Volume 1

Capítulo 5: Usei uma Nova Pedra!

Depois que salvei os Goblins, concentrei-me em cavar fundo no subsolo.

Oh… posso minerar muito mais comparado a antes — murmurei enquanto limpava o suor da minha testa.

Apenas com um só balanço de picareta eu poderia abrir um espaço do tamanho dum pequeno quarto. Quanto aos recursos, agora era normal para mim obter [100] pedras de uma vez.

“Consegui algo raro dessa vez…?”

O único, novo, material raro que encontrei recentemente foi o mármore. E assim, eu estava ansioso para encontrar algo diferente em breve.

Portanto, pedi ao Conselheiro para me mostrar o inventário.


◇ Inventário:

    [1,8] Rubi

    [1.7] Safira

    [29] Cristal

    [124] Carvão

    [5963] Pedra

    [14] Mármore

    [4.5] Pedra Brilhante

    [131] Pedra Calcária

    [79] Minério de Ferro 

    [5,9] Minério de Ouro

    [96] Minério de Cobre

    [9,1] Minério de Prata

    [89×] Pedra de Tartaruga

    [01] Pedra de Purificação


Todos estavam aumentando… mas havia dois que não eram familiares. E então pedi ao Conselheiro que ativasse a — enciclopédia dos minérios — uma das habilidades do『Rei da Caverna』.

〘Pedra Brilhante: Uma pedra que nunca perde o seu brilho.〙

— Entendo...

Talvez eu pudesse usá-la como tocha para iluminar a caverna. Mas, como o "Rei da Caverna", eu tinha um recurso de suporte a mineração chamado — visão noturna — então era necessariamente precisa.

〘Pedra da Purificação: Use-a para Purificar Todos os tipos de Maldições.

— Maldições…

Havia vários feitiços que usavam o atributo da escuridão que eram categorizados como "maldições". Um dos mais famosos se chamava — erosão — ele devorava seu corpo lentamente como um veneno.

Normalmente, se você quisesse se purificar alguma dessas maldições, teria que chamar um sacerdote que fosse bom com magia e usasse o atributo sagrado.

Entretanto, havia métodos diferentes dependendo do tipo de maldição e veneno, assim, significava que você não tinha apenas que depender de habilidades mágicas, mas sim, também ter conhecimentos especializados ou avançados.

Dito isso, quão útil essa pedra seria numa caverna vazia como esta? Porém... eu não era um especialista em purificações, então talvez fosse útil, um dia.

— Certo, certo. Pelo menos achei algo novo hoje.

Sim, se eu poderia usar ou não, não era tão importante. Era bom encontrar coisas novas que você nunca tinha visto antes.

— Ok, vamos continuar… Hã!?

Enquanto eu revirava meus ombros para trás com entusiasmo, de repente ouvi um eco de um líquido pingando. Este som… vinha de um Slime saltitante. E então, quando me virei, não fiquei surpreso ao ver um Shell pulando energicamente em minha direção.

— Aconteceu alguma coisa com os Goblins?

Ele nem acenou com a cabeça, apenas espalhou seu corpo como se dissesse: “Rápido suba!”, bem, acho que eu precisava parar de minerar e voltar logo, estava ficando com fome também.

E assim, subi em cima de Shell e voltei para a entrada da caverna. Logo que pude ver a luz vinda do lado de fora, ouvi uma voz profunda ecoar através da caverna.

— Por favor, solte-me, Princesa!

Ouvi uma voz fraca gritando de volta como se estivesse respondendo.

— Pare com isso, General! Não se pode comer a comida de outra pessoa sem permissão!

— A Princesa está certa! Devemos negociar primeiro, General!

Uma voz baixa se juntou a eles... Parecia que eles estavam brigando por causa da minha comida.

Desci de Shell e apareci diante deles.

Eram de fato os Goblins que eu salvei antes. Todos se viraram em minha direção.

— Q-Quem é você!?

O Goblin com a voz profunda, aquele que era alto como um Orc, estava agora apontando uma espada curta para mim.

Acredito que este seja o "General", mas, sua expressão parecia menos hostil e mais temerosa quando olhava para mim. Os outros Goblins, a pequena e o enrugado, também pareciam estar com medo.

No entanto, a Goblin menor advertiu rapidamente o General com uma voz fraca.

— G-General! Este deve ser o homem que nos salvou! Abaixe sua arma!

— Princesa… eu não posso fazer isso. Este homem… pode ser perigoso.

Apesar de receber uma ordem sa Goblin que eles chamavam de “Princesa”, o General continuou a apontar sua espada curta para mim.

A razão pela qual pudemos nos entender provavelmente foi devido ao fato se sermos do mesmo continente — Barleon — em que o reino de Sanfaris estava localizado.

Havia vários países humanos em Barleon. No entanto, também havia lugares fora do alcance humano; montanhas e florestas profundas. Lugares ideais para monstros fazerem seu lar.

E a língua de Barleon era usada tanto por humanos quanto por monstros. Era a língua oficial dos Sanfaris. Porém, foi muito rude de sua parte me chamar de "perigoso". Em qualquer caso, eu tinha que dizer aos Goblins que não queria fazer mal.

— Esperem um segundo. Não tenho intenção de fazer nada com vocês.

