Volume 5
Capítulo 4: O Manto do Rato Flamejante
A farmácia de Maomao fechou as portas quando as lanternas começaram a ser acesas na Casa Verdigris. Não fazia sentido continuar trabalhando depois de escurecer, isso só atrairia clientes suspeitos e ainda desperdiçaria óleo de lamparina. Maomao somou os ganhos do dia e os entregou à madame. Guardar grandes quantias de dinheiro em seu barraco minúsculo atrairia ladrões e invasores. Era muito melhor deixar o dinheiro em um lugar seguro, mesmo que ela tivesse que pagar por isso. Então ela recolheu os carvões e as ervas e trancou a lojinha apertada.
— Certo, estamos indo para casa — ela anunciou.
— O quê, já? — Chou-u resmungou, mas ela o pegou pela gola e seguiu de volta para o barraco deles. Embora ficasse logo atrás da Casa Verdigris, as paredes estavam cheias de rachaduras que deixavam o vento entrar, tornando tudo muito frio.
Maomao colocou os carvões entre os papéis de acendimento no fogão e, quando o fogo ganhou força, jogou um pouco de lenha fina por cima. Sentindo o frio, Chou-u se encolheu em sua esteira de dormir, enrolado no cobertor. Maomao esquentou uma sopa numa panela sobre o fogão, mexendo com cuidado. A base da sopa era carne seca, com legumes e kudzu que ela colheu no jardim. Ela até ralou um pouco de gengibre para amenizar o frio.
— Não vai querer? — ela perguntou.
— Claro que vou — disse Chou-u, tentando se arrastar ainda debaixo do cobertor, como um tatuzinho enrolado. Maomao bateu nele com os nós dos dedos, mas jogou um casaco de algodão em troca de pegar o cobertor de volta.
Eu não me importaria de ter outra roupa de inverno, pensou Maomao. Ela estava sendo paga de forma bem justa por “criar” Chou-u, mas não pretendia desperdiçar dinheiro. Chou-u podia reclamar, mas enquanto fosse Maomao quem recebia o pagamento, a educação que ele teria seria simples: quem não trabalha não come.
Ela despejou a sopa em uma tigela lascada e entregou a Chou-u, que se sentou numa cadeira com os joelhos dobrados e tomou pequenos goles.
— Precisa de mais carne — disse ele.
— Se quer carne, vá ganhar dinheiro para comprar! — retrucou Maomao. Então ela tomou um gole da própria sopa. Eles não tinham mingau, mas ela conseguiu um pouco de pão. Ela pegou um pedaço do estoque e colocou ao lado da panela para esquentar. Depois o partiu ao meio e recheou com legumes cozidos. Ela não achou que o pão estava muito bom, talvez por causa da má colheita do ano passado. Uma safra ruim gerava grãos de qualidade ruim, talvez.
— Você tem dinheiro, não tem, Sardenta? Então por que não compra comida decente? — disse Chou-u, pegando outro pedaço de pão apesar das reclamações.
— Eu alugo a loja da velha, idiota. Você tem ideia do quanto ela cobra?
— Então por que não arruma outro lugar?
— Escuta aqui. Não é tão simples assim. — Maomao mergulhou o pão no resto da sopa e colocou na boca. Ela até poderia levar uma vida um pouco mais confortável, se quisesse. Mas tinha seus motivos para não fazer isso. — Amanhã você vem comigo. Vamos comprar roupas. Você está com frio assim, não está?
— Oba! — Chou-u ergueu as mãos, mas o movimento o fez cair direto da cadeira. A paralisia não permitiu que ele se apoiasse, então ele despencou no chão de forma patética.
Maomao o observou por um momento, com uma expressão fria, enquanto lavava a tigela no balde de água.
No dia seguinte, ela e Chou-u foram ao mercado que se estendia pela grande via que cortava a capital de norte a sul. Quanto mais ao norte, mais sofisticadas ficavam as lojas; ao sul, a classe e a qualidade diminuíam. O distrito dos prazeres ficava ao sul da capital, então as primeiras barracas que encontraram nem tinham toldos, eram apenas mercadorias dispostas sobre esteiras de junco.
Quanto mais você se adentra nas ruas laterais, mais suspeitas ficam as lojas. A proximidade do distrito dos prazeres parecia incentivar estabelecimentos que vendiam medicamentos duvidosos. Naturalmente, uma apotecária como Maomao não se deixava enganar por esses produtos, e os comerciantes sabiam disso; nenhum comerciante a chamou enquanto ela passava. Eles procuravam homens que ainda não estavam acostumados ao distrito, esses eram os melhores alvos.
