Volume 2
Capítulo 8: O Plano de Confissão (2)
Estávamos em Arashiyama.
Localizado no extremo oeste de Kyoto, o distrito era famoso por suas paisagens tranquilas, templos históricos e, principalmente, pela icônica floresta de bambu que atraía turistas do mundo inteiro.
Cortado pelo rio Katsura, Arashiyama parecia ter saído diretamente de uma pintura antiga. A região existia desde o Período Heian e ainda preservava aquela atmosfera tradicional que fazia Kyoto parecer… diferente do resto do Japão. Lugares como a Togetsukyo Bridge e o Tenryu-ji eram pontos obrigatórios para turistas. E, consequentemente…
Também eram destinos obrigatórios para estudantes da Kitakyushu.
O que significava apenas uma coisa: Kamo-kun definitivamente passaria por ali.
Nosso plano era simples. Ou, pelo menos, tentava parecer simples. Criar situações românticas entre Naomi-san e Kamo-kun. E, acima de tudo, Preparar o cenário perfeito para uma confissão amorosa bem-sucedida. Na teoria, parecia fácil.
No fim das contas, tudo que Naomi precisava fazer era confessar seus sentimentos. Mas a realidade não era tão simples assim. Porque mesmo que tudo saísse exatamente como planejado… Mesmo que conseguíssemos criar o momento perfeito…
Ainda existia a possibilidade de Kamo-kun simplesmente rejeitá-la.
E, se isso acontecesse…
Toda aquela viagem acabaria sendo um desastre
Já não bastasse toda a pressão envolvida… ainda existiam muitas coisas que não sabíamos.
— Eu entendo que ela provavelmente esteja nervosa com a confissão, mas… era realmente necessário chegar ao ponto de pedir ajuda de terceiros? — perguntei, confuso.
Passei os olhos pelo mapa mais uma vez.
— Quero dizer… se ela só precisava de um pequeno empurrão pra aproximar os grupos e criar oportunidades… não seria mais fácil simplesmente pedir ajuda pras próprias amigas?
Estávamos caminhando pela rua principal de Arashiyama. Estava quente e além disso, o lugar era extremamente movimentado — turistas, estudantes e moradores se misturavam entre lojas de souvenirs, restaurantes tradicionais e pequenos cafés espalhados dos dois lados da rua. O aroma de doces recém-feitos e comida quente pairava no ar, enquanto várias placas coloridas disputavam a atenção das pessoas que passavam.
Mais ao fundo, o rio Hozu refletia a luz do sol como um espelho tranquilo, contrastando completamente com o agito daquela região. Arashiyama parecia exatamente o tipo de lugar que Kyoto mostraria em cartões-postais.
E além de tudo isso…
Também era um dos pontos obrigatórios da viagem escolar. A famosa floresta de bambu — principal atração do primeiro dia — ficava logo adiante
As garotas pareciam empolgadíssimas para tirar selfies e provar os famosos doces locais, praticamente símbolos do comércio de Arashiyama. Já os garotos tinham prioridades bem diferentes.
Alguns queriam visitar o Parque Iwatayama para alimentar os macacos. Outros estavam interessados no famoso templo Tenryu-ji e em seu jardim Zen impressionante. E claro, também existiam aqueles cujo verdadeiro objetivo era fingir interesse cultural enquanto tentavam impressionar as garotas
De qualquer forma, fossem os garotos ou as garotas… todos teriam que esperar o horário livre para visitar os lugares que realmente queriam. Algumas lojas exibiam vitrines cheias de doces tradicionais coloridos. O cheiro adocicado praticamente dominava toda a rua. O que incomodava um pouco meu nariz
Func… func…
No entanto, o que realmente chamou minha atenção não foram os alunos — muito menos as inúmeras atrações turísticas ao nosso redor. Mas sim Natsuki-senpai. Ela andava vagarosamente com uma bengala retrátil. Eu não costumava vê-la usando aquilo na escola. Mas, ela estava viajando e estava em um lugar completamente diferente. Por isso, fazia algum sentido ela estar usando aquilo para se guiar
Ela parecia estranhamente distraída desde que chegamos ali. E não era o mesmo clima pesado de quando discutiu com Naomi-san.
Func… func… func…
— Ehh… senpai? Está tudo bem?
— H-hã?! A-ah! Claro! Está tudo ótimo…
— Ah, que bom. Bem, o que eu estava falando é qu—
Func func func func
— […]
Depois de observar melhor os arredores…
Acho que finalmente entendi o motivo dela estar tão avoada.
— Senpai?
— S-sim, Ryoichi-kun?
— Você gosta de doces?
— O-O QUÊ?! É-é claro que não! Eu, uma veterana madura, ser completamente obcecada por doces?! Isso é complet—
Grrrrr…
— …
— Isso foi sua barriga?
