Diários de uma Apotecária Japonesa

Tradução: Noelle

Revisão: Kessel


Volume 8

Capítulo 4: Os Irmãos Ma

Baryou: filho de Gaoshun, irmão mais velho de Basen. 

O clã Ma produzia muitos membros com vocação militar, mas os talentos de Baryou se inclinavam muito mais para os estudos e a burocracia. Como filho mais velho, deveria ter sido ele, e não Basen, o assistente de Jinshi, mas Gaoshun conhecia bem demais seus filhos para fazer isso com ele. Em vez de obrigá-lo a praticar esgrima, deu-lhe um livro. Baryou tinha toda a aptidão física de um broto de feijão murcho, mas se adaptou aos estudos acadêmicos como um peixe na água.

Então, no ano anterior, prestou o exame do serviço civil, realizado apenas uma vez a cada quatro anos e foi aprovado na primeira tentativa. Até o observador mais cínico conseguia perceber que Baryou tinha todas as qualidades necessárias para se tornar um excelente funcionário público. Ainda assim, ele não conseguia emprego. Por quê? Uma rápida olhada em sua situação atual explicava muita coisa.

— Impressionante. Exatamente como eu sabia que ele seria — disse Jinshi.

Os papéis que vinham formando montanhas sobre sua mesa tinham diminuído tanto que já era possível enxergar o outro lado. Ele soltou um suspiro de alívio e olhou para um homem que trabalhava silenciosamente em um canto da sala. Aquele canto não podia ser visto da entrada e, além disso, havia uma divisória separando-o do restante do aposento, de modo que os visitantes nem sequer sabiam que havia alguém ali. Para ser sincero, o homem provavelmente preferiria erguer quatro paredes sólidas ao redor de si, mas Basen o havia dissuadido da ideia. E quem era a pessoa atrás daquela divisória fazendo todo aquele trabalho?

— Mestre Jinshi...

O homem apareceu carregando uma pilha de documentos nos braços. Era muito magro, de altura mediana, e sua pele era tão pálida que parecia doentia. Ele não transmitia exatamente uma imagem saudável, mas era estranhamente divertido perceber como seu rosto, apenas seu rosto, se parecia tanto com o de Basen, o retrato da boa forma física, que estava ao seu lado. Aquele homem era quase um palmo mais baixo que Basen, e a maneira curvada como andava o fazia parecer ainda menor. Se Basen não tivesse um rosto tão jovem, seria difícil dizer qual dos dois era o irmão mais velho.

Mas o homem curvado e aparentemente frágil era realmente o mais velho, ainda que apenas por um ano. O outro filho de Gaoshun. Baryou.

Como já foi mencionado, o clã Ma tradicionalmente produzia soldados. Os guarda-costas da família imperial normalmente vinham desse clã, assim como Gaoshun servia ao Imperador e Basen servia a Jinshi. Por direito, deveria ser Baryou a atuar como assistente de Jinshi. Ele era o segundo filho de Gaoshun e seu filho homem mais velho. Mas aquele broto mirrado de homem não servia para trabalho de guarda. Baryou recebeu o nome "Ba", usando o mesmo caractere de Ma em referência ao clã, mas o mesmo aconteceu com Basen, que nasceu no ano seguinte.

— Trabalho rápido. Você já terminou? — perguntou Jinshi.

— Sim, senhor. Com a estátua, o trabalho está concluído.

— Receio não entender muito bem.

A explicação de Baryou parecia, na melhor das hipóteses, incompleta, como se algum elo do raciocínio tivesse sido pulado, e Jinshi não compreendeu o que ele queria dizer. Felizmente, outra pessoa apareceu naquele instante. Uma mulher alta e bonita, com um olhar severo. Por um momento, até mesmo Jinshi não soube de onde ela havia surgido. Foi possível ver Baryou estremecer ao notar sua presença.

