Volume 9
Capítulo 803: Reivindicando a Imperatriz
— Argh! — No meio dos relâmpagos prateados, a eletricidade atravessou e eletrocutou o corpo do espírito. Ela ergueu o rosto e gritou para os céus, dominada pela dor.
O relâmpago prateado saltou e estalou ao seu redor sem cessar, e rachaduras surgiam na armadura dela a cada descarga elétrica.
O mais assustador era que seu corpo se contorcia e torcia involuntariamente em formas grotescas sob o efeito dos ataques elétricos.
O relâmpago branco saía da cintura do Han Sen, e seu ponto de origem tinha a forma de uma cabeça de raposa. Enquanto a eletricidade continuava fluindo, eletrocutando a inimiga, o restante do corpo da raposa começou a se formar. Do tronco para as pernas e as patas. Por fim, a cauda.
A raposa de relâmpago branco acabou com dois metros de altura, e faíscas reluziam por todo o seu pelo. Era uma criatura imaculada, verdadeiramente bela. Mas, ao mesmo tempo, emanava uma presença intimidadora, com um poder que quase podia ser sentido fisicamente. Era difícil encará-la diretamente.
Boom!
A raposa prateada virou uma sombra e apareceu rapidamente diante do espírito como um verdadeiro raio.
Mesmo que o espírito não estivesse paralisado, Han Sen duvidava que ela fosse capaz de reagir a um movimento tão veloz.
Katcha!
O espírito tentou erguer o punho para repelir o relâmpago que se aproximava. Ela conseguiu bloquear as patas brutais da raposa, mas não a eletricidade.
Com as descargas contínuas e mais intensas, a armadura dela sofreu cada vez mais rachaduras e fissuras. As rachaduras se espalharam como vidro estilhaçado, acompanhando o fluxo da eletricidade.
A raposa se transformou em um raio várias e várias vezes, lançando-se contra o espírito. O espírito conseguiu desviar de muitos ataques, mas não conseguia escapar do relâmpago que envolvia cada golpe.
Crack!
A armadura do espírito já não conseguia mais suportar o fluxo constante de eletricidade. Ela se despedaçou em fragmentos minúsculos.
Sem a proteção da armadura, seu corpo nu apenas tremia sob a eletrocussão incessante, gritando em agonia.
A raposa prateada não mostrou misericórdia. O espírito permanecia paralisado pela eletricidade, mas a raposa virou outro raio e atacou. Três marcas de garras surgiram no seu peito, jorrando sangue em cascata. O relâmpago prateado invadiu suas feridas abertas e as preencheu com poder trovejante.
Han Sen ficou surpreso ao ver que a Raposa Prateada tinha evoluído para uma Raposa Relampejante, capaz de atacar continuamente no ar. O corpo do espírito não parava de sangrar, até que seu corpo foi despedaçado pela Raposa Relampejante em um ataque final. Ela foi completamente destruída pela criatura evoluída e voltou para a pedra espiritual dentro do salão espiritual.
Han Sen ficou sem fôlego e só conseguiu murmurar as seguintes palavras: — Raposa Prateada!
A raposa prateada adulta era muito mais forte do que havia imaginado. Ela conseguia derrotar um Super Espírito, e seu poder era admirável, mesmo que os primeiros ataques tenham sido de surpresa.
Quando o relâmpago se dissipou, a raposa prateada parecia novamente pequena e dócil. Ela não parecia maior, e até parecia ter encolhido um pouco. Tinha apenas trinta centímetros de comprimento, mas exibia uma pelagem magnífica.
A raposa prateada continuava tão elegante quanto antes, e saltou para o ombro dele sem nenhuma mudança de personalidade.
Han Sen ficou extremamente satisfeito e saiu correndo em direção ao salão espiritual. Levaria um tempo até o espírito renascer, então esse era o momento perfeito para capturar a pedra espiritual.
Seu corpo ainda estava enfraquecido, mas não se importou. Após descer dos céus, correu até o salão o mais rápido que suas pernas cansadas permitiam.
Dentro do salão espiritual, o lugar parecia um templo sagrado. Uma estátua gigante se erguia de forma imponente no centro do salão, e Han Sen se perguntava que tipo de poder havia habitado ali.