— N-NÃO FOI MINHA BARRIGA!!
Desde que essa viagem começou… acabei descobrindo várias coisas que não sabia sobre minha senpai. Já vi ela babando enquanto dormia. Vi perder a compostura durante a discussão com Naomi-san. E agora… estava vendo Natsuki-senpai morrer de vergonha simplesmente porque gostava de doces. Isso era de fato alguma coisa.
— Ahhh… quem eu quero enganar… — Natsuki-senpai suspirou, derrotada. — Me desculpa, Ryoichi-kun. É que o cheiro dos doces acaba se destacando muito mais pra mim, então…
Aquilo fazia sentido. Talvez por não poder enxergar… Ela acabasse percebendo muito mais o ambiente através dos sons e cheiros.
— Tá tudo bem, senpai. Afinal, você é uma garota.
— É-é óbvio que eu sou! — Natsuki reagiu imediatamente, fazendo beicinho.
— Não foi isso que eu quis dizer…
Tudo aquilo ainda era muito novo pra mim. Eu nunca tinha imaginado que conseguiria provocar Natsuki-senpai daquele jeito. Na verdade, eu penso que seria ela quem faria isso. Afinal, a senpai que conheço do clube sempre tem o controle da conversa e sabe exatamente como falar e agir Na escola, ela sempre parecia tão sofisticada e inalcançável. Sua postura calma, somada à sua condição, acabava me dando a impressão de alguém distante… quase difícil de tocar. Mas agora, eu estava conseguindo conversar naturalmente com ela.
Não apenas como dois membros do mesmo clube. Mas como um garoto… e uma garota.
— […]
Eu notava que alguns poucos alunos conseguiam se desvencilhar da multidão e fugir dos professores.
— Natsuki-senpai… você gostaria de ir comigo?
— Hã?!
— Naquele café. Você gostaria de ir ali comigo? — perguntei novamente.
— […]
Natsuki-senpai hesitou.
Mesmo sem conseguir enxergar direito sua expressão… ainda assim, parecia óbvio que ela lutava contra alguma coisa dentro de si mesma.
— Ei, vocês!
Mais à frente, escutamos a voz de Yuji.
Como ele parecia completamente fascinado com a viagem, provavelmente já tinha nos perdido de vista fazia tempo.
— O parque é logo ali na frente! Venham rápido antes que ela chegue! — disse, provavelmente se referindo à Naomi-san.
— […]
— Então…? — perguntei mais uma vez.
Natsuki apertou levemente a bengala entre os dedos.
— Me desculpe… eu não posso. Tenho algo mais importante para cumprir agora…
— […]
— Entendi. É verdade.
— Sim…
A leveza daquela conversa desapareceu silenciosamente, como se nunca tivesse existido. No fim, realmente não podíamos desperdiçar nenhuma oportunidade de aproximar Naomi-san e Kamo-kun. Afinal…
Esse era o nosso trabalho.
— No entanto… — Natsuki-senpai murmurou enquanto voltava a caminhar com sua bengala.
Ela já estava de costas para mim.
Tudo o que eu conseguia enxergar eram seus longos cabelos balançando suavemente enquanto caminhava.
— …quando estiver livre, fique à vontade para chamar outra garota.
— […]
Eu tentei responder.
Mas, por algum motivo…
Nenhuma palavra saiu.
***
A entrada da floresta de bambu parecia separar completamente Arashiyama do resto do mundo. O barulho das lojas, dos turistas e das conversas agitadas desaparecia aos poucos conforme avançávamos pela trilha estreita cercada pelos enormes bambus verdes. Eles eram absurdamente altos. Tão altos que quase escondiam o céu. A luz do sol atravessava as folhas de maneira irregular, tingindo o caminho com um tom esverdeado estranho e tranquilo ao mesmo tempo.
Clink... Clink...
O som da bengala de Natsuki-senpai ecoava suavemente pela trilha. E, misturado ao vento, outro som começou a surgir.
Shaaaa…
Os bambus balançavam lentamente uns contra os outros. Um som suave. Oco. Quase hipnotizante.
Por algum motivo, aquela floresta parecia diferente de qualquer outro lugar que eu já tinha visitado.
— Naomi-san parecia insatisfeita com nosso trabalho mais cedo… será que está tudo bem?
— Sim, está. — respondeu Natsuki-senpai. — Yoshiko-sensei provavelmente já acalmou os ânimos dela.
Yuji, por outro lado, parecia uma criança em excursão pela primeira vez. Desde que entramos na floresta, ele não conseguia parar quieto.
— Uau… isso não é incrível, Ryoichi-kun?! Natsuki-senpai?! — exclamou enquanto apontava para os bambus gigantes ao nosso redor. — Olha quantos estudantes! Quantos turistas! E esse lugar… parece um cenário de fantasia!
O vento atravessava lentamente a floresta.
