OVERKILL
Capítulo 5: Iluminação
Incapaz de cortar as paredes de carne ao seu redor, Devic disparou para onde o grupo de trabalhadores deveria estar.
Quando chegou não encontrou ninguém. Um alívio. Os outros soldados provavelmente fugiram com os civis quando ouviram a primeira explosão, mas era incerto se conseguiram de fato sair.
Outra vez, analisou os arredores.
Tudo virou carne, tornando impossível abrir caminho com a espada.
"Isso é apenas dentro do Corredor, ou será que o exterior também mudou de alguma forma?"
Não havia sinais que indicassem a estrutura estar se movendo, mas decidiu evitar qualquer risco. Ele flexionou os joelhos, pronto para disparar em direção à saída.
— SOCOORROO!!
O grito quebrou seu preparo, também assustando por estar muito próximo.
Na parede à sua direita estava pequena garotinha de joelhos, o rosto escondido. Ela segurava a cabeça com força, murmurando por ajuda entre fracos soluços.
No entanto, o que chamou a atenção do soldado foi outro detalhe.
"Esse vestido…"
Era simples, branco com estampa que misturava flores azuis e o rosto fofo de um ursinho. Calçava um par de chinelos rosa, e seu longo cabelo castanho era enfeitado por um único laço branco.
Ele engoliu seco.
"Não…! Isso é… É apenas uma ilusão."
Apesar disso, suas pernas o levaram na direção da jovem sem que percebesse. Em seguida foram os braços que lhe traíram, com os dedos alcançando os cabelos da criança e movendo os fios para que o rosto ficasse visível.
— Você…
A criança subitamente virou a cabeça como uma coruja.
— Está atrasado!
O rosto dela era osso puro, mas flexível o bastante para contorcer um sorriso que ultrapassou os limites da face. E então, ela explodiu.
PLUSH!
Ao invés de sangue e tripas, uma onda pesada de larvas de mosquito do tamanho de um polegar cobriram Devic por inteiro.
Nos milésimos de segundo que ele levou para se afastar, várias das criaturas invadiram seu corpo através da boca e nariz. Seus outros orifícios protegidos pelo cinto apertado e as barras da calça escondidas dentro das botas.
Sua primeira reação foi forçar um vômito, mas nada além de água saiu nas duas tentativas que fez.
Considerou usar a espada para alcançar mais fundo na garganta, mas uma familiar e incômoda voz surgiu em tom provocante.
— Com isso, você deu um passo no caminho de se tornar o meu companheiro perfeito.
— LUDWIG!!
Golpeou com a espada e errou o golpe.
Como se feito de névoa, o vampiro ressurgiu há alguns metros de distância.
— Foi uma pequena surpresa você ter vindo até aqui. E então, achou algo interessante?
Devic rangeu os dentes pronto para outro avanço, mas acalmou-se usando uma técnica de respiração, assim capaz de manter o mínimo de profissionalismo que lhe restava.
— Eu assumo que esse corredor é coisa sua. Quem é você exatamente?
— Bem, isso deveria ser óbvio, mas tudo bem. Eu sou o Vampiro Original, Lud…
— Não. Falo de quem fala do outro lado. Tem alguém que te controla, não é? Talvez até esse poder não seja seu de verdade!
O vampiro paralisou por um breve momento, mas ao invés de medo, um sorriso ansioso brotou em seu rosto. Por sua vez, Devic continuou.
— Aquela garotinha… e aquele vestido que ela usava. Você só quer brincar com a minha cara, não é?
— E se eu não for isso? Seus esforços são para descobrir se sua querida filha ainda está viva, certo? Sendo eu quem possuí essa informação, é um direito meu decidir quando falar.
Devic se lembrou de um pouco do que estava escrito no diário do Capitão Seivaro, levando para a próxima pergunta.
— Eu já descobri que uma mulher, uma vampira está por trás de muitas dessas coisas! Ainda assim, eu procurei sem parar por registros de uma mulher que fosse um Vampiro Original e não encontrei nenhuma citação direta. Como isso é possível?
