Volume 1

Capítulo 32: A Caça (4)

— Huff… Huff…

— Estamos quase lá! Só mais um pouco!

Eles romperam a mata fechada, disparando em direção à Zona Segura. De longe, uma multidão se juntava. Homens, mulheres e crianças estavam espremidos dentro de um grande círculo verde pintado numa clareira da floresta.

— Tem muita gente! — Ji-Eun comentou.

— Parece que tem bem mais de cinquenta pessoas aqui, Noonim! — Jae-Hyuk respondeu.

Um arrepio percorreu a medula do Eun-Ho quando uma tensão, quase elétrica, vibrou entre os galhos acima.

[01:14]

Ainda bem que ainda dava tempo de tentar alguma coisa.

— Segura minha mão.

Ele estendeu a mão direita para Ji-Eun, que estava ao lado. A esquerda dele já estava firmemente segurada pela Yul.

— A gente precisa mesmo? — Ji-Eun perguntou, hesitando.

— Sim, rápido! — Eun-Ho insistiu.

Mas Ji-Eun ficou ali, mexendo-se de um jeito estranho. Os olhos dela corriam para todo lado, menos para a mão dele. Para alguém geralmente tão decidida, essa hesitação era inesperada. Eun-Ho se perguntou se havia algum motivo para isso.

Sss~

Por fim, ela segurou a mão do Eun-Ho.

— Ji-Eun — ele falou baixinho.

— S-sim? — ela pulou de susto, como um coelho ouvindo um trovão.

Num sussurro, ele disse: — Chá de schisandra ajuda, pelo que dizem.

— O quê? De onde isso veio?

— Você tem hiperidrose, não tem?

As mãos dela estavam visivelmente úmidas, especialmente para um dia tão fresco. Não era algo de que ela falava, e ele também não tinha como saber. Afinal, quando teria algum motivo para dar as mãos a uma colega de trabalho?

— Se a gente vasculhar os restos de uma loja de conveniência ou de um mercado, pode ser que ainda tenha chá de Schisandra. Vamos procurar juntos da próxima vez que formos catar coisas.

Ji-Eun não disse nada, apenas abaixou a cabeça ainda mais.

“Eu a ofendi agora?” Eun-Ho pensou.

— Desculpa se passei do limite. — Ele acrescentou. — Não é nada que ameace a vida, então, se você não se sentir confortável...

— Não, está tudo bem! Vamos logo!

Com o rosto vermelho como uma maçã madura, Ji-Eun se endireitou e marchou para a frente, tentando fingir que não ligava. Eun-Ho pensou em pedir desculpas de novo para aliviar o clima, mas o tempo não estava do lado dele.

— Yul, consegue ativar sua habilidade? — ele perguntou.

— Consigo!

Whoosh!

Assim que Yul assentiu, uma mensagem do sistema ecoou na mente deles.

[Você entrou no domínio de Pique-Esconde da Sujeita Kim Yul.]

[O efeito da habilidade terminará no momento em que você se afastar da conjuradora.]

Agora, todos eles, de mãos dadas, avançaram de um jeito desajeitado, como uma corrente humana atrapalhada.

— Mas por que estamos entrando escondidos? — Yeo-Jin perguntou.

— Você vai ver quando a gente chegar mais perto — Eun-Ho respondeu com cuidado.

Ele não queria dizer algo como “porque você não pode mais confiar nas pessoas” para uma estudante. Além disso, ela estava prestes a ver com os próprios olhos.

? Ver o quê?

— Talvez tenha algum tipo de inimigo?

Clang! Clang! Thud!

Aaaargh!

O som de metal batendo e quebrando chegou antes da visão. A Zona Segura não era refúgio, mas sim um campo de batalha.

— Que porra tá acontecendo?!

— Por que eles estão lutando?!

Dezenas de sobreviventes atacavam uns aos outros; brandindo armas, movimentando-se em grupos, vasculhando ameaças em todas as direções.

Morra!

Gaaaahhh!

As pessoas balançavam o que tinham: lanças, facas de cozinha, até porretes improvisados, lutando com desespero como se a vida dependesse disso. De certa forma, dependia.

Era um caos brutal.

— Mas tem espaço de sobra na Zona Segura! — Ji-Eun gritou, horrorizada. — Por que eles estão lutando?!

