesmo?! A gente tá no segundo ano do ensino médio, não tá?”
“Sim.”
“A gente tá no auge da juventude, não tá?”
“Sim.”
“Então você sabe o que tem que fazer, né?!”
“Estudar.”
“Por quê?!”
Tomoya reage de forma exagerada, soltando um grito absurdo.
Haruto dá um sorriso irônico diante da reação do amigo.
“Você também sabe, né? O que eu estou almejando.”
“Bem, é verdade...”
Tomoya concorda com as palavras de Haruto, mas parece não estar convencido e continua tentando pressioná-lo.
“Você se cansa se só estudar o tempo todo, e a eficiência não melhora, né? Precisa fazer uma pausa de vez em quando, sabe? Por exemplo...”
Tomoya para no meio da frase e olha em volta da sala barulhenta.
Então seu olhar para em um ponto.
“Tipo, ir à piscina ou à praia com as garotas da turma.”
“Se você quer chamar a Tojo pra sair, faça isso sozinho. Eu não vou te acompanhar.”
Haruto diz isso depois de lançar um olhar à garota que estava no campo de visão do melhor amigo.
“Você! Que sem coração! Tem certeza de que consegue abandonar seu melhor amigo assim?!”
“Não se preocupe. Como seu melhor amigo, eu te consolo depois do fracasso, quando seu psicológico estiver em pedaços.”
“Você já tá assumindo que eu vou fracassar!”
Ignorando os protestos do amigo, Haruto volta sua atenção para a garota que ele estava olhando antes.
Tojo Ayaka — esse era o nome dela.
Ela era, por assim dizer, a idol da escola.
Seu lindo cabelo cor de linho, brilhando sob a luz do sol, é liso e alcança o meio das costas, e toda vez que ela move o rosto, ele balança suavemente, como se desafiasse a gravidade.
Seus traços são tão simétricos que você poderia se perguntar se ela é mesmo uma estudante comum ou uma celebridade. Às vezes surgem rumores de que ela é afiliada a uma agência de talentos, mas mesmo que fossem verdade, sua beleza é tamanha que não seria surpreendente.
Sua silhueta também é perfeita — membros longos e esguios e proporções de dar inveja — fazendo qualquer um se perguntar por que ela ainda não apareceu na televisão.
“Ei, Haru, você pode convidar a Tojo-san pra sair?”
“Por que eu deveria convidar? Você que devia convidar. E fracassar.”
“Para de assumir um fracasso total. Mas admito que é óbvio que não vai dar certo se for eu quem chamar.”
“Se você não consegue, então eu também não consigo.”
“Não! Haru tem potencial.”
Tomoya balança a cabeça vigorosamente, e Haruto estreita os olhos, lançando-lhe um olhar suspeito.
“Eu não quero admitir, mas você é bonito. Se nem você consegue, então eu não tenho esperança. Desista.”
“É verdade que eu sou bonito e você é só mediano... Ai! Ei, Haru, violência não é legal.”
“Desculpa, não consegui suprimir o impulso que veio do fundo do meu coração.”
“Haru-san, chuunibyou não é popular entre as garotas... Tá bom, tá bom, eu errei, então abaixa o punho.”
[Almeranto: Já gostei da interação desses dois KKKKKK.]
Haruto, a contragosto, abaixa o punho que pretendia acertar no amigo, apoia o queixo na palma e o encara com um olhar cansado.
Tomoya continua falando, incentivado pelo silêncio de Haruto.
“Olha, muitos caras bonitos já se confessaram pra Tojo-san.”
Desde que a idol, Tojo Ayaka, entrou nesta escola, inúmeros garotos já tentaram chamá-la pra sair.
Os craques de cada clube, os garotos populares entre as meninas, o presidente do conselho estudantil e até alunos de outras escolas já apareceram nos portões para se confessar.
Mas nenhum deles recebeu uma resposta positiva.
Todos que se declararam para Tojo Ayaka, sem exceção, saíram de cabeça baixa e ombros caídos, com uma expressão melancólica no rosto.
“Quando vi a Tojo-san, que derrubou tantos caras bonitos, pensei...”
Haruto olha chocado para o amigo, que fala da idol da escola como se fosse uma assassina de rua.
“Pensei que a Tojo-san não gosta de caras bonitos, né?”
“Não, não, já teve vários caras que se confessaram pra ela que nem eram tão bonitos assim, sabia?”
Nem todos os que tentaram conquistá-la eram bonitos.
