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Capítulo 25: Expedição de Subjugação de Glasskan (5)
O rugido de Takan ecoou por todo o vasto corredor de Nail Hall.
O som era afiado como uma lâmina, forte o suficiente para perfurar os tímpanos e fazer qualquer um engolir em seco.
A vanguarda que liderava a batalha dentro do corredor era Gloomy Clevius.
— Que seja! Eu não me importo mais! Este é o fim da minha vida!
Ele era o melhor aluno entre os calouros do Departamento de Combate.
Clevius tinha o hábito de dizer coisas pessimistas e estava sempre reclamando. Juntando isso com sua aparência melancólica, era impossível não vê-lo como um sujeito patético. No entanto, ele era surpreendentemente resiliente em momentos de crise.
Mesmo sendo um covarde por natureza, ainda conseguiu conquistar o primeiro lugar entre os estudantes do Departamento de Combate. Embora, estranhamente, ele próprio não tivesse confiança em suas habilidades. Talvez fosse por conta de seu passado… uma criação difícil, ou um histórico familiar complicado. Mas, no momento, nada disso importava.
O que importava era que ele conseguia suportar ataques de um nível que deixaria qualquer um chocado.
— WAAAAAAAAAAH!
Mesmo com um dos braços engessado devido a uma fratura, Clevius corria pelo corredor de Nail Hall como se nada tivesse acontecido.
Nail Hall era um dos três edifícios do Centro Acadêmico. Servia como local para várias assembleias e também era frequentemente usado como campo de treinamento. O edifício era meticulosamente mantido, pois era um espaço onde multidões passavam o ano inteiro. Para comprovar isso, não havia um único grão de poeira no piso de mármore que se estendia pelo longo corredor.
No final do corredor, cerca de cinquenta metros à frente, havia uma grande porta que levava ao Campo de Treinamento de Combate. Era ali que os calouros e veteranos realizavam a Aula de Treinamento Conjunto de Combate todos os anos. A porta majestosa que normalmente daria as boas-vindas aos estudantes de Silvenia agora estava sendo bloqueada por um gigantesco lagarto em chamas.
Bastava olhar em seus olhos para reviver todo o terror da tentativa fracassada de subjugação anterior.
Takan se ergueu lentamente, soltando um rugido estridente que fazia os ossos tremerem. O medo tomou conta de Clevius assim que ele encarou Takan de frente, suas pernas começaram a tremer.
— WAAAAAAAAAAAAAAAH! WAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Ele cerrou os dentes, tentando controlar o tremor em seu corpo. Tudo dentro dele gritava para fugir, mas ele sabia que não havia nenhuma saída positiva se ele jogasse tudo para o alto agora.
Felizmente, ele não estava sozinho.
Ele não precisava enfrentar esse terror avassalador completamente por conta própria.
Ed Rothstaylor, que, por algum motivo, parecia completamente calmo e confiante.
Lortel Kehelland, que sempre conseguia manter a frieza, independentemente da crise.
Eles eram pessoas extremamente diferentes de Clevius, que sempre fazia escândalo e entrava em pânico com a menor das ameaças.
Clevius não achava que nenhum deles seria capaz de causar um grande dano a Takan, mas ao menos ele não estava sozinho. Esse simples fato lhe trouxe um pouco de alívio em meio ao desespero.
— Está vindo! A batalha começou! O que eu faço...?!
Assim que viu Takan avançando contra ele, com o corpo ardente pronto para devorá-lo, Clevius olhou para trás para perguntar sobre o plano.
Mas não havia ninguém lá.
Clevius correu com todas as forças que tinha, sem olhar para trás. Estava tão em pânico que não percebeu que seus colegas não estavam com ele.
Um frio percorreu sua espinha.
— EU FUI ENGANADO! VOCÊS ME ENGANARAM!
Clevius gritou, quase chorando.