— Porque precisam pegar alguém primeiro — Eun-Ho disse, sombrio.

— Pegar alguém? Você não quer dizer...

Eun-Ho não respondeu, mas o silêncio dele disse o bastante. Ji-Eun mordeu o lábio inferior com força.

Um homem esfaqueou uma mulher, e um rapaz cortou um homem mais velho. O que Eun-Ho via era um massacre puro e nojento. Ele tinha imaginado que as coisas iam desandar, mas não desse jeito.

— Não achei que fosse virar uma guerra de verdade… — ele murmurou.

A maioria dos sobreviventes dentro da Zona Segura já tinha sido engolida pelo frenesi. Talvez o medo tivesse apagado completamente a razão; o medo de que seriam mortos, se não matassem.

“Temos que parar com isso.” Eun-Ho pensou.

Se continuasse assim, todo mundo acabaria morto.

— Não soltem as mãos um do outro, aconteça o que acontecer! — Eun-Ho ordenou.

— Tá! — alguém respondeu.

— E…

Eun-Ho apertou a mão da pequena Yul de um lado e a da Ji-Eun do outro.

— Yul, segura a mão dela agora.

— Mas e você, Eun-Ho? — Ji-Eun perguntou depressa.

— É, moço… você não vem? — Yul completou, com os olhos arregalados.

Quatro olhos redondos e escuros o encaravam dos dois lados, nervosos e cheios de expectativa. As pupilas tremiam de inquietação, e ele sentiu que precisava tranquilizá-las.

— Eu só preciso de um ar — ele disse, forçando um sorriso pequeno.


[O tempo acabou.]

[Todos os indivíduos fora da Zona Segura serão eliminados.]

Gaaargh!

— Seu assassino!

Foi aí que ele percebeu. Muita gente preferia matar a ser apagada.

— P-por favor… tenha misericórdia. Por favor!

— Só mais quatrocentos pontos… eu só preciso de quatrocentos!

Não importava se era um trilheiro, um estudante ou um turista. Quando uma lâmina encostava no pescoço, até a alma mais gentil podia virar um monstro.

[O Corvo do Departamento de Gestão aconselha que não é assim que o jogo deveria ser jogado.]

[Vários observadores querem ver mais participantes nessa carnificina!]

[Um observador anônimo está curioso sobre o próximo movimento do Sujeito Lee Eun-Ho.]

Fwip!

Como se não bastasse, flechas começaram a cruzar o ar.

“Flechas no meio de Seul? Se ainda tiver alguém escondido por aí, vai acabar pego no fogo cruzado.”

Ele precisava pensar rápido. Precisava de uma distração, algo grande o suficiente para chamar a atenção de todo mundo. Só que o lugar inteiro estava afogado em gritos e caos. Gritar por cima disso não adiantaria.

“Só tem uma jogada.”

— Melhorar Loja.

[Parabéns!]

[Sua Loja de baixo nível, Barraca Móvel para Novatos, foi aprimorada para a Loja de nível intermediário, Caravana Dourada de Todo Lugar e Lugar Nenhum!]

Whoosh!

O quiosque surrado que antes flutuava ao redor dele desapareceu. No lugar surgiu uma caravana dourada enorme, montada sobre rodas robustas. Uma estrutura retangular brilhante se ergueu da base. Mesmo com o aspecto semitransparente, a moldura dourada luxuosa reluzia.

— Uma caravana…? — ele murmurou.

[10.000 Pontos de Benefícios foram deduzidos.]

Ele estendeu a mão para as portas duplas da caravana quando elas se abriram com um chiado suave, mas recuou.

“Fiquei curioso, claro. Mas isso aqui ainda é um campo de batalha. Não dá pra ficar escolhendo item agora.”

O saldo restante era 533 pontos. Ele tinha acabado de sacrificar um dia inteiro, cinco mil pontos, nessa jogada.

“Mesmo assim… tenho certeza de que consigo recuperar.”

O verdadeiro motivo de aceitar essa aposta era o Bônus de Primeira Melhoria.

[Parabéns!]

[Você é o primeiro a desbloquear uma Loja de nível intermediário no Setor 13.]

[Escolha seu Bônus de Primeira Melhoria!]

