Volume 1
Capítulo 59 - Táticas de Guerra!
Os questionamentos e a preocupação de Sankay não o permitiram perceber que Chedipé estava diferente.
Quando Dadb estava quase acabando com os soldados é que ele percebeu, mas não disse uma palavra.
Ao terminar de deixar todos os soldados desacordados, Dadb se dirigiu na direção deles.
— Agora não precisamos nos preocupar com eles. — disse Dadb.
Chedipé fez um aceno com a cabeça enquanto Kuros olhava diretamente para ela tentando decidir o que faria.
Logo Sankay disse — Qual é nosso plano agora?
— Agora precisamos ir para a ilha de Rikerhan e impedir a guerra e mostrar a verdade sobre a família Raijin. — disse Dadb.
— Do que você está falando? — perguntou Sankay.
— Você vai descobrir a verdade quando chegar lá. — respondeu Dadb.
Imediatamente ela se virou para Chedipé e perguntou — Você fez tudo que deixei para você fazer?
— Grande Rei! Fiz tudo que você me indicou, mas creio que a maldade da família Raijin possa ter saído um pouco do controle. — disse Chedipé.
Dadb fez uma cara de satisfeita e saiu se dirigindo para o local onde Lina, Excia e Ryusaki estavam.
Em pouco tempo todos se encontravam novamente onde Ankatsu e os outros estavam.
Assim que chegaram lá, Dadb disse — Preciso que todos sigam o meu plano.
— Por que devemos seguir seu plano? — resmungou Ryusaki.
Dadb olhou para ele e disse — Porque eu sei o que está acontecendo realmente aqui e você não faz nem ideia.
Ryusaki ficou insatisfeito, mas não pronunciou nenhuma palavra.
— Precisamos ir para Rokuto e precisamos chegar rápido. Vamos ter que ir imediatamente. — pronunciou Dadb.
Chedipé que estava em sua forma natural, se aproximou de Dadb e ajoelhou a seus pés com Ankatsu e Rikot.
Os três, ao mesmo tempo, pronunciaram — Seguiremos o verdadeiro Rei hoje e sempre! Destruiremos a falsa nobreza e reestabeleceremos o equilíbrio.
Dadb parecia satisfeita ao escutar as falas de seus leais seguidores.
Enquanto Sankay, Ryusaki, Lina, Excia e Kuros ficavam questionando a si mesmos o que aquelas palavras queriam dizer.
Sankay sempre compreendia rapidamente as coisas e resolveu perguntar — Rei demônio Dadb, você sabe como vamos precisar atacar?
Dadb olhou para Sankay e foi se aproximando dele.
Chegou perto dele e ficou cara a cara com ele.
Encostou bem perto de seu rosto e disse — Por que está me tratando diferente? Pode me tratar como antes.
Assim ela falava no ouvido de Sankay que ficava cada vez mais vermelho e envergonhado por ela estar tão próxima a ele.
Dadb se distanciou um pouco e deu um beijo em sua boca.
Sankay recebeu o beijo com dificuldade, mas depois aceitou.
Ryusaki olhava o que estava acontecendo e sentia mais vergonha ainda por seu irmão.
Depois de um beijo na frente de todos, Dadb disse — A formação que precisamos seguir é a que você definir, mas preciso te dizer que além de todos que estão aqui, nós temos mais 9 generais na ilha contando com o Darian.
Sankay escutou a informação de forma atenta.
— Mas qual é o objetivo do seu plano de guerra? — Pergunta Sankay.
— O principal objetivo é expor o crime dos Raijin e alguns traidores a todos. Assim pagarão pelo que fizeram. — afirmou Dadb.
Ao escutar as informações, Sankay começa a refletir com ele mesmo.
Se o objetivo é revelar as mentiras e traições do Rei, precisamos que ele confesse. Uma poção da verdade pode servir, mas não temos aqui e pode demorar encontrar os ingredientes. A melhor opção séria falar com um dos que estão na ilha e pedirem para tumultuarem e causarem pânico para não perceberem a nossa chegada e para poderem fugir com a ajuda de vocês.
Enquanto Sankay pensava em uma estratégia para eles poderem seguir para a ilha de Rikerhan os outros ficaram pensando no que poderiam fazer.
— Já tenho uma ideia do que podemos usar. — Afirmou Sankay.
Todos ficaram esperando sua explicação.
— Nos vamos usar uma tática de enganação para causar cautela e assim atrasar as batalhas.
— Preciso que vocês orientem aos que estão na ilha e os generais a espalharem rumores. O que está no navio de Raijin a dizer que os aventureiros santos já estão prontos e se juntaram para atacá-los antes de sair do navio e os aventureiros na ilha descobrirem que o campeonato era uma armadilha de Raijin e Kuros para poderem usar uma arma secreta que pode acabar com eles. — finalizou Sankay.
