Volume 7
Capítulo 4: O Palácio Interno
Fossem elas damas da corte ou eunucos, todos que entravam no palácio interno eram submetidos a uma inspeção física. Maomao e seu velho já estavam acostumados com isso, mas Yao e En’en pareciam achar aquilo bastante constrangedor. Elas recuaram diante da ideia de serem tocadas por um eunuco; as expressões em seus rostos praticamente gritavam: Não nos toquem! Luomen acabou desistindo e chamou uma das mulheres do palácio interno.
— É só desta vez — aconselhou ele.
— Sim, senhor — responderam. Ao menos não pareciam dispostas a discutir com ele. Ainda assim, Maomao não conseguiu afastar a sensação de que a atitude delas em relação a ele havia piorado desde que elas descobriram que ele era um eunuco. Isso não era nada incomum. Os eunucos eram amplamente desprezados e vistos com desdém. O próprio Luomen já estava mais do que acostumado com isso, e parecia não se abalar, mas ainda assim aquilo deixava Maomao irritada.
Era tão familiar estar de volta ao palácio interno. Nesse jardim de mulheres, os únicos homens eram eunucos. Era uma situação estranha, e, ainda assim, ali também era perfeitamente comum. Essa combinação criava figuras bem peculiares.
As pessoas continuavam lançando olhares furtivos para Maomao e os outros; quando não se podia entrar e sair livremente, desenvolvia-se uma sensibilidade para qualquer pessoa vinda do mundo exterior. Os olhos brilhavam ao se fixarem nos recém-chegados, imaginando se teriam algum boato interessante para compartilhar. Maomao até reconheceu alguns dos rostos que viu. Não eram pessoas com quem tivesse intimidade, apenas criadas que às vezes estavam por perto quando todos conversavam na área de lavanderia. Elas pareciam francamente confusas com o fato de que, toda vez que Maomao saía do palácio interno, acabava voltando.
Para começar, Luomen seguiu direto para o consultório médico. As outras duas damas da corte olhavam ao redor com fascinação enquanto caminhavam, mas Maomao e seu velho não demonstraram interesse especial algum. Isso deve ter incomodado Yao, porque, pela primeira vez, ela falou com Maomao.
— Por que você parece tão acostumada com isso? — perguntou ela.
— Porque trabalhei aqui por dois anos. — Não exatamente de forma contínua, mas ela tinha ficado ali até o outono passado. — Esse é o tempo de serviço das damas do palácio interno.
Contar toda a história seria um incômodo, então ela parou por aí, esperando que Yao fizesse o mesmo. A conversa terminou ali, e elas permaneceram em silêncio até chegarem ao escritório médico, onde encontraram um homem de bigode fino que era familiar para eles dormindo profundamente.
— Olá? — disse Luomen, em um tom desculpas ao pegar o homem bem no meio de um ronco, que virou um resmungo, depois um grunhido, e então o médico charlatão se sentou de repente com as costas ereta.
— Oh! Ah, Luomen, é você — disse ele. — E a jovem também! Já faz bastante tempo. — Ele se aproximou deles, com as mãos apoiadas sobre a grande barriga. Já fazia vários meses desde que Maomao o acompanhou até sua vila natal.
Falando em nepotismo… pensou ela, lembrando-se do que o oficial médico no acampamento militar havia dito.
— E quem são suas amigas? — perguntou o charlatão, olhando para Yao e En’en. As duas pareciam um pouco divididas. Aquele homem era um eunuco, mas também era um oficial médico, e, embora isso fosse fácil de entender em teoria, pareciam ter dificuldade em decidir exatamente como se comportar diante dele.
Sem perceber, ou sem querer perceber a expressão delas, o charlatão disse:
— Quem quer chá e alguns petiscos? — Ele começou a vasculhar o armário de remédios. Em certo sentido, sua ignorância era mesmo uma bênção.
— Estas três são damas da corte que vão ajudar nos escritórios médicos do palácio daqui para frente — explicou Luomen. — Eu as trouxe hoje como um teste. Nós dois sozinhos não podemos cuidar de todo o palácio interno para sempre. Você não recebeu minha mensagem?
