Volume 1
Capítulo 30: A Caça (2)
Eun-Ho ficou frente a frente com Chul-Joong, o maior dos três homens. Ele era o primeiro alvo. O brutamontes ainda segurava a lança, apontando para o pescoço da Yoon Sol-Ah.
Logo, o pulso dele se torceu de um jeito grotesco por causa do Eun-Ho.
Whoosh!
Uma espada desceu, esmagando o ar de cima para baixo e o braço direito do homem foi decepado limpo, com uma facilidade nauseante.
Tick!
— Poooor faaaavor! A-a-alguém… ajuda a gente! Hã? O-o que tá acontecendo?!
— Por que estamos aqui?!
Então ele percebeu o braço amputado batendo no chão com um baque opaco.
Splurt!
O sangue jorrou violentamente do ombro, agora vazio.
— Aaargh!
O grandalhão desabou, gritando. Ele encarou o próprio braço, que rolava aos pés dele, sem acreditar.
— C-Chul-Joong! Você tá bem?
— S-seu desgraçado! Você tem noção do que acabou de fazer?!
Os outros dois recuaram em choque e tropeçando um no outro, com as pernas tremendo de medo.
— Puuuuuta merda! Dói! Dói pra caralho!
O grandalhão se debateu no chão com o rosto contorcido de pânico, uivando como um animal ferido. Era uma cena feia.
— Ah, está doendo? — Eun-Ho perguntou.
— Claro que está doendo, seu psicopata!
— Mas enfiar uma lança no pescoço de crianças inocentes não pareceu te incomodar.
Chul-Joong congelou e ficou em silêncio.
— O que foi? Achei que você disse que isso era uma caça.
As pupilas do Chul-Joong tremularam com o comentário do Eun-Ho. Pela primeira vez, caiu a ficha de verdade que ele não era mais o predador, e sim a presa.
“Bom, agora é tarde.” Eun-Ho pensou.
Thump. Thump. Thump.
— N-não chega mais perto! Eu mandei parar!
— Você não disse que os fracos merecem, não foi?
Aqueles caras adoravam pisotear qualquer um mais fraco. Eles acolheram essa “limpeza” brutal do processo de reestruturação, rindo enquanto tiravam vidas. Eun-Ho via neles uns desgraçados violentos e sem coração.
[O Corvo do Departamento de Gestão concorda com a cabeça, dizendo que ele não está errado.]
[A maioria dos observadores diz que quer ver o primeiro alvo ser esmagado por completo.]
“Vocês são iguais aos desgraçados lá em cima, puxando as cordinhas.”
Thump.
Em seguida, Eun-Ho avançou com raiva fervendo por baixo da calma exterior. O grandalhão recuou a mesma distância, quase rastejando.
O ombro direito ainda jorrava sangue, mas aparentemente não o bastante para matá-lo, visto que ainda conseguia gritar.
— Que porra vocês tão fazendo parados?! Matem esse desgraçado logo!
Só que ninguém deu ouvidos.
— Se você quer viver, se ajoelha e implora perdão para as garotas.
Se Yoon Sol-Ah tivesse misericórdia desse sujeito, talvez aceitasse curá-lo. Sem que o idiota percebesse, a garota que ele tentou massacrar era agora a única tábua de salvação dele. Mas o homem, claramente, não tinha o menor interesse em agarrar essa chance.
— Pooorra! Matem ele logo! Não fiquem aí parados!!
Além disso, parecia que ele estava sozinho agora.
— E-espera! A gente não fez nada de errado!
— Isso! Foi tudo ideia dele! Ele mandou a gente fazer! Também somos vítimas!
Ao contrário do brutamontes furioso que berrava ordens, os outros dois estavam desesperados para se desvincular dele. Entraram em pânico, atropelando-se para salvar a própria pele.
“Patéticos.”
— Vítimas?! Estão tirando com a minha cara?! Vocês me seguiram que nem cachorrinhos por migalha!
A tal “lealdade” deles foi forjada na força, que modo era rasa, frágil e desmoronava no instante em que aparecia alguém mais forte.
— Migalha? Você não deu nada pra gente!
— É! Você ficou com as coisas boas todas pra você, seu desgraçado ganancioso!
— Porra! A gente te seguiu feito cachorro fiel enquanto você bancava o chefe, pra você tratar a gente como capanga descartável!
Uma cusparada caiu a poucos centímetros do rosto do grandalhão, bem ao lado do braço decepado que um dia foi do “amigo” dele.
A expressão do Chul-Joong se distorceu, misturando incredulidade, raiva e traição. Ele não conseguia processar. Então, tomado por uma fúria cega, o brutamontes de só um braço se lançou neles, balançando o coto ensanguentado como uma clava.
— Seus filhos da puta!