Cloc… cloc…
Os bambus se chocavam suavemente uns contra os outros, produzindo um som estranho… mas estranhamente relaxante. Os troncos verdes eram tão altos e densos que quase escondiam o céu. A luz do sol atravessava apenas em pequenos feixes espalhados pelo caminho, criando uma iluminação suave e esverdeada ao redor da trilha. Por um instante, realmente parecia que estávamos muito longe da cidade.
— Ahhh… como eu amo ser japonês… — murmurou Yuji emocionado, fechando os olhos enquanto entrelaçava os dedos como alguém fazendo uma oração
— É… realmente é bonito… — admiti.
E era mesmo. A atmosfera da floresta tinha algo quase irreal. O som do vento. O balanço constante dos bambus. O cheiro da natureza misturado ao ar fresco. Tudo aquilo fazia Arashiyama parecer ainda mais diferente do restante de Kyoto. Mas, sinceramente… eu tinha quase certeza de que, mesmo se estivéssemos andando num parquinho qualquer de bairro… Yuji ainda reagiria exatamente da mesma forma
***
— Senpai, eu posso fazer uma pergunta?
— Hum? Claro, Ryoichi-kun. O que foi?
— …Por que estamos nos escondendo?
Por algum motivo, estávamos escondidos próximos ao Nonomiya Jinja.
Diferente dos grandes templos turísticos de Kyoto, aquele santuário parecia pequeno e silencioso. Quase discreto. Cercado pelo bosque de bambu de Arashiyama, o lugar era coberto por uma atmosfera calma e antiga — como se tivesse parado no tempo. O detalhe que mais chamava atenção era o torii negro na entrada. Ao contrário dos tradicionais portões vermelhos que costumávamos ver em santuários xintoístas… aquele parecia feito de madeira bruta, envelhecida pelo tempo. O chão coberto de musgo, a cerca rústica ao redor do jardim e o som distante dos bambus balançando ao vento davam ao lugar uma sensação estranhamente mística.
Era difícil acreditar que um lugar tão silencioso existisse no meio de uma área tão movimentada.
— Porque o grupo da Naomi-san definitivamente vai passar por aqui…
— Hã? Como você sabe?
O horário obrigatório da excursão já havia acabado. Isso significava que os alunos provavelmente estavam livres para visitar os lugares que quisessem antes de voltarmos para a pousada. Por isso, achei estranho Natsuki-senpai ter tanta certeza. Por um instante, pensei que Yoshiko-sensei tivesse manipulado os grupos nos bastidores mais uma vez.
Mas então—
— …Afinal, a Rina-chan me contou.
— O quê? Rin—
Aquilo me pegou desprevenido.
Os grupos da excursão podiam ter até quatro integrantes. E normalmente, todos tentavam preencher todas as vagas possíveis.
O nosso grupo, porém, tinha apenas três pessoas: Yuji, Natsuki-senpai… e eu.
Originalmente, a quarta vaga deveria ser da presidente do Clube de Amigos, Haruka-senpai. Mas, por usar cadeira de rodas, a viagem provavelmente seria cansativa demais para ela. As outras integrantes do clube também não participaram. Por isso, nunca entendi por que Rina-san não tinha vindo conosco. Afinal, ela era do segundo ano. Ela seria a escolha mais natural para completar nosso grupo.
Enquanto eu ainda tentava organizar meus pensamentos…
Vozes começaram a ecoar do outro lado do santuário. Instintivamente, nos escondemos ainda mais.
Então eu os vi.
O grupo da Naomi-san.
Ela estava acompanhada das duas amigas de sempre. Mas, alguns passos atrás delas… Uma quarta garota caminhava em silêncio. Seu cabelo laranja se destacava imediatamente em meio ao verde do bosque.
— …Rina-san.
No ônibus, existia um assento que eu não conseguia enxergar. Era um ponto cego a partir de onde eu estava sentado. Agora tudo finalmente fazia sentido. Provavelmente, Rina-san esteve ali o tempo todo. Ainda assim, aquilo continuava sendo uma surpresa. Eu realmente não imaginava Rina andando junto daquele tipo de grupo. Mais cedo, no depósito, já tinha tido uma pequena impressão disso. Mas agora, vendo tudo claramente diante dos meus olhos… Tinha certeza.
O grupo da Naomi-san era extremamente chamativo. Animadas. Barulhentas. Escandalosas. O tipo de garotas que naturalmente atraía atenção por onde passavam. Rina-san também era popular. Mas, na minha cabeça, a vice-presidente do conselho estudantil parecia pertencer a um mundo completamente diferente daquele. E, por algum motivo…
Ver ela caminhando naturalmente ao lado delas parecia estranho
— Nao-chan! Olha só esse jardim!
Uma das amigas de Naomi-san parecia completamente encantada.
