Volume 1 – Arco 1
Capitulo 12: despertar Sombrio!
O sino tocou, anunciando a hora de voltar para casa. Jade saiu em silêncio, o semblante cabisbaixo. Assim que a limusine parou em frente à escola, ela entrou pela última porta do veículo e, sem hesitar, ordenou ao motorista que partisse imediatamente.
Dante saiu da diretoria com os olhos vibrantes como fogo. Dingo veio correndo ao seu encontro, esbanjando um sorriso largo.
— E aí, ruivo, vamos para casa?
Dante segurou o ombro direito do amigo com firmeza, deixando-o sem graça.
— Dante, eu sei que você está alegre, mas esse negócio de ficar se pegando não é nada masculino!
Dante apertou o ombro de Dingo com mais força, fazendo um estalo soar. O marciano arregalou os olhos e soltou um gemido alto de dor.
— Ai, Dante! Você vai quebrar meu ombro! Para com isso!
Com uma expressão séria, Dante disse algo que Dingo vinha tentando evitar até agora:
— Ei, verdinho... Você não cansa de ser molenga? Sempre precisando de alguém para salvar a sua pele? Alguma hora, alguém pode te machucar de verdade... e eu não estarei lá para livrar o teu traseiro.
As cenas daquele dia, quando sua irmã quase foi morta, surgiram em sua mente como um flash. A sensação de estar paralisado, apavorado, sem forças nem para correr, o atingiu de novo, como se a gravidade tivesse aumentado dezenas de vezes.
As palavras daquele homem velho, abanando-se com um leque, ressurgiram em sua memória:
"E quem salvaria você? Ou a sua irmã? Pense bem, garoto. Se quer mudar sua realidade, saber onde me encontrar é o primeiro passo."
Dingo segurou o antebraço direito do amigo com firmeza e, olhando para ele com os olhos lacrimejando, cheios de determinação, declarou com voz firme:
— Eu sempre vou ser um marciano medroso, mas quero pelo menos ficar mais forte pra poder bater em quem tentar chutar o traseiro do meu amigo ou machucar minha família!
Sorrindo com as palavras do amigo, Dante retrucou, apertando seu ombro com ainda mais força:
— Primeiro você precisa ser forte o suficiente para chutar o meu traseiro!
O marciano, agora com um sorriso largo e os olhos brilhando de confiança, apertou ainda mais o antebraço do amigo e disse:
— Pode deixar! Eu guardei uma chuteira especialmente para esse dia!
Os dois se encararam por alguns segundos, e a determinação deles era tão intensa que até o vento soprou mais forte, levando dezenas de folhas pelo ar.
Com um aperto de mãos, selaram a amizade e seguiram caminhando pela calçada em direção à estação.
Luna observava tudo de trás de uma estátua de gesso da diretora, que ficava próxima à saída. Quando viu que os dois foram embora, deixou seu esconderijo e seguiu em direção à saída.
Antes de deixar o colégio, a lunariana abaixou a cabeça, tomada por uma sensação de melancolia, como se uma névoa densa apagasse qualquer vestígio de luz ao seu redor.
— Na quadra, eu estava ao lado dele... e, mesmo assim, ele não percebeu a minha presença! Será que eu faço falta na vida dele?
Num flash de memória, Luna se lembrou de seu amigo lutando contra aquele monstro, arriscando a própria vida para salvá-la. Mesmo machucado e sem esperança de vencer, ele avançava contra a criatura, determinado a protegê-la.
Ela balançou a cabeça e ergueu o rosto, sentindo vergonha daqueles pensamentos. Então, se lembrou dos olhos nebulosos de Dante antes de lutar contra Jade. Cerrando a mão com força, a lunariana recuperou a mesma convicção que tivera mais cedo.
Saindo do colégio de cabeça erguida, deparou-se com seu guardião escorado na parede. Ele vestia um longo casaco de couro e mantinha o capuz sobre o rosto, deixando à mostra apenas os olhos, mesmo sob o intenso sol do meio-dia.
Com um olhar julgador e os braços cruzados, Luna não mediu as palavras:
— Tio, como o senhor consegue ficar vestido desse jeito debaixo de um sol escaldante? O senhor vai morrer!
Se aproximando, ele tocou o ombro direito dela e respondeu:
— Se morrer fosse tão fácil para mim, eu já teria atravessado o deserto assim.
