DYSTOPIA Brasileira

Autor(a): SkullGuy


Volume 2

Capítulo 20 - Amor Proibido, Amor Genuíno

QG dos Ceifadores – Sala de Treinamento – Um Dia Depois

 

O ar na sala de treinamento era pesado. O som metálico das facas de Fabrizio e Elijah colidindo era rítmico, como um metrônomo mortal. Fabrizio atacava com a fúria contida de quem queria cortar a própria dor pela perda de Diego e Zack, enquanto Elijah se movia com uma fluidez quase insultuosa, desviando dos golpes com sorrisos curtos por trás da máscara de esqueleto.

 

De repente, a porta pesada de aço se abriu. O som dos passos de Silas interrompeu o duelo. O líder dos Ceifadores parecia mais cansado, a aura de invencibilidade levemente trincada, mas seus olhos brilhavam com uma determinação perigosa.

 

— Chega — a voz de Silas ecoou, baixa e autoritária.

 

Fabrizio parou o ataque a milímetros do rosto de Elijah, ofegante. Elijah apenas guardou sua faca tática com um movimento elegante, sem uma gota de suor aparente.

 

— Fabrizio, vá ver como Sílvia está. Ela ainda não saiu do quarto — ordenou Silas, sem olhar para o filho do Coronel.

 

Fabrizio assentiu em silêncio e saiu, lançando um olhar de soslaio para Henry antes de desaparecer pelo corredor. Silas então se voltou para o argentino.

 

— Elijah. Você vai até a base dos Hereges. Sozinho.

 

Henry sentiu um nó na garganta. Mandar Elijah sozinho era uma missão suicida, ou uma confiança absoluta no massacre que ele poderia causar se algo desse errado.

 

— Sozinho, Silas? — Elijah perguntou, sua voz mantendo aquele tom amigável e calmo que causava arrepios. — Você quer que eu traga a cabeça do velho Solomon como entrada para o jantar?

 

— Não. Você vai negociar — Silas disse, aproximando-se e entregando um rádio de longo alcance para Elijah. — Eles mataram dois dos nossos. Eles provaram que são mais do que ratos de telhado. Mas eles têm algo que me pertence...

 

Silas fez uma pausa, olhando para o vazio.

 

— Eu quero falar com a minha irmã. Quero falar com a Freya. Se Solomon permitir que eu fale com ela pelo rádio, talvez eu não transforme aquele prédio deles em uma pira funerária com o tanque.

 

Elijah pegou o rádio, girando-o entre os dedos, passando por Henry e dando um tapinha amigável no ombro dele ao sair.

 

— Fique de olho no rádio, novato — Elijah sussurrou para Henry. — Pode ser que a frequência fique... barulhenta.

 

Silas e Henry ficaram sozinhos na sala. O silêncio era absoluto.

 

— Você acha que eles vão aceitar, Henry? — Silas perguntou subitamente, sem se virar. — Ou você acha que os seus antigos amigos são orgulhosos demais para salvar a própria pele?

 

O coração de Henry disparou. "Silas estava testando-o?"

 

— Sinceramente, eu não sei, Silas. Eu conheço o Solomon. Ele é um homem de princípios antigos, quase arcaicos. Eu sei que eles me querem de volta, mas eles não arriscariam devolver a Freya para você. Ela é o trunfo deles contra os Executores e agora contra nós. Sinceramente... acho que esse acordo com os meus irmãos está fora de cogitação. Eles não confiam em ninguém que use uma máscara de metal.

 

Silas observou Henry por longos segundos, processando a resposta. Um meio sorriso surgiu nos lábios do líder dos Ceifadores, mas não era um sorriso de alegria, era o de um predador que apreciava a análise.

 

— É por isso que você é valioso, Henry. Você enxerga o tabuleiro com os olhos deles.

 

Silas caminhou até uma bancada de metal e pegou um objeto que Henry reconheceria em qualquer lugar: seu rádio original, com as marcas de uso e o símbolo dos Hereges entalhado na lateral. Ele o estendeu para Henry.

 

— Eu vou te devolver seu rádio original. Ligue para um dos seus irmãos e diga que Elijah está indo negociar. Fale para passarem um ponto de encontro e eu aviso o Elijah pelo caminho.

 

Henry pegou o rádio. Suas mãos não tremeram, mas seu coração batia contra as costelas. Ele sintonizou a frequência e a voz de Kane cortou a estática.

 

— Aqui é o batedor. Quem está nesta linha?

 

— Sou eu, Kane. Henry.

 

Houve um silêncio absoluto do outro lado, seguido por um suspiro audível.

 

— Henry! Seu desgraçado... você está vivo? Onde você está? A gente está montando um plano pra...

 

— Escute, Kane. Não há tempo. — Henry interrompeu bruscamente para proteger os amigos. — Silas está enviando o Elijah para negociar. Ele vai sozinho. Ele quer conversar com a Freya pelo rádio. Passem um ponto de encontro agora. E Kane... avise ao Solomon. Não tentem nada. É o Elijah.

 

— Entendido. Bar Antigo, próximo da base!

 

Henry desligou. Silas assentiu e enviou a coordenada para Elijah via rádio.

 

QG dos Ceifadores – Aposentos de Sílvia

 

Enquanto Elijah partia em sua moto para o encontro, Fabrizio entrava no quarto da irmã. O lugar estava mergulhado em sombras. Sílvia estava sentada na beira da cama, olhando para o nada, com a máscara de lágrimas negras jogada no chão.

 

— Sílvia... eu trouxe algo para você comer. Você não sai daqui desde que as notícias sobre o Diego e o Zack chegaram.

 

— O que importa, Fabrizio? — Sílvia perguntou sem olhar para ele, a voz rouca. — Comer, treinar, matar... o ciclo nunca muda. O Diego se foi. O Zack se foi. Nós somos imortais até encontrarmos alguém com raiva o suficiente para nos provar o contrário.

