Dominação Ancestral Brasileira

Autor(a): Mateus Lopes Jardim

Revisão: BcZeulli


Volume 1 – Arco 2

Capítulo 167: Em busca da semente de terceiro véu(2)

— Se desvincular de nós? Esqueceu a mão que te alimentou?

— Mirmo II Mapok!

A aura de Alura sobe. Fios começam a descer da máscara. Eles parecem agulhas prontas para perfurar.

Raico e Suta sentem a força da menina, e se surpreendem. 11 Estrelas Cadentes?

O Alto Ancião do clã Major de Fogo manda uma mensagem cósmica para seu filho:

— Será que alguém sobrevive há fusão de tantas Estrelas Cadentes? Já vi jovens gênios sendo incinerados por terem 4 Asteroides Perfeitas.

— Será que o Jovem Sábio tem algo que melhore as chances de ascensão?

...

— Não quero ficar discutindo, já me decidi. Espero que respeite minha decisão, Ancião Mapok.

Mirmo Mapok acena.

— Pai, o quanto que investimos nele nesses últimos anos, não é possível que ele saia assim, sem nem nos compensar.

— Através de mim vocês conseguiram ter um rei na história de centenas de anos de seu clã. Alguém que finalmente possa empunhar a “Espada sob o Sol”.

— Como você!?

— Você está esquecendo de quem eu sou. Infelizmente após ofender minhas castas, nem amizade ficará entre nós.

— Você está destruindo um relacionamento de anos em nome de 4 escravos?

— Não. Estou destruindo um relacionamento de anos por 4 fieis companheiros, equipados de talento e sabedoria que podem me acompanhar em futuras batalhas. Traga seu jovem time de expedição aqui, se derrotar qualquer um deles, darei um conjunto rúnico para vocês.

Mirmo II sente a aura deles, e desiste na mesma hora. O menor nível de cultivação deles era de 8 Estrelas Cadentes. Isso, claro, nos conceitos deles. O nível de pedra celeste de criaturas mortais e Divinas/Místicas era completamente diferente.

Há 4 níveis de cometas: Quebrado com detritos, Asteroide Completo, Asteroide Perfeito, Estrela Cadente.

Para criaturas Divinas/Místicas: Quebrado com Detritos, Asteroide Cometa, Asteroide mais que Perfeito, Asteroide Ars.

O segundo nível de Asteroide para mortais era que o Asteroide não é quebradiço, para uma criatura cósmica era a de já ter efeitos parecidos com os de Estrela Cadente, que era o último nível de Asteroide de uma criatura mortal.

O terceiro nível, a diferença é que o Asteroide é maior e mais carregado de energia. Mas para criaturas cósmicas, existia um calor que indicava ainda mais semelhanças com um Cometa Passageiro.

No último, os Asteroides tem uma cauda que os segue. O Asteroide Ars era similar nisso, mas sua movimentação é mais rápida, brilhante, natural.

O principal deste estágio da Condensação de Anima(segundo reino) é que as pedras celestes podem ser usadas em conjunto para poder formar um poderoso feitiço ao utilizar eles em formação.

Claro, cada nível de pedra celeste também ditava quanto de melhora isso se dava. No último nível mortal, apenas um aumento de 50%, no último nível de criatura cósmica um aumento de 100%.

Raico e Suta também ficam em silêncio. Provavelmente ninguém da jovem geração de seu clã poderia ir contra esses cinco.

Mas além de tudo, seu silêncio é também pela alegria de saber que eles não estavam na lista negra de Mythro! Acabou de ser constatado pelo mesmo que ele conseguia criar conjuntos rúnicos!

— Isso não prova nada!

— Prova o suficiente. Ancião Mapok, vamos?

— Sim.

— Pai!

— Mirmo II. Eu espero que nosso clã não morra em suas mãos quando eu partir. A chance de ter um rei, e ser promovido para um clã do meio-oeste apareceu após centenas de anos em nosso lar, e você quase cuspiu em nosso benfeitor. Que vergonha.

— Não me esqueci de meus deveres, fiquei ausente por dois meses, mas aqui estão.

Mythro tira de seu anel sete espadas. Um forte calor é emitido delas, e um cristal faz uma veia no meio da lâmina, a percorrendo completamente.

— Seis espadas de terceira terra para seu jovem time de expedição. Armas de cinco estrelas.

As deixando em cima da mesa, e se despedindo de Raico e Suta, o pequeno NOVA parte com Mirmo Mapok.

— Me desculpe por isso.

— Está tudo bem. Alura mostrou suas garras, isso não deveria ter acontecido sob a recepção de alguém também.

— Perdão meu Lorde.

— Agora é passado. Senhor Mapok, esta é Alura Boor, Senhora da Casta das Aranhas da Gruta do Paraíso. Líder de todas as castas. Este é Odyel Yammir, Senhor da Casta dos Lobos. Zara e Arkab Camilitiafso, da Casta dos Oni. Zara é a Senhora de sua Casta.

Todos removem suas máscaras e se curvam levemente em cumprimento.

Mirmo fica surpreso com a forma de todos. Ele se lembra muito bem de que eles não estavam nem tão fortes como agora, e nem tão belos. Principalmente Alura, dois meses atrás ela era uma aleijada com uma Estrela Cadente, agora estava com 10 pedras celestes a mais, andando e servindo Mythro em primeira mão.

— Ela é sua mão direita?

— Não. As castas são galhos a ser desenvolvidos. São como meus generais, sendo que Alura é minha Suprema General.

— Entendo... tem como um de meus netos servir abaixo de você?

