Volume 2
Capítulo 16: Jase Cria, uma Família de faz de Conta
— O que? O que…— Jase tinha uma mão na barriga, parecendo que cairia na gargalhada, mesmo que os olhos denunciassem outra coisa. — O que fizeram com o teu cabelo?! — tentou rir. — Sério…— tentou se recompor, tornar suas afeições mais sorridentes. — O que aconteceu…— Aiyden continuou em silêncio como se não fosse com ele. — Sua cabeça parece uma bola de basquete — riu mais alto, o dedo apontando para a cabeça de Aiyden, a qual não tinha nada além de fios bem ralos, o cabelo quase aos ombros sumiu.
— Não está tão ruim — Logan tentou intervir.
Aiyden continuou em silêncio, no entanto Astrid reparou em suas orelhas que haviam ganhado uma coloração vermelha e isso fez uma risada escapar de sua boca. Aiyden a encarou.
— Desculpa! — Astrid pediu, uma mão levantada como se pedisse por compreensão. — Não é por causa da tua cabeça…quer dizer meio que…— Jase riu mais alto, sincero e Astrid soltou uma gargalhada que levou Logan junto. — Desculpa!! — pediu novamente, a vontade de rir crescendo a cada “Desculpa”.
— Sério, parece que a cabeça ficou maior. Ele…Lucky! — Jase chamou e alguns segundos depois Lucky desviou o olhar de Aiyden para ele.
— O que disse?
— Estava falando da cabeça do Aiyden ter ficado maior. Você não riu comigo…acho que perdeu a graça.
Jase encostou-se a parede o rosto voltando facilmente para a tristeza que o assombrava desde que voltara de Turmalina e isso fez Astrid recordar do que eles…Chloe havia pedido para deixarem em espera enquanto resolviam as coisas no centro.
— Ah! Desculpe. Estava distraída.
Jase somente deu de ombros, os olhos ficaram distantes, provavelmente pensando no que lhe foi pedido para esquecer de momento.
Por que fizeram isso com você? Perguntou Chloe, conectandos. Pediu para cortar quase tudo?
Aiyden sentou, passou a mão pela cabeça e percebendo que o cabelo havia sumido puxou-a rapidamente.
Não faço a menor ideia. Aqueles homens…Eles não disseram nada e só cortaram…tudo.
Parecia triste, mesmo em pensamentos.
Não foi tudo. Astrid tentou. Não está ruim.
Logan deu uma leve cotovelada em Astrid.
— Para! — sussurrou e Astrid fechou a boca.
Quantos homens eram? Chloe perguntou, os olhos na unha que havia acabado de roer.
Quatro.
Quatro? Por que?
Sei lá. Aiyden deu de ombros, a mão foi novamente à cabeça e Astrid quase riu.
Fui levado para uma outra sala e esses homens apareceram lá.
Por que te levaram para outra sala?
Sei lá. Jase respondeu e Aiyden o encarou sério, mas não disse nada e somente olhou para frente.
Deixa-o em paz. Chloe falou o olhar mais sério que o de Aiyden.
Fala como se eu tivesse feito algo. Estava só o ajudando.
Ele não pediu. Você já riu dele o suficiente, se isso não ajudou a…Chloe se calou e o silêncio que se seguiu durou um tempo consideravelment desconfortável.
Ele estava só brincando. Lucky interviu. O que se pode fazer se a cabeça dele ficou enorme.
Chloe e Lucky trocaram olhares.
A cabeça deles se parecem. Rindo do Aiyden é o mesmo que rir dele mesmo. Não encarou Jase entretanto ele a seguiu com o olhar, quase insistentemente. E mais se levarmos em conta o tamanho das ore…
— Tá!! Ta!! Já entendi. Não precisa ir por esse caminho.
Astrid e Logan riram quando Jase percebeu que havia realmente falado, que havia se deixado levar por Chloe e seu complexo de orelhudo.
Chloe não seja malvada. Lucky soou deprimida e isso fez o sorriso de Astrid se esvair lentamente. As orelhas dele são fofas. Passou a mão pela cabeça de Jase, o qual a encarava de forma séria.
— Você está bem?
— Sei lá – deu de ombros e pintou um sorriso qualquer no rosto.
—A morta viva apareceu nos teus sonhos? — Logan perguntou sorrindo, os cantos da boca quase passando o limite do que seria considerado um sorriso amigável.
