O Fim Perfeito Brasileira

Autor(a): W.S.


Volume 1

Prólogo: Propósito

“Escuto vozes.” 

Era tudo o que a garota podia ouvir. Despertando com a visão turva, acorrentada, suspensa sobre uma poça negra, contendo um líquido negro pulsante. A corrente que a mantinha presa estava ligada a um esqueleto colossal — algo que pertencia uma criatura ancestral que jamais deveria ter existido. 

Diante dela, um grotesco pedaço de carne podre, que se contorcia e pulsava, lentamente. Os batimentos ecoavam, reverberando entre as paredes e estalactites, enquanto o ar pesava a cada pulsar. Quando batia, o pedaço de carne expelia a mesma substância que tinha na poça, aumentando a energia maligna que lugar possuía cada vez mais. 

De repente, uma voz masculina se dirige a ela. 

Assim, um homem de terno nobre e casaco comprido se revela caminhando até a poça. Seus cabelos brancos eram longos, passando de seus ombros. Seu rosto jovem era marcado por um sorriso sarcástico. 

— Como se sente? — perguntou ele, com uma calma perversa. — Espero que esteja bem... hum... Este lugar é magnífico, não acha? 

— Quem é você?! — a garota perguntou, confusa, o olhar oscilando entre medo e raiva.  

— Faz séculos que espero por este momento — disse o homem, ignorando a pergunta. — Trezentos anos de espera... até que meu mestre finalmente retornasse.  

— Por que estou presa aqui???  

— Logo vai entender — respondeu ele, aproximando-se devagar. — Você tem um papel importante no que está prestes a acontecer. 

— Que papel...? — murmurou, com a voz trêmula. 

O homem inclinou o rosto para perto do dela. Um sorriso se abriu, largo, com riso abafado. 

— Não se preocupe, já vai descobrir... hum. 

Passos puderam ser ouvidos. Duas figuras encapuzadas — vestindo mantos monásticos pretos e máscaras — entram uma pequena fenda em uma parede. Elas traziam um pequeno baú, o qual entregam ao homem. Dentro dele, uma lâmina negra reluzente. Ao ver aquilo, a sentiu sua espinha gelar. 

O homem caminhou até ela e sussurrou ao seu ouvido:  

— Vai doer... 

A lâmina atravessou seu peito. Um grito cortou a escuridão. O metal pareceu sugar algo dela — uma essência escura, viva, que tremia ao ser arrancada. 

Quando a energia cessou, o homem puxou a faca de volta. A garota desmaiou inconsciente, o corpo inerte balançando sobre a poça negra. 

E naquele instante, dentro de sua mente, Damesha aceitou o óbvio, por dentro, já estava morta. 

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