 

— Nós fomos feitos para isso. — Fabrizio aproximou-se, tentando tocar o ombro dela. — Somos superiores. O que aconteceu foi um erro tático, uma armadilha covarde. Eu vou caçar aquele Mickey, Sílvia. Vou trazer a cabeça dele para você.

 

— Eu não quero a cabeça dele, Fabrizio! Eu quero meus irmãos de volta! Ao menos o silêncio da morte é honesto. Saia, Fabrizio. Por favor. Sua presença só me lembra de tudo o que ainda temos que perder.

 

Fabrizio apertou os punhos, a mandíbula travada. Ele queria protegê-la, mas a dor dela era um abismo que ele não conseguia preencher. Ele colocou sua máscara de esqueleto e saiu sem dizer uma palavra, batendo a porta de metal com estrondo.

 

Bar Antigo – Centro do Oregon

 

Um bar abandonado que cheirava a décadas de negligência. A iluminação vinha apenas da luz da lua que atravessava as janelas quebradas, criando sombras longas sobre o balcão.

 

Kane e Kol estavam sentados nos bancos, as armas ocultas, mas prontas. O silêncio era interrompido apenas pelo som do vento lá fora.

 

— O que você acha que eles fizeram com ele, Kol? — Kane sussurrou. — O Henry parecia... diferente no rádio. Frio.

 

— Eles quebram as pessoas, Kane — Kol respondeu, a voz rouca de quem já viu o pior da humanidade na Europa. — Ou eles te transformam em um deles, ou te transformam em nada. O Henry é forte, mas até o aço dobra se o fogo for quente o bastant...

 

O som de algo deslizando sobre a madeira polida do balcão interrompeu Kol. Um copo pequeno, cheio de um líquido âmbar e transparente, deslizou com precisão cirúrgica, parando exatamente entre os dois Hereges.

 

Eles se viraram instantaneamente, mas o homem já estava sentado no banco ao lado. Era Elijah.

 

Ele vestia sua jaqueta tática preta, o capuz cobrindo parte da máscara de esqueleto. Ele não olhou para eles; seus olhos estavam fixos no próprio copo, que ele girava lentamente com os dedos enluvados. O modulador de voz foi ativado, emitindo um som metálico e distorcido, mas que ainda carregava aquela calma assustadora.

 

— É uma noite solitária para se pensar no passado, não acham? O álcool ajuda a esquecer o cheiro de queimado... ou o som de ossos quebrando.

 

Kane travou o maxilar, a mão tremendo levemente de adrenalina. Kol colocou a mão sobre o braço de Kane, impedindo qualquer movimento precipitado.

 

— Você tem muita coragem de vir aqui sozinho, Ceifador. Ou muita estupidez. Onde está o nosso irmão?

 

— Henry está bem. Ele é... interessante. Silas gosta dele. É quase como se ele estivesse encontrando um novo lar. Mas não vim falar de Henry. Vim buscar algo que o vento trouxe para vocês e que não lhes pertence.

 

Elijah finalmente virou a cabeça, o sorriso da máscara encarando-os.

 

— A Freya. Silas quer a voz dela. Agora. Se o sinal de rádio for bom, talvez eu não precise mostrar a vocês como a anatomia humana é frágil quando tocada pelas minhas mãos.

 

Kane pegou o rádio da cintura e o colocou sobre o balcão, entre ele e o Ceifador. Kane apertou o botão de transmissão, conectando a frequência do bar diretamente para a sala onde Freya e Solomon esperavam, no QG dos Hereges. Ao lado de Solomon estava em uma mesa as máscaras de Diego e Zack, a segunda em específico foi reparada por Beck.

 

— Solomon, estamos aqui. Silas está na linha. Pode começar.

 

Um chiado de estática preencheu o bar vazio. Então, a voz de Silas, vinda do QG dos Ceifadores onde Henry observava tudo, ecoou pelo alto-falante do rádio.

 

— Freya? Você consegue me ouvir, irmã?

 

O bar velho havia ficado ainda mais frio. A voz de Silas, vibrava com uma autoridade que se desmanchava em nostalgia ao pronunciar o nome da irmã.

 

— Silas?... Meu irmão? — A voz dela saiu quebrada, um sussurro carregado de anos de luto acumulado. — Eu nunca pensei que falaria com você de novo. Pensei que tinha te perdido na infância... quando aqueles militares te levaram e tiraram você de mim e dos nossos pais. Eu orei por anos para que você estivesse morto, só para não imaginar você sofrendo nas mãos deles.

 

No QG dos Ceifadores, Henry observava Silas. O líder dos Ceifadores fechou os olhos por um breve segundo.

 

— Eu mudei, Freya. Eu não sou a mesma pessoa que brincava com você nos campos de trigo. Por isso não fui buscá-la nos últimos anos... enquanto você estava dormindo ao lado daquele animal, Gun. Eu me sentia indigno de você. Eu me tornei algo que você não reconheceria.

 

— Mas por que, Silas? Por que você e os seus irmãos mataram a Mika e a Tara? O que vocês queriam provar? Eu vi... eu vi como o Elijah quebrou o pescoço da Mika. Foi algo assustador. Ele não parecia humano. Ele parecia... vazio.

 

No bar, ao ouvir o próprio nome, Elijah soltou uma risada baixa e melodiosa, um som que o modulador de voz transformou em um clique mecânico sinistro. Ele girou o copo de álcool, visivelmente satisfeito com a descrição do seu trabalho.

 

— Foi necessário. Para que o mundo entenda quem somos. Mas tudo mudou agora, Freya. Agora que você está grávida... eu quero protegê-la. Você é o único elo que me resta com o que eu era.

