Volume 4
Prólogo
A mãe sorria radiante.
Isso significava que ela também devia sorrir. Ela tinha aprendido isso.
A mãe estava zangada com o pai.
Isso significava que ela devia franzir a testa, como a mãe fazia. Ela tinha aprendido isso.
A mãe estava repreendendo uma das damas de companhia.
Isso significava que ela deveria apenas ficar parada ao lado, sem fazer nada. Ela sabia disso.
Então a mãe olhou para ela, observando-a muito, muito atentamente, e não havia nada que ela pudesse fazer a não ser aceitar o desafio. Rir quando a mãe ria, chorar quando a mãe chorava.
Assim, a mãe não ficaria zangada. Um sorriso surgiu em seu rosto, e ela não se tornaria ainda mais feia.
Quando ela tinha cerca de cinco anos, passaram batom em seus lábios; aos dez, aplicaram pó facial em suas bochechas. Suas sobrancelhas foram arrancadas e outras falsas, desenhadas, e então ela sentiu como se estivesse usando uma máscara. Era como se fios invisíveis estivessem presos a seus braços e pernas, e a mãe os puxasse. Ela estava cercada por todos os lados.
Ela podia aceitar aquilo. Estava perfeitamente disposta a ser uma marionete por toda a vida.
Mas aquilo tinha sido um erro.
Não importava se ela usasse uma máscara, se ela se transformasse em uma marionete: a mãe continuava ficando cada vez mais feia. Ela descobriu que era impossível impedir isso.
Ah: tinha sido tudo em vão.
Mas quando percebeu, já era tarde demais. Tarde demais para fazer qualquer coisa.
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