Luna, com um olhar determinado, fez um pedido ousado ao tio:
— Tio, eu sei que o senhor é muito forte, por isso peço que me treine. Estou cansada de ser uma menina fraca que precisa ficar escondida.
Colocando as mãos nos bolsos do casaco, o protetor virou as costas para a menina.
— Escute, Luna, infelizmente você não resistiria ao meu treinamento. Devido à sua fragilidade, sua morte seria quase instantânea.
Abaixando a cabeça, com o olhar vazio, a lunariana perguntou em tom melancólico:
— Isso significa que estou condenada a ser uma prisioneira para sempre? Que nunca poderei proteger as pessoas que amo?
O guardião permaneceu em silêncio por um instante antes de responder:
— Eu não disse que é impossível você se tornar forte. Eu disse que é impossível começar sendo forte com o meu treinamento.
Com os olhos focados e as sobrancelhas franzidas, a lunariana não conseguiu entender as palavras do tio.
— Eu não entendi, tio!
Virando-se novamente para ela, ainda com as mãos nos bolsos do casaco, ele falou:
— Eu conheço alguém que pode te ajudar a fortalecer o seu corpo e ainda ganhar algumas habilidades! Você está interessada?
Muito alegre, ela bradou:
— Sim!
Segurando novamente no ombro da garota, os dois desapareceram em um flash de luz vermelha e reapareceram em frente à casa do mestre Ye.
Olhando ao redor e reconhecendo aquele lugar, Luna se virou para o tio.
— Eu tinha um pressentimento de que voltaríamos aqui... Então é aqui que vou ser treinada?
— Vejo que vocês lunarianos são mesmo intuitivos!
Luna sorriu, pois o tio se lembrou da desculpa que ela dera dias atrás por estar andando sozinha na escuridão da noite.
Enquanto eles conversavam, Mei, a filha do mestre, saiu pela porta vestindo um conjunto fitness preto, composto por uma camisa de manga curta, calça legging e um par de tênis brancos.
— Oi, eu sou Mei, a filha do mestre deste dojo, e estou aqui para receber a possível nova recruta!
Tomando a frente de Luna, o protetor encapuzado perguntou em um tom de voz arrogante:
— Onde está o imbecil do seu pai? Já é a segunda vez que eu venho até esse muquifo de vocês, e ele não está!
Luna arregalou os olhos e entreabriu a boca, espantada com as palavras do tio, como se estivesse diante de seu amigo Dante.
— Tio, o senhor foi muito grosso! Isso é jeito de falar do pai da menina?
Mei cruzou os braços, estreitando os olhos.
— Não se incomode, Luna! Um vagabundo continua sempre um vagabundo!
Mordendo os lábios e franzindo as sobrancelhas, a garota fitness cerrou os punhos e falou:
— Eu sei que o senhor é um antigo amigo do meu pai, mas se falar desse jeito de novo na minha frente, eu não respondo por mim!
Luna olhou para ela com um olhar de piedade e disse:
— Viu, tio? O senhor deixou a menina irritada!
Ignorando o comentário, o protetor respondeu com indiferença:
— Luna, vou deixar você aos cuidados desse infeliz! Acredito que, da próxima vez que nos vermos, você estará bem mais forte!
Mei rosnava de raiva do protetor, mas sua expressão mudou quando ele tirou um papel do bolso e entregou em sua mão.
Ao olhar para o conteúdo, os olhos da filha do mestre quase saltaram das órbitas, e sua boca se abriu tanto que quase bateu no chão.
Virando as costas, o protetor disse em tom arrogante:
— Esses trocados são para custear o tempo que minha protegida ficará aqui!
Com um sorriso largo de orelha a orelha, Mei inclinou a cabeça em respeito e se despediu:
— Muito obrigada pela sua honrosa visita! Espero que o senhor nos visite mais vezes.
Luna olhou para Mei com um olhar julgador e balançou a cabeça, surpresa com a mudança repentina de atitude da garota.
Com um flash de luz vermelha, o protetor desapareceu, deixando Luna sozinha com Mei.
As duas ficaram frente a frente. Mei, com uma expressão vazia e olhos tão profundos quanto um abismo, encarou Luna.
— Eu vou conduzir a primeira parte do seu treinamento. O foco será o fortalecimento corporal. Hoje é sexta-feira, temos um fim de semana inteiro!