 

Silas fez uma pausa longa, e quando voltou a falar, sua voz tinha uma frieza clínica.

 

— Nos experimentos... eles nos refizeram de dentro para fora. Eles removeram órgãos, Freya. Apenas eu e outros dez entre 777 crianças, sobrevivemos ao processo final. Nós matamos cada cientista que nos tocou. Mas não pense que foi apenas cirurgia, Freya. Eles nos moldaram através do inferno. Fomos treinados ao extremo, dia após dia, ano após ano. Fomos injetados com todos os tipos de venenos conhecidos até que nossos corpos ficassem imunes. Fomos alvejados com munição real, cortados e queimados sistematicamente para que nossos cérebros aprendessem a ignorar a dor, até nos tornarmos tolerantes a um nível que beira a imortalidade. Somos o ápice da ciência militar.

 

Ele fez uma pausa.

 

— E agora, nós detemos o controle do que restou. Temos em nossas mãos as últimas armas de fogo funcionais deste planeta, um arsenal que poderia varrer qualquer vestígio de civilização que sobrou no Oregon. Eu não quero usar esse poder contra os Hereges, Freya. Eu não quero transformar o lugar onde você dorme em cinzas... mas isso depende inteiramente da sua resposta.

 

Kane e Kol trocaram olhares de puro choque. O silêncio que veio do rádio após a revelação de Silas era ensurdecedor. Freya parecia ter perdido o fôlego.

 

No bar, Elijah inclinou-se para trás, o movimento rangendo a madeira velha. Ele olhou para Kane e Kol, como se estivesse saboreando a ameaça implícita de Silas.

 

— Mas agora... saber que você carrega uma vida... — A voz de Silas suavizou de uma forma quase doentia. — Minha linhagem, indiretamente, não está extinta. Há um futuro para o nosso sangue através desse filho. Freya, eu não quero mais guerra com o seu grupo. Eu quero reconciliação. Eu quero que você venha para o meu lado, onde ninguém jamais poderá tocar em você ou na criança.

 

— Silas... eu sinto tanto, meu irmão... eu sinto muito por tudo o que eles te tiraram — o som do choro dela atravessava a estática, cortando o coração de quem ouvia. — Mas eu estou segura aqui. Eu me sinto protegida com os Hereges. Por que os nossos grupos não podem viver em paz? Nós já perdemos tanto. Já houve sangue o suficiente. Por favor, Silas... vamos nos unir, irmão. Pela criança. Por nós.

 

No QG dos Ceifadores, Henry viu o momento exato em que a última centelha de humanidade nos olhos de Silas se apagou, substituída por um vazio gélido e absoluto. A resposta veio como um balde de água fria, sem rastro de emoção.

 

— Você é o meu sangue, Freya. E se o meu sangue não pode estar ao meu lado... então ele não pertencerá a mais ninguém. Elijah. Agora é com você. Desligo.

 

Com um movimento súbito e violento, Silas arremessou o rádio contra a parede. O aparelho estilhaçou-se em mil pedaços. Um grito gutural, vindo do fundo de sua garganta mutilada, ecoou pela sala, um urro de fúria e rejeição. Henry permaneceu de cabeça alta. Ele sabia o que aquele comando significava. Silas se virou para Henry e, pela primeira vez em anos, o líder dos Ceifadores estava com lágrimas nos olhos. Na sede dos Hereges, Freya chorava após ouvir a rejeição de seu irmão, enquanto Solomon a abraçava, a confortando.

 

No bar, Elijah soltou uma risada curta, quase um latido de satisfação. Ele se levantou do banco, o movimento de sua jaqueta preta revelando a manopla de bidente oculta sob uma manga.

 

Ele olhou para Kol e Kane, que já estavam em pé, as mãos em suas armas, sentindo o arrepio da "morte iminente".

 

Elijah chutou o banco de madeira para o lado, limpando o caminho.

 

— Quem de vocês quer ser o primeiro a descobrir que a fé não para uma hemorragia?

 

O baralho de cartas da sorte de Zack pode ter falhado, mas Elijah não acreditava em sorte; ele acreditava em balística e superioridade técnica.

 

O som do metal da FN Five-seveN saindo do coldre foi como um estalo de chicote no silêncio tenso do bar. Elijah ergueu a pistola levemente, a luz da lua refletindo no acabamento preto fosco.

 

— Já viram essa belezinha? Um dos últimos exemplares de Five-seveN no mundo. Esse brinquedinho atravessa até coletes balísticos de nível III... e vejo que vocês estão sem nada além dessas jaquetas utilitárias.

 

Kane sentiu o suor frio escorrer pela nuca. Ele sabia que, por mais rápido que fosse seu parkour, ninguém era mais rápido que um projétil 5.7×28mm viajando a mais de 650m/s. Kol apertou o cabo do seu machado-serra. Eles estavam encurralados entre o balcão e a morte certa.

 

Elijah deu um passo para o lado, circulando-os como um mestre de cerimônias em um circo de horrores.

 

— Ou vocês largam suas armas no chão e lutam comigo feito homens... — Ele destravou a arma, o clique ecoando como um veredito. — ou eu coloco no modo difícil e acabo com isso agora.

 

Houve um segundo de hesitação pura.

 

— Ele vai nos matar de qualquer jeito se largarmos — sussurrou Kane, o motor de sua manopla ainda desligado.

 

— Se não largarmos, não chegamos nem perto dele — rebateu Kol, mantendo os olhos fixos nos furos da máscara de Elijah. — Ele quer diversão. Vamos dar a ele.

 

Kol foi o primeiro. Com um suspiro pesado, ele soltou o machado de incêndio modificado. O som do metal atingindo a madeira do piso foi surdo e definitivo. Kane, vendo que não tinha escolha, desligou o sistema de pressão de suas serras e as deixou cair logo em seguida.