— EI, SEUS MALDITOS! HEY! ONDE VOCÊS ESTÃO?! APAREÇAM! O QUE EU DEVERIA FAZER?!
— DE TODAS AS PESSOAS, POR QUE EU TENHO QUE SER O SACRIFÍCIO, HÃ?!
— SE ERA PARA FAZER ISSO, A GENTE DEVERIA TER ENVIADO O TAYLEE! ELE MESMO SE VOLUNTARIOU! ENTÃO POR QUE EU?! AHHHHHHHHHHH!
Clevius continuava gritando desesperadamente enquanto corria como um louco, deixando Takan para trás.
Se ele soubesse que isso aconteceria, nunca teria confiado naquele maldito Ed Rothstaylor.
Se soubesse disso antes, teria se jogado no chão e feito um escândalo na frente da Princesa Penia, implorando para ser poupado desse plano insano.
Mas agora era tarde demais.
— POR QUE ESTÃO FAZENDO ISSO COMIGO?! AGHH! EU ODEIO TODOS VOCÊS! EU ODEIO ESTE MUNDO! ME SALVEM! POR FAVOR, ME PERDOEM! AHHHH!
Clevius, correndo em prantos, era a própria definição da desgraça.
— Vamos fingir que entraremos com Clevius e, assim que ele se concentrar em Takan, fugiremos de lá. Ele jamais aceitaria isso se disséssemos diretamente, já que é um covarde tremendo. Por isso, precisamos fazer as coisas desse jeito.
A luz da alvorada começava a surgir no horizonte, tingindo o céu do leste. Esta longa noite logo chegaria ao fim.
Lortel fechou os olhos lentamente e, ao reabri-los, olhou ao redor da Praça dos Estudantes. Dali, conseguia ver os três grandes edifícios: Nail Hall, onde Clevius entrara; Glockt Hall, que estava parcialmente destruído; e Obell Hall, onde Ed Rothstaylor havia acabado de correr para dentro.
Com toda a sua concentração, ela reuniu todo o seu poder mágico.
As palavras de Ed de antes voltaram à sua mente.
— O primeiro passo é fazer Clevius entrar no corredor de Nail Hall.
— Então, no fim das contas, você pretende sacrificá-lo. Pode não ser uma má jogada, mas, moralmente falando, não escapará de críticas.
— Eu não teria dito nada se esse fosse um plano tão superficial.
O som dos gritos de Clevius ecoava pelo corredor, ressoando nos ouvidos de Lortel.
— Você tem o papel mais importante, Lortel. Sua função é garantir a entrada do outro grupo no Campo de Treinamento de Combate para derrotar Yennekar. Além disso, você será responsável por dar o golpe fatal em Takan.
Havia uma determinação inabalável na voz de Ed Rothstaylor. Mesmo em meio a uma situação tão caótica e urgente, ele não hesitou em suas decisões.
Ele tinha plena confiança em seu plano.
Lortel fechou os olhos por um instante.
Ela já havia enfrentado diversas crises desde a infância, tendo sido jogada no mundo dos negócios desde muito jovem.
O motivo pelo qual uma crise era chamada de crise era porque era inesperada.
Desde crises burocráticas, como problemas na distribuição ou falhas no fluxo de caixa, até crises práticas, como um concorrente desleal ou um esquema secreto...
Lortel sabia melhor do que ninguém que uma crise era uma oportunidade única para ver a verdadeira natureza de uma pessoa, assim como suas piores qualidades.
Ela se lembrou do que aconteceu com Ziggs, pouco antes de ele deixar o acampamento.
Diante de uma crise inesperada, ele se deixou consumir pelo egoísmo de priorizar suas próprias emoções.
Lortel também se lembrou da decisão de Princesa Penia ao deixá-lo partir.
Ela desprezava o fato de que alguém que deveria ser mais firme e forte que qualquer outra pessoa havia tomado uma decisão tão fraca.
