Dançando com a Morte Brasileira

Autor(a): Dênis Vasconcelos


Volume 2 – Arco 11

Capítulo 213: Exército da Destruição

Lycoris abriu os olhos lentamente, revelando o brilho carmesim iluminado pelos poucos feixes de luz daquele lugar que penetravam o obscuro. O ambiente ficou imerso em uma penumbra inquietante, mas, ao seu redor, um exército de monstros se erguia como sombras vivas, marchando em sua direção.

Naquele instante, toda a Guerra por Poder cessou. Todos pararam de se matar, focando em se modificar e se fortalecer para seguir o chamado. Os mais poderosos dos seres presentes naquele País se dirigiram até ela em meio a um fervor reverente.

Mesmo entre as raças mais fracas, que se escondiam para não serem exterminadas, havia exceções. Alguns grupos se sacrificavam, praticando canibalismo, na esperança de que um membro da vila ou da raça se tornasse mais forte e pudesse proteger os outros.

No entanto, essas tentativas eram frequentemente em vão.

Um indivíduo fraco jamais se tornaria significativamente mais forte apenas consumindo outros fracos. Entre essas fúteis tentativas desesperadas de sobrevivência, destacava-se uma vila de vampiros.

Nesta vila isolada, próxima ao epicentro do caos, um jovem vampiro se destacava. Seu poder o tornava capaz de proteger a comunidade sozinho. Devido à sua força, tentaram criar um sacrifício que não envolvesse diretamente a morte.

Naturalmente mais forte do que os outros, esse jovem vampiro chupava o sangue dos moradores diariamente para se fortalecer, mesmo que minimamente — usando o poder de seres tão fracos.

Isso funcionava para a vila, pois ele mantinha o lugar intacto, afastando qualquer ameaça que ousasse se aproximar.

As partes mais nutritivas dos monstros que matava eram consumidas por ele, enquanto os outros vampiros recebiam as partes menos nutritivas e geralmente os restos, evitando a fome.

Mas naquele dia... tudo mudou.

O chamado de Lycoris se infiltrou em sua mente como um veneno, e ele não pôde resistir. Seu corpo, agora sob o controle absoluto dela, começou a se mover sem vontade própria.

O povo da vila ouviu o chamado, contudo, sendo fracos, não foram forçados a segui-lo. No entanto, ao verem o jovem em transe, todos se desesperaram e correram até ele, em completo pânico.

Tentaram agarrá-lo... tentaram puxá-lo de volta... mas ele não parava.

Sua alma foi arrancada, deixando apenas uma casca vazia, marchando como um zumbi em direção ao seu destino.

A mãe do jovem, vendo o filho perdido para Lycoris, correu até ele, lágrimas brotando de seus olhos. Thumpf! Tentou abraçá-lo, tentou trazê-lo de volta à realidade... Era inútil. O jovem vampiro, agora uma marionete, continuava a seguir em frente, Scrrchsc... arrastando no solo os corpos dos moradores que tentavam impedi-lo.

— Filho, não... Por favor... Não! Biho... BIHOOOO! ACORDA, POR FAVOR!! — clamava, desesperada, com a voz quebrada pela dor.

Todos ao redor observavam, os rostos desolados, sabendo que não podiam fazer nada.

"Mate tudo que encontrar e se fortaleça..." Essa era a ordem imposta na alma de cada ser naquele País, e Biho, ao recordar, abriu a boca. Crun...ch! Em um movimento rápido e impiedoso, mordeu o pescoço da mãe, sugando sua vida até que ela fosse reduzida a nada.

O sangue frio se misturava às lágrimas da mulher, mas, mesmo querendo, não se moveu. Seus olhos começaram a perder a cor, e ela, aceitando seu destino, não gritou. Apenas manteve os braços ao redor do filho, enquanto sua vida era tirada.

...Biho a matou, e o corpo, agora meio seco, dela, com um grande buraco no pescoço, Pahrf... caiu sobre o chão, os braços deslizando pelo corpo do filho enquanto este... continuava sua marcha... Sendo guiado por uma força incontrolável até Lycoris.

Naquele momento, a vila inteira sabia que não restava mais esperança. Estavam condenados. Suas vidas agora se resumiam a uma contagem regressiva para a morte iminente.