 

Elijah guardou a pistola no coldre com um movimento tão rápido que os olhos humanos mal puderam acompanhar. Ele abriu os braços, as mãos vazias, mas a manopla de bidente oculta sob a manga preta estava apenas a um comando de pulso de distância.

 

— Excelente escolha. Vocês acabaram de ganhar mais cinco minutos de vida.

 

Ele assumiu uma postura de combate fluida, uma mistura perfeita de Krav Maga e Karatê.

 

O bar tornou-se um borrão de movimentos violentos. Kol e Kane, treinados por Solomon para operarem como uma extensão um do outro, avançavam em uma sincronia impressionante. Kol desferia golpes pesados visando o tronco, enquanto Kane aproveitava sua leveza para atacar os flancos.

 

Elijah, no entanto, estava em um transe calculista. Ele mantinha os braços erguidos, bloqueando os impactos com os antebraços rígidos como ferro, desviando o tronco com uma agilidade que desafiava a gravidade. Ele não contra-atacava; ele estudava. Cada respiração, cada hesitação dos Hereges estava sendo processada por sua mente.

 

Em um momento de abertura, Kol deslizou pelo chão em uma rasteira potente, atingindo a base de Elijah e derrubando-o. Antes que o Ceifador pudesse tocar as costas no solo, Kane desferiu um chute brutal que estalou contra a máscara de esqueleto.

 

A cabeça de Elijah chicoteou para o lado, mas o que se seguiu não foi um gemido, mas um estalo seco de pescoço. Ele se levantou com um salto.

 

— Entendi a cadência de vocês — Elijah murmurou, a voz distorcida pela máscara agora mais rápida.

 

O jogo virou. Elijah avançou como um raio. Usando golpes lineares e explosivos do Karatê, ele rompeu a guarda de Kol com um soco no esterno e, no mesmo movimento, girou para atingir as costelas de Kane. Em segundos, Kol foi projetado contra uma mesa, caindo pesadamente.

 

Kane, ofegante, tentou um soco de direita desesperado. Elijah inclinou a cabeça milimetricamente para o lado.

 

— Krav Maga — ele disse baixinho, o modulador tornando a voz uma vibração fúnebre.

 

— O quê?

 

Antes que a pergunta terminasse, Elijah agarrou o braço de Kane, usando o peso do próprio corpo para desferir um golpe de palma na garganta e um chute no joelho. Kane desabou ao lado de Kol.

 

Ele montou sobre Kane e, com uma frieza mecânica, agarrou o cabelo do batedor e começou a bater sua cabeça repetidamente contra o chão de madeira. BAM. BAM. BAM. Kane perdeu o foco, seus braços fraquejaram e sua consciência começou a esvair-se, embora ainda respirasse.

 

Elijah se levantou, caminhando até uma cadeira caída. Com um chute seco, ele quebrou um dos pés de madeira, criando uma estaca afiada e irregular. Ele caminhou até Kol, que tentava se arrastar, e se posicionou sobre o peito do Herege.

 

— O Silas quer reconciliação — Elijah disse, erguendo a estaca com a mão esquerda acima do coração de Kol — mas eu prefiro o silêncio.

 

No instante em que a estaca descia, o som de um trovão ecoou pelo bar.

 

BOOM! BOOM! BOOM! BOOM! BOOM! BOOM!

 

Seis disparos de Magnum rasgaram o ar. O impacto das balas de grosso calibre no peito de Elijah foi devastador, jogando o corpo do Ceifador para trás como se tivesse sido atingido por uma marreta. Ele voou sobre o balcão caindo logo atrás.

 

Gun surgiu na porta, a fumaça ainda saindo do cano de seu revólver.

 

— Vocês estão bem, seus idiotas? — Gun rosnou, recarregando o tambor da Magnum com agilidade profissional.

 

— Gun... — Kol tossiu, segurando as costelas. — Cuidado... ele não é humano.

 

Gun caminhou com passos pesados até o balcão, a mira apontada para onde o corpo deveria estar. Ele saltou sobre a madeira para finalizar o serviço, mas parou bruscamente.

 

O chão atrás do balcão estava coberto de estilhaços de garrafas, mas estava vazio. A janela dos fundos estava escancarada, a cortina rasgada balançando suavemente com o vento frio da noite. Elijah havia sumido sem deixar um único rastro sonoro.

 

Gun olhou para os dois Hereges caídos, a expressão oculta pela máscara de couro.

 

— Ele fugiu — Gun disse, a voz carregada de preocupação.

 

A cena corta para a densa e escura floresta que circunda a estrada secundária. Entre os troncos das árvores, o vulto de Elijah surge. Ele caminha com passos firmes, embora sua jaqueta tática esteja rasgada, seu colete o protegeu nos pontos onde os projéteis da Magnum o atingiram.

 

Ele leva a mão direita ao rádio.

 

— Silas... sinto muito. Eu derrubei dois deles sozinho, mas não deu tempo de eliminá-los. O cowboy apareceu. O Gun... surpreendentemente, ele ainda tem uma arma de fogo de alto calibre. Ele descarregou o tambor no meu peito, mas eu já estou fora de alcance. Estou bem.

 

No QG dos Ceifadores, Silas ouve a transmissão enquanto observa o horizonte pela janela da base. Henry está ao fundo, as mãos trêmulas escondidas nas dobras do uniforme, processando a informação de que seus amigos sobreviveram por um triz.

 

— Está tudo bem, Elijah. Você fez a sua parte. Daqui a alguns dias, a negociação acaba. Iremos todos juntos... e faremos um churrasco de Hereges.

 

QG dos Ceifadores – Aposentos de Sílvia

 

Após ouvir toda a conversa, Henry caminha até o quarto de Sílvia para ver se ela está bem, embora esse não seja o termo apropriado no momento. Henry parou diante da porta de metal de Sílvia. Ele não levava armas, apenas o peso do que sabia. Ele bateu três toques lentos.