Uma pessoa verdadeiramente confiável era alguém que buscava a melhor solução diante de uma crise inesperada, sem se deixar levar pelo medo ou pelas emoções.
E, mais importante, alguém que jamais duvidaria de suas próprias crenças.
— O mais urgente é garantir que o grupo que enfrentará Yennekar entre no Campo de Treinamento de Combate. Podemos nos preocupar com Takan depois. Portanto, preste atenção: assim que Takan for atraído para longe, destrua a parede ao lado do campo e deixe-os entrar.
O objetivo principal era impedir que Takan e Velosper se unissem na batalha.
O pior cenário possível seria enfrentar ambos ao mesmo tempo.
— Hah… bem… acho que ele está exagerando um pouco.
Lortel sempre esteve na posição de comandar os outros, não de seguir ordens.
Mas, no momento, ela era apenas uma estudante do primeiro ano.
E, além disso, estava na mesma classe que alguém da realeza.
Na Companhia Elte, Lortel possuía uma posição tão alta que até mercadores veteranos inclinavam a cabeça em sua presença.
Ela era uma negociante, alguém que nunca precisou se envolver no meio acadêmico até agora.
Mas, mesmo tendo entrado em Silvenia por necessidade, seu verdadeiro eu não deveria mudar.
Um nobre falido.
Uma pessoa à beira do abismo, sem nada a perder.
Ela não precisava seguir ordens de alguém assim.
Mas havia algo de estranho nas palavras de Ed Rothstaylor.
Ele falava com uma certeza inabalável.
Ele tinha confiança absoluta de que superaria essa crise, mesmo quando nem mesmo a Princesa Penia sabia o que fazer.
O tom de sua voz não carregava nenhuma dúvida.
Era como se ele já tivesse enfrentado inúmeras crises antes.
'Afinal, qual é o pior defeito de Ed Rothstaylor?'
Ela se lembrou da vez em que Ed devolveu as três moedas de ouro ao apertar sua mão.
'Hmmm…'
Tendo vivido nas favelas antes de ser resgatada pelo Rei Dourado Elte, Lortel sabia bem como era a mentalidade de alguém encurralado.
Ela entendia melhor do que ninguém o quão tentador até mesmo uma única moeda de ouro poderia ser para alguém que não sabia se sobreviveria ao dia seguinte.
— Bem… não sou o tipo de pessoa que tira conclusões precipitadas apenas com base em rumores.
Acima de sua cabeça, uma gigantesca lança de gelo flutuava.
Não importava quão resistente Clevius fosse ou quão rápido ele reagisse, Takan eventualmente o alcançaria.
A única alternativa era uma decisão agressiva: destruir as paredes de Nail Hall.
Era um plano simples, mas difícil de conceber.
Os estudantes andavam pelo distrito acadêmico como se ele sempre estivesse lá, como se fosse eterno.
O magnífico Nail Hall era um dos maiores orgulhos da academia.
Mas, na verdade, por que hesitar?
Glockt Hall já estava destruído.
Não importa quantos anos um edifício tenha resistido, nada era mais valioso do que uma vida humana.
Este era o tipo de decisão necessária diante de uma crise dessa magnitude.
É apenas um prédio. Podemos reconstruí-lo.
Takan já estava destruindo tudo dentro de Nail Hall de qualquer forma.
Quem assumiria a responsabilidade por essa destruição?
Não era hora de se preocupar com isso.
Mas para estudantes inexperientes, tomar decisões desse nível estava além de sua compreensão.
Afinal, o Centro Acadêmico era um tesouro da academia.
E mesmo que essa crise estivesse acontecendo, quem teria coragem de destruir um de seus edifícios mais emblemáticos?
Mas, se sua casa estivesse pegando fogo, você quebraria uma janela para escapar.
Não importa quão cara fosse a vidraça.
Não importa se fosse uma obra de arte inestimável.
Você simplesmente quebraria e escaparia.