—Como se eu pudesse acreditar nas palavras de um humano! — O General rugiu.

Bem, de fato, os humanos não eram confiáveis... Suponho também, que esses monstros não se dêem bem com a gente.

Ainda assim, a "Princesa" e o "Enrugado" estavam tentando desesperadamente impedir o General. Era bem possível que pelo menos quisessem evitar uma luta.

— Você deve estar tramando algo… Se não, por que você está rindo de nós!?

Inclinei minha cabeça para o lado com essa acusação inesperada.

— O quê...?

Eu não estava rindo de nada… Eu peguei Shell e estiquei seu corpo. E então, seu corpo refletiu meu rosto como um espelho.

O que eu vi foi um homem com olhos arregalados e lábios secos — uma horripilante careta — e costas arqueadas...

"Oh... foi por isso."

Se alguém assim, ficasse dizendo a eles que não tinha más intenções, quem acreditaria???

Embora tenha se passado apenas alguns dias, eu estava aqui sozinho. E tinha feito pouco além de brandir minha picareta como se estivesse possuído... Talvez eu estivesse perdendo minha humanidade e me transformando em alguém que não gostava de nada além de minerar.

Logo balancei minha cabeça em consternação e ajeitei minha postura e expressão facial.

— M-me desculpe por isso. Mas o mais importante... Não estão com fome? Se quiserem comida, podem comer o que tenho aqui.

Mesmo depois que eu disse isso, a expressão do General não se suavizou.

— Você a envenenou, não foi?

“Ah, eu sabia que ele falaria isso…”

Do nada, um humano tinha rastejado das sombras com uma picareta junto à aquela careta… Fazer com que eles confiassem em mim podia não ser fácil.

Oh... Certo, que tal isso?

Eu tirei um pouco de pão do barril e o comi na frente deles. E com minha outra mão, ofereci um pouco ao Goblin grandalhão… mas, ele não quis aceitar.

Eu tinha a intenção de provar que não estava envenenado, mas não funcionou.

"Se vai ser assim, ok então" pensei ao sair da caverna, logo usei magia de relâmpago no mar — peixes flutuavam até a superfície da água — com magia de vento os trouxe até a costa.

— E agora?

Me virei e acenei para o General com um peixe na mão. Mas ele parecia ainda mais desconfiado do que antes.

— Se você pode usar feitiços com tanta facilidade… Por que não nos matou imediatamente!? Se tiver que nos matar, faça rápido!”

“Droga, parece que minha magia só complicou... Eu sou tão ruim assim em persuadir?"

Enquanto pensava em algo para dizer, a Goblin que eles chamavam de "Princesa" de repente explodiu de raiva — General!!! Você é sempre tão rápido para julgar… Ughhh

— Princesa!

E então ela desabou no chão. O General rapidamente começou a sacudi-la.

— P-Princesa! Princesa! Por favor, acorde, Princesa!

No entanto, ela não abriu os olhos. Logo, o Enrugado balançou a cabeça.

— General... infelizmente, a Princesa atingiu seu limite. Ela já perdeu a consciência muitas vezes no caminho até aqui... Tudo por conta daquela maldição, onde encurtou sua vida… Talvez este seja o lugar de descanso final para todos nós.

— Mas… ela é a última membro sobrevivente da nossa família real…

— Isso é verdade, porém, não posso suportar vê-la sofrer mais… Você não concorda?

Lágrimas caíram dos olhos do m General, mas ainda assim, ele assentiu — Sim... Um final pacífico é o único presente que podemos dar a ela agora. Que seus Ancestrais nos punam na vida após a morte…

“Errr… Por que de repente começaram a planejar um suicídio em grupo...? Eespera, maldição?”

Eu rapidamente os interrompi — Ei, esperem! Se for uma maldição, posso ser capaz de ajudá-la.

— Como você ousa mentir para nós!? Já tentamos de tudo! Até implorar aos humanos antes… e ainda assim, nada adiantou.

— Ainda sim... não há mal nenhum em tentar.

E então eu disse ao Conselheiro para usar a Pedra de Purificação que eu havia adquirido recentemente. Logo, o corpo da Princesa foi envolto em luz.

— O-o que é essa luz...? — O General perguntou.

Contei a ele o que havia aprendido com a enciclopédia — É chamado de Pedra de Purificação, ela parece ser capaz de quebrar todos os tipos de maldições. Mas eu nunca a usei antes.

— Uma pedra...? Onde você conseguiu isso?

—Ah, uh… — essa seria uma longa explicação.

“Eles acreditariam em mim se eu contasse sobre o inventário?”

— Ah, mais importante, você disse que a vida dela foi encurtada, certo? Espere um segundo... — E assim decidi usar as Pedras de Tartaruga também. Guardei 10 para uma emergência e utilizei as [79×] restantes. Após seu uso, não houve nenhuma reação ou luz brilhante.

Ao invés disso, a Princesa apenas abriu os olhos e soltou um — Hã?

— O-o que… aconteceu? Eu pensei que tinha morrido… M-meu corpo não dói mais… — ela se sentou e piscou.

Aparentemente, as pedras funcionaram.

— Princesaaa! Estou tão feliz!!!

O General chorou ao se alegrar com a recuperação dela.



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