 

A porta deslizou. Sílvia estava sentada no chão, encostada na lateral da cama, rodeada por uma penumbra que escondia seu rosto. Ela não usava a máscara. O colar de coração, o presente de Henry, brilhava fracamente contra sua pele pálida sob a luz da lua que entrava pela pequena fresta de ventilação.

 

— Silas mandou todos treinarem — ela disse, a voz rouca e baixa, sem olhar para ele. — Por que você não está lá, Azul?

 

— Eu já treinei o suficiente por uma vida inteira, Sílvia — Henry respondeu, entrando e fechando a porta atrás de si. O som da trava eletrônica ecoou como um veredito.

 

Ele caminhou lentamente e sentou-se no chão, a uma distância respeitosa dela. Por longos minutos, nenhum dos dois falou. O único som era a respiração pesada de Sílvia, que lutava para manter a compostura.

 

— Eu sinto o cheiro deles no ar da base — ela sussurrou de repente, as mãos abraçando os próprios joelhos. — Silas diz que somos deuses, Henry. Mas deuses não deixam o quarto vazio. Deuses não sentem esse frio que nem o aquecedor da CIA consegue tirar.

 

— Eles não eram deuses, Sílvia — Henry disse suavemente, aproximando-se apenas o suficiente para que seus ombros quase se tocassem. — Eram seus irmãos. E a dor que você sente é a única coisa real que restou aqui dentro.

 

Sílvia finalmente virou o rosto para ele. Seus olhos estavam vermelhos, a maquiagem negra levemente borrada, dando-lhe uma aparência de uma boneca de porcelana quebrada.

 

— Eu me sinto perdida — ela confessou, e pela primeira vez, a "Bela Morte" parecia pequena. — Fabrizio quer sangue. Silas quer guerra. E eu... eu só queria que o tempo parasse antes daquela perseguição.

 

Henry estendeu a mão, hesitante, e tocou o rosto dela, afastando uma mecha do cabelo branco. A pele dela estava gélida, mas ela inclinou o rosto para o toque dele, fechando os olhos e soltando um suspiro trêmulo.

 

— Você é diferente deles — ela murmurou, abrindo os olhos. — Eu vejo isso quando você me olha. Você me vê de verdade.

 

O clima na sala mudou. A tristeza começou a ser consumida por uma necessidade mútua de conforto, de provar que ainda estavam vivos. Henry aproximou seu rosto do dela, sentindo o calor da respiração de Sílvia. Os olhos verdes dela vasculharam os dele, buscando uma âncora no meio do caos.

 

O primeiro beijo foi carregado de desespero — um gosto de sal de lágrimas e urgência. Não havia técnica militar ou estratégia ali; era apenas o encontro de dois náufragos. Henry a puxou para perto, e Sílvia o abraçou com uma força que demonstrava o medo de deixá-lo ir.

 

Lentamente, eles se moveram do chão para a cama, os movimentos tornando-se mais fluidos e profundos conforme as peças do uniforme negro eram deixadas para trás. Naquela cama de solteiro militar, sob o olhar silencioso das câmeras de segurança desligadas, os dois se entregaram a uma intimidade que era a maior rebelião possível contra o mundo de Silas.

 

Foi uma entrega silenciosa, onde cada toque de Henry parecia curar uma cicatriz de Sílvia, e cada resposta dela parecia dar a Henry a força necessária para enfrentar o que viria a seguir.

 

Dentro do quarto, o tempo estava em uma cadência diferente. Henry afastou as mãos de Sílvia, que tentavam cobrir as marcas cirúrgicas em sua barriga e coxas — cicatrizes deixadas pelas queimaduras, cortes e extrações do Coronel Turner.

 

— Não olhe... — ela sussurrou, a voz falhando, sentindo o peso daquelas marcas de laboratório sob o olhar dele.

 

Henry segurou os pulsos dela com delicadeza e beijou a base de uma das cicatrizes no ombro.

 

— Não esconda — ele disse, olhando fixamente nos olhos dela. — Essas marcas só te tornam mais única... e bela.

 

Sílvia sentiu um nó na garganta. Ninguém nunca a tinha validado daquela forma; para Silas e Fabrizio, as marcas eram medalhas de guerra; para o pai, eram apenas registros de sucesso. Para Henry, eram história. Ela o puxou para um beijo mais profundo, e o som da cama pequena rangendo contra a parede tornou-se o único ritmo daquele quarto blindado.

 

No entanto, entre as frestas do armário de metal de Sílvia, uma pequena lente de vidro girou silenciosamente. O micro-drone de Jester, do tamanho de um besouro, captava cada movimento, cada batimento cardíaco elevado, cada troca de calor.

 

Sala de Monitoramento

 

Jester estava inclinado para a frente, quase colado à tela. Ele não usava a voz pesada de comando agora; suas mãos enluvadas em azul e vermelho estavam pressionadas contra a máscara de pano, abafando uma exclamação de surpresa pura.

 

— Está acontecendo... — ele murmurou com sua voz fina e aguda de palhaço, que soava quase infantil naquele momento. — Nossa espécie não está extinta! O instinto... ele venceu a programação!

 

Para Jester, aquilo não era apenas um ato de amor ou traição; era um dado científico fascinante. Os Ceifadores foram criados para matar e não para procriar, máquinas de execução que só conheciam a lealdade fraternal. Mas Henry, o elemento externo, havia acabado de ativar algo em Sílvia que nem o Coronel Turner previu.

 

Ele continuou assistindo, os guizos tilintando levemente conforme ele balançava a cabeça, em êxtase.