Ao ouvir isso, o charlatão lançou um olhar culpado para a mesa, onde havia uma carta ainda lacrada. Mas é melhor poupá-lo de mais constrangimento sobre isso.
— Ahh, sim, claro — disse ele, como se estivesse perfeitamente ciente da visita. — E o que pretende que elas façam?
Maomao sabia que aquilo era bem típico do charlatão, e seu velho lhe lançava um sorriso irônico; enquanto isso, Yao e En’en já começavam a perceber que havia algo errado ali e olhavam para o homem com desconfiança. Maomao imaginou que não demoraria para descobrirem o quanto ele era um impostor.
— Hoje vamos visitar o pavilhão da Concubina Lihua, e depois as concubinas de médio escalão.
Entre as concubinas de alto escalão, Loulan havia desaparecido após a rebelião Shi, Gyokuyou tornou-se Imperatriz e deixou o palácio interno, e Lishu estava praticamente confinada em seu convento. Lihua era a única que restava no palácio interno.
Ouvi dizer que ela deu à luz um menino. Como será que ele está? Já fazia muito, muito tempo desde a última vez que ela viu a Concubina Lihua. Ela nutria certo apego pela concubina, a quem havia atendido pessoalmente por bastante tempo enquanto cuidava de sua recuperação após uma doença. Podia se dizer que Lihua tivera sua cota de infortúnios, ainda que talvez não tantos quanto Lishu. Ela se livrou de suas damas de companhia mais problemáticas, e Maomao se perguntou como as coisas estavam indo para ela agora.
Ela também estava curiosa sobre o verdadeiro motivo de estarem ali: Aylin, a nova mulher vinda de Shaoh. Ela era a razão inteira de Maomao ter se tornado uma dama da corte em primeiro lugar.
— De qualquer forma, que tal começarmos indo ao Pavilhão Cristal? — disse Luomen, e então partiram.
Como iam visitar uma concubina de alto escalão, eles estavam acompanhados não apenas pelo médico, mas também por outros eunucos que atuavam como guardas. Em parte, estavam ali para garantir a segurança do oficial médico, mas também para vigiar atentamente que nenhum mal fosse causado à concubina. A rotatividade entre os eunucos não era alta, então Maomao reconheceu os guardas.
Sempre fiéis ao seu dever, eles só falavam com Maomao e os outros quando era absolutamente necessário, de modo que ela nem sequer sabia seus nomes. Isso não a incomodava. Pensava que, contanto que não lhes causasse problemas, eles também ficavam satisfeitos. Ela se sentia perfeitamente confortável com esse tipo de relação bem definida.
Lihua, também conhecida como a Concubina Sábia, sempre manteve uma residência encantadora, e seu pavilhão continuava deslumbrante como sempre. Agora havia rosas por toda parte, um legado do tempo em que Maomao havia tomado emprestado um edifício nos terrenos do Pavilhão Cristal para cultivá-las; ela havia dado à concubina todas as flores que não utilizou, e elas foram plantadas por todo o local. Maomao havia cultivado apenas rosas brancas, mas o jardineiro deve ter achado as flores sem cor um tanto tristes, pois agora havia rosas vermelhas e amarelas, e até uma variante verde vibrante. Poderiam ter renomeado o lugar como Pavilhão das Rosas. Maomao só lamentava terem vindo já perto do fim da estação das flores.
A dama de companhia que veio recebê-los viu Maomao parada na entrada do pavilhão e soltou um “Ah!” baixinho. Pelo visto, nem todas as antigas damas de companhia haviam saído, pois várias delas exibiam expressões de puro desconforto ao ver Maomao. Elas nunca deixaram de tratá-la como algum tipo de monstro, e Maomao teve a sensação de que aquilo estava despertando novas suspeitas em Yao e En’en. Aliás, até seu velho a olhava com olhos apreensivos, como se perguntasse: Você causou algum problema até aqui?