— Bem, primeiramente parabéns por descobrir. E não é querendo me gabar, mas eu sou muito boa no meu trabalho. E se você veio especificamente para cá, assumo que o próximo local seja…
— O Reino de Von Legurn, no Oeste.
— Oh, realmente você é um bom detetive.
O corredor tremeu outra vez, chamando a atenção de ambos brevemente.
Devic começou a tentar uma aproximação com passos lentos, que Ludwig imitou, levando ambos a andarem em círculos enquanto se encaravam.
— Você parece saber até demais sobre mim — disse o soldado. — Você é um subordinado da vampira verdadeira ou algo assim?
— Ora, seria sem graça se eu simplesmente contasse.
— Isso não é um teatro pra ficar brincando assim.
— Eu discordo. O que vai fazer sobre isso?
Um breve silêncio, seguido de uma nova pergunta.
— O vestido da garotinha, era o mesmo que ela usava… — Seus dentes rasparam num tilintar metálico. — Onde está mantendo a minha filha?
— Mantendo…? Oh! Entendi. Haha! Caramba, não sabia que você era do tipo otimista.
Devic franziu o cenho em confusão, dando a brecha para o vampiro continuar.
— Assim como qualquer outra coisa, o otimismo é uma corda bamba. Enquanto você se equilibrar, será apenas positividade, mas se você cair, será apenas um mergulho na desilusão, uma literal fuga da realidade. — Eles pararam de andar em círculos, e Ludwig cruzou os braços e apoiou as costas na parede. — Depois de cair neste abismo, é impossível cair mais. Perceber a realidade se torna apenas uma questão de tempo. É o que eu diria, mas olhando pra você…
Um largo sorriso misturou-se com um olhar de pena.
— Me parece que você conseguiu cavar um buraco nesse abismo.
BUNSH!
Devic avançou num golpe súbito, afundando o punho na parede de carne e, na intenção de apaziguar a raiva, arrancou um grande pedaço num único puxão.
O Corredor Sagrado contraiu fortemente, e um longínquo gemido dolorido foi ouvido pelo túnel.
Com o punho pronto para outro golpe, ele se preparou para fazer o vampiro engolir os próprios dentes.
— E-Espera! Sr. Devic!! Sou eu!!
— Russisch!?
O inventor surgiu do meio da névoa na qual Ludwig havia se dissipado.
Seus traços, sua forma e a ausência de uma aura vampírica, eram detalhes demais para ser outra ilusão.
— O que está fazendo aqui? Por que não saiu com os outros Soldados?!
Ele se levantou com o apoio da parede, o chão escorregadio dificultando permanecer de pé.
— Eu me afastei um pouco do grupo no momento errado. Um dos Soldados tentou me alcançar quando tudo virou carne, mas eu disse pra ele me esquecer e levar todos antes que ficassem presos aqui.
Devic ofereceu o ombro, ajudando o homem a se manter de pé.
— Me desculpe, Sr. Russisch, é minha culpa que tudo isso está acontecendo. Se eu tivesse ficado com o grupo, você não estaria preso aqui comigo.
— Bem, você está aqui agora, certo? E eu continuo vivo. Pra mim isso é uma vitória.
O soldado deu um sorriso amargo.
— Sr. Russisch, eu preciso colocá-lo a par da situação. Minha Maldição faz com que eu seja incapaz de cortar qualquer tipo de material orgânico independente de que tipo de lâmina em use, e como pode ver, estamos cercados de carne. Eu… Eu não sei se consigo matar tudo que aparecer no caminho.
O inventor cruzou os braços, segurado por Devic antes que escorregasse para longe.
— Entendo. Bem, essa não é a primeira vez que eu fico numa situação de vida ou morte, então não estou tão preocupado assim. Mas, soldado, sua maldição lhe obriga a fazer isso?
Devic franziu o cenho, confuso.
— O quê?
— Sua maldição. Você disse que ela te impede de cortar carne. Por acaso ela também te obriga a matar tudo que aparece pela frente ou caso contrário você morre ou algo parecido?