— Morta viva!? — Astrid perguntou, quando constatou que todos sabiam de quem Logan falava.
— Você tá bem? — Lucky perguntou, os olhos quase semicerrados avaliando Logan.
— Estava…só perguntando.
Lucky não desviou o olhar e Logan olhou para as próprias mãos. Astrid tocou levemente em seu braço e os olhos que encontraram os seus eram estranhos, tristes ou talvez assustados.
— Quando dizes morta viva…falas da mulher dos sonhos? — perguntou Astrid o tom um pouco mais alto, mesmo que Logan estivesse ao seu lado.
– Sim — respondeu, baixo.
Os olhos de Lucky foram para Astrid e como se queimasse Astrid sentiu facilmente e a encarou de volta.
— O que você sabe sobre ela?
— Eu…
Astrid sentiu o coração palpitar. Por que estou com medo? Estou com medo? É só Lucky.
— Ela conhece uma mulher chamada Kaira — Jase tomou a palavra e a atenção de Lucky foi para ele, o olhar mudando facilmente. — Ela tem o mesmo rosto da mulher dos sonhos.
— Mesmo rosto — Lucky pareceu pensar. — Isso parece assustador, deveria ser um terror olhar para ela — seus olhos estavam novamente em Astrid, os olhos parecendo vázios e o sorriso não chegando nem perto das bochechas.
— Dá para parar de falar sobre ela? — perguntou Chloe, aborrecida.
— Por que? Inimigos deveriam ser enfrentados, não podemos nos esconder dela a vida toda.
— Eu prefiro me esconder.
Lucky passou novamente a mão pelo cabelo de Jase.
— Dumm não vai nos proteger para sempre.
— Você não tem medo dela? — Astrid perguntou, quando voltou a vê-la como Lucky.
— Claro que tenho. Só de pensar nela me da calafrios, mas…— o sorriso sumiu e os olhos passaram por todos.
Bateu na cabeça duas vezes.
Se quisermos liberdade. A voz de Lucky soou na cabeça de Astrid. Precisamos nos livrar de tudo que nos enfraquece. E essa mulher está incluída.
E como faríamos isso? Aiyden perguntou.
Pedir a Dumm para descansar, ela e o resto. E também descobrir quem realmente ela é, de onde veio e porque invade nossos sonhos.
E como faríamos isso? Jase cruzou os braços, o rosto séptico, provavelmente para mostrar a companheira que era má ideia.
Guardião.
Todos os olhares foram para Lucky.
Se os nossos poderes realmente vieram de um guardião então…talvez ele tenha a resposta para a existência dessa mulher em nossa cabeça, até mesmo pode ser o responsável. Vai saber. Sorriu e ninguém conseguiu retribuir.
— Mesmo se ele for o que isso tem haver conosco? — Jase verbalizou.
— Essa é uma boa pergunta para fazer ao Guardião.
— Esperem…— pediu Astrid. — Guardião? Tipo o dos mitos!!?
— Mitos? — perguntou Chloe.
— Sim. Como nas histórias da primeira Rainha, quando uma guardiã apareceu e…
— Calma aí — Jase saiu na frente. — Não sou muito bom em história, mas quem encontrou a guardiã foi o Rei Raven.
Astrid olhou curiosamente para Jase e os dois ficaram numa troca de olhares estranha.
— Raven? Raven era o irmão da Ravenna não o Rei. Ravenna foi a Rainha, aquela que…— pausou.
Estou em outro mundo. Raven foi o primeiro Rei e não Ravenna.
— Acho melhor acabarmos o assunto aqui — disse Chloe. — Por…agora se esqueçam sobre Reis, Rainhas, guardiões e principalmente sobre aquela mulher.
Astrid ouviu claramente Chloe, porém até fechar os olhos não conseguiu pensar em nada a não ser sobre eles.
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— A raiva da Russel deve ter voltado — falou Jase quando Astrid se sentou perto deles, juntando-se a quase roda que eles formavam. — Mas você está melhorando. Já não ficas inconsciente — deu duas batidinhas nas costas da companheira, o sorriso nos lábios ainda forçado.
— Eh! Mesmo que ainda continue sofrendo horrores — Astrid tentou sorrir. — Bem ao menos vamos dizer que estou ficando um pouco mais forte.
— Para onde os ajudantes te levaram? — perguntou Chloe. — Vi quando te levaram na ala médica.