— O que Baryou está dizendo é o seguinte — explicou ela. — “Como o senhor é tão belo quanto uma estátua esculpida, Mestre Jinshi, é difícil até pensar no senhor como um ser humano. Assim, até eu, que me sinto desconfortável perto de pessoas, consigo vê-lo como uma criatura que de forma alguma é humana e, portanto, consigo me concentrar no meu trabalho.”

Jinshi permaneceu em silêncio por um momento, sem saber como reagir a isso. Ele estava sendo tratado como algo não humano com a maior naturalidade. Por outro lado, Baryou sempre foi assim.

A bela mulher de olhar cruel que traduzia as palavras dele era a irmã mais velha de Baryou e Basen. Seu nome era Maamei, e ela já tinha dois filhos. Basen e Baryou se pareciam com o pai, Gaoshun, mas Maamei puxou a mãe, que foi a ama de leite de Jinshi. Por isso, Jinshi ainda a considerava um tanto intimidadora.

Ela se parecia com a mãe em mais do que apenas aparência. Também tinha herdado sua personalidade forte, e Jinshi entendia que Maamei dominava completamente o marido. Até poucos anos antes, ela também tratava o pai, Gaoshun, com o mesmo carinho que sentiria por uma lagarta peluda, embora afirmasse que em algum momento o havia promovido para a categoria de "mariposa".

Ainda assim, ela era a única pessoa que Jinshi conhecia capaz de lidar com o normalmente difícil Baryou. Ele podia ter passado no exame do serviço civil com louvor, mas acabou abandonando o emprego devido a uma combinação de saúde frágil e ideias peculiares. E, considerando sua capacidade quase inexistente de criar novos relacionamentos, tornou-se alvo de ressentimento antes mesmo de perceber o que estava acontecendo. Colegas e superiores passaram a desgostar dele antes de sequer terem a oportunidade de conhecê-lo. Tudo isso acabou lhe causando problemas estomacais.

Baryou tinha talento de sobra, mas sua personalidade tornava tudo mais complicado. Nesse aspecto, lembrava um pouco os membros do clã La, embora eles normalmente combinassem suas excentricidades pessoais com uma força de vontade tão avassaladora que eram os outros que acabavam com dores de estômago. Era o bastante para despertar inveja de sua descarada forma de viver. Se ao menos Baryou possuísse metade, ou até um décimo, da capacidade do clã La de ignorar o que os outros pensavam.

Basen suspirou e colocou o trabalho concluído sobre a mesa de Jinshi. Jinshi começou a revisar o que Baryou havia feito, mas um dos documentos o fez parar e franzir a testa. Era um memorando circular que ele próprio enviou para aprovação em vários departamentos. Mais uma vez, havia sido rejeitado por ser considerado inviável. Quantas vezes isso já tinha acontecido?

— Então eles realmente não vão aprovar — disse ele.

— Foi rejeitado de novo, senhor? — perguntou Basen.

— É uma questão de timing. Se fosse para o próximo ano, aprovariam.

— Os exames militares são no ano que vem, não são?

— Sim. Alguém acha que devemos esperar por eles.

Qual era a proposta de Jinshi que não conseguia aprovação? Expandir o exército. Ele queria mais tropas posicionadas no norte, mas a proposta foi barrada. Os exames para o serviço militar eram essencialmente o equivalente, para os soldados, ao concurso público. Não eram tão concorridos quanto os exames dos burocratas, mas ainda assim certamente reuniriam muitos jovens fortes que poderiam se tornar excelentes oficiais.

O exército vinha diminuindo nos últimos anos por dois motivos. Um era a simples ausência de guerras. O outro era uma questão de pessoal. Mais especificamente, as duas pessoas que ocupavam o topo da hierarquia militar.

— O Grande Comandante Kan e o Grande Marechal Lo — disse Basen.

O Grande Marechal era o mais alto oficial civil envolvido em assuntos militares. Já o Grande Comandante era considerado um dos san gong, os três líderes mais importantes do país, e, assim como o Grande Marechal, exercia uma função militar.