— Infelizmente isso não é possível. Mirmo Mapok, te respeito, e me lembro de sua ajuda há mais de cinco anos. Te disse quando vim para cá que era para pagar aquelas palavras e ações, e está pago. Seu clã cresceu de um dos menores do oeste de fora para um dos maiores no momento e após esta missão, se tornará do meio-oeste em não muito tempo. Eu te paguei mil vezes o que você me deu aquele dia, você não concorda?

— Sim, eu concordo.

— Mas nosso karma acaba aqui.

Jock e Juca ao longe veem o rosto de desapontamento de seu Ancião.

— Viu só? Ele nos traiu.

O menino sai sem nem esperar a resposta de seu pai. Gahilia chega voando e pousa ao lado de Jock.

— O que aconteceu? Por que meu sogro está tão cabisbaixo?

— Senhora... disso, até eu gostaria de saber. Creio que teremos de saber direto do patriarca. No momento o Alto Ancião e o Patriarca do clã Major de Fogo se encontram em nossa Casa Maior.

— Os dois!?

**

Passando brevemente na casa que ele tem no clã Espada sob o Sol. Mythro tira algumas coisas que o pertencia e as destrói.

Mirmo Mapok pega a Pedra Coração Vulcânica, ela está muito mais forte e há uma vaga imagem de salamandra no cerne dela.

— Eu vou poder concluir o sonho de gerações. — Mirmo diz, olhando a pedra profundamente — Que a Espada sob o Sol viva mais dez gerações, e que durante essas dez gerações alguém nasça para fazê-la perdurar mais dez.

**

No oeste profundo, na Casa Maior da Pira Anímica.

— Patriarca, e quanto ao clã que hospeda o fedelho Mythro Zumb’la?

— Eu já tenho um espião lá. Na verdade, não poderia haver melhor aquisição aos nossos planos, do que o próprio patriarca do clã. Pelo que sabemos, logo ele será rei.

— Oh?

— Tanto esforço daquele moleque, só para o clã que ele ajudou sair da lama, se tornará um peão de nossa vingança contra os anfitriões do oeste.

O patriarca da Pira Anímica, Pairo Flamor, ri enquanto bebe de um cálice. Em suas mãos uma carta, assinada por uma das filhas do anfitrião do norte. Mor Fumin.

— A guerra acabará logo. Seus campeões serão decididos pelas mãos de um par de irmãos vindo do abismo, quem diria? E por deus... 18 anos já no terceiro reino... Que garota anormal.

**

A viagem até o clã Bestas Aliadas é de 20 dias. Por ter um ancião ao seu lado, o caminho foi percorrido sem problemas. Todas as noites, em vez de dormir Mirmo viu eles cultivando em sua própria formação.

A disciplina que todos tinham o espantava. As ordens de Alura para os outros três eram consolidadas em pedra e ferro. Apagar uma fogueira parecia um comando de execução.

Todos ali não pareciam crianças. Suas alturas não condizia com suas idades, seus olhares ferozes e principalmente, o fanatismo em seus olhos ao olharem para Mythro. Mirmo só viu uma vez essa expressão, foi quando ele foi convidado há uma reunião geral feita pelo anfitrião.

— Lorde Mythro... — um murmuro sai da boca de Mirmo, enquanto ele observa uma fruta ir da mão do pequeno NOVA a boca de Suife.

**

— Nosso patriarca deve ter se enganado quanto aquele menino que chamam de Jovem Herói. Faz mais de dois meses e ele ainda não está aqui.

— Sim. Mas ainda assim, mantenha a guarda. Se alguém parecido com ele chegar deve ser verificado como o patriarca Laudis disse.

Os dois guardas conversam, ao lado de Cachorros-do-Mato.

— Estamos aqui para ver o patriarca Laudis Tong.

Os dois saltam puxando suas lanças. Os cachorros ficam na frente deles e a terra começa a tremer na direção da repentina voz. Era a arte “Chão Terremoto”.

Antes que o tremor pudesse desestabilizar o “invasor”, ele salta. Uma cor vermelha e branca é tudo que eles conseguem distinguir, antes que suas nucas sejam controladas pelas mãos de alguém.

Os cachorros se viram, mas são acertados por uma ave vermelha, e caem no chão, com seus pelos pegando fogo.

— Fiquem calmos. Sou Alura Boor, estou sob o comando do Lorde Mythro e vim para uma reunião já agendada.

Alura deixa um dos guardas sair de suas mãos. Ele cai lutando por ar, ele olha a máscara de aranha e se assusta. Se levantando e correndo em direção oposta, vê um corvo vermelho brincando de tostar os cachorros-do-mato.

— Acalme-se. Aqui está a prova.

Mythro chega e usa a “Ordem de Cima” para acalmar mais rapidamente o homem. Balacar para de importunar os cachorros e vai até o ombro de Alura.

O papel é entregue ao homem, que demora para processar devido aos eventos ocorridos a instantes atrás.

Mais pessoas vão chegando, montadas em animais que ele nunca viu antes. Seu medo chuta sua cabeça e ele se apressa até um dos cachorros amuados perto dos muros.

O cachorro cheira o papel e dá um pequeno guincho.

— Podem passar. Nós vamos te levar até lá.

Soltando o outro homem, Alura vai até o lado do pequeno NOVA. O homem cai no chão e vomita.

— Mostre o caminho.

O homem em melhor condição recolhe sua lança do chão e tentando não correr, abre os portões.

Quando Núbia passa pelos cães, eles se mijam. O lugar era por fora como uma cidade, muros altos com bestas andando com homens e diversas armas acopladas para cerco em caso de tentativa de invasão.



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