Todos, até Aiyden que estava sentado um pouco longe da roda, passaram a prestar atenção.
— Interrogatório. Eles não…conseguiram descobrir quem eu sou, por eles mesmo, então vieram atrás de mim.
— Certo! — disse Chloe e depois deu sua atenção para uma mancha vermelha que estava em sua camisa.
Você respondeu? Chloe perguntou.
Menti. Não sei se será bom eles souberem que possivelmente, ou melhor que eu não faça parte deste mundo.
Mas você não faz mesmo? Logan perguntou, a mão coçando a cabeça. Tipo uma coisa é duas pessoas com o mesmo rosto e outra…é existir outro mundo. É estranho.
Concordo. Disse Jase.
As pessoas no teu…mundo, também têm poderes? Você sabe sobre guardiões então…
Achei que não era para falarmos sobre guardiões.
Chloe olhou para Jase, os olhos sérios, o lábio superior um pouco puxado para cima, parecia irritada e parecia dizer um: “cala a boca, Jase”. Mas se pensou tal coisa ninguém ouviu, pois diferente de todos eles Chloe era a única que conseguia decidir quais pensamentos seus queria que eles ouvissem e quais não.
Não há. Astrid entrou em foco. Não há poderes. A magia no meu mundo se resume a ilusões, não há realmente poderes ou algum tipo de força sobrenatural, tipo de verdade. Guardiões e coisas assim são apenas mitos da Aquamarine de onde eu venho.
Isso é estranho. Aiyden encostou-se mais a parede. Se não existem poderes no teu mundo, então como você tem poderes?
Dizem que nascemos com esses poderes, onde a maioria só se manifesta aos quatro ou cinco anos, mas já é algo que nascemos com ele. Chloe tinha a mão sob o coração. Então…Olhou para Astrid. Você nasceu em um mundo onde não há e você ter…
Eu não sei. Astrid abraçou as próprias pernas, a mente tentando não pensar demais. Eu só…
Astrid se calou, os olhos encarando o chão.
Não sei!
Jase limpou a garganta, alto o suficiente para todos passarem a lhe dar atenção.
Como era a tua vida, no outro mundo? O que você fazia?
Astrid levantou a cabeça, mas não olhou para Jase.
Minha…vida…Bem eu vivia em Anthurium, na capital e…estudava no Colégio Águia Azul, era do grupo de Aquaswim. Aiyslnn, a sósia da Aiyslnn também faz parte.
Aisylnn!? Perguntou Chloe e Astrid assentiu.
Elas só têm o mesmo rosto. A Aiyslnn do meu mundo tem os olhos verdes e o cabelo completamente loiro, e…e também…bem ela me odeia. Não nos damos bem.
Ela é má? Logan perguntou e Astrid sorriu.
Eu fiz algo ruim. Cometi um erro. Abraçou as pernas mais forte. Desde aí ela passou a me odiar.
Então você é a má. Concluiu Logan e Jase ao lado o cutucou com o cotovelo, ganhando facilmente um olhar irritado de Logan, o qual mudou rapidamente antes que Jase pudesse notar.
Quem você conhece mais? Que se parece com alguém daqui. Chloe perguntou.
Tem Chloe. Sabe, mesma aparência, personalidades diferentes e ela tem cabelos longos e bem…gosta de filme de terror.
Ou seja, não tem medo do escuro.
Astrid não encarou Chloe e apenas prosseguiu.
Tem o Sr. Moore. Ele é meu treinador de Aquaswimm e professor. Eles também têm personalidades diferentes e o cabelo do treinador é verde e também…Logan. Astrid olhou para companheiro. Há um menino chamado Logan na escola, acho que não há nenhuma diferença. Não o conheço de verdade, mas se parecem muito.
E eu? Jase perguntou, ganhando a atenção de Astrid.
Bem…Nós não nos conhecemos.
Eu não existo no teu mundo. Falou, parecendo deprimido.
Eu não diria isso. Eu nunca ter te visto…ou ter visto alguém com o mesmo rosto que o teu lá não quer dizer que não existas. Sei lá ele pode viver em outra cidade, eu quase nunca saia da capital.
Nossa capital é Cinerária. Isso é tão estranho. Disse Jase e Astrid concordou.
E Lucky? Logan perguntou e Astrid somente negou.
E ele. Jase indicou Aiyden com a cabeça. Como é o outro ele?