— Nã-Não, acho que expliquei mal. Ela me permite cortar absolutamente qualquer coisa que não seja orgânica, nada mais do que isso.
— Certo, então perdoe minhas palavras, mas…
Ele pôs uma mão em cada ombro do espadachim, encarando-o nos olhos.
— Como você é muito burro, cara, que loucura.
— Pe-Perdão…?
O Corredor contraiu outra vez, mas nenhum dos dois deu atenção.
— Você diz que precisa cortar tudo que aparecer quando sua própria maldição te impede de fazer isso. É totalmente contra intuitivo! É como se um intolerante a lactose dissesse que precisa comer três potes de sorvete só porque os encontrou por acidente numa geladeira. Por que você faria algo assim?
O soldado ficou em silêncio, seu olhar incrédulo fixo no chão.
Russisch cruzou os braços e posou dramaticamente, lentamente escorregando para o lado.
— Assim como os outros que eu conheci há algum tempo, você não parece do tipo de pessoa que machuca os outros, é até estranho que insista tanto nisso.
“Ele está certo.”
Devic mordeu os lábios, esforçando-se para se manter inexpressivo.
O objetivo máximo de um Soldado de Elite estava longe de algo como obliterar os inimigos. Sabia disso, tal como sabia a razão de pensar desta forma.
Assim como Russisch apontou, ele ignorou o próprio raciocínio lógico.
“Meu dever…”
Ele sacou a espada, vendo o próprio reflexo na lâmina branca como mármore puro.
— Meu dever é proteger!
Como uma resposta à sua iluminação, o Corredor Sagrado enviou suas forças para exterminar os invasores.
Da direção que vieram no início da expedição, uma onda de larvas do tamanho de cachorros grandes avançavam ferozmente.
— Russisch, você tem uma corda ou algo parecido?
O inventor prontamente ofereceu alguns metros de uma corrente de aço.
Rapidamente, o soldado amarrou uma das pontas no cabo de sua espada.
"Se eu não consigo cortá-los, eu posso simplesmente passar por cima!"
Ele começou a girar a corrente à frente do corpo, chegando a uma velocidade em que apenas a forma de uma círculo era visível. A rajada de vento forte o bastante para atrasar os vermes.
— Russisch, se agarra nas minhas costas!
Ele assim o fez sem hesitar, agarrado às costas do soldado como uma criança bombada de quase de dois metros indo passear com o pai.
Com isso, Devic avançou como um trator.
Trulumph!
Os vermes eram inicialmente empurrados pelo escudo improvisado e, sempre que pegos pela lâmina, empurrados contra as paredes com tanto força que afundavam na carne, incapazes de sair.
Cada passo aumentava a velocidade do avanço, e em menos de vinte, deslizavam tal como uma locomotiva sobre os trilhos.
— Eu vejo a saída, segura firme!
Em um último impulso, Devic limpou todos os vermes restantes do caminho num único balançar de espada. À frente, um curioso orifício apertado no qual ambos pularam de cabeça.
Do lado de fora, os outros cinco soldados aguardavam ansiosos enquanto conferiam a situação dos civis. Para melhorar o ânimo, as duas pessoas que faltavam finalmente apareceram.
Devic e Russisch foram cuspidos pela cloaca protuberante junto de alguns vermes rapidamente enviados para o infinito por chutes do soldado. Pousaram na praça, próximo ao grupo.
— Devic! É um alívio ver que saiu ileso com o Sr. Russisch.
Ele assentiu com a cabeça.
— Obrigado, e bom trabalho com os civis. Qual a situação atual?
O soldado tinha uma expressão de enjoo, hesitando em até mesmo apontar para o causador do desconforto.
— Nós evacuamos quando sentimos os tremores no corredor e, quando saímos, ele virou… isso.
Todos levaram sua atenção para a parede onde entraram, depois algumas dezenas de metros para cima.
O Corredor Sagrado, como se completado uma metamorfose, tornou-se numa criatura semelhante a uma lacraia tão robusta quanto um prédio.
