Volume 4

Capítulo 724: Um Nível Alto de Poder

Após o exercício de artilharia, Phyllis se encontrou com Roland novamente no castelo, acompanhada de Agatha.

Ao entrar no escritório, ela notou que Roland Wimbledon ainda mostrava aquela mesma expressão facial de sempre. Ela pensou que ele ficaria arrogante ou presunçoso por causa do exercício de artilharia.

No entanto, Phyllis sentiu, pela primeira vez, que essa pessoa comum era muito importante. Ela subconscientemente se dirigiu a ele pelo honorífico:

— Vossa Majestade, por favor, permita-me fazer algumas perguntas ao senhor antes de contatar as bruxas de Taquila.

— Prossiga. — Roland assentiu com a cabeça.

— As armas mostradas no exercício de artilharia podem ser produzidas em massa?

Na visão de Phyllis, se a procura pela Escolha Divina não desse resultados, a guerra contra os demônios sem dúvida alguma duraria muitos anos. Se a produção dessas armas realmente precisasse de quase dez mil pessoas comuns e a produção não atendesse às necessidades, a Cidade de Primavera Eterna enfrentaria uma guerra muito difícil.

Em tal cenário, ela conseguiria mostrar o valor das sobreviventes de Taquila.

Afinal, a força de cem Bruxas da Punição Divina era definitivamente formidável. Quando os Canhões Cancioneiros não conseguissem mais deter as Bestas de Cerco, que viriam de todas as direções, Roland teria que depender delas para romper o cerco.

Roland sorriu e deu uma resposta:

— A primeira coisa que devo destacar é que o Canhão Cancioneiro não é simplesmente uma arma defensiva. Apesar do peso, ele pode ser transportado para outros lugares por meio de um veículo. Na verdade, com alguns ajustes, podemos transformá-lo numa arma útil tanto para defesa quanto para o ataque.

— Ve… Veículo? — Phyllis repetiu. Ela ouviu de Agatha que Sua Majestade frequentemente falava novas palavras estranhas, e que se ela não entendesse, poderia perguntar a ele diretamente. Geralmente, o rei ficaria muito feliz em responder às perguntas.

Como esperando, Roland esfregou as mãos e disse:

— Veículo é qualquer coisa que pode transportar algo. Mas no contexto que usei, é qualquer coisa que pode carregar os canhões, como, por exemplo… um navio a vela de três mastros.

— Mas um navio a vela só consegue navegar com a ajuda do vento. Então seria desvantajoso usá-lo como “veículo”.

— Eu só dei um exemplo. Haverá, no futuro, veículos que poderão se mover pela terra sem o auxílio de cavalos. A Cidade de Primavera Eterna já iniciou o plano de desenvolvimento para esse tipo de veículo, que poderá fazer muito mais do que apenas carregar canhões.

Um equipamento que é capaz de carregar armas pesadas e se mover livremente pela terra? Mas pelo que o rei falou, parece que esse “veículo” não será construído especificamente para carregar canhões.

Quando Phyllis estava prestes a perguntar mais sobre isso, Roland falou:

— Quanto à produção, depois que a nova geração de máquinas operatrizes for instalada em nossas fábricas, acredito que os Canhões Cancioneiros cobrirão cada canto de nossa muralha daqui a um ou dois anos.

Phyllis ficou espantada por dentro. — Cobrir cada canto da muralha em um ou dois anos? Tão rápido assim? Se isso for verdade, será difícil as bruxas de Taquila terem alguma utilidade aqui.

Para Phyllis, essa resposta de Roland havia sido satisfatória e desapontadora ao mesmo tempo. Pelo jeito, a posição das bruxas de Taquila seria menor que a das outras organizações de bruxas, porém, no final das contas, essa era uma boa notícia, já que os seres humanos estariam mais fortes para a guerra.

Ela decidiu mudar de assunto.

— Entendi, Vossa Majestade. Minha segunda pergunta é: eu notei durante o exercício de artilharia que a última explosão não foi causada pelos Canhões Cancioneiros. Me pergunto se aquilo foi obra de sua arma mais letal?