— E-espera, cara! Não! Não chega perto de mim!
Um dos capangas gritou num canto desesperado, com os olhos arregalados de terror. — I-invocar!
Uma espada longa de aço se materializou na mão dele, cravando direto no peito do “amigo” que vinha avançando.
— Gugh…!
O capanga recuou, horrorizado. — E-eu não quis…!
— Seu… traidor… de merda…
Thud!
O grandalhão ergueu a mão encharcada de sangue e a fechou no pescoço do traidor. A boca dele abria e fechava como a de um peixe, atônito demais para falar.
— V-você não devia ter avançado assim…
— P… porra…
Thud!
O brutamontes caiu no chão.
O sangue saiu em ondas espessas do buraco escancarado no abdômen e do ombro que ainda sangrava. A vida dele escorreu tão rápido que esvaiu em segundos.
Logo depois, vieram as mensagens do sistema.
[Você derrotou o Sujeito Park Chul-Joong!]
[Você ganhou 750 Pontos de Benefícios.]
Eun-Ho recebeu como recompensa metade da “caça” de um homem que valia 1.500 pontos.
O homem que acabou de matar o próprio amigo ficou em silêncio, ensopado do sangue dele. Ele virou a cabeça ao som do alerta e, então, arregalou os olhos ao ver Eun-Ho, nervoso de que ele botasse a culpa toda nele.
— V-você pegou sua parte, né? Então está tudo certo, beleza?!
— O quê?
— Não tem mais nada pra você ganhar com a gente! A gente mal vale ponto, afinal!
— I-isso! Você já bateu sua cota mesmo sem a gente!
Eles nem olharam para o “amigo” caído. Não fizeram nem menção de recuperar a espada ainda enterrada no peito do Chul-Joong. Só se importavam em fugir do Eun-Ho.
Eles recuaram tropeçando em pânico, com medo demais até de dar as costas. Só que a trilha da floresta estava atrás deles.
— Espera. Vocês estão pensando em correr por aí?
— S-sim! Só nos deixe viver que nunca mais vamos dar as caras!
Mas algo se espalhava pelo centro da trilha; algo escuro e antinatural.
[O Barqueiro do Departamento de Gestão observa os alvos em pânico e balança a cabeça.]
— Isso provavelmente não é uma boa ideia... — Eun-Ho murmurou.
— O quê? Então a gente devia deixar você matar a gente?! Nem fodendo! Nunca mais quero te ver!
Aquela energia estranha não era fumaça nem neblina, e sim algo mais pesado e denso. Ela rastejava pelo chão da floresta de forma espessa e ameaçadora.
E, no instante em que os pés dos covardes tocaram aquilo, eles sumiram.
“O quê? Eles… desapareceram?” Eun-Ho pensou.
Os dois realmente se foram, como se a escuridão os tivesse engolido por inteiro. A energia negra também sumiu, como se nunca tivesse existido.
No lugar, surgiu uma fera enorme.
— Grrrr!
[Derrote o Urso Marrom Faminto!]
Um urso do tamanho de um caminhão apareceu, assustadoramente idêntico ao que Eun-Ho tinha acabado de matar. Ele farejou o sangue suspenso no ar como um tubarão farejando presa, então avançou com os olhos presos ao “abate” fresco.
Sem hesitar, golpeou com a pata, e duas cabeças explodiram num único instante.
— Aaaargh!
Crack! Splat!
[Você derrotou o Sujeito Kim Il-Dong!]
[Você ganhou 775 Pontos de Benefícios.]
[Você derrotou o Sujeito Park Jun-Pyo!]
[Você ganhou 400 Pontos de Benefícios.]
Em seguida, veio a cena grotesca que deixou dolorosamente claro por que o urso foi rotulado como “faminto”.
Crunch! Crack!
— Aaaargh!
— Meu Deus…!
Eun-Ho se colocou depressa na frente de Sol-Ah e Yeo-Jin, bloqueando a visão delas. Provavelmente já era tarde, mas ao menos ele tentou.
As meninas tremiam, atordoadas com o horror que tinham acabado de testemunhar. Ji-Eun e Jae-Hyuk estavam com os olhos bem fechados, incapazes de olhar mais.
— Todo mundo. Foco. — Eun-Ho cortou o choque com firmeza e a voz estável.
Ainda não tinha passado nem uma hora desde o começo do projeto.
O mapa, antes cheio de sinais, estava esvaziando rápido. Não era só a mudança das Zonas Seguras, as pessoas estavam morrendo, e alguém por aí estava colhendo os Pontos de Benefícios delas.
“A recompensa pelos sobreviventes aumentou bastante.”
— Isso aqui é só o começo! — Eun-Ho disse.
A caça tinha começado. Uma caça brutal e sem freio; era matar ou morrer.