Astrid olhou para Aiyden e ele a encarou de volta e assim ficaram por alguns instantes até que Astrid decidiu desviar o olhar.
Um idiota e mulherengo...Quer dizer, ele não ficava com ninguém, mas saía flertando com quem encontrava. Astrid revirou os olhos.
Seu irmão é uma graça.
Chloe e Aiyden olharam para Jase.
Ele não é meu irmão. Disse Aiyden, enquanto Jase olhava para Chloe como se perguntasse: “Que foi?”.
Por que o outro se chama Zayn? Porque não Aiyden também? Logan perguntou.
Bem…Astrid levou a mão à nuca. Eu não sei. Talvez o apelido dele seja Aiyden.
Eh, mas e se não for? Afinal nem o Aiyden tem a certeza de seu próprio nome. Disse Chloe.
Então talvez um deles esteja errado. Ou…seja falso. Todos os olhos foram para Logan.
Eu não acho que Zayn deva estar errado. Então…Astrid se calou quando pareceu lembrar de Aiyden e sua existência naquela sala.
O dele deve ser o correcto. Eu não tenho a certeza se o meu nome é real…verdadeiro ou que seja. Suspirou. Pode nem ser o nome dado pelos meus país.
Então…talvez o teu nome verdadeiro seja Zayn, ou…Zayn Aiyden, por mais que Zayn Aiyden não soe bem.
Falou o senhor Jase Aatz. Chloe falou e Jase a olhou de forma fulminante.
Você sente algo quando ouvi o nome Zayn? Logan perguntou e Aiyden negou.
Vocês sentem algo quando chama pelos vossos nomes? É normal sentir algo?
Bem…Logan coçou a cabeça. Sabe é só que talvez pode ser um nome que usaram para te chamar na tua infa…
Ele nasceu aqui. Jase interrompeu e Aiyden revirou os olhos.
Eu não…Tentou, mas parou.
E vocês? Astrid perguntou. Como era a vossa vida fora daqui.
O silêncio foi a resposta que Astrid recebeu por alguns minutos até que Jase decidiu tomar a palavra.
Uma mistura de bons e barulhentos momentos que até hoje estou tentando esquecer. Honestamente não há muito a dizer. Eu ia pra escola, voltava para casa e é isso aí.
Você viu minha vida. Disse Chloe tirando o foco de Jase. Apenas um amontoado de coisas ruins e pessoas ruins.
Astrid olhou para Logan, o qual demorou alguns segundos para se pronunciar.
Meu pai…era ou ainda é…um palhaço…então ele era muito…bom. Logan olhou para baixo e Astrid seguiu para Lucky.
Família complicada. Pai horrível e insensível. Mãe morta. Meios irmãos que bem…às vezes tento sentir qualquer coisa.
Mas a tua vovozinha parecia simpática. Falou Jase, tentando trazer algo bom.
Minha vovozinha era realmente simpática. Não podia fazer muito por mim, mas de todos era uma das poucas pessoas que colocaria na minha lista de familiares que não me importaria de compartilhar o mesmo espaço.
Seus irmãos não eram bons? Astrid perguntou, mesmo sentindo que talvez devesse parar por aí.
Não são pessoas ruins, não realmente. Eu apenas não tenho nenhum sentimento…ao menos nenhum que se deveria ter por irmãos. Olhou para Jase e sorriu. Seria bom se eu pudesse vê-los como te vejo. Seria bom se eu pudesse realmente vê-los como irmãos.
Não fale desse jeito. Vou me sentir mal. Queixou-se Jase. Você disse que eles não são pessoas ruins.
Isso não significa que eu tenha grandes sentimentos por eles. E também não precisa se sentir mal. Você é o irmão que eu escolhi. O irmão que eu gostaria de ser ligada por sangue.
Acredita, você não gostaria de entrar na minha família.
Lucky sorriu fracamente.
Realmente não. Seria ótimo se pudéssemos ser de outra família. Uma com um pai que consegue realmente amar seus próprios filhos e uma mãe que...ficasse para sempre, ou por sei lá…100…1000 anos talvez? Sorriu, triste. Seria realmente bom.
Astrid se lembrou de sua mãe morta e se perguntou se todos, exceto Chloe, também não tinham mãe, tal como ela.
Podemos fazer isso. A voz de Jase surgiu, alguns instantes depois de tudo ficar silencioso, tão silencioso que parecia que aquela ligação havia caído, eles não haviam ouvido seus pensamentos sobre sua mãe morta.
