Volume 1
Capítulo 29: A Caça (1)
“Haaa. Então, basicamente, tudo o que eles precisam fazer é me caçar.”
A cota diária deles era de cinco mil pontos, o que significava abater cem Tigres Celestes Venenosos mortais só para bater a meta antes do fim do turno.
[O Corvo do Departamento de Gestão diz que se dane e que elimine qualquer um que cruzar seu caminho.]
[O Príncipe do Departamento de Investigação estala a língua, dizendo que nem os melhores conseguem enfrentar quinhentos oponentes.]
[Um observador anônimo se pergunta como essa situação vai ser resolvida.]
Isso era ruim. Eun-Ho tinha virado, sem querer, o prêmio máximo. Ele era basicamente um bilhete de loteria ambulante que podia cumprir a cota de alguém de uma vez só.
— E agora, Hyungnim? — Jae-Hyuk perguntou.
— O melhor é evitar pessoas! — Ji-Eun respondeu em voz baixa.
Ao que tudo indicava, Ji-Eun e Jae-Hyuk estavam pensando a mesma coisa. Eles trocaram olhares ansiosos.
Eun-Ho queria acreditar que nem todo mundo se rebaixaria a assassinato só para bater uma cota de pontos. Porém, logo percebeu que isso era pensamento ingênuo.
— Ei, vocês aí!
Um grupo se aproximou, liderado por um homem grande e parrudo. Ele parecia ter pegado pesado na musculação por muito tempo.
A tag acima da cabeça dele mostrava 1.500 pontos, enquanto os dois sujeitos mais magrelos ao lado dele tinham 800 cada.
— Vocês sabem lutar, hein? E você também, mocinha — um deles disse, cercando os três com um sorriso malicioso.
Eles tinham observado de longe, esperado o anúncio da Provação e, então, caído em cima.
“Um bandido clichê.” Eun-Ho pensou.
Jae-Hyuk e Ji-Eun estavam sendo analisados com olhos gananciosos. Não era conversa fiada.
Ji-Eun percebeu também. O tom dela mudou, ficando frio subitamente e afiado. — O que vocês querem?
— Ah, só estávamos passando, então pensamos em dar um oi. — o brutamontes disse, fingindo inocência. — Não precisa ser tão hostil.
Então, o homem começou a se aproximar da Ji-Eun.
— Chega! — Eun-Ho disse, entrando entre ele e Ji-Eun.
Além disso, Eun-Ho odiava esse sorriso seboso.
— Se vocês só estão passando, então continuem. Estamos ocupados.
E eles realmente estavam ocupados.
— Jae-Hyuk, pega sua mochila. Ji-Eun, você também.
— Entendi, Hyungnim!
— Já estou pronta. Vamos.
Eles precisavam se mover para algum lugar mais isolado antes de virarem presas fáceis. Não havia tempo para lidar com todo moleque de rua querendo faturar.
— Qual é a sua, se metendo desse jei...
Antes que o valentão terminasse, mensagens do sistema explodiram em som. Veio o anúncio frio, quase zombeteiro no tom.
[A primeira Provação do Projeto Caça está começando.]
[Você tem dez minutos. Por favor, evacue para a Zona Segura antes que o tempo acabe.]
[Todos os indivíduos fora da Zona Segura serão eliminados.]
[Qualquer um fora da Zona Segura após o limite de tempo será afetado pela reestruturação.]
— Falou Zona Segura?!
Tudo mudou num instante. O jogo arrancou qualquer chance de se esconder, forçando todo mundo a se juntar, predadores e presas no mesmo curral. Não dava mais para fugir nem para desviar do destino. Agora estavam todos presos, enjaulados dentro de uma caixa de abate.
[O Corvo do Departamento de Gestão diz que é uma boa chance de eliminar inimigos agrupados.]
[O Príncipe do Departamento de Investigação assente e diz que matar quinhentos alvos de uma vez torna a sobrevivência possível.]