[Habilidades]

Palma de Vento (Nv. 1)

  • Libera uma explosão de ar condensado a partir da mão do conjurador. Pode empurrar objetos ou pessoas com peso de até 0,1 tonelada. Quanto maior a distância, mais fraco o impacto.
  • Há um limite de usos. Recarrega uma vez a cada 10 minutos.
  • Cargas atuais: 3/3.

Havia outras opções, incluindo um escudo básico capaz de bloquear um golpe com poder de ataque abaixo de trinta, ou um bônus de leveza que reduzia o peso do alvo em dez por cento. Mas essa era claramente a mais prática.

“Principalmente agora.”

— Confirmar.

[Palma de Vento (Nv. 1) foi desbloqueado.]

Era uma habilidade capaz de chamar atenção, atingir de longe e controlar uma multidão.

“Vou derrubar todo mundo de uma vez com Palma de Vento.”

Não seria só uma distração, mas um jeito de separar pessoas que se rasgavam como animais selvagens. Talvez comprasse, ao menos, um momento de sanidade.

— Vento...

[Devido à árvore de habilidades de Esgrima, Palma de Vento evoluiu para Lâmina de Vento!]

[O poder e o alcance da sua habilidade aumentaram.]

“Hã? Árvore de habilidades? Lâmina de Vento? Desde quando isso existia?” Eun-Ho pensou.

Então caiu a ficha. Ele se lembrou da mensagem do sistema no Instituto de Treinamento, quando adquiriu Esgrima Básica pela primeira vez.

[Desbloquear Esgrima Básica abriu a árvore de habilidades de Esgrima.]

“Então isso realmente significava alguma coisa.”

[Verificando a habilidade, Lâmina de Vento.]

[Habilidades]

Lâmina de Vento (Nv. 1)

  • Libera uma rajada cortante de vento ao longo do arco de um golpe de espada.
  • Há um limite de usos. Recarrega uma vez a cada 10 minutos.
  • Cargas atuais: 3/3.

No instante seguinte, Eun-Ho ergueu a espada, mirando uma árvore próxima e então golpeou para baixo num único movimento limpo.

Swoosh!

A árvore se partiu ao meio, com a metade de cima despencando no chão com um baque alto.

“Ué… o quê?”

A habilidade também afetou o homem ao lado, o sujeito que o ameaçava com uma lança, e a mulher que se aproximava por trás, pronta para atacar com uma pedra.

Aaaargh!

— Q-que porra foi essa?!

— V-você acabou de me acertar?! — a mulher guinchou e largou a pedra. Parecia ter batido a própria mão quando ela caiu.

“Hã? O que…?”

Então Eun-Ho se preparou para outro teste, agora com um alvo maior.

Ele se virou para uma árvore ainda mais velha, grossa e resistente, com a casca retorcida pela idade. Parecia estar ali fazia décadas, imóvel e inabalável. Dessa vez, ele colocou mais força no golpe.

Swoooosh!

A lâmina negra cortou o ar, liberando um crescente de vento que tremeluzia de leve enquanto voava.

Crack!

A árvore enorme se partiu como um graveto seco.

Thud! Thud! Thud!

O vento não parou por ali. Ele rasgou o espaço entre algumas pessoas presas num confronto brutal, jogando-as para trás, cambaleando.

“Isso é muito mais forte do que eu esperava.”

— Droga! Estou sangrando! Que porra?!

— Quando foi que você atacou?!

— Não fui eu! Olha ali!

— Então é aquele desgraçado de antes?!

Olhares se viraram para ele. A lâmina invisível tinha agitado a multidão, de modo que começaram a notar.

“Ótimo. Então eu vou mostrar mais uma vez.”

Eun-Ho se voltou para outro grupo ainda preso numa briga corpo a corpo.

Shwoooosh!

Thud! Thud! Thud! Thud! Thud!

Baaaam!

Aaaah! O que foi isso?!

— F-foi vento?! Ele atirou vento na gente?!

— Quem diabos é esse cara?!

[Habilidades]

Lâmina de Vento (Nv. 1)

  • Cargas atuais: 0/3.

As pessoas caíram como dominós. A encosta antes caótica agora parecia uma clareira, cheia de árvores derrubadas e gente atordoada.

“Isso deve resolver.”

Thump. Thump. Thump.

Subindo num dos tocos recém-cortados, Eun-Ho se mostrou e disse: — Vamos parar com isso.

