Volume 1
Capítulo 46: VONTADE INALCANÇÁVEL
O silêncio de Lûarendill não era vazio. Era atento.
Milan sentia isso enquanto permanecia parado diante da clareira circular, as mãos cerradas ao lado do corpo. A fogueira havia sido apagada. A luz prateada filtrava-se pelas folhas altas da árvore, desenhando sombras longas no chão de pedra antiga repleta de grama.
Eliriah observava de longe.
Não havia ordens. Não havia instruções.
Apenas expectativa.
Milan respirou fundo e fechou os olhos. Eliriah fora vaga sobre muitas questões após sua conversa.
Ela dissera que precisava sacrificar algo.
“Haverá seis trabalhos.” Disse, com aquela voz indiferente. “Se falhar em qualquer um, você morre. O labirinto decidirá quando você estará pronto.”
E então ela se silenciou. Milan compreendeu as expectativas à sua maneira. Era claro que ele precisava se preparar. Algo grande estava chegando… e ele sabia que não estava pronto o bastante.
Então precisava reforçar seu corpo de novo. E pra isso…
Aura.
Tinha sido assim. Ele se voltava para dentro, sentia o fluxo quente se espalhando pelos músculos, o coração acelerando, a respiração ficando pesada. Cildin o ensinara a sentir o corpo antes de qualquer coisa — o peso dos pés no chão, o eixo do tronco, a tensão dos braços. Depois a alma.
Ele puxou.
A Aura respondeu… parcialmente.
Era como tentar segurar água entre os dedos. Ela vinha, mas não se fixava. Escorria, dispersava-se no ar frio, dissolvendo-se antes de envolver completamente seus membros.
Milan franziu o cenho.
Parou um pouco para refletir sobre o que era Aura. Cildin o ensinou os três primeiros passos para controlá-la: Sentir, concentrar e expelir. Cada passo fora dado com controle e singularidade únicos.
Mas, afinal, o que era Aura? Milan sempre ponderou sobre isso quando costumeiramente aprendeu a se proteger com ela, buscando infringir dano em seus inimigos.
Foi nesses momentos que ele teve insights, que só poderiam ser concebidos quando percebia-se seu próprio lugar no mundo.
Orka era a energia interna dos seres vivos, e a Aura só podia ser controlada quando o Orka era conceitualmente entendido de maneira profunda e delicada.
Cildin não lhe deu sequer uma pista para seu entendimento, contudo;, e Milan entendia o porquê.
Ele sabia que um controle substancial da Aura seria alcançado se a compreensão fosse entregue, não alcançada.
E ele não precisava que o conceito lhe fosse entregue de mão beijada…
Quando Milan a alcançou-o, isto é, o entendimento do conceito, buscando revestir-se ele próprio com ela… alcançou não somente essa compreensão como a de si próprio.
Em outras palavras, antes disso, Milan acreditava entender seu lugar no mundo. Mas esse entendimento era superficial se comparado com o entendimento que alcançou depois.
Era comparativo à uma situação hipotética de Cildin lhe dando de bandeja a explicação de tudo. Um paradoxo aparente disfarçado de anagnórise simples…
Afinal, o que era Aura…?
Aura era a vontade imposta sobre o mundo. Ele percebeu que podia ser combinada com Orka para efeitos físicos elevados, mas isso consumia grandes quantidades de energia, pois o pensamento era uma espécie de vontade.
Pegasse Cildin por exemplo. Ele usara o Sussurros, uma habilidade que refinava a Aura para interferir em emoções; não somente isso, como também incitara Milan a se acalmar e a ficar quieto… isso era basicamente o controle sobre outra pessoa.
Milan mesmo havia conseguido utilizar o modo Berserkir — nunca mais conseguindo o feito, mesmo que por poucos instantes. E também aprendera a usar aquilo que chamou de Vontade, quando impunha a sua própria em dontei e vintei…
Então cada uma dessas habilidades e a gama arsênica de várias outras eram capazes apenas pela vontade de um áureo. Isto é, a vontade sobre si mesmo. Milan não possuía ainda a capacidade de impor o que queria sobre o mundo. Ou sobre outras pessoas.
