DYSTOPIA Brasileira

Autor(a): SkullGuy


Volume 1

Capítulo 8 - O Herdeiro

Arsenal Central – Serraria Abandonada – 04:20 AM

 

O arsenal da Serraria é uma sala fria, trancada atrás de uma porta de aço reforçado. Henry usa a chave mestra de Gun. O mecanismo range e a porta cede. Lá dentro, exibidas em prateleiras como troféus de uma guerra vencida, jazem as armas dos Hereges.

 

Henry entra primeiro. O silêncio é sagrado. Cada um dos irmãos caminha em direção ao seu equipamento como quem se reencontra com um pedaço da própria alma:

 

Mika desliza os dedos pela fibra de carbono de sua Naginata.

 

Kol sente o peso familiar do cabo de seu Machado de Incêndio.

 

Kane liga as Manoplas de Serra; o zumbido elétrico agudo morre instantaneamente sob seu comando, mas o brilho em seus olhos é letal.

 

Henry apanha seus Socos-Ingleses com Lâmina Serrada. Ele os desliza sobre os punhos, sentindo o metal frio contra suas cicatrizes.

 

No canto da sala, suportes seguram as jaquetas utilitárias e, o mais importante: as Máscaras de Madeira Esculpida. Um a um, eles as colocam. As cruzes de galhos no centro das máscaras parecem ganhar vida sob a luz fraca. Seus rostos humanos desaparecem; agora, eles são apenas os Hereges.

 

O Resgate do Intelecto

 

Eles se movem como sombras pelo setor técnico. Beck está curvado sobre uma mesa de engrenagens, cercado por guardas cochilando em suas cadeiras.

 

Antes que o primeiro guarda consiga sequer acordar, a lâmina oculta de Elena já visitou duas gargantas. Henry toca o ombro de Beck. O alemão se vira, assustado, mas ao ver a máscara azul e a cruz de galhos, seus olhos brilham de excitação.

 

— Henry... — sussurra Beck.

 

— Pegue sua Lança Mecânica, Beck — ordena Henry. — Estamos indo embora.

 

Beck pega seu motor de arranque e sua lança rotativa. O grupo se move em formação de diamante, saindo da Serraria pelas passagens de ventilação e telhados que Kane havia mapeado meses atrás. Eles são invisíveis.

 

A Chamada de Rádio

 

Já fora dos muros, escondidos na linha das árvores que cercam a Serraria, Henry puxa seu rádio de frequência fechada.

 

— Piro, aqui é o General — diz Henry, usando o codinome para evitar alertar ouvintes casuais. — O uísque acabou. A conta está paga. Saia agora. Repito: saia agora.

 

Em Chemult, no bar, Steve ouve a mensagem. Ele olha para o balcão, para os guardas bêbados e para a cidade que odeia. Ele deixa o pano de prato cair, caminha para os fundos onde escondeu um galão reserva de querosene e sai pela retaguarda, desaparecendo na escuridão em direção ao ponto de encontro na floresta.

 

O Olho do Furacão

 

Aposentos do Líder – Topo da Serraria – 07:15 AM

 

A cena corta abruptamente para a calma opressiva do quarto de Gun. A luz do sol do Oregon, filtrada pela poeira e pela fumaça da chaminé, penetra pelas frestas das janelas de madeira.

 

O quarto está em silêncio. Em uma cama de dossel coberta com peles de animais, Gun e Freya dormem. É uma imagem quase humana, se não fosse pela máscara de couro de Gun jogada no criado-mudo ao lado de sua Magnum carregada.

 

Gun dorme profundamente, com um braço em volta da cintura de Freya. Os olhos dela estão abertos, encarando a parede. O sol ilumina seu cabelo loiro. Para o mundo, Gun é um monstro; neste momento, ele é apenas um homem.

 

Ele não sabe que o General acabou de lhe tirar sua "carta na manga".

 

Lá fora, um pássaro gorjeia — um som raro em 2040. Gun se mexe, começando a acordar. Ele puxa Freya um pouco mais contra o peito, soltando um suspiro de satisfação. Ele acredita que o dia que começa será o primeiro de seu império absoluto.