Mesmo que todos os mais fortes agora estivessem fora da Guerra por Poder, ainda existiam muitos monstros fortes que foram deixados de lado no chamado. Tentar fugir do País naquele momento era mais fácil — todavia, ainda assim era o mesmo que se suicidar... Um piso em falso, um farejo... os levaria a uma mordida fatal.

Desesperados, pegaram o corpo da mãe de Biho e o levaram até uma casa, onde uma nova tentativa de transformação começaria. Decidiram que outro jovem, mais novo que Biho, seria o próximo. Embora pequeno, era o que mais se destacava nos treinos que Biho realizava com eles.

Esse jovem foi forçado a comer todo o corpo da mulher, mesmo que se negasse a fazê-lo.

Não lhe foi permitido desperdiçar uma gota sequer do sangue que ainda restava... Não tinha opção. Os mais velhos decidiram quem seria o novo "herói". Os mais velhos decidiram por ele quem iria se arriscar lá fora.

O jovem tentou resistir, desviando o olhar, mas foi brutalmente forçado a engolir cada pedaço, sem misericórdia.

Ainda era só um...

Sabia lutar, mas não tinha força para peitar toda a vila lhe obrigando a comer aquilo... Não tinha forças para ir contra sua mãe e seu pai olhando-o e impondo tamanha expectativa e responsabilidade. (Continuaria negando? Quer ver seus pais virando as costas para você? Quer desapontá-los? Quer ser uma decepção?)

Eles o observaram o tempo todo, e quando ele começava a mostrar sinais de vomitar, seus próprios pais empurravam de volta, ou obrigavam-no a engolir o próprio vômito do chão.

Não havia escapatória.

Não havia perdão.

Não tinha outra escolha senão aceitar o destino imposto pelos adultos.

(...Fugir sozinho?)

Após o jovem consumir tudo, todos saíram da casa, deixando-o desolado e machucado pelas agressões.

Aceitou ser o que não queria... não daquela forma, e mesmo assim o olhar de quem amava não fora feliz. Fora: "isso não é mais do que sua obrigação".

Ficou sozinho, sentado em um canto... olhar morto, no tempo que lágrimas formaram-se nos cantos dos olhos, e a dor do que havia feito esmagava sua alma.

No escuro daquela casa, sua boca se abriu timidamente:

— Me desculpa... — murmurou para si mesmo... mas queria que Biho e sua mãe o escutassem, esperando o perdão pelo que fez.


— Vamos fazer dos humanos nosso gado? Quero provar do sangue da realeza todos os dias, sem exceção — disse Dreik, mantendo uma animação doentia em seu olhar. 

Seu braço estava um pouco mais cortado — precisava conter o sangramento interminável.

Cortou uma leve tira da própria carne, permitindo que a regeneração ocorresse ao consumir sangue e a ferida fosse cicatrizada.

— Teremos um menu degustação de sangue diariamente, com todos os tipos e tamanhos variados de humanos... Não se preocupe — respondeu Lycoris, mantendo um sorriso frio enquanto olhava para os três.

— Pluuuup!

— Sim, deixarei você provar do sangue da Grande Heroína, Pluup.

Plup! — respondeu, alegremente.

— Ela matou Gorgon... Não vou sentir pena na hora de retirar o sangue do corpo dela — ponderou Ibarada, seu rosto alternando entre diferentes expressões de prazer e sede insaciável pelo sangue de Nathaly.

Lycoris se lembrou de Gorgon, e um brilho de crueldade iluminou seus olhos.

Levantou a mão e, com um leve movimento, deu uma nova ordem ao seu exército, sua voz fria cortando o ar:

— Avante, Exército da Destruição!

Embora os monstros ainda não estivessem totalmente agrupados, a ordem foi dada, e logo começaram a se mover feito uma onda implacável, correndo em direção a Dirpu intensificados por uma sede insaciável de sangue humano.

Lycoris e seus três subordinados caminharam lentamente atrás, já que da última vez que foi pela frente, terminou com uma espada preta cravada na barriga e uma feição destruída em lágrimas.

Agora, caminhava despreocupada, sabendo que tinha em suas mãos o maior trunfo de sua vida: a Morte. Sem a ameaça dela em jogo, Lycoris escutava com um toque de satisfação os três falando sobre como desejavam provar o sangue daqueles seres inferiores.


