Estas são as Crônicas Brazilianas Brasileira

Autor(a): Carlos A. Andrea


Volume 1

Capítulo Extra II Testemunho de chegada

Testemunho de chegada

 

Este é um documento coletado por uma expedição brasileira cujas ordens eram de coletar e copiar textos produzidos pelos povos da Mesogeia a fim de preservar a biblioteca colonial localizada em  Forte São Jorge.

Sua autoria é desconhecida, mas se acredita que tenha sido escrita a pouco tempo pois demonstra ser este texto contemporâneo de nossa chegada citando algumas de nossas ações neste mundo.

Instituto Olavo de Carvalho de Filosofia e Ciências Avançadas.

Ministério do Gabinete Imperial para a Educação, Esportes e Tecnologia

Com apoio do Alto Comissariado para Gestão das Colônias e territórios além mar.

Sob Proteção do nosso Imperador D. Rafael I do Brasil

Tradução sob responsabilidade dos órgãos supracitados.

Versão original em Yamareu.

Parece ser uma ordem do destino, ordem que nem os deuses desobedecem de que de tempos em tempos das profundas do desconhecido venham conquistadores que por meio de sua força legitimam seu reino. A pouco tempo presenciamos uma raça de homens dotados de um poder que até o deus da guerra foi obrigado a respeitar.

Com facilidade limparam os campos dos vis dragões que a muito matava nossas crianças e mulheres além de destruir nossos grãos. Ficamos abismados com as feras de ferro que com energia vinham e desafiava a mais poderosa das bestas, estas feras eram domadas de uma forma que depois fiquei sabendo não tinha vida própria era apenas máquinas e que de dentro dela estes guerreiros vindos do desconhecido as controlavam fazendo sua vontade valer.

Este exército dotado de tal poder, que com rajadas de fogo, mantinha qualquer inimigo longe. Certo dia enquanto cuidavam dos feridos de uma aldeia atacada por bestas apareceu um certo Elgalion um fora-da-lei temido que com seu exército de assassinos e desocupados saqueava os inocentes. Elgalion então movido pela cobiça e por todos os desejos vis, resolveu atacar o que era para ele estranhos fracos que sequer se cobriam de armaduras, achava que teria mais uma presa fácil e causaria mais uma humilhação aos governantes que ali ainda reinavam sob aquelas terras.

Então um dos oficiais, que brincava com os meninos, sinalizou para que os moradores fossem para suas casas e com outro movimento do braço ordenou o ataque.

Elgalion tinha facilmente 400 homens, enquanto aqueles que vieram do desconhecido tinham 15 homens. Mas os bandoleiros não eram pareis para estes 15 homens que apontaram suas armas e lançaram seu fogo de uma forma que Elgalion e seus camaradas encontraram a morte naquele dia, nenhum daqueles vilões poderem sobreviver a tempestade de fogo que pouco mais de uma dúzia de rapazes foi mais que o suficiente para causar.

De cima de uma das bestas que eles chamavam de tanque cuspiu uma chama que com facilidade eliminou 30 dos vilões em um só golpe. Outro dos que defendia a aldeia colocou uma lança em seu ombro e com uma ordem fez a ponta da arma viajar mais rápido que qualquer besta do nosso mundo e quando ela encontrou seu destino fez mais 15 vilões em pedaços.

Eu vi outros bandidos caíram mortos do nada e quando 150 deles haviam parecidos começaram a recuar.

Era muito tarde um deles havia sabe-se como no meio da confusão tinha capturado uma pastora que estava chegando ali e tinha ido buscar ervas para os doentes. A infeliz foi despida e violada e quando o líder dos rapazes daquele exército ficou sabendo, me disseram depois, ordenou a morte de todos.

Pegou um objeto de seu bolso, ordenou que seus homens recuarem e cuidassem dos aldeões e gritou ordens para aquele objeto. Logo depois, pássaros de aço que berravam com toda sua fúria se fizeram surgir e com a força de 100 dragões, destruiu onde os bandidos em fuga estavam.