Maomao seguiu em direção ao centro da capital, agarrando Chou-u pela gola sempre que ele ameaçava se afastar. Às vezes se dizia que comprar barato podia acabar saindo caro. Um casaco de algodão de uma barraca de rua certamente seria barato, mas o material seria ruim. Não aguentaria um moleque correndo por aí e fazendo tudo o que crianças fazem. Qualquer comerciante com loja física sabia que precisava da confiança dos clientes locais; um casaco de um estabelecimento de verdade custaria um pouco mais, mas transmitiria muito mais segurança.
Maomao escolheu um lugar entre o emaranhado de lojas e entrou, um estabelecimento que vendia roupas para pessoas comuns, inclusive usadas. Ao afastar a cortina e entrar, viu roupas penduradas no teto. Lá dentro, o lojista costurava uma peça enquanto bocejava. Um braseiro ao lado dele crepitava cheio de carvão, protegido por uma grade para impedir que faíscas caíssem sobre as mercadorias.
— Ahh, roupas usadas?
— Não seja exigente.
Chou-u ainda era pequeno; em breve teria um surto de crescimento. Era mais econômico comprar algo que pudesse ser substituído sem hesitação. Maomao examinava as peças à procura de um casaco acolchoado infantil quando algo chamou sua atenção.
— O que é isso? — Chou-u, sempre atento, se aproximou.
Era um manto pendurado na parede, uma veste longa, totalmente branca. A falta de cor o deixava um pouco simples, mas também tinha um ar exótico; era incomum. O olhar de Maomao se prendeu ao bordado nas mangas, algo que parecia um padrão de vinhas.
Será que isso é...
— Nossa, parece bem barato — disse o merdinha. Ele nunca hesitava em falar o que vinha à cabeça. Maomao deu um tapa nele, atenta para o fato de que o lojista podia estar ouvindo, mas tudo que veio do homem foi uma risada.
— Hah, você acha isso barato, garoto?
— Não é? Roupa de menina tem que ser colorida!
— Acho que você tem razão. — O lojista espetou um alfinete no alfineteiro, esfregou os ombros rígidos e sorriu para eles. O olhar dele se demorou no manto. — Mas esse aqui, veja bem… uma ninfa celestial já usou isso.
— Uma ninfa celestial? — Isso pareceu despertar o interesse de Chou-u. Ele se sentou sobre uma cômoda; talvez a paralisia dificultasse para ele ficar em pé por muito tempo.
Irritada, Maomao continuou a procurar pela loja. O lojista era do tipo que passava o tempo conversando com os clientes. Não dava para saber o quanto daquilo era verdade. Ela só lembrava de como ele costumava prender o pai dela, Luomen, por horas em conversa.
Só preciso achar alguma coisa e então poderemos sair daqui.
Se Chou-u estava ocupado ouvindo o balconista, melhor ainda. Ela poderia procurar em paz enquanto ele se distraía. Mas a loja era pequena. Gostando ou não, ela ouviria a história enquanto examinava as peças.
○●○
— Veja bem, esse manto veio do oeste. Um aldeão de uma vila por lá ajudou uma garota que se perdeu na estrada. A garota era muito bonita, e o aldeão se apaixonou perdidamente por ela.
Ela era uma jovem bem incomum: tinha pele branca e cabelo dourado. Sabia tecer com um tipo de fio diferente de qualquer outro e, com ele, teceu vários mantos para retribuir o aldeão que a ajudou. As roupas tinham bordados com desenhos misteriosos e eram vendidas por várias vezes o valor de qualquer outro tecido.
A garota insistia que queria voltar para sua terra natal, mas não parecia saber onde ficava. Devia ter vindo de algum lugar distante, suponho. O aldeão pediu a mão dela em casamento, depois pediu de novo, e de novo, e finalmente ela decidiu aceitar.
Mas foi um péssimo momento, porque justo naquele momento a família da garota chegou à vila, procurando por ela. Dava para perceber que eram parentes, pois tinham o mesmo tipo de cabelo e pele. O aldeão finalmente conseguiu que ela aceitasse o pedido, e não pretendia desistir dela. Então a escondeu, e a vila inteira fingiu não saber de nada.
A família foi embora, mas ficou desconfiada. O aldeão decidiu que era melhor apressar o casamento e fazer da jovem sua esposa. Uma vez casada, a família dela deixaria de ser sua família, entende?
A jovem protestou, mas os aldeões não deram atenção. Fizeram-na se banhar na fonte da vila para se purificar, e depois planejavam realizar o casamento imediatamente. A garota chorou enquanto se lavava. Seu único consolo era que, como vestido de noiva, usava um dos mantos que ela mesma fez. Uma lembrança do lar perdido.
Você consegue imaginar a dor que ela sentiu? Mesmo vestida para o casamento, quase se afogou nas próprias lágrimas.
Enquanto todos ao redor celebravam, a garota se aproximou do altar para jurar seus votos ao aldeão. Ainda assim, mesmo naquele momento, ela não conseguia esquecer sua família. Ela implorou ao homem que a levasse de volta aos seus parentes.