Sim, ele tinha acabado de jogá-los para trás com uma habilidade que poderia ter ferido alguém de verdade. Mas queria ser firme, não ameaçador.

Sinceramente, ele esperava que se juntassem contra ele, chamassem-no de monstro e o acusassem de usar algum poder sombrio. Só que o foco deles estava em outro lugar.

— Q-quinhentos pontos?!

— Mas eu vi! Ele estava com dez mil pontos agora há pouco!

— Pra onde foi tudo?!

Mesmo com ele ali na frente, os olhos deles estavam grudados no número flutuando nos mapas, acompanhando os pontos dele.

Eun-Ho suspirou. — Quem liga se eu tenho dez mil pontos ou quinhentos?

Se fosse ele, e surgisse alguém suspeito num lugar desses, a primeira coisa que faria seria observar a expressão, as intenções e a capacidade da pessoa.

— Isso não é o que importa agora! — Eun-Ho completou.

— Então o que importa?! — alguém rebateu.

— E-espera… você não vai matar todo mundo para recuperar seus pontos, vai?

O medo percorreu a multidão, e os rostos empalideceram. Alguns se levantaram, agarrando armas improvisadas, com os olhos arregalados e selvagens fixos nele.

— Eu consigo fazer cinco mil pontos sem matar uma única pessoa! — Eun-Ho respondeu.

— O quê?

— Como é que a gente vai acreditar nisso?

A multidão eriçou desconfiada, como porcos-espinhos. Estavam prontos para atacar ao menor movimento.

— Ele deve estar levando a gente pra algum lugar pra matar todo mundo! Vocês viram ele acertando gente agora há pouco!

— Isso! Ele vai arrastar a gente pra um canto e acabar com todo mundo. Acham que a gente não ia sacar?

“Ah. Então são aqueles caras de antes… os que eu derrubei com a rajada.” Eun-Ho percebeu.

Ele não podia culpá-los por não confiarem.

— Mas se eu realmente quisesse matar vocês, não acham que eu poderia ter feito isso antes? Vocês saberiam melhor do que ninguém, não é?

Ugh…

O problema real era que não havia tempo para convencer um por um. Eram 15:05, e faltavam três horas para bater o ponto. Era o máximo que ele podia se permitir.

“Se não seguirem, é escolha deles.”

— A gente vai precisar de uma hora pra preparar. Então sobram duas horas inteiras, o que deve ser mais do que suficiente. — Eun-Ho disse.

? Preparar o que exatamente? — uma garota perguntou quando Eun-Ho saltou do toco da árvore.

Era uma menina de olhos grandes, usando saia de uniforme escolar com cara de estudante. Talvez fosse, no máximo, uma caloura de faculdade.

“Duvido que você entenda, mas…”

— Caça automática” — Eun-Ho respondeu.

?

Murmúrios correram pela multidão, junto de olhares confusos.

Mesmo assim, Eun-Ho continuou com calma: — Então… alguém aqui sabe usar uma pá?

Metade encarou com desconfiança cautelosa; a outra metade tinha um lampejo de esperança nos olhos.


— Cabo Choi! Quero essa trincheira pronta em menos de uma hora!

— Sim, sargento!

A memória de Jae-Hyuk voltou de uma vez. Ele se lembrou de cavar mais de um metro em solo congelado durante o treinamento de inverno, construindo buracos de raposa com as mãos dormentes e os braços tremendo.

— Você ainda não terminou?! Tá planejando cavar o dia inteiro em vez de treinar?!

— N-não, senhor!

O suor escorria pelas costas de Jae-Hyuk como um riacho. A camiseta cinza dele estava encharcada, escurecida pelo esforço.

Haaa… eu vou morrer aqui…

— Até quando a gente vai ficar fazendo isso?

Os dois homens atrás dele já resmungavam, prontos para cair. Mas Jae-Hyuk parecia capaz de cavar a noite toda. Talvez porque tivesse encontrado o ídolo dele hoje, ou porque esse ídolo o tinha reconhecido.

Thunk! Thunk! Thunk! Thunk! Thunk! Thunk!

Não havia espaço para pensamentos como “isso é uma merda” ou “estou exausto”. Tinha pá e terra, então ele cavou.