Ao perguntar, Phyllis notou que um sorriso estranho apareceu no rosto de Roland, que respondeu:

— A julgar pela tecnologia atual da Cidade de Primavera Eterna, considere aquilo como uma “explosão simples”.

— Explosão… simples? — Ela disse, atônita. — O senhor pode criar explosões mais violentas que aquela?

— Não há limite para o desenvolvimento da explosão. — Roland balançou a cabeça. — O nível atual de armamento da Cidade de Primavera Eterna pode ser visto como nível dois, e o nível três será muito, mas muito melhor. Quando chegarmos nesse nível, será possível destruir uma cidade inteira num piscar de olhos.

Phyllis ficou completamente aturdida. Ela instintivamente queria considerar a declaração de Roland como uma loucura. — Destruir uma cidade inteira num piscar de olhos? Nenhuma pessoa comum ou bruxa possui esse tipo de poder. Somente as divindades podem fazer isso. — Mas quando ela viu os olhos cintilantes de Roland, não conseguiu rebatê-lo.

No fim, ela não teve escolha senão perguntar em voz baixa:

— Que tipo de arma é essa?

Roland não deu uma resposta direta. Ele bebeu um pouco de chá e disse lentamente:

— O que aquela última explosão no exercício de artilharia pareceu para você?

Ele notou minha dúvida? — Ela fechou os olhos e, após um momento, respondeu:

— Pareceu o nascer do sol.

Fazendo uma comparação, se a fumaça negra representasse as nuvens, então a bola de fogo laranja sem dúvida alguma representaria o sol da manhã.

— Sim, é como a luz laranja do sol da manhã. Mas o terceiro nível de armamento é como se fosse o verdadeiro sol da tarde. — Roland sorriu de canto de boca, como se estivesse narrando algo feito por Deus. — Um sol que você não consegue olhar diretamente porque irá queimar seus olhos, e que você não pode chegar perto, senão te transformará em cinzas. Um sol tão quente que poderá transformar pedras em gás. Um sol tão forte que poderá destruir casas a quilômetros de distância.

A descrição fez Phyllis tremer. Ela não conseguiu distinguir se o que ele falava era exagero ou verdade.

— Como podemos fazer isso? — Ela perguntou.

— Nós temos que realizar duas tarefas épicas. A primeira eu chamo de “radiação resplandecente”, e a outra eu chamo…

— Vossa Majestade! — Agatha o interrompeu, franzindo as sobrancelhas.

— Por favor, este não é o momento de falar baboseiras. — A voz de Rouxinol também chegou aos ouvidos de Phyllis.

Tarefas épicas? Radiação resplandecente? — Phyllis não conseguiu entender uma palavra sequer.

Roland tossiu duas vezes e falou:

— É… Bem… Resumindo, é muito complicado, então eu preciso de mais bruxas para alavancar a pesquisa e acelerar o desenvolvimento tecnológico da Cidade de Primavera Eterna. Claro, as coisas que vocês encontraram nas ruínas podem servir de ajuda, então eu espero que possamos aprofundar nossas negociações o quanto antes.

Com sentimentos conflitantes, Phyllis olhou para o rei e, em seguida, tirou o anel do dedo.

— Como prometido, entrarei em contato com Pasha para o senhor. Quando eu esmagar essa Pedra Mágica de Cinco Cores, elas sentirão minha localização, mas se o senhor quiser falar com elas diretamente, receio que possa demorar de um a dois dias… Eu não sei quanto tempo leva para Pasha preparar o núcleo mágico correspondente.

— A conversa pode ser feita em qualquer lugar?

— Sim, mas se possível, um lugar espaçoso seria muito melhor.

— Certo. Que tal você quebrar a Pedra Mágica de Cinco Cores no Salão do Castelo. Acredito que lá seja um local adequado. — Roland disse antes de se virar para Agatha e continuar: — Por favor, acompanhe ela até o Salão do Castelo.

— Sim, Vossa Majestade.

Após sair do escritório, Phyllis respirou profundamente.

Ela havia feito tudo o que podia, o que restava agora era esperar pela resposta das outras sobreviventes de Taquila.

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