Luna franziu a testa e arregalou os olhos, questionando se dois dias seriam suficientes para algum progresso.
— Você não acha que é um tempo muito curto para ter algum avanço?
Cruzando os braços e mantendo a serenidade, Mei respondeu:
— Para métodos normais, sim. Mas para o estilo Folha Assassina, é o suficiente! A meta é sair do nível inútil para o nível básico. E para isso, dois dias treinando comigo bastam.
— Então, o que eu vou precisar fazer nesses dois dias?
Com um olhar sinistro e um sorriso maldoso, a filha do mestre respondeu à pobre lunariana:
— A única coisa que você vai precisar fazer... é cerrar muito bem os dentes! Agora, siga-me!
Luna seguiu Mei pela casa e, ao olhar para a direita, arregalou os olhos, pois teve a sensação de que a parede verde balançara.
Fincando os tênis no chão, Luna parou de andar.
— Olha, eu tive a impressão de que essa parede balançou!
Com um olhar indiferente, Mei respondeu como se fosse a coisa mais normal do mundo:
— Não foi impressão sua, ela balançou mesmo! Como não temos muitos discípulos, não sobrou dinheiro para reformar!
Vendo Luna pressionar os pés no chão, a garota de roupas fitness advertiu:
— Se eu fosse você, não colocaria muita força nos pés... Pode acabar caindo em algum lugar tenebroso.
Olhando para o chão de alvenaria, Luna percebeu várias rachaduras profundas. Sentindo o piso ceder sob seus pés, ela saltou para perto de Mei.
Zombando de Luna, Mei abriu um sorriso malicioso:
— É, eu ouvi dizer que vocês lunarianos são intuitivos!
Inflando as bochechas, emburrada, Luna protestou:
— Essa piada já está repetida!
Mei levou Luna até o salão de treinamento, o único lugar que ainda estava preservado.
Tomando distância da lunariana, Mei caminhou lentamente até o centro da sala. Virando-se para Luna, franziu as sobrancelhas, seu olhar hostil como o de uma fera de olhos azuis.
— Me ataque como quiser, usando toda a sua força!
Luna arregalou os olhos e abriu a boca, chocada com o pedido extravagante.
— Você está falando sério?
Mei apenas gesticulou com a mão, sinalizando para que Luna avançasse.
A lunariana correu com tudo para cima dela. Concentrando sua força no punho direito, desferiu um soco contra o lado esquerdo do rosto de Mei.
Luna abaixou a cabeça, tentando controlar a respiração. Estava tão ofegante que seus olhos escureceram.
Abrindo um sorriso, ela levantou a cabeça, confiante.
— O que você achou do meu soco...?
Antes de terminar a frase, percebeu algo estranho: a bochecha de Mei estava suja de sangue, mas não era dela — era o sangue dos próprios punhos de Luna. Além disso, Mei nem sequer havia se mexido. Seu olhar azul permanecia firme e inalterado.
Virando o rosto, Mei empurrou o punho de Luna com um leve movimento.
— O que foi, novata? Não vai me dizer que esse é o seu melhor golpe?
Luna recuou um passo e desferiu um chute lateral com a perna direita contra o torso de Mei. Mas, mais uma vez, a filha do mestre permaneceu inabalável, de braços cruzados.
Determinação queimando em seus olhos, Luna correu contra Mei novamente, concentrando sua força no punho direito para acertar seu rosto. No entanto, Mei colocou o pé esquerdo entre os pés de Luna, fazendo-a perder o equilíbrio e cair de cara no chão.
— Você é fraca, e seus movimentos são desengonçados! Para me machucar, você vai precisar ficar mais forte!
Luna se levantou lentamente, sentindo o peso da frustração sobre os ombros como uma cruz.
Cerrando os punhos, ergueu os antebraços e avançou mais uma vez, desferindo uma sequência de golpes sem intervalo.
Mei, de braços cruzados, recebeu todos os socos no rosto, pescoço, braços e peito sem sofrer um único arranhão.
Luna deu um passo para trás, tentando recuperar o fôlego, mas já estava tão exausta que a luz em seus olhos começava a se apagar.
Foi então que Mei relaxou os braços e caminhou em sua direção, os olhos vazios, sem demonstrar emoção alguma.