Sua pele morena contrastava fortemente com o cabelo loiro e curto, cujos fios levemente ondulados davam a ela uma aparência extremamente viva e energética. Seu uniforme estava completamente fora do padrão da escola. O blazer sequer estava vestido, apenas apoiado de qualquer jeito sobre o quadril. Sua camisa levemente desabotoada acabava chamando atenção sem muito esforço. Ela praticamente se inclinava para frente enquanto observava o pequeno jardim do santuário.
Apesar de discreto, o lugar possuía um charme surpreendente. O chão era coberto por um espesso tapete de musgo verde, enquanto uma pequena ponte de madeira ligava duas elevações no terreno. Mesmo sendo pequeno, O jardim dava a estranha sensação de representar uma paisagem muito maior em miniatura. Como se aquele lugar inteiro fosse uma versão reduzida de algum cenário antigo.
— É só um jardim — retrucou a outra garota. — Você fica animada com cada coisa idiota, Aka-chan.
Diferente da amiga, ela tinha uma presença muito mais intimidadora. Era baixa. Mas, estranhamente, parecia dominante. Seu uniforme também estava longe de seguir qualquer tipo de “regulamento”. A gravata frouxa, a saia ajustada e os acessórios vermelhos no cabelo deixavam claro que ela sequer tentava parecer comportada. Os enfeites combinavam perfeitamente com suas marias-chiquinhas castanho-avermelhadas, dando a ela um visual tão chamativo quanto provocador. Mesmo parada… Ela parecia o tipo de pessoa que naturalmente pressionava os outros ao redor.
— Ehh?! M-mas a gente não veio aqui justamente pra tirar fotos do jardim?! — perguntou Akari — ou melhor… “Aka-chan”, como as outras pareciam chamá-la.
— Claro que não. Embora… não seja uma má ideia. — A outra garota deu de ombros antes de olhar para Naomi. — O que você acha, Nao-chan?
Naomi demorou alguns segundos para reagir.
Ela parecia completamente distante da conversa. Como se estivesse presa nos próprios pensamentos desde que chegamos ali.
— Nao-chan? — a garota chamou novamente. — Você tá ouvindo?
— Ah…! A-ah, sim. Claro… nós podemos tirar fotos…
Mesmo respondendo… A voz dela soou estranhamente vazia.
Naomi-san caminhou lentamente até o pequeno escritório do santuário. Ao lado da entrada, dezenas de pequenos amuletos estavam pendurados em fileiras organizadas. A maioria parecia voltada para o público feminino. Relacionamentos. Fertilidade. Partos seguros. Boa sorte no amor. Mesmo sem entender muito sobre esse tipo de coisa, até eu sabia que o Santuário Nonomiya era famoso justamente por esse tipo de bênção. E por algum motivo, Naomi estar parada diante daqueles amuletos fez o peso daquela viagem parecer ainda mais real
Naomi-san pareceu escolher um dos amuletos pendurados no pequeno escritório do santuário. Era difícil enxergar daquela distância.Mas, se eu não estivesse enganado…
— O que ela pegou? — Perguntou, Natsuki-senpai
— Um omamori…
— De quê?
— …sorte no amor
— Amor... entendi...
Mesmo não a conhecendo, até para mim era evidente de que ela parecia estar realmente apaixonada. Suas amigas a observavam com um olhar preocupado
— …Nao-chan. — sua amiga Akari, suspirou cansada. — Por que você simplesmente não é honesta com ele?
— […]
Naomi permaneceu em silêncio.
Mas aquilo…
Aquilo parecia estranho. A maneira como ela reagiu. O jeito como as amigas olharam para ela. A tensão escondida naquela conversa. Era como se existisse alguma coisa ali que nós ainda não conseguíamos enxergar.
— …Honesta? — murmurou Natsuki-senpai lentamente, como se tentasse confirmar o que tinha acabado de ouvir. — O que ela quis dizer com isso?
— Eu… não sei.
Pela primeira vez desde o início daquela viagem… tive a sensação de que estávamos tentando ajudar numa história que nem sequer entendíamos direito.
E então—
Vozes começaram a ecoar do outro lado do santuário.
Altas. Bagunceiras. Familiares.
— Cara, por que diabos a gente veio pra cá?! Vamos logo alimentar os macacos!
Outro grupo de estudantes começou a subir os degraus do santuário. Eram visivelmente barulhentos. Quase tanto quanto o grupo da Naomi-san.
— Podemos fazer isso depois, agora—
O garoto interrompeu a própria fala.
— Hã?
O silêncio caiu por um instante.
— Você… aqui? — (2x)
Eu reconheci aquelas vozes imediatamente.
Era o grupo do Kamo-kun.
Notas do Autor: Todas as Ilustrações dessa novel são feitas por IA. Comentem e façam teorias, leio e respondo todos os comentários
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