[Uma Zona Segura foi gerada.]
— O que a gente faz? Tem mais de uma Zona Segura! — Ji-Eun disse com pressa.
— A maioria fica perto de Samgakji e Itaewon. Vamos na direção de Namsan. — Eun-Ho decidiu.
Eles já estavam perto da base de Namsan, então a Zona Segura mais próxima parecia ser um espaço aberto. Pelo tamanho e pela localização na metade da subida, podia ser um antigo ponto de ônibus.
[09:10]
Além de terem tempo suficiente, a Zona Segura ficava bem perto. E, apesar da luta da manhã, ainda tinham vigor o bastante.
No papel, tudo parecia administrável, mas esse não era o verdadeiro problema. O verdadeiro problema eram as pessoas.
Só alguns passos atrás, os três homens os seguiam, cochichando entre si em tons baixos e constantes.
— Dá para... e...
— Ah... Será que...
— O de roupa escura... talvez... marca vermelha... nele?
— Pode ser... a garota...
“O de roupa escura, a marca vermelha e a garota? Ah. Então é isso.” Eun-Ho percebeu. “Eles estão pensando que Jae-Hyuk ou Ji-Eun é o círculo vermelho.”
Só três pessoas tinham estado num raio de cem metros quando a Provação foi anunciada. Mas os homens claramente ainda não tinham descoberto qual deles era o alvo de cinco mil pontos.
“Eles devem ter visto só os dois lutando antes.” Eun-Ho pensou. “Por isso estão chutando que é um dos dois.”
O líder fez um gesto com o queixo na direção da Ji-Eun e depois na do Jae-Hyuk, sinalizando silenciosamente para os comparsas. Os dois homens mais magros semicerraram os olhos coçando a cabeça, murmurando um para o outro.
Eun-Ho praticamente ouvia as engrenagens rangendo dentro dos crânios deles.
“E quando vocês descobrirem? Aí o quê?”
— Huff… Chegamos!
[02:27]
Com pouco mais de dois minutos no relógio, Eun-Ho, Ji-Eun, Jae-Hyuk e os três homens entraram na Zona Segura com um tom esverdeado.
— Aaaah! O que a gente faz? Ainda está atrás da gente!
— Falta pouco! Só corre!
— Meu coração vai explodir!
— Se explodir, eu te remendo! Então anda logo!!
Duas figuras muito familiares subiram a colina com saias esvoaçando ao vento. Eram Sol-Ah e Yeo-Jin, ainda com os uniformes xadrez de escola.
— Ah, nem ferrando. O que é aquilo?!
Algo monstruoso vinha logo atrás delas.
— Hah… Chegamos… — Sol-Ah arfou, mal conseguindo ficar em pé.
— Desculpa! Ele simplesmente não parava de nos seguir! — Yeo-Jin choramingou.
Tum. Tum. Tum. Tum. Tum.
Passos trovejantes sacudiram o chão enquanto as duas meninas cambaleavam para dentro da Zona Segura. Elas caíram com força e puxando o ar com desespero, e uma sombra enorme se projetou sobre elas.
— Grrrrr…!
Uma fera colossal, do tamanho de um caminhão de entregas, surgiu no campo de visão, coberta por um pelo áspero marrom-escuro e eriçado de ameaça bruta. Os membros eram grossos e curtos, com cada músculo carregado de força indomada. A boca pendia aberta, revelando fileiras serrilhadas de dentes que brilhavam como estilhaços quebrados.
“Um urso?” Eun-Ho pensou, semicerrando os olhos.
— Que porra elas trouxeram pra cá?!
— Está vindo pra cá!
— Kraaargh!
O rugido do monstro fez o ar tremer, um som metálico e agudo de fome, como se tivesse sentido o cheiro de uma presa macia e indefesa.
[00:57]
— Temos um minuto! — Ji-Eun gritou.