Destruir Nail Hall com suas próprias mãos.
— Hah... Nunca imaginei que um dia eu destruiria Nail Hall. Quando mais na vida eu teria essa oportunidade?
Mas, pensando bem, Lortel já havia destruído o teto de Nail Hall uma vez.
Ao se dar conta disso, ela finalmente entendeu o que Ed quis dizer antes de partir para Obell Hall.
— Você é boa nesse tipo de coisa.
Lortel riu. Ed Rothstaylor realmente era um cara interessante.
Quando essa crise acabar, talvez ela devesse tentar iniciar uma conversa casual com ele.
BANG!!!
A lança de gelo de Lortel se chocou contra a parede externa de Nail Hall, na parte mais próxima do Campo de Treinamento de Combate.
Uma nuvem de poeira se ergueu conforme a parede espessa desabou.
Ela sorriu, satisfeita, ao ver o outro grupo esperando nos arredores da Praça dos Estudantes.
A expressão confusa de todos era memorável.
De qualquer forma, o ponto de entrada havia sido garantido.
Agora, só restava lidar com Takan.
Eles só precisavam ganhar tempo suficiente para que o outro grupo derrotasse Yennekar.
Já estava claro o que precisava ser feito.
— Se fizermos algo sobre suas escamas, sua magia será eficaz contra Takan.
— Eu assumirei a responsabilidade e encontrarei um jeito de lidar com as escamas, então concentre todo o seu poder mágico e lance a magia de gelo mais forte que puder.
Lortel ficou bastante curiosa sobre esse cara, que dava ordens tão diretas e objetivas.
As chances eram baixas, mas talvez… ela tivesse encontrado alguém parecido com ela.
Se esse fosse o caso, seu coração até poderia ter acelerado um pouco.
Mas ela não era ingênua o suficiente para se empolgar com uma possibilidade tão pequena.
Calmamente, Lortel começou a reunir sua magia enquanto observava o grupo responsável por derrotar Yennekar entrar no Campo de Treinamento de Combate.
Isso era mil vezes melhor do que as ordens daquela princesa, que ainda era ingênua e facilmente influenciada.
Ed falava com uma convicção sem fundamento, como se tudo fosse dar certo.
E, se esse fosse o caminho errado, então tudo seria inútil.
Mas, pelo menos agora, não parecia ser o caso.
— KYAAAAAAAAAAAAH! LORTEL! EU VOU MATAR TODOS VOCÊS! NÃO VOU DEIXÁ-LOS EM PAZ!
Clevius gritou enquanto corria para fora de Nail Hall, com Takan logo atrás dele, prestes a devorá-lo inteiro.
— ESQUECE! EU VOU MORRER! ISSO É PERIGOSO DEMAIS! ME SALVEM! EU SINTO MUITO! EU SINTO MUITO POR TER DITO QUE IRIA MATAR VOCÊS! EU PERDOO TODOS VOCÊS! SÓ ME SALVEM, POR FAVOR!
Enquanto observava Clevius berrando de forma patética, Lortel reuniu toda a magia em seu corpo.
BANG!!!
Obell Hall estava localizado no sudoeste da Praça dos Estudantes.
Era um prédio que a Princesa Penia visitava com frequência após se tornar presidente do Conselho Estudantil.
O local era repleto de salas particulares usadas como depósitos e instalações de conferência para reuniões do conselho.
No momento, era um lugar sem importância, localizado fora do centro dos acontecimentos.
Correndo escada acima como um louco, eu conseguia ver, pela janela, a parede externa de Nail Hall desmoronando.
Lortel havia garantido o ponto de entrada, enquanto Clevius fugia apavorado.
Então, eu vi o grupo encarregado de derrotar Yennekar entrar no Campo de Treinamento de Combate.
Tendo confirmado que tudo estava indo conforme o planejado, continuei minha subida pelas escadas.