 

A câmera se afasta da janela do quarto para a base da Serraria, onde uma das chaves mestras de Gun jaz no chão, abandonada por Henry.

 

O quarto é banhado por uma luz suave e dourada. Gun, sem sua máscara, se apoia em um cotovelo, observando Freya. Seus dedos, que já puxaram gatilhos e empunharam chicotes, agora traçam o contorno do ombro dela com uma delicadeza quase surreal.

 

Freya permanece de costas para ele, sentindo o calor da respiração de Gun na nuca.

 

— Você ouve o silêncio lá fora? — murmura Gun, a voz ainda rouca de sono, mas sem o tom agressivo de líder. — É o silêncio da ordem. Graças a Henry, não existem mais Rodoviários. Não há mais resistência.

 

Freya se vira lentamente, encontrando o olhar de Gun. Ele parece dez anos mais jovem sem o couro preto cobrindo seu rosto, mas a cicatriz no pescoço é um lembrete constante de sua natureza.

 

— Você parece em paz — diz Freya, em um sussurro cauteloso.

 

Gun dá um sorriso raro e genuíno. Ele se inclina mais perto, encostando a testa na dela. — Pela primeira vez, consigo ver além da próxima semana, Freya. Vejo um legado. Este mundo de 2040... é um deserto, eu sei. Mas eu construí um oásis de chumbo e óleo.

 

Ele faz uma pausa, sua mão deslizando suavemente para o abdômen de Freya, repousando ali com uma possessividade esperançosa.

 

— Eu estive pensando... — continua Gun, baixando a voz como se confessasse um segredo proibido. — Um rei precisa de um príncipe. Ou uma princesa. Alguém que não precise lutar apenas para comer. Alguém para herdar a Região 97 e transformá-la em algo maior. Um verdadeiro herdeiro, Freya. Sangue do nosso sangue.

 

Um calafrio percorre a espinha de Freya. "A ideia de trazer uma criança ao mundo — para ser criada por um homem que adora a pólvora — é seu maior pesadelo", mas ela mantém sua máscara. Ela força um sorriso melancólico.

 

— Um filho seu teria o mundo inteiro aos seus pés, Gun — diz ela, enquanto sua mente grita com a imagem de seu irmão, Silas, perdido em algum centro de testes. — Mas você teria paciência para ser pai?

 

Gun ri baixo, um som vibrante. — Eu o ensinaria a atirar antes que pudesse andar. Ele seria o herdeiro de tudo isso. Henry cuidaria do treinamento dele, você cuidaria da mente dele... seria perfeito. Seria a nossa prova de que vencemos o fim do mundo.

 

Ele a beija com uma ternura possessiva, sonhando com uma linhagem. Gun está planejando o futuro de uma criança, sem saber que, alguns andares abaixo, seu treinador de elite acabou de abrir os portões do inferno.

 

A Queda do Paraíso

 

Enquanto Gun se deita novamente, fechando os olhos para mais alguns minutos de paz, a câmera corta para o pátio da Serraria.

 

Um soldado da patrulha, segurando uma caneca de café de metal, caminha preguiçosamente em direção ao bloco de celas para a troca de turno. Ele cantarola uma melodia qualquer. Ao chegar à porta principal das masmorras, ele para.

 

A porta está escancarada.

 

O soldado corre para dentro, o café derramando no chão. Ele passa pelas celas vazias. O silêncio aqui não é o da ordem; é o silêncio de uma sepultura aberta. Ao fundo do corredor, ele vê a cela de Solomon. Aberta.

 

O guarda entra em pânico. Ele corre até o rádio de parede e aperta o botão de emergência, mas o rádio emite apenas estática — Beck já cortou os fios da comunicação interna.

 

O soldado tropeça de volta para o pátio e olha para cima, em direção à janela do quarto de Gun, hesitando se deve interromper o sono do "Semideus" com a notícia que certamente lhe custará a vida.

 

Acomodações de Gun – Topo da Serraria – 08:00 AM

 

O sol agora invade o quarto com um brilho agressivo. Gun está com o rosto enterrado no ombro de Freya, de olhos fechados, absorvendo o calor da pele dela. Por um breve momento, o tirano da Região 97 parece um homem em paz.