Que destruição não sobrou nada daqueles malditos que pudessem receber bom enterro, nem os ossos saíram inteiros e tudo isso porque uma jovem tinha sido violada.

O que mais me tocou foi a bondade que esses soldados tinham, de seu mundo trouxeram remédios, para sua base levaram feridos que se não fosse isso teriam morridos. Vi um garoto com um machucado forte por causa daqueles malditos dragões ser tratado e dias depois estava brincando e ajudando seus pais como se nada tivesse acontecido.

Nas terras que eles tomaram, nos ensinaram a preparar remédios, nos deram livros traduzidos em nossa língua e na língua dos nativos de outras terras conquistadas.

Seus comandantes ordenaram que alguns dos seus oficiais escutassem toda a sabedoria dos anciões e enquanto nossos anciões compartilhavam sua sabedoria, aqueles que foram ordenados a escutar anotavam tudo em suas máquinas de uma forma em um ritmo que mais pareciam que estavam tocando um instrumento musical.

Um tempo depois sua gente tinha vindo de um portal que está desde então aberto. Eles plantavam as sementes e mudas que trouxeram do seu mundo e nos deram um décimo da safra para que provássemos e nós gostássemos muito. Então como agradecimento nós demos uma parte pequena dos grãos e frutas que plantamos e eles gostaram muito, gostaram tanto que compraram uma parte da safra, compraram nossos grãos e muitas mudas para que eles pudessem cultivar em seu mundo ou em suas colônias no nosso mundo.

Metade da Mesogeia caiu nas mãos daquele império chamado Brazil, muitos reis pereceram, mas estes eram os tiranos. Quem matava do seu próprio povo, quem vendia e comprava ou mesmo tinha escravos era eliminado.

Deram-nos uma coisa chamada eletricidade, nos disseram que no seu mundo eles tinham que pagar um pequeno valor por ela, mas que nós por duas gerações por termos aceitado se submeter ao imperador deles, teríamos ela de graça e teríamos água brotando de dentro de todas as casas também de graça por duas gerações.

Os governantes daquele país cobravam de seus homens que aqui governavam as novas terras que todas as condições oferecidas aos cidadãos comuns do outro lado do portal deveriam ser oferecidas aqui. Até mesmo o Imperador pessoalmente vinha ver o trabalho em várias aldeias e cidades, supervisionava a fundação de novas cidades e ajudava quando preciso. Sentava com os anciões e ensinava lições como cuidar dos feridos e doentes com sua tecnologia, exigia que todas as crianças nativas deveriam ir estudar.

As escolas que foram construídas desde então ensinam português, uma língua estranha, mas que para mim tem um som bonito e também a língua dos nativos, além de outros conhecimentos que só os mais afortunados nascidos em boa família poderiam ter acesso nas grandes universidades reais.

Para isso foram chamados professores de toda parte da Mesogeia e também da Brasogeia de dentro e fora do Império. Era lei, todos deveriam ser cidadãos, todos deveriam ler e saber o básico de todos os saberes, todos deveriam saber utilizar as tecnologia que este povo trouxe, saber prevenir doenças, tratar a água e poder colher mais a cada plantio.

De fato ficamos assustados ao ver a bondade que este exército tão poderoso tratava as pessoas, isso eles chamavam de humanitário, que me disseram significa tratar todos os não combatentes ou até os combatentes rendidos como se tratassem seus irmãos.

Pois por mais que este povo viesse com sua gente, se instalasse em vários lugares, trouxesse todo o seu saber, eles nunca deixam de compartilhar de dividir conosco e como me disse uma moça que dizia trabalhar para o governo e que se orgulhava de ter aprendido nossa língua, aquilo tudo que eles faziam por nós não era gentileza, era lei.

A lei que governava os civis, os soldados e o imperador, ordenava que todos aquele que vivessem sob o jugo do império deveriam ser tratados de forma igual, se no mundo deles todos deveriam saber ler, aqui todos deveriam saber ler também, se lá todos tinham acesso a medicina então aqui todos deveriam também ter acesso.

Mais tarde me contaram até poder escolher representantes para o conselho deles que eles chamam de parlamento.

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