Ele recusou. Então a garota se encharcou com o óleo que havia ali perto, pegou uma tocha e ateou fogo ao próprio corpo. Correu em chamas, passando pelos aldeões em pânico, até mergulhar na fonte e desaparecer.
Ela deixou para trás apenas um único pedaço de tecido, o véu que usava. Do corpo em chamas não restou sinal; os aldeões especularam que talvez ela tivesse voltado ao Céu. Ninguém da família dela foi visto outra vez, e todos na vila concordaram: a garota e sua família desapareceram de volta para o céu.
○●○
— E esse é o manto que a ninfa usava — declarou o lojista.
— Uau! — disse Chou-u, devidamente impressionado. Minutos antes, ele ridicularizou a peça por ser barata, mas agora a olhava como se fosse uma joia reluzente.
Enquanto isso, Maomao segurava uma sucessão de casacos contra as costas de Chou-u, tentando decidir qual serviria melhor nele. Encontrou um de cor meio desagradável, mas com o tamanho perfeito.
— Ei, Sardenta, olha esse manto! Que tal a gente comprar? — Os olhos de Chou-u brilhavam.
— O garoto tem razão — arriscou o lojista. — Aquela ninfa celestial não era muito mais velha que você, mocinha. Posso até fazer um preço especial, já que vocês duas são tão parecidas.
Boa tentativa, mas o ábaco na mão dele indicava que o valor ainda tinha um dígito a mais. Maomao quase riu alto.
Ninfa celestial, é? Eu posso ver uma de graça. Afinal, uma ninfa ligeiramente danificada visitava a Casa Verdigris com frequência.
— Você está me dizendo que não acredita na lenda da ninfa? — perguntou o lojista. — Algumas pessoas não têm nenhum senso de romance... — Ele abriu os braços e balançou a cabeça, desapontado.
Quem deveria estar desapontada sou eu, pensou Maomao. Ela não só já tinha visto uma ninfa celestial antes como também viu uma desaparecer na água exatamente como na história. O “espírito da lua” também voltou para fora da água, parecendo um rato encharcado, perguntando se ela pretendia repetir a apresentação algum dia. Mas, pensando bem, essas cenas devem ser raras mesmo. Sem perceber, Maomao soltou uma risadinha ao lembrar.
O mundo estava cheio de coisas estranhas, mas todas tinham alguma explicação. Era só porque as pessoas não sabiam por que certas coisas aconteciam que inventavam histórias sobre maldições, poderes mágicos e até fantasmas.
Maomao examinou com atenção o manto que a “ninfa celestial” teria tecido.
— Posso tocar?
— Pode. Só não suje ele.
Ela sentiu a textura do tecido e analisou o bordado. Então abriu um sorriso.
— Lojista, você acha mesmo que consegue vender isso por esse preço?
— C-Como assim? Claro que consigo.
E mesmo assim ele tentou empurrar a peça para ela. Se realmente acreditasse que o manto foi fabricado por uma visitante genuína do Céu, ele teria acrescentado mais um dígito ao valor.
— Sei. E se desse para vender por dez vezes o que está pedindo?
— Dez vezes? Hah! Bem, eu seria um lojista muito feliz. Daria tudo o que você está segurando de graça.
Ele parecia estar brincando, mas Maomao respondeu:
— Daria mesmo? Você ouviu o que ele disse, Chou-u?
— É, eu ouvi, mas você não vai conseguir dez vezes o preço por isso aí, vai? Você enlouqueceu, Sardenta.
Até Chou-u estava tirando sarro dela. Maomao fez uma careta e pegou um carvão do braseiro com um par de hashis de metal.
— Vou pegar emprestado o robe e esse carvão por alguns minutos, senhor.
— Ei! O que você está fazendo?
Maomao tirou a bolsa e a deixou sobre a cômoda: toc. Era todo o dinheiro que tinha consigo, mas deveria cobrir aquele manto. O lojista parou de reclamar quando viu o dinheiro. Enquanto isso, Maomao levou o robe e o carvão para fora, e jogou a peça no chão.
— E-Ei! — O lojista voltou a gritar, parecendo meio desesperado, mas Maomao ignorou. Com os hashis, soltou o carvão em cima do vestido.
— Ei, Sardenta, estou com calor! — reclamou Chou-u, debaixo de várias camadas de casacos de algodão. Ela exagerou, colocando um sobre o outro até ele parecer um daruma rechonchudo.
— Então tira algumas camadas.
Ele só estava vestindo tudo aquilo porque reclamou de ter que carregar as peças. Maomao, por sua vez, segurava um manto novo para si mesma. Normalmente preferia cores menos chamativas, mas não ia reclamar de algo que ganhou de graça. Servia nela, e isso bastava.
