Volume 1
Prólogo
A ACADEMIA Kiou fazia parte das três escolas mais prestigiadas do Japão.
Essa instituição já havia formado primeiros-ministros, CEOs de empresas renomadas e outras figuras centrais que moldaram o coração do país, e ainda hoje abrigava inúmeros filhos de famílias ultrarricas. Os caminhos profissionais dos alunos eram quase totalmente divididos entre a política e os negócios, refletindo um currículo inevitavelmente avançado. Embora a escola se assemelhasse a uma mansão luxuosa, seus estudantes não eram tratados como borboletas ou flores delicadas — professores de altíssimo nível ministravam aulas igualmente excepcionais, sem exceção.
Ainda assim, mesmo em uma academia tão extraordinária, existia um sistema de castas escolares. No topo absoluto da Academia Kiou, reinava atualmente uma única garota. Com o patrimônio total de sua família: aproximadamente trezentos trilhões de ienes. O Grupo Konohana — um conglomerado cujo nome todo cidadão deste país conhecia.
Sua herdeira, Konohana Hinako.
— Konohana-san, bom dia.
— Bom dia.
Com cabelos cor de âmbar balançando graciosamente, ela retribuiu o cumprimento com um sorriso refinado.
— Ahh… ela está tão linda como sempre hoje… a Konohana-san.
— Cara, só de estar na mesma sala que ela já dá vontade de viver feliz o ano inteiro…
Alta, com postura impecável e irradiando elegância, a garota caminhava pelos corredores da academia.
— K-Konohana-san! Estou pensando em organizar um chá no jardim depois da aula hoje… S-Se você estiver livre, gostaria de participar?
— Parece encantador. Ficarei feliz em comparecer.
— Konohana-san, teve algo da última aula que eu não consegui entender direito…
— Se eu puder ajudar, ficarei contente em ouvir.
Impecável na aparência e excelente tanto nos estudos quanto nos esportes, ela era frequentemente chamada por alguns de a ojou-sama perfeita. Sempre cercada de admiradores, eu a observava de longe.
— Ei, Tomonari. Encarando a Konohana-san de novo, é?
Um colega de classe sentado ao meu lado me chamou.
— Fui pego, hein?
— Desiste. Não tem como alguém como você chegar perto dela — ela está completamente fora do seu alcance.
Fora do meu alcance, é…
Para mim, o único plebeu desta academia, todas as garotas daqui estavam fora do meu alcance.
— Oh. Parece que já é hora de trocar de sala. Vou passar no banheiro antes, então vou na frente.
Dizendo isso, meu amigo saiu da sala. Durante o intervalo, depois que os colegas se espalharam pelo corredor, aproximei-me dela lentamente.
— Konohana-san, precisamos ir, ou vamos nos atrasar para a aula.
Éramos apenas nós dois na sala. A garota aclamada como a ojou-sama perfeita permanecia jogada sobre a carteira, sem se mexer um centímetro.
— Konohana-san?
— O seu tom….
— Este não é o momento para escolher palavras…. Vamos logo.
— O seu tom.
A voz dela ficou um pouco mais afiada. Depois de me certificar de que não havia mais ninguém por perto, resolvi atender ao pedido dela.
— Hinako. Anda logo.
Nesse instante, o rosto da garota se desfez em um sorriso bobo.
— Ehe~.
Muito longe da imagem da ojou-sama perfeita, ela parecia completamente relaxada, quase largada. Lentamente, levantou-se e estendeu os dois braços na minha direção.
— Me carrega~.
— Tenha dó. E se alguém nos visse?
— Eu não me importo~.
— Eu seria caçado pela família Konohana.
Ao ouvir isso, ela inflou as bochechas em um bico.
— Não quero ir pra aula~.
— Que pena.
— Quero ir pra casa. Quero dormir. Quero comer batata frita~.
— Se é batata frita que você quer, eu deixo algumas prontas na mansão mais tarde. Agora anda logo.
— Nuu~.
Com a garota se recusando a sair do lugar, deixei escapar um suspiro. Tudo bem. Vou ter que arrastá-la à força para fora da sala. Mas no exato momento em que pensei isso, a porta da sala se abriu com um ruído seco.
— Ora, ora, vocês dois ainda estão aqui? A próxima aula é em outra sala, sabiam?
A professora responsável pela turma comentou ao nos ver parados ali.
— Ah, bom, eu—
— Peço desculpas. Eu tinha uma dúvida sobre a matéria, então estava discutindo com o Tomonari-kun.
Antes que eu pudesse improvisar uma desculpa, a garota entrou em cena com a explicação. Sua expressão já não era mais a manhosa e grudenta de instantes atrás — era a da elegante e perfeita ojou-sama que todos na academia conheciam.
— Entendo. Estudar até durante o intervalo é louvável.
A professora assentiu, satisfeita.
— Está tudo bem, Tomonari-kun? Vamos para a próxima sala.
— Sim, claro.
Como sempre, em público, ela encena a perfeição absoluta. Com uma sensação difícil de definir no peito, assenti e saí da sala junto com ela.
Eu não sou um gênio, nem particularmente talentoso, e minha família está longe de ser rica. Então como um plebeu comum como eu acabou entrando em uma academia tão prestigiosa?
Para responder a isso, preciso explicar o incidente que aconteceu há um mês. Tudo começou quando me tornei o cuidador de Konohana Hinako.
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