 

O ápice do ato trouxe um silêncio absoluto para o quarto. O suor e a respiração pesada eram as únicas evidências de que, por alguns minutos, o protocolo dos Ceifadores havia sido destruído. Para ambos, o toque não foi apenas físico; foi uma descoberta sensorial que nenhum treinamento ou experimento laboratorial poderia ter simulado.

 

Sílvia estava deitada, o peito subindo e descendo rapidamente, os olhos fixos no teto escuro, processando a avalanche de sensações que nunca sentira em seus 29 anos de vida.

 

— O que... o que nós fizemos? — ela perguntou em um sussurro ofegante, a voz carregada de uma confusão que misturava medo e uma estranha plenitude.

 

Henry se inclinou sobre ela, ignorando a exaustão. Ele passou os dedos com extrema leveza pelo cabelo "wolfcut" dela, afastando os fios brancos que grudavam em sua testa. Ele a encarou com uma intensidade que a fez desarmar qualquer defesa restante.

 

— Desde que eu cheguei aqui, eu vi um anjo entre dez demônios — Henry disse, a voz firme e doce. — Lembra que eu te disse isso após o Lil me torturar? Eu não estava delirante, Sílvia. Eu estava sendo honesto.

 

Ele sorriu de canto, um sorriso que ela nunca vira ninguém usar naquele QG.

 

— Eu gosto de você, lobinha.

 

Sílvia sentiu o apelido vibrar em seu peito. "Lobinha", uma referência ao seu corte de cabelo e à sua natureza predatória, mas vindo da boca de Henry, soava como um nome sagrado. Ela buscou a mão dele e a pressionou contra o próprio coração, que ainda batia freneticamente.

 

"Sílvia é a Morte que pode gerar Vida."

 

FIM DO VOLUME 2

 

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Dados das Facções (História)

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Os Ceifadores: 

 

Considerados mitos urbanos ou deuses da morte, este grupo de elite com apenas 11 membros é o ápice absoluto da cadeia alimentar entre os assassinos, atuando desde o início da Queda há 10 anos. Seu modo operante e negociação é inexistente, pois são máquinas de matar: crianças criadas em laboratório com modificações biológicas que lhes concedem imunidade a venenos, tolerância extrema à dor e ausência total de medo. Eles operam exclusivamente à noite, utilizando parkour de alta velocidade e drones de suporte equipados com metralhadoras que saturam o campo de batalha.

 

Suas marcações de território são o silêncio absoluto da floresta de Cascade, onde escondem seu QG em uma base capturada da CIA, e os corpos de exércitos inteiros deixados para trás pendurados e crucificados. Isso lhes rendeu apelidos como: “O Povo da Noite”, “A Coisa na Floresta”, “Os Assassinos Originais”, “Assassinos Imortais” e “A Própria Morte”.

 

O tipo de armas é o mais avançado e letal do mundo, possuindo um arsenal de pistolas (Silver Ghost, Red9 e Five-seveN), rifles e fuzis M4, granadas e até RPGs, além de dominarem artes marciais como Krav Maga, Karatê e Jiu-Jitsu Brasileiro, sendo capazes de quebrar pescoços com facilidade sobre-humana. Eles contam ainda com veículos blindados pretos e até um tanque de guerra original sendo seu trunfo.

 

Eles não possuem um uniforme próprio, mas sim um estilo próprio que consiste em roupas táticas completamente pretas com jaquetas curtas e capuzes, protegidos por coletes balísticos de nível militar e máscaras de metal com feições de caveira ou sorrisos macabros. Estas são equipadas com modificadores de voz que distorcem sua humanidade, consolidando sua imagem como assassinos lendários e tecnicamente pseudo-imortais.

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A Linhagem das Cinzas: 

 

Este grupo acredita que a humanidade foi queimada pelo progresso e que apenas as cinzas puras restaram. Eles se veem como os únicos herdeiros legítimos da terra, usando uma retórica de pureza sanguínea e superioridade racial para justificar a escravidão e o extermínio de outros grupos. Seus 25 membros, marcam seus territórios queimando o solo, para que nada cresça onde os impuros pisaram. 

 

Enquanto a Cruz de Pólvora trata a bala como um deus, a Linhagem das Cinzas trata a pólvora como o batismo. Eles acreditam que o cheiro do enxofre purifica o ar de raças que eles consideram inferiores. Usam uniformes de um cinza pálido, quase branco, com capuzes pontiagudos que cobrem o rosto, deixando apenas fendas para os olhos, evocando uma estética de terror e anonimato.

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Os Condutores: 

 

Esta facção composta por 50 franceses, atuam como o sistema nervoso do mundo devastado, operando sob uma lógica de fanatismo matemático onde a energia é tratada como uma divindade finita e o desperdício é o maior crime. Seu modo operante e negociação são baseados na auditoria rigorosa de eficiência; eles não aceitam moedas, apenas metais de alta condutividade (cobre, prata e ouro) ou horas de trabalho escravo em dínamos manuais para recarregar seus bancos de baterias. 

 

Se um contrato é violado, eles aplicam a Fase de Corte, mergulhando o devedor em um apagão total e confiscando toda a fiação do território como multa. O tipo de armas foca na diferença de potencial e condução: utilizam lanças de fibra de vidro com pontas de cobre conectadas a baterias dorsais para fritar o sistema nervoso dos inimigos e arbaletes que disparam setas com fios de bobina para eletrificar alvos à distância. 

 

O uniforme base padrão é um traje de borracha vulcanizada preta selado com resina isolante, peitorais de baquelite com conectores de bronze e máscaras de vidro grosso com isoladores de porcelana, garantindo que sejam imunes às próprias descargas enquanto mantêm uma estética robótica e impessoal.

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Os Espinhentos: 

 

Membros de tribos brasileiras que vivem em áreas de reflorestamento denso ou pântanos. Eles criaram uma técnica de endurecimento de madeira em óleo e fogo, criando armaduras leves, mas quase impenetráveis para lâminas. 