Essas habilidades foram apenas capazes pelo uso indevido e alto de Orka, que consumiu sua energia à um alto custo.
Contudo, ele havia aprendido coisas realmente interessantes.
Refletindo sobre isso, tentou de novo. Com mais força.
O chão sob seus pés estalou. Ele forçava sua vontade tentando expelir sua Aura. Mas era como se tivesse fazendo algo errado, como se estivesse enferrujado.
A pressão retornou contra ele, como se o próprio espaço rejeitasse aquela tentativa bruta de imposição. O ar ficou pesado, e um zumbido baixo reverberou em seus ouvidos.
— Pare.
A voz de Eliriah cortou o ambiente.
Milan abriu os olhos, ofegante.
— O que eu fiz errado? — perguntou, contendo a frustração.
Ela se aproximou lentamente, os pés mal tocando o chão.
— Você tentou usar a Aura como fazia fora daqui.
Ele cerrou os dentes.
— E não é assim?
Eliriah o encarou por um longo momento, como se decidisse quanto da verdade permitir que escapasse.
— Lûarendill não responde à força — disse por fim. — Responde à intenção.
Milan engoliu seco. Intenção.
Isso não estava conectado à Aura, no fim? Pois Aura era a amplificação da intenção, decisão e presença, afinal.
Ele pensou nas vezes em que usara a Aura para sobreviver. Para lutar. Para fugir. Para suportar a dor. Sempre houve urgência. Sempre houve medo. Sempre houve raiva.
Não inevitavelmente ele sempre escapara por um triz.
— Então o que devo fazer? — insistiu.
Eliriah virou o rosto, encarando a árvore colossal.
— Descobrir.
O silêncio voltou a engoli-los.
Milan sentiu a irritação crescer no peito. Aquilo não era treino. Era tortura velada. Mas respirou fundo outra vez e fechou os olhos. Não precisava dela. Sequer confiava nela.
Buscou refletir profundamente sobre os fundamentos, as condições. O Orka vivo, a Aura, Vintei, Dontei…
Dessa vez, não puxou.
Ele deixou a Aura vir. Ou tentou. Era como se o Vintei de algo antigo, etéreo e sobrenatural pulsasse, distante.
Era uma vontade irascível e primordial, que se recusava a permitir que ele tivesse o que desejava.
Um fluxo surgiu. Era fraco, irregular. Quase inexistente. Mas, por um instante breve — rápido demais para ser confortável —, ele sentiu algo diferente. Não calor. Não força.
Sintonia.
O ambiente pareceu… ouvir.
Então a sensação se quebrou.
Milan cambaleou, apoiando-se no joelho. Um gosto metálico subiu à boca.
Ele teve a incômoda impressão do que acontecia aqui… e isso estava claro desde sempre, afinal, sua existência depois de tanto tempo era permitida por isso.
Mas Milan não tinha uma mentoria adequada. Era tudo tentativa e falha.
Dontei… era a energia consciente de um dono pensante. Isto é, tudo aquilo que era capaz de impor sua vontade no mundo, possuía dontei, que era uma relativa singularidade e afluente do Orka, como vintei.
Então ele percebeu completamente o que acontecia aqui.
Porque, afinal, Lûarendill era uma forma de consciência, que permitia ou não visitantes indesejados. Ela impunha sua intenção — que Milan sequer compreendia se deveria chamar de Aura — sobre ele, mostrando que ali, era sob suas regras, suas… leis.
Eliriah estava diante dele quando ergueu o rosto.
— Melhor — disse ela, sem elogio algum na voz. — Ainda insuficiente.
— Insuficiente para quê? — ele perguntou, com um riso seco. — Você ainda não disse o que está me preparando para enfrentar.
Ela se inclinou levemente, os olhos brilhando à luz prateada.