— Ei, Sardenta. Por que o manto não queimou? — perguntou Chou-u.
Maomao bufou ao lembrar do nome que o lojista usou, manto da ninfa celestial. Havia um nome muito melhor para ele do que esse. Manto do Rato Flamejante, ela sussurrou no ouvido do lojista.
O manto se recusou a pegar fogo quando ela largou o carvão sobre ele. Na verdade, saiu ileso, sem nem uma marca de chamuscado. Os transeuntes ficaram espantados, tão espantados que talvez acreditassem se ela dissesse que o manto pertenceu mesmo a uma ninfa celestial.
— Do que são feitas as roupas, Chou-u?
— Do que são feitas? Tipo… algodão, cânhamo e tal? É só grama e fibras. E às vezes insetos ou algo do tipo.
— Aquele manto foi feito de pedra.
A boca de Chou-u se abriu tão rápido que Maomao quase riu.
— Pedra? Tipo, pedra mesmo? Como fizeram isso?
— Até a pedra pode assumir formas diferentes. A fibra da rocha podia ser transformada em tecido. Era uma técnica incomum, mas existente desde a antiguidade, chamada huohuanbu. Como o nome não soava muito impressionante, ela usou um termo do país insular do leste.
[Noelle: Huohuanbu refere-se historicamente a um tecido à prova de fogo feito de fibras minerais (amianto), conhecido desde a antiguidade na China]
— E, claro, pedra não queima.
Mas como aquilo pareceu para quem viu? Mesmo quem conhecia o huohuanbu talvez nunca tivesse visto de perto. A raridade ajudaria a inflar o preço entre colecionadores curiosos. E rendeu a Maomao um verdadeiro guarda-roupa gratuito.
— Entendi… Então essa é a história. E a ninfa celestial?
— Suspeito que seja…
Metade verdade, metade invenção.
Maomao reconheceu o bordado nas mangas do manto, estava escrito nos caracteres do país estrangeiro que o velho dela, Luomen, costumava usar nas anotações. Quando estilizados, os caracteres pareciam videiras em espiral, subindo. A suposta ninfa provavelmente veio daquela região. Se tinha cabelo dourado e pele clara, talvez tivesse sangue do norte nas veias.
Se casamentos entre parentes próximos continuassem por muito tempo numa vila pequena, os descendentes ficariam mais fracos, então os habitantes desses lugares certamente desejariam linhagens mais distantes. Talvez a jovem realmente tenha se perdido. Ou talvez foi sequestrada. De qualquer forma, os aldeões não iam querer perder um prêmio desses.
Então a garota fez seu vestido, doente de saudade da família. Tecendo com fibra de rocha e bordando caracteres que os aldeões não conseguiam ler, uma mensagem secreta pedindo ajuda à terra natal. No dia do casamento, provavelmente usou roupas íntimas encharcadas. Deve ter molhado o cabelo também, escondendo isso sob o véu.
— Sabia que dá para impedir uma tigela de madeira de queimar mesmo colocando fogo nela? — disse Maomao.
Bastava enchê-la de água. Até secar completamente, a madeira não pegaria fogo, desde que a temperatura não ultrapassasse certo limite. Se a mulher vestisse roupas molhadas sob um robe de fibra de pedra e colocasse por cima algo mais inflamável, bastava pular na fonte antes de sofrer queimaduras. Se ela usasse os padrões do manto para indicar como escapou, era provável que alguém a encontrasse depois.
Claro, não havia garantia de que funcionaria. Mas, pelo relato do lojista, funcionou. Em certo nível, não era tão diferente da apresentação que fizeram no banquete das emissárias no ano anterior.
— Uau! — disse Chou-u, genuinamente impressionado. — Por que você não contou isso para o cara da loja?
— Eu não queria estragar o romance.
Chou-u riu, como se admitisse que ela estava certa.
Havia ainda outro motivo, embora Chou-u não precisasse saber disso. Havia bordados finos no interior do manto, bem como nas mangas.
Então temos uma jovem de algum lugar do oeste ou do norte, pensou Maomao. Uma garota comum teria coragem de se incendiar e sair correndo por aí? Maomao certamente não teria. Além disso, a jovem sabia ler e sabia produzir fibra de pedra. Será que qualquer pessoa comum daquelas terras saberia fazer isso? Parecia improvável que uma artista itinerante tivesse tais habilidades.
Talvez ela fosse uma espiã ou algo do tipo.
O oeste tinha mais disputas de fronteira do que muitas regiões vizinhas. A ideia de que a jovem fosse uma agente de inteligência não era absurda, embora, se fosse, parecesse meio descuidada.
Maomao sorriu de forma sarcástica para essas fantasias inúteis e seguiu seu caminho de volta para casa.
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