Na testa da estátua, havia uma pedra espiritual que lembrava um buraco negro. Ela ardia com uma chama intensa, como se fosse o nascimento do universo. O espírito estava se reconstituindo ali dentro, preparando-se para ressurgir.
Ciente disso, Han Sen não diminuiu o ritmo. Saltou para o alto e pousou no nariz da estátua. Estendeu a mão, agarrou a pedra espiritual e a segurou.
Como o espírito ainda estava ressurgindo, não apareceu imediatamente da pedra. Mas, de repente, uma chama negra surgiu, e um buraco negro se formou diante dele.
A princípio, era bem grande, mas foi encolhendo gradualmente até que, por fim, o espírito reapareceu. Com uma expressão complexa, ela não demonstrava hostilidade e apenas se ajoelhou diante do Han Sen. Colocou a mão direita sobre o lado esquerdo do peito, abaixou a cabeça e disse: — Eu, Rainha Momentânea, estou disposta a me submeter e oferecer lealdade absoluta ao novo mestre. A partir de agora e pela eternidade, serei uma serva fiel.
Enquanto falava, ela se transformou em uma luz negra e entrou no Mar de Almas do Han Sen.
Ele ouviu as criaturas do abrigo rugirem em pânico e frenesi. Quando foi dar uma olhada, todas as criaturas do abrigo tinham desaparecido.
A fadinha voou até Han Sen e começou a fazer gestos, girando o corpo como se estivesse tentando mostrar como foi corajosa, destemida e útil. Ela queria dizer que havia feito muito por ele.
— Muito obrigado! Que tal eu te recompensar com algo bom pelos seus serviços? — Han Sen tirou uma Pílula de Criação de Gene e a entregou para a fadinha. Ela adorava comer essas pílulas, assim como a raposa prateada.
O monstro gigante correu até o palácio, e quando Han Sen foi ver o que estava acontecendo, encontrou a criatura enorme lambendo seu filhote morrendo. Apesar de estar coberto de sangue, nada escondia a tristeza do monstro gigante.
O monstrinho estava caído no chão, tremendo e chorando. Estava morrendo. Ele foi gravemente ferido e arrastado até ali sem chance de cura, e já tinha perdido quase todo o sangue.
O monstrinho tinha uma vitalidade muito alta, o que o permitiu continuar vivo até esse ponto, agarrando-se aos últimos momentos de vida. Se fosse qualquer outra Super Criatura, já teria morrido há muito tempo.
O monstro gigante soltou um rugido para os céus e, após uma breve pausa, correu até Han Sen. Ele ficou chocado, achando que a criatura queria se vingar por ele ser parcialmente responsável. Até invocou a Arcanja, preparando-se para outro combate.
O monstro gigante chegou diante de Han Sen e se ajoelhou, como se estivesse implorando.
Era uma cena impressionante de se ver: uma criatura do tamanho de uma montanha ajoelhada diante dele. Era difícil descrever a sensação provocada.
— Você quer que eu o salve? — Han Sen entendeu o que o monstro desejava, que era usar a luz sagrada para curar o filhote. O monstro gigante conhecia a eficácia dessa luz, pois Han Sen já havia usado a habilidade nele antes, então acreditava que talvez funcionasse com seu filhote também.
— Se eu salvar a vida dele, você obedecerá às minhas ordens? — Han Sen perguntou, após refletir um pouco.
Agora que tinha o poder de matar duas Super Criaturas, poderia aumentar muito seus Pontos de Super Gene.
Mas decidiu cooperar com o monstro, pois sentiu compaixão por eles. O mais importante para ele agora era conquistar um abrigo de classe Imperial; um abrigo que precisava de proteção.
Era apenas uma questão de tempo até Han Sen maximizar seus Pontos de Super Gene, e ter essas duas criaturas gigantes para proteger seu lar era algo raro.
Depois de pensar bem, Han Sen decidiu ajudar o monstrinho e o monstro gigante.
— Roooar! — O monstro gigante rugiu e se ajoelhou novamente diante do Han Sen, sinalizando sua disposição em obedecer às ordens dele.
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