— Se eu disser, você treinará para sobreviver.
— E não é isso que devo fazer?
— Não — respondeu ela. — Você deve treinar para suportar.
Milan sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha.
Eliriah se afastou novamente.
— Continue — disse. — O Labirinto está observando.
E, pela primeira vez desde que acordara ali, Milan teve a certeza de que não estava treinando sozinho.
Ele continuou refletindo e buscando compreender as leis de Lûarendill conforme o tempo passava.
Mas isso não ficou mais fácil.
Nos dias seguintes, houve momentos em que ele achava que tinha entendido tudo, e aplicava sua pequena compreensão nesses momentos de treinamento. Em um dia funcionava, no outro, falhava.
Às vezes ele percebia que estava confundindo causa e efeito, e ele mesmo ficava confuso.
Mas ele era fraco demais para tentar impor sua vontade sobre o mundo… e acabava engolido pela de Lûarendill. Isso era humilhante, mas era a única coisa que o permitia entender aquilo que estava errado.
A falha estava presente, e ele gastava mais Orka do que era capaz de compreender a Aura.
Mas não era como se houvesse somente falta de compreensão, era como se algo bloqueasse essa pequena tentativa de acerto.
E Milan estava estruturalmente enraizado naquele ritmo que ele mesmo achou ser o correto para o mundo.
…Para o seu mundo.
Pois, afinal, Milan nutria a sensação de que deveria ser duro, forte e rude, mas de novo e de novo, essa vontade e sensação eram impedidas de prosseguir.
Era como se os fundamentos fossem errados. Não somente isso, era como se para ele, esse fosse o único caminho a seguir.
Porque, bem… é que afinal, era.
Milan fora forjado cruelmente em lágrima e sangue, e sua Vontade repelia exatamente esses ensinamentos impostos por uma mente frágil, infantil e forçada à crescer antes do tempo.
E as palavras de Eliriah ressoavam em sua cabeça. O lugar não atendia a força…, mas à intenção.
Só que ele não conseguia compreender como fazer diferente. Afinal, o atual Milan fora forjado em raiva e vingança. A força era sua única escapatória. E isso influenciava diretamente sua intenção.
Milan refletiu durante alguns dias e meditava em outros, tentando taxativamente mudar sua perspectiva… inutilmente.
Sua intenção só reagia de uma maneira. E esse fundamento era como esmurrar ponta de faca. Era como respirar embaixo d’água. Era como tentar mudar uma lei primordial do mundo.
Não… isso naturalmente era uma hipérbole abundante.
Alguns desses exemplos talvez fossem difíceis de serem modificados; no fim, não era algo que não pudesse ser mudado — suas noções pré-concebidas.
Era só que… Milan não estava disposto a mudá-las. Simplesmente porque era um menino entrando na adolescência e existia esse senso de ir contra tudo e todos…
…E também, porque Milan estava cansado de ceder.
No fim, quando não estava tentando compreender as novas vertentes da intenção, estava descansando.
Parado diante da fogueira, uma carranca habitual, bebia consternado a sopa na tigela feita por Eliriah.
Ele estava irritado, e isso não tinha a ver com controle de Orka. Havia a muito tempo aprendido a controlar e perceber sua própria energia no mundo.
Mas as contínuas falhas o deixavam irritado. E a falta de ajuda era o que mais enraivecia seu coração.
Eliriah sempre o encarava como se o que ele estivesse fazendo fosse errado. Ele sabia disso, e sabia também que ela tinha a compreensão para ajudá-lo.
E, talvez, isso o irritasse mais. Ele não esperava tudo de mãos beijadas, mas isso era diferente de quando ele tinha que compreender seu lugar no mundo.
Afinal, sua técnica prontamente funcionava lá fora…, mas aqui, não. Por quê?
Fitando o fogo, ele nem se deu conta de que Eliriah se aproximara.
— Seu método é muito cheio de raiva — disse ela, indiferente e sem rodeios. — Lûarendill não compreende isso. Ela não busca esse tipo de caminho.