 

Usam placas de carvalho e eucalipto presas por couro, cobertas por longos espinhos de metal ou madeira tratada para impedir que inimigos se aproximem ou tentem agarrá-los. Especialistas em combate de curto alcance e emboscadas em florestas, mas possuem pouco pessoal, cerca de 30 pessoas.

 

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Dados dos Personagens 

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OS CEIFADORES:

 

Silas (34 anos, Americano): O líder supremo dos Ceifadores e o protótipo mais bem-sucedido do projeto do Coronel Turner. Com 2 metros de altura, ele domina o campo de batalha com uma calma serena, falando sempre em tom baixo, mas demonstrando um orgulho inabalável em lutas até a morte. 

 

Seu rosto, marcado por queimaduras que não escondem sua beleza e cabelos loiros escuros e curtos. Sua face é parcialmente coberta por faixas brancas que deixam apenas olhos e boca visíveis; por cima das faixas, ele utiliza sua máscara de Ceifador que remete a um crânio com dentes pontiagudos, olhos pequenos negros e diversas rachaduras realistas. 

 

Atuando como um irmão mais velho para o grupo, ele é o membro mais forte ao lado de Jester e costuma realizar missões em dupla com Sílvia. Seu arsenal combina a história e a tecnologia: utiliza uma pistola Red9 da Segunda Guerra Mundial, um fuzil M4, luvas pretas de couro com cacos de vidro colados nelas, e como trunfo letal, dois bidentes de ferro acoplados a manoplas ocultas que saltam de suas mangas pretas para empalamentos viscerais.

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Elijah (32 anos, Argentino): Considerado pelo próprio Silas como o Ceifador mais mortal de todo o grupo. Elijah tem 1,77 de altura, pele clara, possui cabelo preto curto e bagunçado. Ele tem uma personalidade inquietante: é extremamente calmo e mantém sempre um tom de voz amigável, mesmo enquanto está massacrando seus oponentes. 

 

Ele é um prodígio marcial, sendo o único capaz de fundir perfeitamente as técnicas de Jiu-Jitsu Brasileiro, Krav Maga e Karatê em um único estilo de combate fluido e devastador. Atuando quase sempre em dupla com Ian, Elijah vê cada luta como um prazer e um ritual. Sua máscara é a mais marcante e aterrorizante dos Ceifadores, exibindo o desenho de um esqueleto com um sorriso largo e fixo, que contrasta com sua voz gentil. 

 

Seu arsenal é focado em precisão e velocidade, composto por facas de arremesso, facas de combate tático, luvas de couro pretas com navalhas nos punhos e uma pistola Five-seveN de alta penetração; além disso, ele utiliza a mesma manopla oculta de bidente sob a manga que Silas possui, tornando-o letal em qualquer distância.

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Fabrizio Turner (29 anos, Ítalo-Americano): Filho do Coronel Turner e irmão gêmeo de Sílvia, Fabrizio é considerado talvez o Ceifador mais bonito do grupo, tendo pele clara e cabelo loiro pintado de branco com uma franja curta que cobre sua testa. Ele tem 1,80 de altura e ostenta uma aparência marcante que contrasta com sua natureza calma e taciturna. 

 

Ele é um homem de poucas palavras e de uma eficiência absoluta; quando Silas lhe atribui uma missão, sua única resposta é: "Considere feito". Extremamente protetor, ele vê sua irmã gêmea como seu maior tesouro no mundo, embora sua dupla oficial de missões seja Aiden. 

 

Sua máscara de Ceifador segue a estética de esqueleto de Elijah, mas diferencia-se por possuir olhos maiores e exibir apenas a fileira de dentes superiores, conferindo-lhe um aspecto único. No combate, ele utiliza um estilo exótico e letal, empunhando duas pequenas foices de mão para cortes rápidos e ganchos, além de uma pistola Silver Ghost, uma arma de precisão que ele opera com maestria militar.

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Sílvia Turner (29 anos, Ítalo-Americana): Irmã gêmea de Fabrizio e filha do Coronel Turner, Sílvia é o coração dos Ceifadores, sendo a mais amorosa do grupo e tratando todos os membros como irmãos de sangue. Com 1,70 de altura, ela possui uma beleza hipnotizante descrita como "bela como a morte", com curvas que a tornam uma verdadeira deusa da guerra. 

 

Sua pele é extremamente clara, quase pálida como a de um cadáver, o que lhe rendeu seu apelido, e ela ostenta um cabelo loiro curto em corte wolfcut até as clavículas, pintado de um branco intenso para combinar com seu irmão. Apesar de carregar memórias traumáticas dos experimentos laboratoriais, ela mantém uma proximidade profunda com Fabrizio e atua como a dupla oficial de Silas em missões. 

 

Sua máscara é uma das mais expressivas: totalmente branca com dois grandes olhos negros de onde escorrem lágrimas negras permanentes. Em combate, ela é uma força letal e precisa, utilizando um fuzil M4 de nível militar como sua arma principal.

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Lil (33 anos, Espanhol): O membro mais instável e traumatizado dos Ceifadores, cuja exposição aos experimentos resultou em uma bipolaridade psicopática severa. Lil tem 1,90 de altura, cabelo loiro curto e bagunçado e pele clara. Conhecido como “o homem lá debaixo”, ele atua como o torturador oficial do grupo, alternando entre uma personalidade amigável e um estado doentio de prazer na dor alheia. 

 

Lil possui um gatilho psicológico violento relacionado à autoridade: qualquer tentativa de comando externo, mesmo um pedido simples como "por favor, não o machuque", o faz entrar em transe. Nesses momentos, ele arregala os olhos e repete obsessivamente: "Você me deu uma ordem? Você me deu uma ORDEM!" antes de massacrar a vítima; o único que ele respeita e aceita obedecer é Silas. 