Eles foram conduzidos à sala interna, não ao quarto, mas à sala de visitas. Alguns minutos depois, ouviu-se o farfalhar de tecido, e surgiu uma concubina que parecia uma enorme rosa. Ela carregava um bebê rechonchudo nos braços, sua boca se abrindo e fechando suavemente. Havia um leve aroma de leite no ar, sugerindo que ela estava amamentando até momentos antes.
A Concubina Lihua usava apenas um toque leve de batom nos lábios e nenhum pó clareador no rosto; sua pele era tão bonita que mal precisava disso para parecer ainda mais pálida.
Maomao e as outras seguiram o exemplo de Luomen e do charlatão ao cumprimentar a concubina. Ela ficou satisfeita ao vê-la tão saudável. A criança em seus braços também tinha um belo tom de pele e já havia ultrapassado bem a idade em que o antigo príncipe herdeiro morreu. Lembrar que deveria haver outro menino animado correndo por ali trouxe uma pontada de tristeza ao coração.
O filho da Imperatriz Gyokuyou era agora o herdeiro aparente, mas o menino nos braços da Concubina Lihua seria o próximo na linha de sucessão.
A menos que ainda considerem Jinshi como herdeiro aparente? O pensamento sobre possíveis disputas de sucessão fez Maomao hesitar, mas, naquele momento, ela apenas se alegrava por ver que a criança parecia saudável.
— Não há necessidade de gastar muito tempo com cumprimentos. Podemos ir direto ao meu exame? — disse Lihua, passando o bebê gentilmente para Maomao. Ela ficou um pouco surpresa ao se ver com um bebê nos braços, mas o menino, sem se incomodar por estar nos braços de uma estranha, colocou o polegar na boca e sorriu.
Cuidar de crianças não é exatamente o meu forte…
Talvez Lihua quisesse que Maomao visse a criança. Que soubesse que a concubina, que ficou como uma casca vazia após a morte do primeiro filho, havia dado à luz esse belo menino saudável. Sabendo disso, quem não o estimaria?
As novas damas de companhia do Pavilhão Cristal mostraram-se bastante competentes em suas funções: trouxeram uma cadeira para que Maomao pudesse segurar o bebê com segurança e prepararam um copo com um pedaço de algodão absorvente dentro. Se a criança quisesse um pouco de água, Maomao poderia levá-lo à sua boca.
Enquanto isso, Luomen iniciou o exame da Concubina Lihua, medindo-lhe o pulso. O charlatão ficou ao seu lado, sorrindo, sem fazer nada em particular. Em seu lugar, En’en entregava a Luomen os instrumentos de que ele precisava.
Maomao observou bem a criança. Havia um pouco de brotoeja em volta do pescoço, talvez por causa do calor, mas fora isso não havia nada de incomum; ele era o retrato da saúde. Ela sussurrou isso ao charlatão sorridente, que transmitiu a mensagem ao pai dela. Luomen não pareceu nenhum pouco surpreso; pediu ao charlatão que pegasse um remédio para brotoeja no armário de medicamentos.
O mais importante era que a criança estava crescendo saudável, mas Maomao não conseguia ignorar a sensação de que Yao a encarava o tempo todo enquanto ela segurava o bebê.
Depois da Concubina Lihua, eles foram ver a nova concubina de médio escalão de Shaoh.
Havia três pavilhões vagos destinados às consortes de alto escalão, mas Aylin não vivia em nenhum deles. Assim como as outras concubinas de médio escalão, ela recebeu um edifício mais modesto só para si. Portanto, não estava recebendo tratamento especial. Ficava um pouco a leste do centro do palácio interno e parecia não ser usado há algum tempo; o cenário ao redor era um tanto desolado.
As damas de companhia que vieram recebê-los sorriram amplamente para Maomao e os outros e os conduziram para dentro. Eram cinco, um número bastante comum para uma concubina de médio escalão.