Milan bufou, cheio de desdém. Estava muito cansado, tanto física quanto mentalmente.
Buscava loucamente aquela meditação moral de que tanto seu mestre lhe falara, mas muitas coisas eram impossíveis, e ele infelizmente não tinha chegado nesse insight ainda.
Talvez até tenha conseguido…, mas isso foi no passado, uma Vigília atrás. Muito mudou. Milan estava inflado novamente com aquela raiva guturalmente ardente.
Eliriah se remexeu.
— Está sempre cheio de raiva, cheio de ressentimento… talvez seja por isso…
Milan ergueu o rosto, irritado. Por que de repente ela parecia tão gentil?
Ele a fitou com um olhar frio, distante e indiferente. Havia uma opacidade muito diferente daquela de quando ele não sabia de nada. De quando ele quase desejou ficar ali para sempre, sem saber como a bruxa incitava suas emoções.
Diante disso, refletindo sobre tais coisas, ele se perguntou quantas coisas mais ela teria instalado nele? Pensamentos? Vontades?
A indiferença só cresceu em seu rosto moreno. Milan já não era mais o menino que fora, tão alegre e altivo.
— O que você sabe sobre mim? — ele piscou. Talvez fosse a primeira vez em muito tempo que se sentisse friamente calmo. — Não me diga o que já sei. Mas quer saber? Isso funcionou muito bem quando uma besta tentou me esfolar vivo. Ou quando eu retirei o olho daquele maldito orc. Não venha me falar de ressentimento, hipócrita.
Eliriah o encarou, indiferente. Ela não aparentava, mas possuía Centúrias de anos nas costas. Isso ficou evidente quando ela não mostrou irritação para as palavras de Milan.
— Se apresse logo e vá reunir suas tramas. O quê? Acha que não aguento mais de suas estratagemas vis? Tente só.
Suspirando, ele voltou para sua sopa e continuou a tomá-la com um nó na garganta. Não por remorso das palavras ditas…, isso fora esquecido no momento em que foi dito.
Milan vinha regando essa nova persona… não deixaria mais ser usado.
O nó, contudo, era porque não conseguia chegar numa reflexão para seu entrave. Os dias estavam se passando, e ele parecia… emperrado no mesmo lugar.
Eliriah o encarou mais um pouco, e pareceu que um traço de emoção perpassou em seu rosto em forma de coração. Ela se afastou, deixando Milan refletindo sobre si mesmo.
***
Mais dias passaram sem que Milan se sentisse pronto. Era o oposto disso, na verdade.
Ele não chegou à nenhuma reflexão circunstancial, e o problema só parecia ficar pior.
Mas o que de fato tinha errado? Não sabia.
Milan havia se afastado da árvore de Eliriah e até mesmo deixado de dormir lá, escolhendo um lugar entre as árvores do bosque.
Tinha se distanciado propositalmente em busca de desvendar o mistério sozinho.
Treinava numa clareira com movimentos rápidos e passos ágeis. Ainda estava lento devido ao tempo que ficou sem usar esses passos, mas não se importava.
Quando forçava o corpo a desferir esses golpes era como se nada no mundo pudesse perturbá-lo. Ele se sentia um com ele mesmo, novamente.
Sua mente perdia a nébula e constante confusão, alcançando um estado claro de espírito. Apenas isso o deixava mais perto daquilo que seu mestre queria que chegasse…, mas não conseguia ter um insight realmente forte sobre seu problema com a Aura.
Seus passos se tornaram mais e mais rápidos, e seu peito subia e descia, buscando ar enquanto ele traçava rotas e ascendia com sua espada no ar, dançando de forma magistral.
Suspirando pesado, ele sentiu a raiva abastecer seu peito, lembrando dos recentes fracassos.
Ignorando uma fria sensação de urgência, tentou revestir sua espada com Aura, e sua intenção surgiu, fria e implacável — quase palpável.