— Por aqui. Rápido! — Eun-Ho acenou para elas.
— Tá bom!
Mesmo tremendo de medo, as duas correram, desesperadas para escapar.
Swoosh!
De repente, os três homens que vinham encarando o grupo com evidente desagrado avançaram, bloqueando o caminho.
— Invocar! — um deles rosnou.
Então ele ergueu uma arma longa parecida com uma lança, com a ponta refletindo a luz com um brilho ameaçador. Ele estava falando muito sério.
“Só pode ser brincadeira!” Eun-Ho pensou.
— Que porra vocês estão fazendo?! — Yeo-Jin gritou.
— Saiam da frente! — Sol-Ah berrou.
Alguém dentro da Zona Segura perguntou, acusando: — Então foram esses monstros que perseguiram vocês, né?
— B-bem… — Yeo-Jin hesitou, alternando o olhar entre a lança afiada e a Zona Segura.
— Então levem pra outro lugar. Não arrastem isso pra cá!
— O-o que você disse?!
— Saiam da frente, seus psicopatas! — Sol-Ah gritou, furiosa.
À frente delas havia uma parede de armas; atrás, um monstro enfurecido se aproximando.
[00:30]
Além disso, faltavam só trinta segundos. Se não entrassem na Zona Segura a tempo, seriam apagadas.
— Será que a gente ainda recebe a recompensa se elas morrerem?
— Provavelmente não. A gente não matou.
— Então e se a gente matar? Elas vão ser apagadas de qualquer jeito.
[O Príncipe do Departamento de Investigação pergunta se a caça finalmente começou.]
[Os olhos do Corvo do Departamento de Gestão brilham, dizendo que eles deveriam começar a caça matando essas garotas.]
“Droga. O que eu faço com esses idiotas?” Eun-Ho pensou.
— Saiam da frente com essas porcarias agora! Ou eu juro que...
— Para, Sol-Ah. — Eun-Ho avançou, acalmando-a.
Não havia tempo para discussão.
— Temos que agir rápido. Ji-Eun! Chame a atenção do monstro!
— Entendi!
Swoosh!
A adaga azul da Ji-Eun subiu no ar com um zumbido vibrante. O rosto dela, pálido de medo e fadiga, contorceu-se numa concentração pesada. A lâmina rasgou o vento como um míssil, indo direto para a testa do monstro.
Babababam! Boom! Boom! Thud!
Era só uma adaga e provavelmente não fazia mais do que uma picada de inseto, para uma criatura desse tamanho. Ainda assim, foi o suficiente para chamar a atenção.
Irritado com os ataques insistentes, o urso gigantesco sacudiu a cabeça e varreu com as patas dianteiras pesadas, tentando afastar o incômodo.
— Uau! Aquela garota de cabelo curto manda bem pra caramba!
— Caramba… De novo, isso foi impressionante!
— Vocês não querem formar um time com a gen...
Swoosh!
Sem hesitar nem por um instante, Eun-Ho ergueu a espada e apontou para os três homens. Em resposta, três lanças brilharam na luz fraca de forma tosca, mas mortal, com pontas afiadas montadas em cabos grossos e resistentes de madeira. Quem sabe de onde eles tinham catado isso?
Clang!
Num lampejo, os cabos foram cortados de forma limpa e fácil.
— Ai!
— Que porra foi que você fez?!
[Dez segundos restantes.]
Thunk!
As pontas quebradas das lanças, que deveriam empalar a presa, agora jaziam de forma patética no chão.
— S-seu filho da...
— Por que diabos você tá se metendo! Keugh!
— Saia da caminho.
Wham!
Fortalecido pela habilidade Petrificar, o punho do Eun-Ho esmagou os homens, mandando-os longe. Eles bateram no chão com uma queda miserável.
[A Provação terminará em breve.]
[5, 4, 3…]
— Entrem, agora! — Eun-Ho gritou para as meninas.