Entre eles, havia alguns cuja coragem era tão incompreensível que você se perguntava como acharam que ia dar certo.
“É verdade. Mas você tem uma diferença crucial em relação a todos os que fracassaram até agora! E é que...”
Depois de uma pausa, Tomoya aponta para Haruto e declara:
“Você é o cara com as melhores notas da turma!!”
“Hmm.”
Haruto responde sem interesse, apoiando o queixo na mão.
“Tenho certeza de que a Tojo-san é do tipo que se importa mais com o interior do que com a aparência. Então, mesmo que você não seja bonito, ainda tem uma chance.”
“Não, não tenho.”
Haruto nega friamente as palavras de Tomoya.
E acerta outro soco no amigo.
[Almeranto: Amizade prime.]
Lançando um olhar de canto para o amigo que se contorcia de dor, Haruto volta a atenção para Tojo Ayaka.
Somente alunas estavam reunidas ao redor dela.
Quanto aos garotos, apenas observavam de fora o círculo de meninas, sem coragem de se aproximar.
“É possível que Tojo simplesmente não se interesse por garotos.”
Ela é tão bonita e já foi abordada por tantos caras, mas nunca teve um relacionamento amoroso — então é possível.
“De jeito nenhum... que isso é ótimo.”
O amigo assentiu solenemente, com a mão no queixo, e Haruto soltou uma risada exasperada.
Sem entender o que Tomoya queria dizer ou fazer, Haruto pegou a mochila pendurada ao lado da carteira e se levantou.
“Ah, a propósito, tenho planos pro fim de semana, mas eu tenho outras coisas para fazer além de estudar.”
Tomoya respondeu ao ouvir Haruto colocar a mochila no ombro: “Ah? O quê? Vai sair pra se divertir, afinal?”
“Não, é um emprego temporário de meio período.”
Tomoya se interessa pela resposta de Haruto.
“Uau, que tipo de emprego?”
“Serviço de limpeza doméstica.”
“Tem emprego de curto prazo assim?”
“Encontrei por acaso enquanto olhava um site de empregos.”
Haruto começa a andar lentamente em direção à saída da sala, enquanto conversa com Tomoya.
Tomoya se levanta da carteira e o segue.
“Você faz a zeladoria, prepara o jantar e essas coisas?”
“Sim, e acho que também limpo, se pedirem.”
Enquanto andam lado a lado pelo corredor, os dois conversam sobre o trabalho temporário que Haruto fará nas férias de verão.
“Ah, ainda estão contratando? Talvez eu devesse tentar também.”
“Você é o tipo de pessoa que precisa de ajuda com faxina, não quem ajuda.”
“Hahaha, é verdade.”
Haruto já visitou o quarto de Tomoya várias vezes, mas nunca o viu arrumado.
Além disso, toda vez que o visita, o quarto parece ainda mais bagunçado, a ponto de Haruto não aguentar e acabar limpando para ele mais de uma ou duas vezes.
Ultimamente, ele até desconfia que é convidado só para limpar.
“Bem, é por isso que eu vou estudar e trabalhar nos meus dias de folga.”
Haruto diz, tirando os sapatos internos do armário e trocando pelos sapatos de rua.
“Que férias de verão entediantes.”
Tomoya também troca de sapatos, batendo a ponta no chão e resmungando.
“Devíamos convidar a Tojo-san, afinal?”
“Não, já saímos da sala e estamos indo pra casa, então isso não é mais possível, né?”
Haruto diz, enquanto passam pelo portão da escola, e Tomoya fica surpreso.
“Q-quando foi que eu voltei?”
Seu melhor amigo para, chocado, e Haruto diz com um sorriso.
“Desista, meu melhor amigo. Vamos passar um verão juntos, cheio de trabalho duro e esforço.”
Haruto levanta o polegar, e Tomoya só consegue olhar para o céu e gritar:
“Eu não quero esse tipo de juventude!!!”
— Olá a todos os leitores presentes nessa obra. Quem fala é o Almeranto, que talvez alguns já conheçam, ou não, e venho anunciar a tradução de mais uma WEB NOVEL para vocês, lindos. Se eu bem me lembro, nessa obra, meu interesse aptou quando eu li o mangá por acidente, pois encontrei ele por acaso. Depois que terminei de ler, fiquei à procura da Light novel ou Web Novel e acabei encontrando por aí. Espero que vocês gostem dessa obra em questão. Vejo vocês nos próximos capítulos!
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