Ela durou por minutos, e ele pensou que finalmente conseguia dar o passo que tanto almejara — somente para falhar.
Ele perdeu o equilíbrio, tropeçando nos próprios pés e a Aura se esvaiu — afinal, mantê-la compreendia um controle e clareza mental absurdos. Era isso ou estar no ápice de uma incontrolável desarmonia.
E Milan estava no limbo entre os dois. Nem calmo o bastante, nem irritado o suficiente.
Ao forçar a Aura, o ar foi puxado de seu peito e ele se sentiu fraco, tombando com o rosto no chão.
Ele cuspiu sangue e franziu a testa, irritado demais para qualquer coisa.
“Tudo isso… é inútil!”
Confuso, se sentindo uma farsa e irritado, Milan franziu o cenho para longe. Dois filetes verticais carmesins caiam de seu nariz.
Ele limpou o sangue, cuspindo novamente. Sua mente estava distante, um turbilhão e meio de pensamentos se enroscando e confundindo-o.
Qual era o significado disso tudo?
Quase em resposta, ele notou — tardiamente — uma mudança perceptível no ambiente.
A luz prateada que descia por entre a copa das árvores ficou mais fria. O som da floresta ao redor sumiu, o silêncio se tornando opaco e sombrio.
O chão não ecoava mais. Ele franziu a testa, olhando por entre a abertura de duas árvores… a Árvore de Eliriah… parecia mais distante.
De repente, não havia mais bosque, ou árvores… ou a luz prateada da lua.
Ao invés disso, ele estava na extremidade escura de um vasto salão. O teto abobadado só podia ser visto pois uma névoa brilhante tocava em seus paralelepípedos empalidecidos.
A mesma névoa sobrevoava baixa, dando a sensação gélida que Milan sentia.
Ele se levantou, franzindo a testa.
“Onde estou?”
Milan caminhou pelo salão, seus passos ecoando de forma acintosa. A cada passo, o frio gélido se perpetuava sobre sua espinha.
Havia algo de errado aqui. A intuição de Milan gritava dizendo isso, e Espectro parecia a única coisa quente no lugar.
Quando se distanciou de onde estava, a névoa era mais densa, grossa e espessa. Ele viu sombras de figuras humanóides, e um arrepio tomou conta de seu corpo.
Sentindo o coração pulsar tresloucadamente, Milan se aproximou das figuras.
A névoa se afastou quando ele passou, e o que ele viu fez seu coração errar uma batida.
Milan aumentou o aperto no cabo de Espectro, e arregalou os olhos, dando um passo para trás.
Diante dele, havia uma vasta sessão de estátuas rachadas. O que mais o assustou não foi isso… foi o fato de que todas as estátuas eram cópias em versões diferentes… dele mesmo.
Mas todas estavam paradas, como se estivesse acompanhando o ritmo dele. Eram apenas estátuas, afinal.
O medo inicial se afastou quando ele percebeu que elas eram apenas isso: estátuas perfeitas e, ainda, diferentes dele. O medo sobre si não diminuiu, contudo.
Era sinistro e horrorizante, afinal, ver tantas formas de si mesmo distorcidas. E havia algo de errado nessas estátuas.
Quem as criara? Quando as criara? Como as criara? Que propósito elas tinham e, consequentemente, que função exerciam aqui?
Andando entre elas, o medo crescia.
Como poderia haver tantas? Criações dele, rachadas pelo tempo inevitável.
Perguntas e perguntas… que se acentuavam em seu âmago gélido a cada vez que ele passava por uma estátua e ficava outra, loucamente igual — e diferente — em muitos sentidos.
Mas o pior chegou, pois…
Parado diante dele, havia uma estátua feita de pedra branca e veios dourados o encarando.
Isso o causou mais arrepios que as outras. Isso o causou um medo grave. Um horror primordial.
…Pois ela era a uma cópia perfeita dele, e tinha acabado de erguer um sorriso cruel e sombrio.
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