— Fico me perguntando como o Grande Comandante Kan conseguiu esse título — disse Basen. 

Jinshi também gostaria de saber, mas tudo o que possuía eram rumores inquietantes. Alguns diziam que, depois que Lakan eliminou todos os que se opunham a ele, não restou nenhum outro oficial de alta patente para assumir o cargo. Outros afirmavam que ele era favorecido pela antiga imperatriz regente e que foi ela quem garantiu sua rápida ascensão. Havia ainda quem acreditasse que, após subir ao trono, o atual Imperador encarregou Lakan de lidar com quaisquer parentes que sonhassem ocupar o assento mais elevado do país.

— Para dizer a verdade, não tenho certeza — disse Jinshi.

Uma coisa que ele achava que sabia, ou pelo menos podia adivinhar, era por que aquele homem havia buscado tanto poder. Maomao comentou isso certa vez, embora demonstrando absoluto desgosto durante toda a conversa. Segundo ela, existia algo que ele não podia obter sem poder. Lakan era um homem disposto a fazer qualquer coisa para conseguir o que queria. Mas não eram muitas as coisas que ele desejava. Ele não era do tipo de homem que deixava sua ganância crescer sem limites.

— Um homem do exército deveria querer um pouco mais — resmungou Jinshi.

Alguém que buscasse qualquer pretexto para aumentar o número de peças sob seu comando seria fácil de entender e fácil de lidar. Mas, se Lakan tivesse seus jogos de tabuleiro, sua família e algum doce para saborear, já ficava satisfeito. Na verdade, ele queria muito pouco da vida. Mas era impossível contê-lo quando resolvia agir, e era isso que o tornava uma verdadeira pedra no sapato de todos ao seu redor.

— Talvez o senhor pudesse tentar conversar diretamente com o Grande Comandante Kan... — sugeriu Basen.

— Acho que isso causaria mais problemas do que resolveria — respondeu Jinshi.

Lakan não gostava muito dele, por razões bastante óbvias. Às vezes ele aparecia em seu escritório apenas para desperdiçar seu tempo, comendo algum lanche e espalhando sujeira pelos documentos. Mas ultimamente, ele quase não aparecia por aquelas bandas. Jinshi sabia exatamente por quê. Ele estava ocupado rondando o consultório médico. E ele conseguia imaginar perfeitamente o quanto isso devia irritar Maomao.

— Então o Grande Marechal Lo — sugeriu Basen. 

Não era qualquer pessoa que podia simplesmente sentar-se para conversar com o Grande Marechal, mas Jinshi era o irmão mais novo do Imperador. Basen acreditava que isso bastaria para abrir as portas do gabinete de Lo. Mas não seria tão simples assim.

— Esqueceu onde está a lealdade do senhor Lo? — perguntou Jinshi. O Grande Marechal Lo ocupava sua posição por nomeação direta do Imperador. E por que o Imperador conseguiu impor essa nomeação? — Você acredita que nossa mãe... cof, quero dizer, a Imperatriz Viúva, permitiria?

O Imperador era consideravelmente mais velho que Jinshi, mas ambos tinham a mesma mãe. A Imperatriz Viúva entrou no Palácio Interno apenas como serva, mas o antigo imperador a escolheu como concubina. Na época, muitas pessoas tentaram tirar sua vida. Como todos os irmãos do antigo imperador morreram de doença, era de conhecimento geral que seu filho, aquele que mais tarde se tornaria o irmão mais velho de Jinshi e o atual Imperador, seria o príncipe herdeiro.

Muitos também tentaram conquistar o favor da Imperatriz Viúva para ganhar poder. Mas dizia-se que Lo era seu aliado desde os tempos em que ela ainda era uma simples dama da corte. Com pouco mais de dez anos, ela se tornou a favorita do imperador. Por isso, embora fosse uma dama da corte, às vezes recebia permissão para sair do palácio interno. Sempre acompanhada por um guarda-costas, naturalmente. E esse guarda costumava ser o Lo.