— O quê? Eu junto com os Raijin? Por que falar isso? — disse Kuros demonstrando sua indignação.
— É somente uma forma de atrasar as batalhas e causar receio nessa guerra. — explicou Sankay.
— Sigam o plano e vamos sair daqui. — ordenou Dadb.
Assim que a ordem foi pronunciada por Dadb os outros começaram a enviar as informações por meio da escrita demoníaca com o qual eles poderiam conversar usando suas magias.
Agora sem a necessidade esconder ou fazer essa magia que os permitia conversar sem estarem próximos.
As informações foram repassadas a todos os outros generais.
Enquanto eles se preparavam para sair e ir à ilha, em Rikerhan as coisas assumiam um aspecto diferente.
Os aventureiros que lá estavam começavam a escutar os rumores sobre as traições.
Todos agora pareciam ansiosos e duvidando de tudo e de todos que ali estavam.
Até que as informações chegaram aos ouvidos de Kira, que estava próximo de se encontrar com Michael que vinha em sua direção.
Kira parecia tenso com os rumores, mas Michael apenas sorriu.
— Está todo mundo perdendo a cabeça com essa conversa fiada — disse Michael, com os olhos brilhando de excitação.
— Isso só significa uma coisa: batalhas ainda mais intensas.
Kira suspirou, percebendo que não adiantava tentar discutir com Michael sobre estratégia ou informações.
Seu único foco era lutar, independentemente de quem fosse o inimigo.
— Você não sabe fazer mais nada além de batalhas né? — perguntou Kira.
— Claro que sei. Derrotar você! — afirmou Michael.
Kira permaneceu parado e apenas olhou para ele e disse — Precisamos ficar alerta. Pode ser uma armadilha.
— Mas é claro que é uma armadilha, por isso a melhor estratégia é atacar de frente. Eles nunca esperariam isso. — Disse Michael.
— De você com toda certeza que esperariam. — afirmou Kira.
Ambos permaneceram quietos ali, mas logo Saito Hanz apareceu.
— Os nossos aventureiros estão prontos para o ataque, mas precisamos tomar cuidado com esse dai. — sussurrou Saito no ouvido de seu pai.
— Esse daí nunca estaria ao lado do demônio. — disse Kira em voz alta.
Michael escutou isso e se virou para o lado onde Saito estava e disse em voz alta — O que esse vermezinho estava dizendo?
Saito ficou irritado com a forma de falar de Michael, mas sabia que não aguentaria uma batalha com ele.
Kira acalmou os dois e disse — Precisamos nos preparar para o pior.
— Eles querem nos dividir — murmurou Kira. — Criar um conflito interno antes mesmo da verdadeira batalha começar.
Michael sorriu, como sempre ansioso pelo combate.
— Então que venham! Vou esmagar qualquer um que duvidar da minha lealdade. — Ele cerrou os punhos, a energia fluindo ao redor de seu corpo como eletricidade estática.
— Você realmente não entende nada além de luta, não é? — resmungou Kira, massageando as têmporas.
Foi nesse momento que Saito Hanz apareceu ao lado de Kira, o semblante carregado.
— Precisamos tomar uma decisão logo — disse ele em um tom baixo. — Os aventureiros estão começando a escolher lados sem nem saberem o que está acontecendo. Se não tomarmos controle da situação, isso pode se tornar um caos antes mesmo da verdadeira batalha começar.
Kira respirou fundo, ponderando. Se os rumores continuassem a se espalhar, era possível que um conflito interno estourasse dentro da ilha antes mesmo de um ataque acontecer. Eles precisavam de uma estratégia.
— Vamos fazer o seguinte — começou Kira, voltando-se para Saito. — Organize os grupos e espalhe a ordem de que ninguém deve tomar qualquer ação precipitada sem minha permissão. Se começarmos a lutar entre nós, não teremos chance contra o verdadeiro inimigo.
Michael estalou a língua, visivelmente entediado com a abordagem cautelosa.
— E se eles atacarem primeiro? Vamos ficar aqui esperando? Isso não parece muito estratégico.
— E é exatamente isso que eles querem que acreditemos — rebateu Kira. — Eles esperam que a gente se mova primeiro, que entremos em desespero. Não vamos cair nesse jogo.
Enquanto isso, os soldados de Raijin permanecia no navio parado, mas com vista para a ilha, pois a notícia de traição ameaçava a explodi-lo.
No mar, Darian sorriu levemente ao perceber que os aventureiros da ilha ainda não haviam tomado nenhuma ação ofensiva.
— Eles estão segurando o ímpeto — disse um dos guerreiros ao seu lado.
— Parecem se preparar para algo — respondeu Darian. — Mas isso não muda o fato de que nós tomaremos a ilha e destruiremos os Santos.