O final do Ato 1 finalmente havia entrado na Fase 4.
A cerimônia de invocação de Glasskan estava quase completa, e o sol logo surgiria no céu, vindo do leste.
Essa era nossa última chance.
Se falhássemos em derrotar Yennekar aqui, o que aconteceria depois estaria completamente fora do meu conhecimento.
Esse era um cenário insano, as batalhas contra Takan e Velosper estavam acontecendo ao mesmo tempo.
Era arrogância pura tentar enfrentar Takan de forma justa sem o Elemental Slash.
Era como tentar queimar alguém vivo quando essa pessoa estava vestindo duas ou três camadas de roupas à prova de fogo.
Talvez fosse possível causar uma leve queimadura ou fazê-la desmaiar, mas se o objetivo era incinerá-la completamente, então só restava sobrecarregá-la com fogo ou até mesmo magma.
Mas não havia ninguém no time de subjugação capaz de fazer isso.
Entre todos os membros da equipe de subjugação…
BANG!
Chutei a porta do telhado de Obell Hall.
O cenário da vasta cobertura se desdobrou diante dos meus olhos…
E ali estava um chapéu de bruxa familiar.
Se eu tivesse tempo, teria vindo direto para Obell Hall.
Mas eu precisava garantir que o grupo encarregado de derrotar Yennekar entrasse primeiro, já que a cerimônia de invocação estava prestes a ser concluída.
Ainda bem que cheguei ao telhado de Obell Hall a tempo.
Com essa garota aqui, tudo ficaria bem agora.
Se quiséssemos descobrir um método para atravessar as escamas de Takan, precisaríamos romper com a narrativa do final do Ato 1.
Em vez disso, teríamos que recorrer à primeira parte do guia de estratégias.
■ Fase 1: Reunindo sua força de subjugação
Condições de Conclusão:
Reúna os seguintes personagens na Praça dos Estudantes!
- "A Princesa da Benevolência Penia"
- "A Lança da Natureza Ziggs"
- "A Filha Dourada Lortel"
- "A Companheira Ayla"
- "A Intrometida Elvira"
- "O Sombrio Clevius"
Para conquistas adicionais, também reúna:
- "A Romântica Adele"
- "A Preguiçosa Lucy"
- "A Empregada Sênior Bell"
※ Cumprir as condições adicionais apenas concede um pequeno aumento na Afeição de cada personagem. Esses personagens não participarão da subjugação. No entanto, tente encontrar "A Romântica Adele", pois ela concede um buff útil para enfrentar o chefe mais tarde.
Se você estiver tentando obter 100% de conclusão da fase:
- Adele pode ser encontrada tocando ukulele na grama atrás do Centro de Arco e Flecha Ocidental.
- Lucy pode ser encontrada tirando uma soneca no telhado de Obell Hall.
- Bell pode ser encontrada ao lado de uma estátua na Praça Olin.
Poucos jogadores se preocupavam em completar as conquistas adicionais na Fase 1 do final do Ato 1.
-O capítulo já era curto em tempo, e encontrar os personagens extras não fazia diferença na subjugação.
Além disso, a recompensa era insignificante. Conquistas adicionais como essa geralmente eram tratadas como conteúdo inútil.
Mas, como eu já havia concluído essa fase inúmeras vezes, eu sabia exatamente onde estavam as conquistas adicionais.
E, entre elas, havia uma arma que poderia mudar completamente o rumo da história.
Diante de mim estava uma ‘granada’ capaz de atravessar até mesmo as escamas de Takan.
Uma garota que era capaz de dormir profundamente mesmo em meio a uma crise destruidora.
Uma lança que poderia perfurar qualquer escudo, por mais espesso que fosse.
Se você tivesse que enfrentar algo irracional, então só restava contra-atacar com algo igualmente irracional.
Se alguém não estava jogando limpo, então você também não tinha escolha senão trapacear.
