Volume 3

Capítulo 218: Eu Quem Irei Matar Ela! #2

 

Duang Zen caiu do céu — mirou sua espada diretamente contra o coração de Fang Tian Zu, que nesse momento criou uma camada de ar para arrebentar o portão de gelo! 

FUUUUU! BANG! 

A caverna se tornou ainda maior para baixo assim que o portão foi destruído e a espada de Duang Zen retalhou tudo no caminho! 

Arte do Gelo Cortante: Fenda do Abismo! 

BOOOM! 

Uma segunda explosão ocorreu quando Fang Tian Zu foi dividido ao meio pela espada. Duang Zen se apavorou. No último momento do infeliz ele sorriu como se fosse o vitorioso! 

O homem escolheu se autodestruir no momento da sua morte! E foi tão rápido que Duang Zen não teve tempo de montar defesas ou de fugir! Assim que tentou fazer algo a força do sacrifício se espalhou.

O calor assombroso lhe engoliu por completo, devastou seu corpo, sua pele e órgãos! Gritou, agonizou, e despencou até a terra que derretia como lava. 

Ofegou, pálido se estivesse com pele e trêmulo além da dor. A autodestruição de uma Classe Ouro devastou completamente metade do seu corpo! 

Seu outro eu que teve o estômago estourado pousou ao seu lado, sua regeneração reconstruindo suas entranhas. 

Porém, para aumentar ainda mais seu espanto, a voz daquele que se manteve o oculto ecoou na caverna inteira!

— Então você é o verdadeiro! 

Linhas quase invisíveis amarraram Duang Zen, aquele nu e com adagas — e num instante todas elas brilharam forte como o sol, e correram! Correram não como linhas, mas como serrotes!

ZZIIIIIIIP!

Bastou um instante para Duang Zen se desfazer por inteiro, e cair ao chão num monte de pedaços sangrentos. Sequer teve tempo de resistir e foi quase uma morte instantânea.

Aquele no chão rugiu de agonia. Suas veias se projetaram de forma grotesca por sua cabeça, perna e braço restante. 

— PENG FUYU! — gritou como um louco. Sangue escorreu dos seus olhos, ouvidos nariz e boca e ele tentou se erguer.

Uma risada veio.

— HAHA HAHA! Você era bem forte, Duang Zen. Mas não é o mais forte que sobrevive, e sim aquele que sabe aproveitar o momento certo para atacar. Será que você é imortal o suficiente para sobreviver a partir de um clone?

Duang Zen se levantou, começou a flutuar. Seu Qi bagunçado, meridianos quebrados, trabalharam como nunca para lhe recuperar o suficiente e continuar a luta! 

— Eu não estou disposto a descobrir! — Peng Fuyu se completou, e no mesmo momento Duang Zen foi apertado de todas as direções por fios finos demais!

— Adeus! 

Duang Zen, assim como o outro, imediatamente foi feito de carne moída — ou assim deveria ser, porque no instante em que ele foi partido, seu corpo brilhou e algo se rebentou. O brilho lhe cobriu e o fez desaparecer daquele lugar e surgir instantaneamente 3 quilômetros acima do solo!

E quando apareceu lá não tinha nem um ferimento. Olhou para baixo e sorriu com escárnio. Ergueu sua espada ao céu. 

— Um Totem do Grande Vazio!? — Peng Fuyu estava abismado, nunca imaginou que Duang Zen tivesse tal tesouro em mãos. 

Mas rapidamente foi dominado pelo puro terror quando percebeu a quantidade obscena de Qi reunida naquele ataque. Montou suas defesas, porque por mais que Duang Zen não tivesse noção da sua verdadeira localização, um ataque daquela escala ainda iria fazer estrago nele! 

Muralha de Detalhes! 

Arte do Gelo Cortante: Fenda do Abismo!

Duang Zen desceu sua espada, fazendo o espaço se deformar quando a onda de energia gelada e da lâmina caíram sobre a terra, contra a caverna, contra a floresta! Contra o mundo!

SSSSIIIIU! KRRRKLIKOIKLI!

Algo cortou, rasgou e como linhas, começaram a estourar! 

A lâmina de gelo caiu sobre algo que se parecia com uma rede de pesca e começou a rasgar a mesma! As linhas estouravam, e o rugido de Peng Fuyu logo soou, tentando concentrar seu Qi.

Mas a Fenda do Abismo demoliu tudo. E explodiu! Aquela parte da floresta se iluminou com uma luz azul mais intensa que o sol e o estouro foi tão grande que nas montanhas distantes houve deslizamentos de terra. Logo a luz se dispersou e deixou para trás o frio e cacos de gelo.

Duang Zen ofegou. Desceu lentamente contra a fenda crusada que seus dois ataques causaram. Ao pousar, zombaria encheu seu rosto ao ver um amontoado de carne se contorcer e se deformar no chão. 