Seu corpo era de carne viva, exibindo as contrações de seus infinitos músculos e as veias largas o bastante para carregar uma pessoa. Braços humanos agiam como patas, cada um do tamanho de um ônibus, e o último a se revelar foi o rosto.
Os soldados foram alvos de um rosto de bebê de cabeça para baixo. Bocas tomavam o lugar dos olhos, de onde baratas do tamanho de uma pessoa rastejaram e alçaram voo, ameaçando os civis na área.
Onde deveria ser a boca estava um único e olho azul com asas negras no lugar dos cílios, estas que capturavam as baratas a voar próximo demais.
— Em nome do Rei Eterno, que desgraça é essa?!
A centopeia rastejou sobre o próprio corpo, eventualmente travando sua atenção no grupo.
Devic sofreu com um súbito aumento do peso de seu corpo quando alvo do grande olho. Suas estranhas se debateram, e uma dor intensa no coração o pôs de joelhos, como se o órgão tivesse rasgado ao meio.
Em instantes, algo subiu por sua garganta. Ele vomitou um pedaço de carne do tamanho de seu punho, algo que reconheceu de imediato.
"O Núcleo Regulador?! Mas como?"
Um dos três órgãos especiais implantados, e justo o mais importante. Sem ele, usar o máximo de suas capacidades físicas e mentais poderia levar o corpo ao colapso e literalmente explodi-lo.
— Líder Devic, está tudo bem?
Por sorte, os outros soldados não tinham como saber o que era aquilo que acabara de cuspir.
— Não se preocupe, é apenas alguns parasitas que meu corpo terminou de eliminar.
De pé, ele sacou sua espada e mirou o centopeia.
— Agora vamos lidar com essa coisa.
— Senhor, com todo respeito, não seria melhor ajudar na evacuação dos civis? Quero dizer, sua Maldição, ela…
Devic sorriu fracamente, ciente de suas limitações.
No entanto, isso não o afetou nem um pouco, o que ele provou ao se virar para o grupo de cinco soldados. Seu semblante calmo como o de quem passeava por um parque num dia ensolarado.
— Eu falhei em me comunicar com vocês, muito mais do que eu gostaria de admitir, e eu me desculpo por essa falha. É bem comum ouvir os outros falando que eu sou o mais forte entre os Soldados de Elite, mas…
… Apenas olhando, eu tenho certeza de que nenhum de vocês, nem qualquer outro membro do exército são fracos.
Até então com expressões preocupadas, os cinco soldados relaxaram um pouco, o suficiente para que um curto sorriso tomasse seus rostos. Devic continuou:
— Nós já lidamos com coisa maior, não é mesmo? Eu dou cobertura enquanto vocês atacam, então garantam que essa coisa caia o mais rápido possível, e mostrem do que os Soldados de Elite são capazes!
— SIM, SENHOR!!
Com um comando, Russisch e seu grupo correram para um lugar seguro.
Os cinco soldados organizaram-se entre si, capazes de bolar um plano dentro de vinte segundos antes de se dispersarem em várias direções.
Um deles correu na direção da centopeia, se tornando um alvo dos incontáveis braços. Devic então começou sua parte.
TUNSH!
Incapaz de sequer arranhar a pele, a espada se tornou num escudo inquebrável em suas mãos, defletindo um golpe atrás do outro.
Na primeira abertura, avançou contra o corpo principal e fez um corte horizontal, empurrando a criatura para trás.
O soldado protegido então agiu. Aos seus pés desenhou um círculo ritualístico ativado ao fazer um sinal de coração com ambas as mãos.
Um breve terremoto atingiu a área, e do chão da praça emergiram dois chefes de cozinha do tamanho da centopeia.
Num avanço simultâneo, um deles distraiu a criatura esfregando um ralador de queijo contra os nervos expostos enquanto o outro correu mais longe, usando de força bruta para puxar o longo corpo do inimigo e acumulá-lo num espaço menor.
Outro soldado correu pelo corpo da criatura, colocando estacas de madeira igualmente espaçadas e ativando uma formação que paralisou os músculos com um relampejar que fez fumaça sair da boca pútrida.