 

— Você é o meu maior tesouro, Freya — ele sussurra, sua voz pesada com uma sinceridade sombria. — Tudo o que eu destruí foi para construir um lugar onde você pudesse brilhar.

 

Freya não responde. Ela encara o teto, sentindo o peso do corpo dele, quando o silêncio é estraçalhado por batidas frenéticas na porta de metal. O som ecoa como tiros dentro do quarto.

 

BANG! BANG! BANG!

 

— SENHOR GUN! — a voz do soldado lá fora está à beira da histeria, aguda e trêmula.

 

Gun tenciona instantaneamente. A calma desaparece de seu rosto, substituída por uma irritação glacial. Ele não se levanta imediatamente; apenas vira a cabeça em direção à porta, com os olhos faiscando.

 

— Maldição... — Gun rosna, sua voz rolando como um trovão baixo. — Não consegue ver que estou ocupado? Se isso não for o fim do mundo, eu pessoalmente farei questão de que o seu acabe hoje.

 

Houve um segundo de silêncio do outro lado, seguido por um soluço de terror do soldado.

 

— É urgente, senhor! — o homem gritou, com a voz falhando. — As celas... as celas estão abertas! Solomon, os outros... os Hereges escaparam!

 

A Transformação do Monstro

 

O efeito das palavras foi físico. Gun congelou por um milissegundo, como se seu cérebro se recusasse a processar a traição. Então, ele saltou da cama com uma agilidade predatória.

 

Freya sentou-se rapidamente, cobrindo-se com o lençol de seda, observando o homem que ela amava e temia se transformar. Gun não proferiu um único xingamento. Ele caminhou até o criado-mudo e pegou a máscara de couro preta. Ao colocá-la e fechar o zíper da boca, ele deixou de ser o homem que falava de herdeiros e se tornou o "Executor do Oregon" mais uma vez.

 

Ele pegou sua Magnum, checou o cilindro com um clique metálico seco e marchou até a porta. Ele a abriu com tanta violência que o soldado que estava batendo caiu para trás, rastejando pelo chão de madeira.

 

— Repita. — ordenou Gun, sua voz agora abafada e mecânica através do couro da máscara.

 

— Estão todos fora, senhor... — o guarda gaguejou, encarando o cano da arma de Gun. — O batedor... Henry... ele não está em seu posto. As chaves sumiram.

 

Gun caminhou até a varanda de seu escritório, que dava para o pátio da Serraria. Abaixo, o caos começava a tomar conta. Soldados corriam de um lado para o outro, gritando ordens confusas.

 

Gun olhou para o suporte onde ficava o rádio principal. O fio estava cortado. Ele olhou para o arsenal. A porta estava escancarada.

 

— Henry... — Gun sussurrou o nome, não com raiva, mas com uma decepção profunda que rapidamente azedou em um ódio vulcânico. — Você não apenas fugiu. Você cuspiu no meu trono.

 

Ele se voltou para o soldado ainda no chão. Sem um pingo de hesitação, Gun nivelou a Magnum e disparou.

 

BOOM!

 

O corpo do guarda foi arremessado para trás, o sangue manchando a madeira clara do corredor. Freya soltou um grito abafado dentro do quarto. Gun não olhou para trás. Ele caminhou até o parapeito e disparou três vezes para o céu, o som das munições de grosso calibre silenciando instantaneamente o pátio abaixo.

 

— EXECUTORES! — a voz de Gun, amplificada pelo ódio, desceu sobre a base como uma sentença de morte. — O banquete acabou! O batedor nos traiu! Eu quero a cabeça de Henry Henrikson em uma estaca antes do meio-dia! Quem me trouxer o corpo dele recebe o seu peso em óleo! Quem falhar... ocupará o lugar dele nas celas!

 

Abaixo, os 250 soldados restantes rugiram em resposta, movidos pelo medo e pela ganância. Motores de jipes blindados começaram a rosnar, expelindo fumaça preta no céu da manhã.

 

Gun voltou para o quarto e olhou para Freya. Ela estava pálida, com os olhos arregalados. Ele caminhou até ela, segurou seu queixo com firmeza e beijou sua testa através do couro da máscara.

 

— O herdeiro terá que esperar, minha Rainha. — ele disse, sua voz vibrando com uma fúria divina.