— Vamos criar nossa própria família.
Todos olharam para Jase, em alerta, ele havia saído de novo da chamada.
— Tipo…primeiro — apontou para Lucky. — nós somos irmãos. Obviamente eu sou o mais velho…
— Não!! Eu sou a mais velha. Sou a primogênita da família e você é meu irmãozinho mais novo — sorriu.
— Mas eu sou mais velho…
— Se não for assim…eu não brinco!
Lucky cruzou os braços e olhou para o outro lado. Jase estava perplexo.
— Mas…tudo bem! — Olhou para os que faltavam. — Logan e Astrid serão meus filhos.
— Não quero! — disse Astrid, muito rápido. — Por que eu tenho de ser tua filha? Por que raios eu teria um pai tão problemático e boca suja — falou e Jase levou a mão ao peito, sentido.
— Astrid, como pode dizer tal coisa ao teu querido papai?
Lucky riu, muito alto e Astrid a seguiu, mais baixo.
— Logan — bateu no ombro do mais novo. — Nosso pai está fazendo drama de novo, talvez devêssemos deixá-lo ser actor. Ele é sempre tão dramático.
Logan sorriu.
— Não chame ele de dramático, ele vai ficar triste. Seja mais respeitosa.
— Ahhh! Que filho tão bom eu tenho.
Jase se arrastou até Logan e sem aviso prévio se jogou nele, abraçando-o forçadamente.
— Minha filha querida!
Jase soltou Logan e foi para Astrid que desviou na primeira tentativa de abraço, mas foi rapidamente aprisionada em um abraço sufocador.
— JASE!! Saí.
Astrid o empurrou, e passou a limpar a bochecha que Jase beijou.
— Aiyden será o filho da Lucky — disse simplesmente, as mãos atrás da cabeça.
— Por que? Porque tenho de ser mãe dele? — Lucky apontou para Aiyden. — Não quero — bateu o pé direito no chão. — Prefiro ser uma jovem senhora rica que dá muitos presentes aos sobrinhos — anunciou e jogou uma trança para trás.
— Não! Você será uma senhora de meia idade falida, com um filho rebelde de um dos teus treze casamentos.
— Isso foi muito específico — Astrid constatou.
Lucky apoiou-se na parede e cruzou as pernas.
— Só se você for casado com a Chloe.
— Por que eu? Quando eu entrei nessa brincadeira?
— Você foi obrigada — Astrid se intrometeu. — Casamento arranjado.
— Que isso? E que raio de obrigação me faria casar com ele? — disse, indicando Jase com os olhos.
— E ainda perguntas porque me divorciei de você. Estão a ver crianças, essa é quem vossa mãe realmente é.
Todos menos Chloe e Aiyden riram.
— Irmãozinho, eles estão brigando de novo.
Astrid escondeu o rosto no ombro de Logan.
— Seria bom que nossos pais se dessem bem. Mas isso deve ser algo impossível.
— Isso é porque ele é um completo insuportável — Chloe disparou. — E também se houve um divórcio, a culpa de certeza é tua. Você é obviamente o culpado.
Astrid e Logan caíram na gargalhada e Astrid viu as orelhas de Chloe ficarem vermelha, provavelmente por que havia realmente entrado na brincadeira.
— Irmã, você vê como ela me trata? Por isso eu me divorciei. Essa mulher cruel não tem coração — disse, parecendo ofendido.
Chloe abriu a boca, mas Lucky a interrompeu.
— Eu te avisei! Nós da alta sociedade não deveríamos nos misturar com a plebe — falou, o queixo para cima e o cabelo novamente foi jogado para trás. Ela parecia uma senhorita arrogante.
Chloe jogou o cabelo para trás, alguns centímetros mais curtos que antes não demorou para voltar para frente, mas não mais cobrindo seus olhos.
— Vocês estão falidos ou senhora irmã mais velha do Jase.
Lucky abriu a boca, indignada, ofendida. Tão dramática quanto Jase.
— Rude como sempre. Vamos para casa querido, sei quando não somos benvindos.
Todos os olhares foram para Aiyden, o qual os encarou de volta sério e confuso, como se não soubesse o que fazer, melhor ele não fazia a menor ideia do que fazer e assim todos riram enquanto Aiyden continuou em seu lugar, sem saber o que fazer.
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