Naquele momento, com o perigo pressionando todos os lados, só havia uma coisa a fazer.
— Vocês dois vão derrubar o urso.
Ele pousou as mãos com firmeza nos ombros de Ji-Eun e Jae-Hyuk. Eun-Ho já tinha completado a própria cota, mas eles ainda não.
O monstro acabou de devorar duas pessoas, elevando os pontos para bem acima de mil. Mesmo que os dois dividissem o abate, ainda seria um salto enorme.
— O-okay!
— T-tá bom, Hyungnim!
Os dois assentiram pálidos como fantasmas e trêmulos, mas obedientes.
— E vocês duas, Sol-Ah, Yeo-Jin! Peguem as armas deles.
— Hã…?
— Pegar o quê?
— Aquilo.
Eun-Ho apontou para a espada longa ainda cravada no cadáver do brutamontes e para a lança velha que os covardes tinham largado quando fugiram do urso.
Nervosa, Yeo-Jin puxou a barra da jaqueta de Sol-Ah.
— Mas por quê?
— Porque vai ter mais gente como eles. Então vocês precisam…
— Quer dizer… pra eles não acharem que somos alvos fáceis! — Sol-Ah completou abrindo os olhos devagar, com uma expressão determinada.
Ela estava mordendo o lábio inferior com tanta força que quase sangrava. Então estendeu a mão e segurou com cuidado a mão trêmula da amiga.
— Exatamente. Vocês precisam mostrar que não são presas! — Eun-Ho respondeu.
Yeo-Jin alternou o olhar entre Eun-Ho e Sol-Ah e engoliu em seco.
— Pra eles nem pensarem em mexer com a gente.
Os olhos delas foram para o corpo caído e para a lâmina que ainda se projetava dele. Era uma realidade dura para garotas que sonharam um dia em salvar vidas na área da saúde.
Em seguida, Ji-Eun ficou com o coração mole e deu um passo à frente. — Sol-Ah, deixa que eu faço por você…
— Está tudo bem. — Sol-Ah a interrompeu.
Ela avançou sozinha, ajoelhou-se ao lado do cadáver e puxou a lâmina com um único movimento limpo.
Schhhk!
Mesmo mordendo o lábio ainda mais forte e com o sangue se acumulando no gume da arma, as mãos dela estavam firmes.
— Min Yeo-Jin. Vem aqui! — Sol-Ah chamou.
— E-eu não sei se consigo…
— Não discute. Eu não vou te perder também.
Apesar de ter só dezenove anos, tinha aprendido uma das lições mais cruéis da vida, que era estar pronta para ferir outra pessoa para proteger quem amava.
Eram 09:50, e ainda faltavam oito horas para bater o ponto. Por fim, Eun-Ho e o grupo chegaram à Torre Namsan.
— Ali! O círculo vermelho!
— Caramba… ele tá com mais de 7.000 pontos?!
— Merda! Só precisamos matar ele para completar.
O lugar estava tomado por caçadores, cada um segurando uma arma e com os olhos brilhando de ganância.
— O clima aqui está podre, Noonim! — Jae-Hyuk murmurou, analisando ao redor.
— Né? Parece que todo mundo está encarando a gente! — Ji-Eun respondeu, baixo.
— Senhor!
— Moço!
Então Eun-Ho viu rostos familiares no meio da tensão.
— Yul! Você não chorou, né?
— Não! — ela respondeu, toda alegre.
A menina correu até ele com passinhos rápidos e ansiosos; as bochechas gordinhas e os olhos puxados formavam duas luas crescentes. Era bonitinha demais para ser real.
Rustle! Rustle.
Por mais que Eun-Ho quisesse pegá-la no colo e brincar, não era hora.
— Eu te dou um abraço depois, tá?
— Hã? Por que não agora?
Às pressas, ele colocou Yul nos braços do pai dela.
“Nove? Talvez dez?” Eun-Ho contou mentalmente.
Ele sentia olhares afiados e perfurantes, vindos de todos os lados. E então viu pessoas cercando o grupo devagar, segurando armas, trocando acenos e sinais discretos.
— Senhor, graças a Deus você está bem…
— Deixa a reunião pra depois. Pode cobrir os olhos da Yul, por favor?
— Hã? Como assim…
Han-Wool inclinou a cabeça em confusão, mas fez o que foi pedido, cobrindo com cuidado os olhos da filha.
Logo, dezenas de lâminas apontaram na direção deles.
Clink!
O aparente líder do bando soltou um “Ha!” alto, como se desse o sinal de ataque, e então disparou direto na direção de Eun-Ho, Ji-Eun e Jae-Hyuk.
— Sete mil pontos! É nosso!
— Aceleração.