 

Em missões, ele faz dupla com Andrew. Sua máscara de Ceifador exibe um crânio com dentes afiados e um sorriso psicótico de boca aberta. Seu estilo de luta combina a força bruta de uma foice de grandes proporções, lenta, porém devastadora, com a letalidade rápida das manoplas de bidente ocultas sob as mangas.

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Aiden (31 anos, Inglês): O esteta dos Ceifadores, Aiden é um homem de aparência marcante, com 1,80 de altura, com pele morena clara e um topete marrom perfeitamente alinhado, demonstrando uma vaidade obsessiva ao estar sempre se conferindo em espelhos. Apesar de sua beleza, ele possui uma natureza sádica durante as missões, embora de forma mais controlada que a de Lil. 

 

Sua grande paixão fora do combate é a música; ele é frequentemente visto tocando sua guitarra branca para concentrar-se antes ou durante o trajeto para as operações. Em combate, essa mesma guitarra torna-se uma arma brutal, possuindo espinhos letais em suas laterais para ataques de impacto. 

 

Atuando como a dupla oficial de Fabrizio, ele também utiliza um arco com flechas de veneno letal (inofensivo apenas para os Ceifadores). Sua máscara é branca, com grandes olhos negros e um sorriso fechado de orelha a orelha.

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Andrew (25 anos, Francês): O mais novo dos Ceifadores, Andrew é o "irmão rebelde" do grupo. Ele tem pele morena clara, cabelo curto e encaracolado e mede 1,70. Embora ame e trate Silas como um irmão mais velho, possui um espírito indomável e nem sempre gosta de seguir ordens, frequentemente questionando a autoridade com sua atitude petulante. 

 

Sua personalidade é contrastante: mantém o hábito infantil de sempre comer doces, enquanto simultaneamente sente um prazer genuíno e sádico em matar pessoas. Como parceiro de Lil, Andrew traz uma energia caótica para as missões. 

 

Sua máscara de Ceifador é de um tom marrom terroso, com dois olhos negros profundos e um leve sorriso, quase discreto. Em combate, ele prefere a agressão rápida, utilizando um facão de caça para golpes finais brutais e uma submetralhadora para limpar áreas rapidamente.

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Diego (27 anos, Sul-africano): Sendo o único membro negro entre os Ceifadores, ele tem 1,65 de altura, cabelo propositalmente bagunçado e um estilo pessoal marcado por brincos de caveira. Em missões, ele forma a dupla mais enérgica do esquadrão com Zack. 

 

Sua máscara de Ceifador é uma caveira preta com dentes em posição natural, mantendo uma expressão neutra que contrasta com sua personalidade vibrante. 

 

Especialista em táticas de confusão e agilidade, ele usa duas pequenas facas para combate corpo a corpo extremamente rápido e carrega um estoque de granadas de fumaça muito superior ao dos outros, criando o cenário perfeito para as emboscadas do grupo.

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Zack (28 anos, Uruguaio): O membro mais excêntrico dos Ceifadores, Zack tem 1,75 de altura, é branco, tem uma cicatriz sobre o olho esquerdo e cabelo preto curto penteado para o lado. 

 

Ele tem uma personalidade vibrante e uma fixação quase mística por jogos de azar. Está sempre manipulando cartas de baralho, acreditando que o destino das batalhas é decidido pela sorte; para ele, cada vitória é simplesmente o resultado do que o baralho já havia determinado. 

 

Em missões, ele faz dupla com Diego, trazendo leveza e sarcasmo ao grupo. Sua máscara de Ceifador é totalmente preta, com olhos finos e um sorriso grande, cheio de dentes afiados, dando-lhe a aparência de um predador alegre, porém macabro. No campo de batalha, ele é rápido e eficiente, usando um rifle M4 como sua principal arma para garantir que as cartas joguem a seu favor.

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Ian (34 anos, Russo): Ian tem 1,85 de altura, pele clara e um físico magro e definido, priorizando agilidade e explosão em vez de massa muscular bruta. Ele tem traços marcantes, um maxilar bem definido e um olhar geralmente muito focado e sério durante as missões; mantém o cabelo curto, frequentemente em cortes "fade", e ocasionalmente usa uma barba curta e aparada. 

 

Dentro do grupo, ele se destaca como o membro mais sério e pragmático — alguém que raramente sorri e prioriza a excelência, executando todas as ordens de Silas com rigor absoluto. 

 

Sempre operando em dupla com Elijah, ele impõe respeito em combate usando uma máscara preta de caveira com dentes virados para cima e olhos vermelhos vibrantes, projetando um sorriso maquiavélico que esconde sua frieza habitual enquanto empunha seu rifle militar preto, sendo o melhor atirador de toda a equipe.

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Jester (30 anos, Mexicano): Jester tem 1,80 de altura e é o único membro dos Ceifadores cujo rosto permanece um mistério absoluto. Ele se distingue drasticamente de seus irmãos ao trocar o uniforme militar preto e os capuzes por uma exótica roupa de bobo da corte dividida em azul e vermelho, completa com antenas e sinos. 

 

Sua máscara de tecido exibe uma caveira com um sorriso alegre e dentes cerrados, enquanto sua voz originalmente suave e amigável é distorcida por um modulador que a torna grave e fria, como a de um assassino profissional. 

 

Como o mais inteligente do grupo, ele não possui uma arma específica ou parceiro de campo, preferindo ficar na base coordenando drones de apoio enquanto observa tudo ao seu redor com percepção onisciente. Embora seja um lutador habilidoso, Jester opta por deixar o "palco" das missões para os outros, agindo como o estrategista silencioso que parece conhecer cada passo dado por aliados e inimigos.

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