O silêncio tomou conta do convés enquanto os guerreiros aguardavam, e a tensão no ar era quase palpável. Tanto a ilha quanto os barcos estavam em um impasse, ambos esperando que o outro fizesse o primeiro movimento.
A guerra ainda não havia começado, mas já estava em curso.
O silêncio pairava sobre a ilha e o mar como uma tempestade prestes a estourar. Cada lado aguardava o primeiro movimento, sabendo que o menor erro poderia definir o destino da batalha.
No navio de Raijin, os soldados estavam inquietos. A notícia da suposta traição havia se espalhado como fogo em palha seca, e agora todos se entreolhavam com desconfiança. Alguns murmuravam baixinho, ponderando se deveriam tomar uma atitude antes que fossem pegos desprevenidos.
Arthen, observando do convés, sentia o peso da hesitação de seus aliados. Ele sabia que a paciência era crucial nesse momento, mas também compreendia que a tensão podia explodir a qualquer instante.
— Precisamos agir antes que a paranoia consuma nossas forças — murmurou um dos generais ao seu lado.
Arthen sorriu levemente, os olhos fixos na ilha. — Eles estão se segurando. Isso significa que ainda não sabem o que fazer. Vamos usar isso a nosso favor. Mantenham os soldados prontos, mas não ataquem ainda.
Enquanto isso, na ilha de Rikerhan, Kira ainda ponderava sobre a melhor abordagem. Ele não confiava em Michael para tomar decisões estratégicas, mas sabia que sua força era indispensável caso a batalha irrompesse.
Saito Hanz, ao seu lado, cruzou os braços, observando os aventureiros divididos em pequenos grupos, cada um debatendo os rumores.
— Precisamos fazer algo antes que os ânimos saiam do controle — disse ele, baixando o tom para que apenas Kira o ouvisse. — Se deixarmos a incerteza crescer, a batalha começará entre nós mesmos.
Kira assentiu, os olhos varrendo o campo. — Concordo. Vou reunir os líderes das facções aqui na ilha. Precisamos esclarecer a situação e unificar nossas forças antes que seja tarde demais.
Pouco depois, os principais líderes aventureiros se reuniram em uma tenda improvisada no centro do acampamento. O ar estava carregado de tensão enquanto Kira se dirigia a eles.
— Sei que muitos de vocês estão preocupados com os rumores — começou ele, mantendo a voz firme. — Mas, até termos provas concretas, não podemos permitir que isso nos, dívida. Se caímos nessa armadilha, estaremos entregando a vitória a nossos inimigos sem lutar.
Um homem alto e musculoso, com uma cicatriz atravessando o rosto, deu um passo à frente.
— E se os rumores forem verdadeiros? — questionou ele. — E se estivermos sendo manipulados por dentro? Não podemos simplesmente ignorar esse risco.
Kira olhou para ele por um longo momento antes de responder. — Se houver um traidor entre nós, descobriremos com o tempo. Mas atacar nossos próprios aliados antes de termos certeza seria uma decisão estúpida. Precisamos permanecer unidos.
Um burburinho se espalhou pelo grupo, mas ninguém se opôs abertamente. Por enquanto, Kira conseguira manter a ordem.
Do outro lado do mar, no navio de Raijin, a paciência de alguns soldados estava se esgotando. Um grupo começou a cochichar entre si, lançando olhares furtivos para seus superiores.
— Se não podemos confiar em nossos próprios aliados, talvez seja melhor tomarmos o controle da situação — sussurrou um deles.
Outro assentiu. — Concordo. Se esperarmos demais, podemos ser atacados por aqueles que dizem estar do nosso lado.
Sem que Arthen soubesse, a semente da insubordinação já havia sido plantada.
Enquanto isso, Sankay e seus aliados ainda estavam a caminho da ilha. A bordo do navio, ele analisava o plano que havia traçado. Criar o caos psicológico entre os inimigos era apenas o primeiro passo. Agora, precisavam entrar na ilha sem serem percebidos e encontrar uma maneira de revelar a verdade sobre os Raijin sem serem mortos no processo.
Dadb, que estava ao lado dele, sorriu levemente. — Você parece estar pensando demais. Está duvidando do seu próprio plano?
Sankay suspirou. — Não duvido do plano. Só sei que, quando chegarmos lá, tudo pode mudar. Estratégias só funcionam até o primeiro golpe ser desferido.
Dadb riu. — Então vamos nos preparar para qualquer mudança. Teremos que ser rápidos e inteligentes. Se formos bem-sucedidos, essa guerra pode acabar antes mesmo de começar.
Kuros, que estava próximo, cruzou os braços e olhou para o horizonte. — Espero que você esteja certo. Mas conheço os Raijin… Eles não vão cair tão facilmente.
O navio avançava pelas águas escuras, e a silhueta da ilha de Rikerhan começava a surgir no horizonte. A guerra ainda não havia começado, mas já estava prestes a explodir.
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