Eu ainda não havia terminado meu treinamento completamente.
E minha vantagem de conhecer informações privilegiadas não era suficiente para derrotar Takan.
Mas não havia motivo para desespero.
Este lado também estava em uma situação desesperadora.
BANG!
Saltei sobre o corrimão e rapidamente peguei Lucy.
Ela era tão leve que até mesmo as pilhas de lenha que eu carregava todos os dias pareciam mais pesadas.
— Eh? Huh? Eghk?
Essa garota estava tirando uma soneca tranquila enquanto todo o distrito acadêmico estava sendo destruído.
Deveria haver um limite para a sorte de uma pessoa.
— O-O quê? Ugh, que tremor… Uhhh…
Já nem era mais de dia.
Era noite.
Nesse ponto, isso nem poderia mais ser chamado de cochilo.
Eu queria perguntar por que ela estava dormindo há tanto tempo, mas a resposta era óbvia.
Para Lucy Preguiçosa, dormir era um meio de restaurar seu poder.
E, considerando que ela havia fugido da empregada sênior Bell na noite passada, ela deve ter gasto uma quantidade colossal de mana e esgotado sua energia.
Ela usou magia espacial de nível avançado com conjuração rápida.
Isso permitiu que ela pulasse completamente a recitação de feitiços e se transportasse do Salão Ophelis até a floresta ao norte.
A única razão pela qual seu mana se esgotou foi porque ela fez algo tão absurdo.
Ela precisava descansar se quisesse recuperar aquela enorme quantidade de mana.
Era bem típico dela estar dormindo no telhado de Obell Hall.
Mas agora não era hora para isso.
Além disso, quantos pedaços do meu charque ela já havia comido?
Ela até destruiu minha estante de secagem, algo que eu fiz com tanto esforço.
Ela teria que pagar de alguma forma.
Não existia almoço grátis neste mundo.
Mas eu não sou tão cruel.
Abri a bolsa de couro que peguei na sala de leitura e a preenchi com tiras de carne seca.
— Hmm… Charque…? Sinto cheiro de charque.
Ela ainda estava meio dormindo, então não parecia estar completamente consciente.
Mesmo assim, ela conseguiu sentir o cheiro da carne seca como um fantasma.
Peguei um punhado de carne seca e enfiei na boca pequena de Lucy.
— Eughk–! Eugh–!
— Coma bastante.
Então peguei Lucy novamente e saltei sobre o corrimão mais uma vez.
— Mughk! Mudhka!
"Minha mandíbula dói! É muita coisa!"
Pelo menos, foi isso que pareceu que ela quis dizer.
Eu podia ver o espírito de fogo de alto nível, Takan, sobre o corrimão.
E correndo e chorando dele estava Clevius, que estava desempenhando seu papel excepcionalmente bem.
Enquanto isso, Lortel mal podia ser vista, parecendo estar conjurando a maior lança de gelo que já havia feito.
Lucy provavelmente ainda não tinha recuperado totalmente seu poder mágico, já que sua capacidade de armazenar mana era tão profunda e vasta quanto o oceano.
Era provável que ela tivesse recuperado apenas uma pequena parte.
Mas isso deveria ser o suficiente. Assim como a existência de Takan era irracional, Lucy também era uma existência irracional.
— Assim que terminar de comer, preciso que cuide das escamas daquele bicho!
— O-o quê?
Eu a posicionei corretamente.
Ela não conseguia falar direito, com a boca cheia de carne seca.
Ainda bem que o alvo era um lagarto em chamas, então podíamos vê-lo claramente, mesmo na escuridão.
Essa distância será suficiente?
Não havia motivo para se preocupar.
Eu já tinha feito isso inúmeras vezes no exército.
Primeiro, verificar o alvo.
Segundo, remover a trava de segurança.
Por fim, puxar o pino e lançar!
— Todos! Abaixem-se!