— Você está possuído, né? Um fantasma que morreu cavando trincheira tomou seu corpo?

— Sério. A gente mal tá aguentando, ainda precisando ganhar ponto, e você já bateu sua cota!

Jae-Hyuk finalmente diminuiu o ritmo, só o bastante para os outros alcançarem. Foi quando Eun-Ho se aproximou.

— Jae-Hyuk! Como está indo?

— Tudo certo, Hyungnim! Quase terminamos!

Eles estavam dentro de um grande anel recém-cavado, cercando uma borda de fumaça preta. Era uma trincheira talhada com suor e determinação.

— Essa é a chave do plano todo, entendeu? — Eun-Ho disse, sorrindo.

— Claro! Depois que a gente colocar as armadilhas lá dentro, os monstros vão entrar e morrer sozinhos, né?

— Exatamente. E aí a gente monta barricadas pra esses Ursos Marrons não conseguirem fugir.

— Caramba… você é um gênio! — Jae-Hyuk limpou o suor da testa, com os olhos arregalados de admiração.

— Você trabalhou duro! — Eun-Ho disse. — Hora de revezar.

— Estou de boa, sério! Bati minha cota diária graças a você, Hyungnim!

? Você não está cansado?

— Não! Nem um pouco!

Eun-Ho pareceu um pouco surpreso, mas não insistiu. Em vez disso, deu um tapão firme no ombro do Jae-Hyuk e se virou para os outros.

— Certo, revezem. Comprem lanças na Loja e passem veneno nas pontas.

— Veneno? De onde a gente vai tirar isso?

— Dá pra comprar isso na Loja?

Eles olharam em volta, confusos. Eun-Ho apontou com o queixo para uma multidão próxima.

Ali, dispostos como um banquete grotesco, estavam os cadáveres de Tigres Celestes Venenosos com o ventre aberto e toxinas escorrendo.

Squelch.

Um por um, as pessoas mergulhavam com cuidado as pontas das lanças naquele veneno preto como tinta.

— É só entrar na fila ali. Rápido!

Ah, entendi. Obrigado!

Os homens largaram as pás como se fossem radioativas e correram.

— Depois do veneno, finquem as lanças no chão. E mantenham o espaçamento regular.

Então Eun-Ho apertou a espada e seguiu para o outro lado. Sem hesitar, avançou contra outro monstro.

Grrrr!

Shing!

Num único corte limpo, a fera desabou. Não importava quantas vezes vissem aquilo, nunca deixava de ser algo de cair o queixo. Até os recém-chegados ficavam congelados, entre admiração e medo.

— Cara… quem é esse? Ele é tipo um campeão nacional de esgrima?

— Nada. Ele é estratégico demais. Atleta nenhum pensa assim.

— Né? Quem diabos monta um plano desses, ainda mais no meio da luta?

Jae-Hyuk nem era o alvo dos elogios, mas o peito dele inflou de orgulho mesmo assim.

“Hyungnim é o melhor!”

E esse também era um dos motivos para ele cavar ainda mais.

Thump! Thump! Thump! Thump! Thump! Thump!

Ele cavou mais forte do que em qualquer buraco de raposa que cavou no quartel.

Thunk! Thunk! Thunk! Thunk! Thunk! Thunk!

— Jae-Hyuk, descansa um pouco!

— Estou bem, Noonim! Ainda estou inteiro!

— Você está cavando sem parar há mais de uma hora. Não está cansado?

— Oh, já faz tudo isso? — Ele realmente não tinha percebido. Sabia que um bom tempo tinha passado, mas parecia que tinha acabado de pegar na pá. — Que estranho. Parece que eu só peguei a pá agora.

Thunk! Thunk! Thunk! Thunk! Thunk! Thunk!

Ele continuou cavando de forma implacável até o próprio chão começar a parecer… que tinha algo errado. Ele se mexia sob ele, como se estivesse vivo; como se ele fosse a pá, e a pá fosse parte dele.

Em seguida, uma mensagem do sistema ecoou.

[Parabéns!]

[Por meio de vigor avassalador, memória muscular gravada do tríceps às panturrilhas e uma resistência extrema a ferimentos, uma Habilidade Única foi criada!]

[Ultra Regeneração (Nv. 1) foi desbloqueada pelo Sujeito Choi Jae-Hyuk.]

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