Jinshi se perguntava o que Lo devia pensar daquela jovem cujo corpo mal estava desenvolvido o bastante para gerar uma criança. Ela teve outros guardas, mas foi apenas a ele que concedeu tamanho prestígio posteriormente. Era evidente que ele conquistou sua confiança. E ainda assim, devia sentir certa hesitação. Jamais desobedeceria às suas ordens. Mas ela era bondosa demais. 

O sistema escravista já vinha diminuindo, mas a influência da Imperatriz Viúva foi decisiva para sua abolição definitiva. No palácio interno, ela também estendeu a mão às mulheres que haviam compartilhado o leito do antigo imperador e que não podiam mais deixar o palácio. Entretanto, sua bondade às vezes se tornava uma fraqueza. Ela odiava guerras. Raramente ela falava disso em público, mas exercia enorme influência tanto sobre o Imperador quanto sobre o Grande Marechal.

[Kessel: Entendo que do ponto de vista político e estratégico é um defeito, mas… que bela mulher é a Anshi, não é? Forte, independente e conduziu a nação de Li para tempos prósperos!]

Jinshi podia conversar com o Imperador. Ele entenderia. Na verdade, ele já aprovou a ideia de Jinshi. Ainda assim, embora fosse o Imperador, era apenas o Imperador, não um governante absoluto. Era justamente por isso que seu memorando permanecia parado. Se nunca chegasse oficialmente às mãos do Imperador, ele não poderia aprová-lo formalmente.

Talvez Jinshi e Lo encontrassem algum terreno comum caso Jinshi ocupasse algum cargo militar. Mas ele passou anos como um "eunuco" no palácio interno, desempenhando apenas seus deveres cerimoniais como irmão mais novo do Imperador. Isso deixava as pessoas sem saber muito bem como lidar com ele. Ele recebeu o título de Grande Protetor, mas esse normalmente era um posto honorário, algo concedido a pessoas que estavam se retirando da vida pública.

Considerando que Jinshi era o irmão mais novo do Imperador, alguns diziam que ele deveria ter sido nomeado Primeiro-Ministro. Além de sua juventude, porém, existiam outros candidatos qualificados para o cargo, e assim as vozes que defendiam isso acabaram se calando. Seria de se esperar que um título honorário viesse acompanhado de apenas uma quantidade mínima de trabalho real. Isso teria sido ótimo. Em vez disso, ele se via soterrado por documentos, todos os dias correndo para dar conta de tudo. Parecia que o consideravam algum tipo de faz-tudo.

— Tempo demais desperdiçado discutindo detalhes insignificantes — interrompeu Maamei, substituindo o chá agora morno por uma nova infusão.

— Irmã, a política gira em torno desse tipo de assunto delicado — disse Basen.

— Delicado? Não é uma palavra que eu associaria a você — disse ela, em um tom zombeteiro. O canto da boca de Basen se contraiu, mas, por mais explosivo que fosse, até ele sabia que não venceria uma discussão contra a irmã. — No fim das contas, o que você quer é fazer com que aceitem suas exigências — disse Maamei.

— Se fosse tão simples assim, eu não perderia tantas noites de sono — respondeu Jinshi. Ele não estava mais satisfeito do que Basen com a intromissão de Maamei. Ela deveria estar apenas auxiliando; não era sua função discursar sobre assuntos políticos.

— Não estou dizendo que seja simples. Só estou dizendo que oportunidades surgem quando você se mantém aberto a elas.

Nenhum deles entendeu aonde ela queria chegar. Maamei foi até o canto de Baryou e desapareceu atrás da divisória. Ouviu-se uma sequência de exclamações — Irmã! Ei, você não pode simplesmente… Argh! — Ao que parecia, não era apenas Basen que se intimidava diante de Maamei.