Gritei com uma voz tão alta que se espalhou por todo o Centro Estudantil.
Então, joguei Lucy por cima do corrimão, com toda a força, diretamente em direção a Takan.
— Muumama!
Lucy gritou, finalmente despertando.
— Mahfahaf Mafmad-!
Acho que ela disse "Isso é demais!"
'Desculpe, Lucy. Mas do meu ponto de vista, essa era a única saída.'
Os gritos de Lucy, abafados pela carne seca em sua boca, ecoaram lentamente pela Praça dos Estudantes conforme ela se afastava.
Isso é demais– demais– demais–
Por um momento, houve um silêncio absoluto enquanto Lucy voava pelo céu.
E então–
BAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANG!
Era a magia de relâmpago de alto nível, Divine Judgment.
A magia se espalhou ao redor de Lucy, cobrindo todo o campo. O impacto aconteceu em um instante, deixando para trás uma enorme rajada de vento, que me obrigou a segurar no corrimão para não ser derrubado.
— Hah!
Agora que as escamas haviam sido destruídas, nós sozinhos deveríamos ser capazes de derrotar Takan.
Me levantei e subi de volta no corrimão.
Já era hora de encerrar isso.
Durante todo esse tempo, estive preocupado que meu plano pudesse falhar, mas tendo chegado até aqui, restava apenas uma coisa importante.
Pode parecer um pouco egoísta, considerando a situação, mas isso era sério.
Takan era um espírito de fogo de alto nível.
A quantidade de experiência em magia espiritual que eu ganharia com isso seria enorme…
Eu não poderia desperdiçar essa oportunidade!
De certa forma, este era o momento mais importante.
— Último golpe…!
Eu precisava garantir o último golpe!
Eu não abriria mão disso!
Corri rapidamente para o lado da Praça dos Estudantes, onde Lortel e Clevius estavam.
◇ ◇ ◇
'Estou tão orgulhoso de você, minha amada filha, Yennekar.'
'Tenho tanto orgulho de ser sua amiga, Yennekar.'
'Você é a esperança dos alunos do segundo ano. Foi a única que realmente mostrou suas habilidades na Prática de Combate Conjunta.'
'É claro que podemos confiar na Yennekar.'
'Sem você, nós, do segundo ano, seríamos os piores. Ainda bem que você está aqui, Yennekar.'
As memórias vazando em sua consciência fizeram seu coração doer.
Além da parede desmoronada de Obel Hall, o céu gradualmente começava a clarear.
Nos olhos da jovem garota, as estrelas cintilantes desapareciam, como neve derretendo.
Ela não pôde evitar zombar de si mesma, ao testemunhar uma cena tão sentimental.
O número de estudantes que vieram derrotá-la não era tão grande quanto ela esperava.
Ela se levantou silenciosamente, interrompendo o canto de uma música coral no meio do Campo de Treinamento de Combate.
A varinha de carvalho que ela sempre carregava agora estava tingida de negro.
Os olhos dos espíritos que a protegiam estavam diferentes do habitual.
Eles estavam cheios de ódio.
E aqueles que viam esses olhares não podiam evitar que os pelos de seus corpos se arrepiassem.
Escondida entre os vários Espíritos Fluídos, os Espíritos de Baixo Nível e os Espíritos Espirituais, a jovem garota que entoava um feitiço lentamente olhou para trás.
Com lágrimas escorrendo, procurou pelo rosto de um certo garoto.
Mas esse garoto não estava lá.
Isso era um fato óbvio.
Os rostos dos estudantes que vieram para detê-la estavam rígidos.
A maldição de Velosper havia se gravado em seu corpo como correntes a aprisionando.
Ela esboçou um sorriso de arrependimento e continuou recitando o mantra em silêncio.
— Sejam bem-vindos.
A batalha final do desfecho do Ato 1.
A subjugação de Yennekar Palerover.
Infelizmente, não havia muito tempo para conversas.
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