 

O Reagrupamento na Floresta

 

Milhas dali, nas matas densas que cercam a rodovia, o silêncio da natureza é interrompido pelo estalar de galhos secos.

 

Henry para em uma clareira. Ele remove sua máscara de madeira azul por um momento para limpar o suor. Atrás dele, o grupo está completo: Solomon, Kane, Kol, Vane, Elena, Mika, Leo, Tara e Beck.

 

Uma figura emerge das samambaias. É Steve. Ele carrega dois galões de combustível. Ele sorri ao ver o grupo reunido e mascarado.

 

— Henry! — diz Kane, ajustando as serras circulares em seus pulsos. — O rádio de Chemult está enlouquecendo. Gun acabou de dar a ordem de caça. Ele colocou um prêmio pela sua cabeça.

 

Henry coloca a máscara de volta. O olhar através da fenda na madeira é frio e determinado. Ele olha para Solomon, que apoia sua bengala tática no chão.

 

— Que ele venha — diz Henry. — Ele acha que estamos fugindo. Mas nós apenas mudamos o campo de batalha. Eu roubei os lançadores de foguetes! Se cortarmos a Rota 97 no cânion, o comboio dele fica encurralado. É lá que o "Deus" vai descobrir que é feito de carne.

 

Henry estala um soco-inglês contra o outro, produzindo um tilintar metálico.

 

— Hereges! — exclama Henry. — Hoje não lutamos apenas para sobreviver. Lutamos para que a pólvora de Gun nunca mais seja ouvida.

 

Clareira Profunda – Floresta do Oregon – 09:30 AM

 

O grupo está reunido em um círculo. O mapa da região está estendido sobre o capô de um velho jipe que Piro conseguiu esconder; ao lado dele, os lançadores de foguetes repousam em um caixote. Solomon observa seus pupilos; ele vê neles não apenas guerreiros, mas a justiça que o mundo de 2040 esqueceu.

 

— Gun esvaziou a Serraria — diz Henry, apontando para dois pontos estratégicos. — Ele está vindo com tudo o que tem em direção ao cânion da Rota 97. Ele quer o meu sangue, e eu vou dar a ele um rastro para seguir. Mas, enquanto ele olha para frente, nós vamos golpeá-lo por trás.

 

A Divisão dos Cincos

 

Henry olha para cada um deles, definindo seus papéis:

 

Grupo A (A Emboscada do Cânion):

 

Líder: Henry Henrikson.

 

Membros: Kane, Kol, Elena e Tara.

 

Objetivo: Atrair o comboio de Gun para a zona de abate, usar os RPGs para destruir o comboio e eliminar a maioria dos 250 soldados.

 

Grupo B (A Sabotagem do Coração):

 

Líder: Vane Zadeko.

 

Membros: Steve, Beck, Mika e Leo.

 

Objetivo: Infiltrar-se na Serraria vazia, destruir as reservas de óleo e resgatar o que for necessário.

 

Solomon coloca a mão no ombro de Henry. — Eu ficarei no posto de rádio avançado na encosta sul. Serei seus olhos e ouvidos. Henry... lembre-se do que eu sempre disse: a força de um império não reside no que ele constrói, mas no que ele teme perder.

 

Henry assente e, antes de partirem, faz um aviso solene que silencia o grupo.

 

— Mais uma coisa. Há uma pessoa na Serraria que não escolheu estar lá. Freya. — Henry olha para Vane e Piro. — Ela é a única entre eles sem pecado. É uma pessoa boa vivendo em um ninho de cobras. Se o Grupo B a encontrar lá... não a tratem como inimiga. Nós vamos salvá-la. Entendido? E não se esqueçam, o coração dos Executores é a sua reserva de óleo — sem isso, Gun não é nada!

 

O Grupo B bate os punhos contra o peito em sinal de respeito. Eles sabem que, para os Hereges, a vida de um inocente vale mais do que mil barris de óleo.

 

O Rugido no Cânion (Grupo A)

 

O comboio de Gun surge no horizonte da Rota 97 como uma serpente de metal e fumaça. Gun lidera do jipe principal, de pé, empunhando sua Magnum. Ele está frenético.