— Está bom, moço! Já vou!
Sol-Ah e Yeo-Jin dispararam para dentro da Zona Segura verde.
Thump!
Ao entrar, Sol-Ah não esqueceu de pisar nos homens caídos no chão.
— Keugh! Sua desgraçada.
[A Provação foi concluída.]
[Por favor, escolha a Recompensa da Provação.]
— Ugh, droga!
Park Chul-Joong e o grupo dele encaravam os restos estilhaçados das lanças sem acreditar. As lanças “valiosas” que tinham catado com tanto orgulho — de uma chave inglesa enferrujada a uma lâmina lascada — agora estavam nesse estado.
— Vocês têm noção do quanto a gente se matou pra conseguir essas?
Quantos eles tinham ameaçado? Quantos tinham matado só para juntar essas três armas perfeitas? Com essas lanças, eles tinham tomado o Mercado de Huam e chegado até ali.
— Que espada filha da puta é essa que corta lanças como papel com um simples balanço?!
Eram lanças que tinham atravessado e matado inúmeras pessoas. Alguns tinham tentado revidar e, mesmo assim, nem o filho fortão da loja de bolinho de arroz conseguiu quebrar, por mais que tenha tentado.
Quem imaginaria que seriam cortadas como manteiga?!
— C-Chul-Joong… O que a gente faz agora?
— Ele não é normal. A gente não consegue lutar com alguém assim!
Os dois capangas tremiam, olhando de Chul-Joong para as lanças destruídas no chão. De vez em quando, também lançavam olhares furtivos para o homem que valia cinco mil pontos. Ele encarava o urso com calma, sem nem dar bola para eles.
— Não acredito que vocês estão se cagando por causa disso.
“Patéticos. Vocês chegaram até aqui só pra desmoronar agora?” Chul-Joong pensou.
Então cerrou o maxilar e acendeu um cigarro.
Click. Click. Click.
— Porra. Por que meu isqueiro não tá funcionando?!
O isqueiro só fazia faíscas secas. As mãos dele também tremiam demais.
— Merda!
Não muito depois, ele jogou o isqueiro no chão em frustração. Não conseguir acender um maldito cigarro o fazia querer gritar.
“Ele podia ter arrancado nossos braços se quisesse de verdade.” Chul-Joong pensou, olhando para Eun-Ho.
Só a ideia gelou suas entranhas.
— Ei! Tem isqueiro?
— T-tenho! Aqui!
Huff~
Ele puxou a fumaça fundo para os pulmões, deixando a ardência assentar os nervos, só que não adiantou muito.
— Melhor a gente não mexer com ele.
Eun-Ho estava em outro nível, não era como os vermes com quem eles lidavam. Arrumar briga com ele era o mesmo que ser eliminado com um golpe.
— S-sim! Boa, Chul-Joong!
— Vamos dar o fora! Depois que ele terminar com esse urso, ele pode vir pra...
— Mas.
Chul-Joong esmagou o cigarro contra o tronco de uma árvore. Os olhos dele ficaram frios.
— A gente vai levar aquelas garotas.
— O-o quê?!
Antes ele não tinha visto direito, mas agora sabia que aquelas colegiais arrogantes valiam dois mil pontos e mil e duzentos pontos cada. Eram alvos perfeitos; no fim, só o número importava.
— Agora é a hora! Elas estão focadas demais no urso. É nossa chance.
Ele não iria sair de mãos vazias, não com uma presa tão tentadora ali, esperando para ser tomada.
— Kaaaargh!
Erguendo a reluzente e afiada Espada de Bico Navalha, Eun-Ho permaneceu firme diante do urso enfurecido.
Thud! Smack! Baaam!
Graças à interferência da Ji-Eun, a fera estava furiosa, debatendo-se e esmagando árvores e destroços em todas as direções. Sua presença era como um desastre natural, esmagadora e implacável.