— Então, é assim que "aquele que sabe aproveitar a oportunidade para atacar" fica quando a luta termina? Rasteja como um verme. Não... rasteja como o verme que é. 

Peng Fuyu ainda estava vivo — seus olhos estouraram, os órgãos estavam misturados num emaranhado impossível de assemelhar com uma pessoa.

Ossos? Pouco disso lhe restava, e o que ficou para trás rasgava-lhe por dentro.

Mas sua boca estava inteira.

— Você irá pagar por isso...

Plash! 

Duang Zen pisou na coisa, o congelou. Matou.

— Ouvir vocês já foi pagamento o suficiente por qualquer coisa que eu tenha feito. Eu disse que não se pode lutar contra um Pesadelo! EU DISSE!

Pisou mais forte.

Fez o gelo se quebrar e os pedaços serem espalhados por quilômetros dentro do buraco. 

Respirou fundo, guardou sua espada.

No meio daquele buraco profundo causado por seu poder, ficou imóvel enquanto o Qi caótico do lugar foi puxado para reabastecer suas reservas. Horas mais tarde, quando julgou estar pronto para partir disparou em direção do horizonte. Precisava ir para casa, se recuperar e planejar como iria conseguir sua vingança contra Qin Xa. Contra Han Lining. 

Essa situação não poderia ficar assim de jeito nenhum! Hoje ele era fraco, mas não seria assim para sempre. No futuro essas duas teriam de implorar para que ele as poupasse de um tormento que elas mesmas causaram ao humilhá-lo daquela forma! 

Mas antes ele precisava de poder. Muito poder!

...

Semanas depois ele enfim chegou a sua casa, profundamente oculta no fundo de um oceano cercado por horrores que foi preciso um dos anciãos lhe escoltar. Seu plano era usar sua posição como jovem mestre dos Homens do Gelo Submerso para pressionar Han Lining e Qin Xa. 

Não importa o seu ódio por Qin Xa agora, acima de tudo ele queria pôr as mãos nela. Tomá-la para si como deveria ser! 

Mas ele teve uma agradável surpresa com a presença de alguém que fazia muitos anos que não via — uma pessoa que passou com ele uma boa parte da infância. 

— Irmão Zen, que bom ver que você está bem! — olhos grandes, 5 chifres negros na cabeça que a faziam parecer uma princesa perversa, mas inocente. 

Sorriu para ele e seus olhos brilharam. Sua presença era leve e aberta. Elas podiam enganar, mas essa mulher não era do tipo enganador. Conhecia ela o suficiente para saber seu estado de espírito apenas ao observá-la por alguns segundos.

Duang Zen imediatamente formou um plano no fundo da sua mente.

Era isso! Só podia ser o destino a lhe dizer que ele ainda tinha chances de conseguir Qin Xa! Não tinha como ser outra coisa! 

— Obrigado pela preocupação, Irmã Ping. Vejo que a irmã está mais linda hoje do que da última vez que nos encontramos.

— Ora, irmão Zen... — a garota corou, dessabida de como agir ao elogio direto. — Obrigado... 

Duang Zen abriu ainda mais seu sorriso. Era isso! Essa pessoa faria seu caminho em direção do futuro onde Qin Xa seria a sua verdadeira mulher! 

— Irmã Ping, como está o Conde Ping? 

— Meu pai está bem. Mas eu não vim aqui como representante de meu pai... — a garota não escondeu seu sorriso. — Fazia tanto tempo que nós não nos encontramos que eu achei que seria uma boa ideia fazer uma visita. 

O que seria melhor de usar, fora o poder de sua família? Duang Zen sabia muito bem o que era! A única coisa melhor era usar o poder de um Conde! 

"Qin Xa, apenas espere! Você será minha! Não importa o quanto queira recusar, você é a minha mulher."

— Realmente faz tanto tempo que eu não vejo a Irmã Ping. Eu até senti falta do tempo que a gente brincava na sua casa...

...

Duang Zen não fazia ideia do quanto suas ações foram e seriam desastrosas. 

Naquela floresta, no lugar onde um certo casal morreu, no lugar onde uma mãe sacrificou a própria alma para salvar a vida dos filhos...

Enterrados num buraco escuro, dois bebês gêmeos dormiam. Estavam cobertos com o próprio sangue, partes de sua pele ficou preta por causa das queimaduras de gelo. 

Um abriu os olhos. O chão doía contra sua pele, então ele abriu o berro. Logo seu irmão fez o mesmo. 

Mas alí não havia ninguém para os ouvir. 

Choraram até ficarem roucos... e quando pararam de chorar voltaram a dormir. 

Mais tarde, uma raiz que estava no teto do buraco brilhoue uma gota de algum líquido quente caiu na boca dos bebês. Por estarem adormecidos não sentiram isso. E mesmo que sentissem, eram bebês. Saberiam o que aquilo significava?

Pelo poder do líquido da raiz suas gargantas roucas se recuperaram durante o sono, para mais tarde chorarem mais. Mais alto.

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