Luna fitava Mei, esperando alguma reação, mas não conseguiu nem enxergar o punho direito da adversária vindo em direção ao seu rosto.
O impacto foi brutal. O soco de Mei parecia ter afundado seu rosto, forçando-a a dar dois passos para trás enquanto segurava a face com as duas mãos.
Antes que Luna pudesse reagir, Mei avançou novamente, desferindo um potente soco de esquerda contra seu estômago. O golpe quase atravessou seu corpo.
Luna inclinou a cabeça e vomitou saliva pela boca. Suas pernas tremiam, incapazes de sustentá-la. Seus olhos estavam revirando, e ela cairia a qualquer momento.
Mas Mei se adiantou.
Concentrando a força nos dois punhos, envolveu-se em uma energia laranja e pronunciou uma frase:
— Chuva de asteroides!
De repente, seus socos se multiplicaram como se tivesse dezenas de braços. Cada impacto erguia o corpo de Luna no ar, suspendendo-a sob a fúria da filha do mestre.
Quando Mei fez uma pausa, o corpo de Luna começou a cair lentamente.
Foi nesse instante que Mei concentrou toda sua força na palma direita e desferiu um golpe poderoso contra o queixo da lunariana, lançando-a de cabeça contra o teto, que rachou com o impacto.
Luna caiu de cara no chão, levantando uma cortina de poeira. Estava imóvel, como se estivesse morta, e uma poça de sangue começou a se formar ao redor de seu rosto.
As mãos de Mei estavam manchadas com o sangue da adversária, mas, em vez de preocupação, seus olhos brilhavam de excitação, e um sorriso largo se desenhava em seu rosto.
— Vamos, garota, eu estou apenas começando!
Yanling, vestida com um hanfu laranja estampado com girassóis e um par de chinelos de madeira, acabava de chegar em casa. Seu penteado preso com um palito estava bagunçado — reflexo do esforço de carregar dez sacos grandes em cada braço.
— Mei, onde você está? Venha me ajudar a levar essas compras para a cozinha!
De repente, uma névoa vermelha passou por suas narinas. Yanling largou os sacos no chão e abriu os olhos por completo, revelando suas íris cor-de-rosa.
— De quem é esse cheiro de sangue?
Seguindo o odor, ela apressou os passos e, ao contornar a parede, encontrou sua filha sorridente, com as mãos manchadas de sangue, e a jovem lunariana caída no chão, mergulhada em uma poça rubra.
Com um olhar intimidador que parecia brilhar em rosa, Yanling perguntou:
— Pode me explicar o que significa isso, garota?
Mesmo assustada com a reação da mãe, Mei manteve o tom alegre:
— Eu e a menina lunariana estamos treinando!
— Treinando? — Yanling balançou a cabeça, incrédula com a falta de noção da filha. — Você pode ter matado essa menina!
Em pensamento, ela lamentou, irritada: Com muito esforço, Luna conseguiu ficar de pé. Uma aura negra brotou de seu corpo, como se a própria escuridão estivesse tomando forma.
Yanling arregalou os olhos, assustada. A energia assassina que sentia era tão sinistra quanto a sua própria.
As escleras dos olhos de Luna estavam completamente negras, e, combinadas com suas íris vermelhas, davam-lhe o olhar de uma besta.
Cerrando o punho direito, agora revestido por aquela energia obscura, Luna falou com um tom de voz demoníaco:
— Vamos tentar mais uma vez!
Luna avançou contra Mei, e sua aura tomou a forma de um dragão negro. Mei, cheia de confiança, cruzou os braços, sem se mover.
No instante em que o soco de Luna estava prestes a atingir seu rosto, Yanling interveio. Com um único movimento, ergueu a mão direita e bloqueou o golpe.
Uma onda de vento assustadora sacudiu as paredes da casa, e o impacto ecoou como uma explosão.
A sobrancelha de Yanling franziu-se em dor. Seu braço direito estava coberto por veias saltadas, evidenciando a força que precisou empregar para conter aquele golpe.
Os olhos de Luna reviraram uma última vez antes de seu corpo desabar aos pés de Yanling.
Mei fez um biquinho de chateação e cruzou os braços.
— Mãe, por que bloqueou o ataque dela?