O urso era enorme, mas não era ágil como o clone, nem esperto como as plantas carnívoras que Eun-Ho tinha encontrado antes.
— Hyungnim! Vou ajudar!
— Não precisa! Dou conta desse sozinho.
Não era um oponente particularmente difícil. O problema real eram aqueles brutamontes que ele achou que já tinham fugido. Agora, eles mantinham Sol-Ah e Yeo-Jin sob refém, com as pontas quebradas das lanças tremendo nas mãos deles.
— Aaaah!
— S-Sol-Ah! Yeo-Jin!
— Seus desgraçados! Soltem a gente agora!
— Que porra vocês estão fazendo? — Eun-Ho rosnou, esquivando-se da pata do urso e encarando os homens.
Um deles revelou um sorriso ardiloso e respondeu: — Só estamos caçando. Não é isso que todo mundo está fazendo aqui?
— O quê?
— Você caça monstros. Eu caço garotas. Mesma coisa, não é?
— Você… tem orgulho dessa lógica imunda?
— Bom, vamos ver se é imunda ou não. Aaargh!
Nesse instante, Sol-Ah sacou um bisturi cirúrgico e cravou na coxa do homem. Foi uma tentativa sólida, mas, por causa do tamanho dele e de alguns aprimoramentos decentes de força, a lâmina mal arranhou antes de escapar.
Thunk.
— Sua vadiazinha!
— Kkhh! Caçar humanos? Seu doente!
— Humanos ou não, se for fraco, é pego. É assim que esse mundo funciona, entendeu?! Você acha que vai durar muito mesmo que a gente não te mate agora, hein?!
“Meu Deus. Sinto ódio só de ouvir!” Eun-Ho pensou.
Clack!
Os três começaram a recuar, arrastando as garotas como reféns, tentando escapar enquanto Eun-Ho estava ocupado com o monstro. Eram covardes fazendo artimanha, enquanto outra pessoa segurava a linha de frente.
Mas eles não iriam se safar, só eram uma prioridade menor.
— Eu ia lidar com vocês depois que acabasse com o monstro, só que passaram do limite.
[O Príncipe do Departamento de Investigação suspira diante da idiotice do plano.]
[O Corvo do Departamento de Gestão semicerra os olhos, dizendo que as pessoas só aprendem depois de apanhar.]
Um fio de sangue apareceu no pescoço pálido da Sol-Ah por causa de um corte raso. Se era assim que eles queriam jogar, Eun-Ho estava pronto para lidar com eles imediatamente.
— Aceleração.
— Moooooçoooo!
Swoosh!
Usando um banco próximo como trampolim, Eun-Ho se lançou no ar e pousou bem em cima das costas grossas e desgrenhadas do urso.
Swish!
[Você derrotou o Urso Marrom Faminto!]
[Você ganhou 100 Pontos de Benefícios.]
Foi um único golpe perfeito e impecável.
Thud!
A cabeça do urso colossal bateu no chão como um bloco de motor caindo. Sumindo num instante.
[Aceleração (Nv. 3) foi aprimorada para Aceleração (Nv. 4).]
[Ao conjurar, um segundo será estendido para 20 segundos.]
Foi a recompensa da última missão, que dava a Eun-Ho vinte vezes a velocidade normal. Vinte segundos pareciam pouco, mas, se alguém ficasse parado sentindo cada segundo passar, era uma eternidade.
— Petrificar.
Com isso, havia tempo de sobra para Eun-Ho transformar esses três homens em miseráveis inúteis. No instante seguinte, ele torceu o pulso que segurava a ponta quebrada da lança.
Crack.
Então, puxou as garotas para a segurança com cuidado, com a mão apertando o punho da espada.
“Vocês acham que elas estão se machucando porque são fracas? Tudo bem, então.” Eun-Ho pensou.
— Então agora vocês é que vão ser os fracos, seus doentes do caralho.
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