— Olá. — Eles foram recebidos pela nova concubina, uma mulher de cabelos dourados, vestindo um manto de mangas largas, provavelmente um traje pouco familiar para ela. Era voluptuosa e alta, com a pele tão pálida que parecia quase translúcida e olhos da cor do céu. Sem dúvida, uma aparência que a destacava entre as demais.
Dá pra entender por que acharam que conseguiriam entrar aqui só pela aparência, pensou Maomao. Ainda que Jinshi as tivesse as superado quando vestiu roupas femininas. De qualquer forma, isso pouco importava. Aylin finalmente alcançou o objetivo que tinha na época: entrar no palácio interno. Quando ela chegou, não falou bem da outra antiga emissária, Ayla, será que elas tiveram algum desentendimento no último ano? Elas certamente pareciam se dar bem antes. Maomao sabia que amizades entre mulheres podiam ser frágeis e facilmente quebradas, mas não deixava de se perguntar o que teria destruído aquela. Ela sabia que era melhor não perguntar, é claro.
Aylin estava reclinada em um sofá, observando uma de suas damas preparar o chá.
Ela realmente preenche todos os critérios de Sua Majestade. Especialmente as curvas. Mulheres estrangeiras tendiam a parecer mais velhas do que eram, e Maomao ouviu dizer que Aylin tinha apenas vinte e poucos anos. O Imperador certamente podia ser enérgico à noite, mas Maomao também sabia que ele era um pensador perspicaz. Ele já tinha dois filhos perfeitamente saudáveis; não precisava se apressar para ter um terceiro. Além disso, se tivesse um filho com uma mulher que buscou asilo político, isso poderia gerar muitos problemas diplomáticos no futuro.
E já existem problemas demais disso.
Maomao olhou para a mulher com quem Lahan tinha conversado tão alegremente no oeste. No momento, ela estava sentada de forma recatada, tomando seu chá, mas era impossível saber que pensamentos guardava no fundo do coração.
A dama de companhia ao lado de Aylin provou o chá para verificar se havia veneno e então o serviu aos visitantes. Luomen falou com calma ao iniciar a conversa:
— Já se acostumou à vida no palácio interno?
Aylin falava fluentemente o idioma local, mas falar um pouco mais devagar só tornaria mais fácil para ela entender.
— Sim, graças à gentileza com que todos têm me tratado. — Seus dedos longos envolveram a xícara, um recipiente de estilo estrangeiro com alça. Suas unhas estavam cuidadosamente pintadas de vermelho. Pelo leve aroma adocicado do chá, Maomao supôs que era do tipo fermentado servido no oeste. Ela estava ansiosa para experimentar um gole, mas apenas seu pai e o charlatão haviam recebido xícaras.
No Pavilhão Cristal eles nos incluíram… pensou ela. Talvez um gesto de cortesia por parte da Consorte Lihua. Normalmente, ao que parece, os assistentes não recebem chá.
Luomen começou o exame tomando o pulso da concubina. Uma coisa que o diferenciava dos outros médicos era que ele anotava números enquanto realizava seus exames. Não era tão obcecado por eles quanto Lahan, mas valorizava bastante os números como guias concretos para a saúde de uma pessoa. Agora, colocou um conjunto portátil de escrita sobre a mesa e começou a rabiscar cifras.
Maomao percebeu que sua escrita não era comum. Caracteres ocidentais? Ela se perguntou. À primeira vista, pareciam retorcidos, como minhocas. Há muito tempo, seu velho registrou seu conhecimento médico em caracteres assim, mas Maomao se esforçou ao máximo para decifrá-los, e ele acabou mudando para outro tipo de escrita.
Enquanto Maomao se perguntava por que seu pai havia decidido usar aquelas letras, ela percebeu que várias pessoas estavam dando olhadas furtivas para ele e para o que ele escrevia. O charlatão claramente não tinha a menor ideia do que aquilo dizia e apenas entregava a Luomen os instrumentos conforme ele pedia. Uma das damas de companhia preparava mais chá, mas também lançava olhares furtivos para as anotações do médico. E havia mais alguém: En’en observava tudo com uma expressão contida.