Porém, ao notar a expressão séria no rosto da mãe, seus olhos se arregalaram. Mei não conseguia entender o que havia acontecido. Para ela, a lunariana era fraca.
Yanling baixou os olhos para Luna caída a seus pés. Seus pensamentos estavam inquietos.
"Se ela tivesse acertado esse soco na minha filha, teria estourado sua cabeça! De onde veio esse poder sombrio? Será esse o motivo daquele homem ser o guardião dela?"
De repente, Yanling sorriu.
— Mei, leve essa menina imediatamente para o meu quarto. Vou cuidar dos ferimentos dela.
Sem hesitar, Mei jogou Luna sobre os ombros como se carregasse um saco de pano e correu.
Sozinha, Yanling apertou os punhos com tanta força que a pele se rompeu, fazendo o sangue escorrer. Sua aura cor-de-rosa brilhou intensamente, e um riso louco escapou de seus lábios.
— Ah... que geração interessante! — murmurou, extasiada. — Isso até me deu saudade dos velhos hábitos da juventude...
Ela lambeu os lábios, sua boca agora molhada de saliva. Seu olhar predador cintilava com excitação.
— Vamos ver até onde você vai chegar, pequena lunariana...
—Nossa, por que essa menina teve que nascer tão parecida comigo? E o pai dela ainda insiste que se parece com ele!
Yanling voltou a olhar para Luna e, ao vê-la se mexer, sentiu-se aliviada por ainda estar viva.
O som seco de um scritch ecoou quando a lunariana arranhou o piso com as unhas. Tentando se levantar usando os braços, caiu várias vezes, sem forças para sustentar o próprio peso.
Seus cabelos brancos, agora manchados de sangue, cobriam o rosto de uma garota derrotada — uma garota que almejava se tornar mais forte, desejando a morte daquele seu lado fraco.
Com muito esforço, Luna conseguiu ficar de pé. Uma aura negra brotou de seu corpo, como se a própria escuridão estivesse tomando forma.
Yanling arregalou os olhos, assustada. A energia assassina que sentia era tão sinistra quanto a sua própria.
As escleras dos olhos de Luna estavam completamente negras, e, combinadas com suas íris vermelhas, davam-lhe o olhar de uma besta.
Cerrando o punho direito, agora revestido por aquela energia obscura, Luna falou com um tom de voz demoníaco:
— Vamos tentar mais uma vez!
Luna avançou contra Mei, e sua aura tomou a forma de um dragão negro. Mei, cheia de confiança, cruzou os braços, sem se mover.
No instante em que o soco de Luna estava prestes a atingir seu rosto, Yanling interveio. Com um único movimento, ergueu a mão direita e bloqueou o golpe.
Uma onda de vento assustadora sacudiu as paredes da casa, e o impacto ecoou como uma explosão.
A sobrancelha de Yanling franziu-se em dor. Seu braço direito estava coberto por veias saltadas, evidenciando a força que precisou empregar para conter aquele golpe.
Os olhos de Luna reviraram uma última vez antes de seu corpo desabar aos pés de Yanling.
Mei fez um biquinho de chateação e cruzou os braços.
— Mãe, por que bloqueou o ataque dela?
Porém, ao notar a expressão séria no rosto da mãe, seus olhos se arregalaram. Mei não conseguia entender o que havia acontecido. Para ela, a lunariana era fraca.
Yanling baixou os olhos para Luna caída a seus pés. Seus pensamentos estavam inquietos.
"Se ela tivesse acertado esse soco na minha filha, teria estourado sua cabeça! De onde veio esse poder sombrio? Será esse o motivo daquele homem ser o guardião dela?"
De repente, Yanling sorriu.
— Mei, leve essa menina imediatamente para o meu quarto. Vou cuidar dos ferimentos dela.
Sem hesitar, Mei jogou Luna sobre os ombros como se carregasse um saco de pano e correu.
Sozinha, Yanling apertou os punhos com tanta força que a pele se rompeu, fazendo o sangue escorrer. Sua aura cor-de-rosa brilhou intensamente, e um riso louco escapou de seus lábios.
— Ah... que geração interessante! — murmurou, extasiada. — Isso até me deu saudade dos velhos hábitos da juventude...
Ela lambeu os lábios, sua boca agora molhada de saliva. Seu olhar predador cintilava com excitação.
— Vamos ver até onde você vai chegar, pequena lunariana...
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