Ainda ao lado do corpo inconsciente de Nino, Morte chamou: 

Ragnarok.

Imediatamente, Ragnarok surgiu, sendo arrancado à força do corpo de Nino pelo poder da voz dela.

— Por que assumiu? — Não precisava elevar a voz para fazê-lo sentir dor a cada palavra dirigida a ele.

Raaag... — Seu grande olho não conseguia esconder o medo diante dela, ainda mais sem Blacko. Com ele, teria certeza de que nada de mal aconteceria.

— Ele não venceria?! E, POR ACASO, VOCÊ VENCEU?! — Morte abriu os olhos, irritada, encarando-o com fúria.

BAAAMMM!!!

O enorme olho, envolto em sangue e fumaça preta, foi prensado contra o chão.

— Você não passa de uma ferramenta para eles usarem.

Rag começou a vibrar violentamente, seu corpo diminuindo de tamanho conforme a dor das palavras aumentava.

— Coloque-se no seu lugar, raça inferior. Desapareça da minha frente antes que eu o extermine... Parasita. — Morte inclinou levemente a cabeça, os olhos transbordando de irritação.

Rag não ousou resistir e obedeceu, voltando para o corpo de Nino, com o rabinho entre as pernas... Já este acordou poucos segundos depois, tonto, mantendo uma mão na cabeça e a outra apoiada no chão.

Hãm...? O que eu tô fazendo aqui de novo, caaara? Puta que pariu, não aguento mais esse lugar — resmungou, a frustração estampada em seu rosto.

Huh?... Não se lembra de nada?

Nino olhou para Morte, que permanecia ao seu lado, impassível.

— Só lembro de chegar em um castelo e de alguém me acertar com alguma coisa. O que aconteceu depois disso?

— Você perdeu uma luta e foi selado pela Bruxa dos Vampiros.

Hãm?! 

— Para de falar "hãm", inferno! Me faz lembrar do seu pai — reclamou, cheia de desdém, enquanto olhava para ele transbordando irritação, vendo que ele era a cara do pai, exceto pela cor do olho e por ser mais jovem.

Nino piscou duas vezes, um pouco desconcertado, e perguntou:

— ...Fui selado igual a você?

Morte desviou o olhar. Levou as mãos às costas e saiu caminhando lentamente, antes de responder:

— Não. Minha irmã me selou com sua alma, você foi selado com o sangue da Bruxa.

Nino franziu a testa, confuso.

— Não entendi a diferença.

— Para você sair do Selamento de Alma... Quem o prendeu precisa perder parte ou morrer pela alma. No meu caso é impossível minha irmã morrer para alguém ou ser ferida se não por mim. Agora, para você sair do Selamento de Sangue, quem te prendeu precisa perder muito sangue, assim ficando fraca para manter o selamento. Ou seja, se alguém fizer a Bruxa sangrar muito, você é liberto.

— Essa Bruxa é forte?

— Para você, sim.

Nino assumiu uma expressão desanimada.

— Não vai dizer que a Anna venceria? Que milagre! — exclamou irônico.

— Mas ela venceria.

— Claro, claro... — Nino desviou o olhar, agora visivelmente abatido. — Claro que venceria.

Sentado no chão, meio deitado, mantendo os braços apoiados e a cabeça voltada para cima, permaneceu no draminha de não ser "reconhecido" como forte, até que Morte continuou a falar:

— Ela venceria sem nem lutar.

Nino abaixou a cabeça e olhou para ela.

— Como assim?

— As Bruxas possuem um tesouro único. Assim como a vampira tem um, mesmo que Anna não seja uma Bruxa, a mãe dela era e deixou o tesouro para ela. Aquele vestido não é apenas uma roupa mágica ou erótica para te excitar — Nino corou todo envergonhadinho mantendo as bochechas cheias de ar — aquilo a transforma em uma Deusa. É impossível ela perder para alguém deste mundo enquanto estiver usando aquela roupa.

— Se a roupa a faz virar uma Deusa, por que a mãe dela morreu? — perguntou no tempo que o rubor ia se dissipando.

— Não estava lá para ver. Como vou saber?

Ué? E como sabe que a vampira é uma Bruxa?

— Torturei e matei os antigos subordinados dela na frente dela — respondeu em tom comum.

Nino a olhou torto.