Eun-Ho já estava um passo à frente. A espada invocada brilhou e cortou o ar na altura da cintura.
Swish!
Ele girou num círculo curto, traçando uma linha no meio da multidão.
Schrrrrk!
No mesmo instante, as calças deles — com cinto, fivela e tudo — perderam o apoio e caíram com um whoosh.
— Que porra é essa?! O-o que está acontecendo?!
— Merda! Como ele é tão rápido?!
Esquece atacar, todo mundo se atrapalhou, desesperado para segurar as calças caindo. Alguns tropeçaram nas próprias pernas e foram ao chão.
— Aaaai! Puxa a porcaria da cueca pra cima!
— Seus malucos! Que merda vocês estão fazendo?!
E para alguns… nem a cueca se salvou.
Isso foi culpa do Eun-Ho. Apesar de ter dito que ia controlar, ele cortou um pouco mais fundo do que pretendia.
Confusão e indignação explodiram ao redor.
— Merda! Como caralhos ele fez isso?!
— Não faço ideia! Nem vi ele se mexer!
Swoosh!
Enquanto eles estavam distraídos, Eun-Ho avançou e encostou a ponta da espada na garganta do líder.
— Quem vocês estavam caçando?
— E-eu… ah… — o homem gaguejou, congelado.
Eun-Ho tinha certeza de que precisava esmagá-los do jeito mais absoluto possível. Assim entenderiam que não eram caçadores, e sim caçados.
— Ninguém aqui consegue me vencer. Nem chega perto.
— Ugh…
Eun-Ho estava se segurando, recusando-se a seguir por completo a intenção do sistema. Por isso decidiu parar ali. Mas, se aliviasse demais, sabia que eles voltariam, juntando mais gente para atacar.
— Cuidado. Entendeu?
— S-sim… só, por favor, me perdo…
— Da próxima vez, eu corto logo o que tem dentro da calça.
[O Corvo do Departamento de Gestão bate nos joelhos, insistindo que agora é a hora de fatiar!]
[O Príncipe do Departamento de Investigação faz uma careta e diz que nunca quer ver isso.]
Se era por causa do aço frio pressionado sob o queixo ou do vento gelado na “parte inferior” exposta, o homem tremia violentamente diante do Eun-Ho.
— Some daqui.
Eun-Ho mal terminou de recolher a lâmina quando o sujeito saiu correndo, quase se derrubando para fugir.
“Isso deve manter a ralé longe por um tempo.”
Com as calças nos tornozelos e o ego enterrado no chão, os outros se espalharam rapidinho.
— Uau… senhor, você ficou mesmo mais forte! — Han-Wool arfou, impressionado.
— Moço! Você é um mago, né? Eu falei que magos existiam! — Yul comemorou.
Claro, os únicos empolgados eram do seu grupo.
Então, o anúncio do sistema ecoou lá de cima um instante depois.
[A próxima Zona Segura será gerada exatamente às 15:00.]
[Cace com eficiência até bater o ponto e sobreviva!]
Eram 10:00, de modo que restavam cinco horas de tempo livre.
— Hum… Eun-Ho? — Enquanto ele pensava no melhor jeito de usar esse tempo, Ji-Eun se aproximou com hesitação. — E se a gente for para algum lugar com menos gente? Já reencontramos Yul e o pai, então…
A preocupação estava estampada no rosto dela.
— As Zonas Seguras tendem a aparecer onde as pessoas se juntam! — Eun-Ho respondeu. — E ainda não descobrimos o que está acontecendo com essa “parede” ao redor de Namsan.
— Eu sei, mas só estou com medo de alguém tentar te atacar de novo.
Fazia sentido. Depois do que tinha acabado de acontecer, ela não queria repetir aquilo.
— Por que você acha que aquelas pessoas tentaram machucar alguém? — Eun-Ho perguntou.
— Hã?
A pergunta pegou Ji-Eun completamente desprevenida. Ela gaguejou, procurando uma resposta.
— Porque… caçar humanos parece mais fácil do que caçar monstros?
“Ela poderia ter dito “porque são maus”, mas…”
— É. Monstros não dão tantos pontos, e são difíceis de matar.
— Além disso… não tem tantos. Então faz sentido, né?
A verdade era que falar de bem e mal não resolvia nada. Você não transforma pessoas ruins em pessoas boas só desejando.
— Então precisamos dar uma alternativa pra eles — Eun-Ho disse.
— Dar uma alternativa?
Eles precisavam de um jeito de sobreviver sem matar. Ainda não estava totalmente pronto, de modo que precisava ser refinado.
— Ji-Eun, posso contar com a sua ajuda?
Eun-Ho sabia que precisava parar isso antes que este lugar virasse algo muito pior do que o inferno. Ele tinha pensado num jeito.
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