 

— ACELEREM! — Gun grita pelo rádio. — Eu quero ver a floresta queimar se for isso que for preciso para encontrar aquele rato brasileiro!

 

O que ele não vê é Henry no topo de uma formação rochosa, observando a aproximação. Abaixo, Kane e Kol estão com os lançadores de foguetes mirados para a rodovia.

 

— Eles entraram na zona, Henry — sussurra Kane pelo comunicador.

 

— Esperem o sinal... — Henry ajusta seu soco-inglês. — Três... dois... um... AGORA!

 

BOOM!

 

Os disparos explodem vários veículos dos Executores. Como estavam dirigindo muito próximos uns dos outros, eles explodem em uma corrente de fogo, matando dezenas de homens. O jipe de Gun vira bruscamente, escapando por pouco da destruição. Os Hereges saltam das rochas, caindo diretamente sobre os soldados de elite.

 

O Silêncio da Serraria (Grupo B)

 

Enquanto o som das explosões ecoa à distância, a Serraria parece um fantasma feito de madeira e ferro. O Grupo B se aproxima pela retaguarda. Leo escala as paredes em segundos, jogando cordas para Mika e Vane.

 

Beck corre para o terminal de controle dos tanques. O cheiro de óleo é forte. — Se eu abrir as válvulas de retorno e o Piro acender o pavio, esta base inteira vira uma tocha em dez minutos — diz Beck, com as mãos voando pelo teclado.

 

— Faça isso — diz Vane, com os fios de seu chicote de aço já em mãos. — Piro, prepare o inferno. Mika, Leo... verifiquem o andar superior. Encontrem Freya antes que o fogo comece.

 

O Encontro no Topo

 

Freya está no escritório, ouvindo o som distante das explosões. Ela está arrumando uma bolsa pequena; "pretendia fugir no caos". De repente, a porta se escancara.

 

Ela se encolhe, esperando ver Mickey ou um soldado furioso. Mas quem entra é Mika, com sua máscara de madeira de carvalho rosa e sua Naginata em posição de guarda.

 

— Você deve ser a Freya — diz Mika, sua voz calma filtrada pela máscara. — Henry nos enviou para buscar você.

 

Freya deixa a bolsa cair, o coração disparado. — Henry... ele voltou por mim?

 

— Ele disse que você não tem pecado nesta guerra. — Mika estende a mão. — Mas precisamos ir agora. Seu "tesouro" está prestes a ser reduzido a cinzas.

 

No cânion, Gun está em um transe de fúria. Ele dispara sua Magnum descontroladamente contra os Hereges que se movem em meio ao combate. Ele vê Henry derrubar três homens em uma sequência de parkour letal. Kane, com suas serras, degola outros, enquanto Kol decapita dois Executores com seu machado.

 

— Eu senti falta disso. — diz Kol, com sangue nos olhos.

 

— Nem me fale. — respondeu Kane.

 

— HENRY! — Gun ruge, o zíper de sua máscara vibrando. — VOCÊ ROUBOU MEUS FOGUETES! VOCÊ ROUBOU MINHA GUARDA! MAS VOCÊ NÃO VAI ROUBAR O MEU MUNDO!

 

Henry para no topo de um caminhão capotado, sua máscara de madeira azul encarando a máscara de couro preto. — O mundo nunca foi seu, Gun. Você estava apenas mantendo-o como refém.

 

Naquele momento, uma coluna massiva de fumaça negra sobe no horizonte, vinda da direção da Serraria. O brilho das chamas é visível mesmo sob a luz do dia.

 

Gun vira a cabeça. Seus olhos se arregalam. Seu império, sua fonte de óleo, o trono que ele prometeu ao seu herdeiro... tudo está queimando.

 

Fim do Capítulo

 

 

 

 

 

 

Apoie a Novel Mania

Chega de anúncios irritantes, agora a Novel Mania será mantida exclusivamente pelos leitores, ou seja, sem anúncios ou assinaturas pagas. Para continuarmos online e sem interrupções, precisamos do seu apoio! Sua contribuição nos ajuda a manter a qualidade e incentivar a equipe a continuar trazendos mais conteúdos.

Novas traduções

Novels originais

Experiência sem anúncios

Doar agora