As anotações não diziam nada de particularmente interessante. Até Maomao conseguia lê-las. Pulso normal, saúde boa, palavras curtas e simples como essas.
— Não vejo nada de incomum — disse Luomen, por fim.
— Re-al-men-te, senhor? — respondeu Aylin. Apesar de falar fluentemente, sua fala ainda tinha uma leve entonação diferente de vez em quando.
Talvez tivesse a ver com a pronúncia de sua língua nativa. Ela continuava lançando pequenos olhares para Maomao, será que ela se lembrava dela?
Sem nada fora do comum para relatar e com o trabalho concluído, eles estavam prestes a partir quando Aylin os deteve.
— Já que vieram de tão longe, talvez queiram levar algumas guloseimas com vocês — disse ela.
Ela estendeu embrulhos de doces envoltos em lindos tecidos. Pareciam biscoitos em um formato incomum; o aroma de manteiga se espalhava deles. Apenas as damas da corte receberam os petiscos; o médico charlatão ficou olhando, invejoso, para aquelas iguarias diferentes. Maomao teria que dividir um pouco com ele quando voltassem ao consultório médico.
O tecido de En’en, e apenas o dela, tinha estampas em vez de uma cor lisa. Talvez Aylin não tivesse conseguido encontrar três pedaços do mesmo tecido.
Então nada de chá, mas ganhamos doces? Parecia estranho, mas não podiam recusar um presente. Maomao guardou os biscoitos nas dobras de sua roupa, e então seu pai os conduziu até a próxima concubina.
O céu já começava a ficar avermelhado quando terminaram as demais concubinas de médio escalão e retornaram em direção ao consultório médico. Era o horário em que Maomao, que sempre comia pouco, começava a sentir fome. Ela se perguntou se conseguiria convencer o charlatão a servir um pouco de chá no consultório.
— Isso resolve a questão das concubinas de médio escalão, mas ainda teremos que visitar as concubinas de baixo escalão e, eventualmente, também as damas de companhia — disse Luomen, de forma tranquila. Maomao parecia se lembrar de que ele antes visitava apenas até as concubinas de médio escalão. Pelo visto, ele andava mais ocupado ultimamente. O charlatão o observava com admiração.
Luomen havia retornado como oficial médico, e agora também havia damas da corte para ajudar. Ele já estava envelhecendo e não poderia continuar fazendo esses exames para sempre; provavelmente pretendia passar o trabalho para as damas da corte no futuro. Era possível que também estivesse levando em conta o fato de que a população do palácio interno estava diminuindo, o que tornaria as coisas mais fáceis a longo prazo.
Luomen não os levou de volta ao consultório médico, mas seguiu em direção ao portão por onde haviam entrado.
— Acho melhor voltarmos para casa — disse ele.
— Não poderiam ficar mais um pouco? — disse o charlatão.
Claro! Temos doces! Acrescentou Maomao em pensamento, mas seu pai balançou a cabeça.
— Receio que não. Ainda temos mais trabalho a fazer.
O charlatão ficou visivelmente abatido. Ele não tinha muitos amigos com quem compartilhar chá e algo para comer, apenas os eunucos que apareciam de vez em quando. Até Xiaolan, amiga de Maomao, já não estava mais ali, pois seu período de serviço havia terminado no ano anterior. Como será que ela está? Xiaolan era uma garota doce e havia conseguido trabalho em uma boa parte da cidade. Maomao refletiu que ela deve mandar uma carta em breve.
O médico charlatão ainda olhava com tristeza para os doces delas, então Maomao tirou os seus, pretendendo dividir um pouco. Ela parou ao notar algo estranho: os biscoitos tinham formato basicamente cilíndrico, e parecia haver algo dentro deles. Pegou um e conseguiu extrair um pequeno pedaço de papel. Havia um em cada biscoito.
O que é isso?
Ela colocou o doce de volta em sua roupa e deixou o palácio interno. Quanto ao médico claramente decepcionado, decidiu fingir que não o tinha visto.
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