Usando a Segunda Camada Muscular, Devic corria por toda a área da praça e pelo longo corpo da criatura na forma de um vulto, desviando golpes diretos da centopeia e principalmente esmagando as baratas mais próximas.
O terceiro soldado usou de chamas negras que atingiram somente as patas, dificultando o movimento. O quarto também usou um círculo de ritual, invocando um liquidificador gigante onde a centopeia foi forçada para dentro com a ajuda dos cozinheiros gigantes.
Por fim, o último soldado trouxe seus colegas para um local seguro ao fim dos ataques de cada um.
A centopeia regenerou quantos braços pôde, esforçando-se para escalar as paredes escorregadias do liquidificador.
Restava apenas uma pessoa para agir.
— LÍDER DEVIC!
— Entendido!
Ele flexionou os joelhos, sentindo algumas veias estourarem, e saltou.
BRUNSH!
O chão aos seus pés afundou e rachaduras se estenderam por vários metros.
Seu corpo decolou como um foguete, brevemente quebrando a barreira do som, o que chamou a atenção da centopeia.
Suas pernas enrijeceram e sangue fez a calça se colar à pele.
Nem havia usado o potencial máximo dos músculos devido à perda do Núcleo Regulador, e ainda assim o estrago foi considerável.
Mas independente da dor, em seu rosto era exibido somente um sorriso satisfeito.
"Que vergonha. Eles me chamam de líder, mas eu precisei que um civil me ajudasse a ver algo que deveria ser óbvio."
Ao alcançar a altura máxima, ele tinha as nuvens ao alcance de suas mãos.
"Eu não sei se meu inimigo está além daqui, mas…"
Com suas mãos firmes no punho da espada, ele deu as costas para os céus.
"Eu sei onde está quem eu preciso proteger!"
Forçando as pernas a se moverem, seus pés pousaram contra a nuvem cinzenta — sólida de tanta poluição acumulada — e saltou de volta.
Um rombo se abriu no céu nublado, abrindo caminho para que os raros raios de sol destacassem o meteoro a cair.
No momento em que a centopeia conseguiu tirar a cabeça do liquidificador, a espada de Devic atingiu como punição divino, fazendo o crânio da criatura assumir a forma de um "U".
Atordoada, ela caiu inconsciente, os cozinheiros colocaram a tampa e, por fim, Devic usou a inércia da queda para cair sobre o botão na base e ativar a máquina.
VRIIIIIMM!!
Retornando para o lado de seu esquadrão, eles assistiram ao espetáculo juntos.
CRUSH!
CLASH!
BLUSH!
A carne foi facilmente triturada, levando mais tempo até que os ossos assumissem uma textura mais fácil de bater.
Conforme as partes intactas do corpo eram lentamente puxadas em direção às lâminas da morte, algumas baratas e vermes restantes batiam contra as paredes do recipiente, eventualmente quebrando as asas e se unindo à mistura.
O resultado final foi algo com a textura de uma massa de bolo antes de ir ao forno, exibindo uma cor de água barrosa e um cheiro desconhecido, pois ninguém teve coragem de se aproximar para senti-lo.
Por fim, um dos soldados usou novamente as chamas negras, as quais queimariam os restos da criatura até que desaparecessem por completo deste mundo.
Conforme a fumaça negra se erguia aos céus a partir do liquidificador gigante, a expectativa dos jovens soldados também o fazia. Coçavam a cabeça, aguardando alguma coisa.
Devic sorriu de canto ao vê-los assim.
— Ótimo trabalho. Estou orgulhoso de todos vocês.
O grupo sorriu como um bando de crianças.
— Obrigado, senhor!!
Embora os resultados para sua investigação pessoal tenha sido poucos, Devic não incomodou nem um pouco.
Os soldados à sua frente tinham sorrisos largos, e melhor ainda, estavam ilesos.
"Acho que isso conta como uma vitória."
Ao mesmo tempo, ele sabia por experiência que uma vitória fácil sempre precedia perigos cada vez maiores.
No entanto, devido ao calor do momento, Devic acabou se esquecendo disso.
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