Gimai Seikatsu Japonesa

Tradução: Ayko

Revisão: Enigma


Volume 7

Capítulo 11: 20 de Fevereiro (Sábado) - Saki Ayase

20 DE FEVEREIRO (SÁBADO) – ÚLTIMO DIA DA VIAGEM DE CAMPO – SAKI AYASE

Tudo o que restava no cronograma era voltar para casa. Terminei de comprar minhas últimas lembranças no aeroporto e, enquanto esperava passar por todos os procedimentos, abri o aplicativo do YouTube. Ao digitar “Melissa Woo”, encontrei imediatamente um canal, e ela aparecia na miniatura. Ela tinha 837 inscritos — ou 838 agora, graças a mim. Mas, honestamente, não faço ideia se isso é muito ou pouco. Normalmente não sou de me inscrever em canais. Só sei que existem mais de 800 pessoas no mundo ouvindo as músicas dela.

Isso é mais do que o número de alunos do terceiro ano do colégio Suisei. Comparado a isso, eu fico nervosa só de cantar para algumas pessoas no karaokê. E ela não teve problema nenhum em cantar naquele palco enorme no restaurante.

Decidi assistir a um dos vídeos. Pelas datas de postagem, ela costuma publicar uma música nova a cada três meses. Ouvi algumas, e todas eram cantadas com tanta emoção. Diferente da personalidade e da forma como ela se comporta, quando se trata de música, ela parece extremamente dedicada.

A música mais recente foi publicada há apenas dois dias, provavelmente logo depois que nos despedimos. Mesmo ela tendo dito que ia assistir anime até tarde.

Ao conhecê-la, percebi o quão importante é ter um lugar onde você se sinta completamente em paz. Onde possa se abrir de verdade.

Por isso, deixei um comentário no vídeo, em inglês:

   “Eu poderia ouvir isso para sempre. Obrigada por me dar coragem.”

Mantive vago, sem mencionar diretamente o que deixei para trás ou o que levei comigo. Fico me perguntando se ela vai perceber que sou eu. Meu nome de usuário é “saki”, mas tudo bem se não perceber.

   “Sakiii! A gente já vai sair!”

A voz da Maaya me fez levantar a cabeça. Ela estava sentada com outros colegas, pulando e acenando para mim. Dei um sorriso sem graça, mas, curiosamente, não fiquei tão envergonhada assim—bom, talvez um pouco. Não precisava fazer tanto escândalo. Eu ainda pretendia manter a discrição.

No Aeroporto de Narita, cada um seguiu seu caminho. Combinei um lugar para encontrar o Asamura, e pegamos o trem juntos. Sentamos lado a lado e começamos a conversar sobre a viagem. O que foi divertido, o que foi cansativo… e o quão bonito foi o pôr do sol que vimos juntos na ponte suspensa.

À medida que o sol se punha, iluminava o horizonte com um brilho claro, tingindo o mar azul de um violeta profundo. E, enquanto as cores do mar mudavam, ficamos ali, observando, aquecidos no abraço um do outro.

Mas, como estávamos cansados, fomos falando cada vez menos, até que em algum momento eu já nem conseguia entender o que ele dizia. O ar-condicionado do trem deixava tudo aconchegante, e eu fui me distraindo, ficando cada vez mais sonolenta.

Meu ombro esquerdo acabou encostando no ombro direito dele, e pude sentir seu calor. Era tão reconfortante que não consegui resistir ao sono—até ser gentilmente sacudida.

   “Chegamos.”

   “Ah, desculpa.”

Entrei em pânico, peguei minha mala e quase caí. Se o Asamura não tivesse me segurado, eu provavelmente teria ido direto de cara na porta. Meu rosto ficou vermelho enquanto puxava a mala atrás de mim. Que vergonha. E ainda por cima dormi encostada nele o tempo todo.

Quando passamos pela catraca da estação de Shibuya, o céu já estava escuro. Sendo um sábado comum, a estação e os arredores estavam lotados. Muitas pessoas deviam estar saindo para se divertir.

Enquanto desviávamos da multidão, seguimos o caminho de sempre para casa.

Durante o trajeto, lembrei novamente que dormi encostada nele sem nem perceber, e senti o sangue subir ao rosto. De repente, comecei a suar. Quando trocamos de trem e ele me acordou, ele deve ter visto meu rosto dormindo. Acho que até tinha um pouco de baba no canto da boca…

Não acho que ele ficaria me encarando, mas também não pensei que eu fosse ser tão descuidada… Nem consigo olhar para ele agora.

Mas, pensando bem, estamos indo para a mesma casa, então isso provavelmente é impossível.

   “Chegamos em casa, né?”

   “Chegamos. Tô cansado, mas foi divertido.”

   “Foi mesmo.”

Nos olhamos e sorrimos.

Realmente voltamos… para o lugar onde vivemos nosso dia a dia.

Juntos, atravessamos a entrada.

Meu padrasto deve estar de folga hoje, e o trabalho da mamãe ainda não começou, então os dois vão nos receber. Vão nos dar boas-vindas de volta.

Durante esses dias fora, eu e o Asamura nos aproximamos ainda mais. Já éramos próximos o suficiente para ficarmos lado a lado… mas até aquela pequena distância desapareceu.

Porque decidimos ser quem queremos ser.

   “Chegamos, mãe, pai.”

Falamos ao mesmo tempo, e os chaveiros de Merlion presos às nossas malas balançaram juntos.

 

[Ayko: E assim, chegamos ao fim de mais um volume! Obrigado Mikawa-san pelo volume, este mesmo no caso não tem o afterword… Agradeço também a vocês leitores que estão acompanhando essa jornada conosco. Logo mais TODAS as screens coloridas dos volumes serão postados também. De ante-mão, peço minhas desculpas pela demora!
Nos vemos no próximo volume!]

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