Volume 2

Prólogo

JÁ HAVIAM SE passado dois dias desde o término do encontro social da família Konohana. Ao acordar na manhã de segunda-feira, recordei que ainda estava hospedado na propriedade dos Konohana.

— Isso mesmo. Ainda sou o cuidador dela.

Tive um sonho. Era sobre o que aconteceu na semana passada… quando havia invadido esta mansão sozinho para salvar Hinako. Pensando agora, ainda não acredito que consegui fazer algo tão ousado. Isso mostra o quanto eu achava errado o modo de agir de Kagen-san — e o quanto eu queria ajudar Hinako.

— Certo, hora de dar o meu melhor de novo hoje.

Troquei-me para o uniforme escolar e participei da reunião dos funcionários junto com os outros empregados. Depois disso, como de costume, fui até o quarto de Hinako.

— Ela está dormindo profundamente.

— Nn, mm…

Hinako dormia com o futon chutado para longe, a barriga à mostra, soltando pequenas respirações. Só de ver seu rosto tranquilo enquanto dormia, percebi que estava vivendo em um mundo quente e gentil. Mesmo assim, não podia dar-lhe o luxo de relaxar a manhã inteira. Sacudi levemente o corpo adormecido de Hinako.

— Hinako, já é de manhã.

— Nn… Itsuki?

— Sou eu.

Abri as cortinas, deixando a luz do sol invadir o quarto. Hinako se sentou, esfregando os olhos sonolentos.

— Bom dia.

— Bom dia.

Depois de trocarmos as saudações, voltei-me para ela. No quarto agora iluminado, Hinako soltou um grande bocejo e suspirou.

— Não quero ir para a Academia…

— Não seja egoísta.

Atuar é difícil, claro, mas ir para a Academia não é inútil. Um dia, quero que Hinako queira ir para a Academia por vontade própria. E, como cuidador dela, esse provavelmente é o meu dever. Não posso esquecer que houve um tempo em que quase fui dispensado dessa função. Eu também preciso me manter atento.

Enquanto pensava nisso, acabei reparando na boca de Hinako.

— Hinako, levanta o rosto um pouquinho.

— Nn…?

Com um ar confuso, Hinako levantou o rosto enquanto eu tirava algo do bolso e mostrava a ela.

— O que é isso?

— Um lenço. Você está babando, então pensei em limpar.

— B-Babando…

Talvez ela ainda não estivesse totalmente acordada, pois apenas repetiu minhas palavras. No instante seguinte, Hinako entrou em pânico e abaixou a cabeça de repente.

— O que foi? Por que está escondendo o rosto?

— Eu limpo sozinha… então não olha para cá.

Coloquei o lenço na palma estendida dela, e Hinako começou a esfregar a boca freneticamente. Normalmente, eu faria isso, não seria nada demais — já passamos dessa fase há muito tempo. Então por que ela está agindo assim hoje?

— Trouxe suas roupas.

— Tá bom.

Hinako assentiu levemente. Depois de acordá-la, o próximo passo era sempre ajudá-la a se vestir. No começo, isso me deixava desnorteado, mas ultimamente eu já tinha me acostumado e conseguia manter a calma, então não me incomodava mais.

— Sai.

— Hã?

— Sai logo. Anda, sai daqui — Hinako repetiu, segurando as roupas contra o peito.

Essas palavras me atingiram como um raio.

— Hã?

Com o rosto completamente vermelho, Hinako me empurrou para fora do quarto. A porta se fechou atrás de mim com um som abafado.

— Hmm.

É, não tem como isso ser só coisa da minha cabeça. Desde o encontro social, Hinako vem agindo de forma estranha. Mais precisamente, a atitude dela comigo mudou. Antes, ela era tão aberta, se agarrava a mim sem pensar duas vezes… o que é essa mudança repentina?

(N/SLAG: Começou o que eu mais odeio nas novels de romance dos japonils………)

— Talvez ela volte ao normal depois de um tempo…?

Depois de esperar dez minutos diante da porta, Hinako finalmente saiu. Como eu suspeitava, ela não tinha conseguido se vestir direito, então acabei ajudando no fim das contas. Os botões da camisa estavam desalinhados, e o zíper da saia havia prendido no tecido. A única diferença em relação ao habitual era que, enquanto eu arrumava tudo isso, Hinako desviava o olhar o tempo todo, visivelmente envergonhada.

Depois de acompanhá-la até o refeitório, fui até o meu quarto pegar a bolsa com os livros. No caminho, encontrei Shizune-san.

— Itsuki-san. Aconteceu alguma coisa com a Ojou-sama?

— Não, nada em especial… eu acho.

Se fosse para dizer algo, seria que Hinako está estranha, mas não aconteceu nada concreto.

— A Ojou-sama disse que, a partir de amanhã, não quer mais que você a acorde.

— O quê?

— Vou perguntar de novo. Aconteceu alguma coisa?

Ela me encarou como se eu fosse um criminoso. Eu realmente queria esclarecer esse mal-entendido, então expliquei o comportamento de Hinako desde o encontro social. Talvez conversar com Shizune-san me desse alguma pista.

— Então, a Ojou-sama vem agindo de forma estranha…

— Hum… será que eu fiz algo para Hinako me odiar?

— Não, muito pelo contrário. Aquele incidente de outro dia deixou claro o quanto a Ojou-sama gosta de você… — Ouvir isso me deixou ao mesmo tempo feliz e envergonhado.

— Ela não parece estar passando mal, mas vou ficar de olho. Avise-me se notar qualquer coisa.

— Certo.

Depois de me despedir de Shizune-san, fui até o refeitório, onde Hinako me esperava. Já estava quase na hora de irmos para a Academia.


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