Quando ela reapareceu, estava segurando o famoso livro de Go. Ela nem precisava roubar o exemplar do irmão, havia vários deles guardados na gaveta da mesa de Jinshi.

— Reconhece isto? — perguntou ela, tirando uma folha de papel que estava entre as páginas do livro. Por um instante, Jinshi pensou que fosse o panfleto promocional que já tinha visto antes. Então percebeu que era outra coisa.

— Um torneio de Go?

— Exatamente — respondeu Maamei. O anúncio deixava isso bem claro.

— Eu não vi isso em nenhum dos meus exemplares — disse Jinshi. Nem nos que Maomao havia lhe dado, nem nos que Sei comprou.

— O senhor comprou os livros pessoalmente, Mestre Jinshi?

— Não. Enviei alguém para comprá-los para mim.

— Ah. Talvez tenham pensado que o senhor desaprovaria.

Maamei apontou para os detalhes do torneio descritos na folha. Ele aconteceria no final do ano. A taxa de inscrição seria de dez moedas de cobre. E… 

Os olhos de Jinshi se arregalaram. O local do torneio seria um auditório dentro dos terrenos do palácio. Sua boca ficou aberta. E ele parecia incapaz de fechá-la.

— Isso é abuso de poder, se alguma vez já vi um — disse Basen, espantado.

— Dizem que os apreciadores de Go representam cerca de um por cento da população — disse Maamei. — Se existem oitocentas mil pessoas na capital, isso significa oito mil jogadores. Quantos você acha que vão participar desse torneio?

Ela falou como se estivesse propondo um enigma.

As pessoas não precisavam comprar o livro para ficar sabendo do torneio. A notícia se espalharia entre amigos. Além disso, qualquer um podia pagar dez moedas de cobre. Até uma criança conseguiria se economizasse sua mesada. Era impossível saber quantas pessoas estavam lendo o livro ou quantas poderiam se interessar por Go. Pensar em quantas apareceriam no torneio era assustador.

— Se tentassem realizar o torneio em uma praça comercial, os locais capazes de acomodar tanta gente seriam limitados. A maioria dos espaços abertos é usada pelos mercados, então conseguir autorização para utilizá-los seria difícil. A Associação dos Mercadores toma suas próprias decisões nesse tipo de assunto. Até os burocratas têm dificuldade em impor sua vontade a eles.

— Isso não significa que ele deva realizar o torneio dentro do palácio! Isso é impossível!

Maamei apontou um dedo para Jinshi, como se dissesse que aquele era exatamente o ponto.

— Concordo. E tenho certeza de que ele também não está feliz por precisar fazer dessa forma. Afinal, quantos participantes em potencial realmente poderiam entrar nos terrenos do palácio? Muito poucos. Sem dúvida ele ficaria radiante se conseguisse um local apropriado em algum lugar público.

— Entendo... — disse Jinshi lentamente, olhando para a pilha de documentos.

— Exatamente. Todos tentam empurrar tudo para o senhor, mas talvez, de vez em quando, o senhor também possa empurrar algo de volta usando as prerrogativas do seu cargo.

Maamei lançou-lhe um olhar significativo.

— Parece que estou cercado por mulheres fortes e inteligentes — disse ele.

— Nada disso — respondeu Maamei. — É só que elas são as únicas pessoas que conseguem se aproximar do senhor.

Aquilo não soou nem um pouco como uma falsa modéstia. Jinshi e Basen trocaram um olhar. Os dois claramente se sentiam em desvantagem. Jinshi percebeu que precisava reconsiderar o que havia pensado poucos minutos antes. Maamei entendia muito bem de política.

[Kessel: clap, clap, clap! Excelente introdução de personagem!!! De ambos, para deixar claro. Baryou excêntrico e talentoso e a Maamei com sua personalidade forte e marcante. Adorei os dois! A gente tinha ouvido falar deles antes, em volumes anteriores, mas foi muito legal ver eles finalmente estreando na obra!]


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