Ah, claro. E como sabe que a mãe de Anna era uma Bruxa se ela morreu e você não a viu? — ergueu uma sobrancelha em sua feição arrogante, tentando colocá-la contra a parede.

— Porque a primeira Bruxa era a Primordial da Lua. Quando a mãe de Anna roubou o livro, provavelmente o Livro Sagrado a escolheu.

Nino ponderou e desviou rapidamente o olhar para baixo.

Huum... Acho que me lembro dela dizendo algo sobre a mãe não deixá-la olhar um livro lá... Faz sentido... — Voltou o olhar para a Deusa. — Se o vestido é o tesouro da minha namorada, o que é o tesouro dessa vampira?

— Uma foice capaz de cortar almas, como a espada do Herói, a minha ou a Celeste. Pensei que ela não pudesse mais usá-la. Matei seu exército, torturei seus amigos e a destruí junto de sua dimensão anos atrás. Sua alma também não está completa, e mesmo assim ela materializou a foice lutando contra você.

— Se a alma não tá completa, por que não consigo sair?

Morte virou o rosto extremamente lento na direção dele e olhou firmemente nos olhos.

— Você escutou alguma palavra que eu disse, moleque?

— Tem como eu sair daqui?

Morte ficou irritada e o encarou mantendo um olhar fulminante.

— Você escutou alguma palavra que eu disse, seu imbecil? — Sua voz transbordava raiva.

Fechando os olhos, Nino a provocou:

— Fala muito, esqueci quase tudo jáÁÁÁÁÁááÁÁhhhHHhh!

Com um gesto brusco, ele foi lançado de um lado para o outro por uma força exordial.

Morte o prendeu, enrolando-o completamente de tecidos pretos, semelhantes às tiras rasgadas de seu lindo vestido, tampando também sua boca e o deixando suspenso de cabeça para baixo.

Hmnhnmhmh... — Nino murmurava incessantemente, porém nenhuma palavra era entendível devido à sua boca amordaçada.

Após vários murmúrios e gemidos sem sucesso, parou de se debater, ficando em silêncio e agora de fato imóvel... Seus olhos, agora, mostravam raiva e tédio.

Morte se aproximou dele, e os olhos do menino mudaram de expressão. Sch... Destampou a boca dele manualmente, e Nino fez uma careta pidona, combinada por um olhar de coitadinho.

— V-vai desce shangue pá minha cabexinha... — murmurou, quase se assemelhando a um carioca, forçando ao máximo sua careta e o drama.

Morte, mantendo um rosto de completa antipatia, tampou a boca dele novamente e saiu andando, deixando-o ali, tentando gritar enquanto seu corpo balançava descontrolado, amarrado como um louco, se movendo feito um pêndulo de relógio antigo.


— Como você tá?

— ...Já tô melhor. Vamos continuar.

— Tem certeza? — Nathaly apoiou a mão no ombro de Nina, olhando-a diretamente, enquanto Nina permanecia encostada na parede, tentando se manter firme.

— Consigo sentir que meu irmão está vivo... — Se ergueu, olhando para baixo no rosto de sua mulher, que deixou a mão deslizar, soltando-a. — Mas não consigo sentir onde ele está. Ele não é fraco, nem uma criança que precisa de proteção. Ele sabe se cuidar... "Eu espero." Nina tentou esconder a preocupação atrás de um leve sorriso, não querendo deixar Nathaly igualmente preocupada.

— Entendi... Então vamos. — Nathaly percebeu que não era o melhor momento para insistir, então preferiu confiar nas palavras de Nina, embora soubesse que ela ainda não se sentia totalmente bem.

Nina rapidamente assumiu o disfarce, também recriando o capuz de sangue feito para Nathaly... Saíram. Seguiram pelos becos, em direção ao Norte do reino, à procura da igreja.

Tendo em base a localização desta em Alberg, pensavam que a estratégia de posicionamento dela seria similar — muito perto dos comuns e pobres e não tão longe dos cheios de dinheiro.

Após algum tempo vasculhando a área comum, finalmente avistaram algumas túnicas perto de uma área comercial, na divisa entre a zona nobre e a zona comum.

Seguiram um deles... e encontraram a igreja.

O homem entrou, e as duas seguiram logo atrás...

Entraram.

Nina desfez a túnica comum de Nathaly, enquanto Nathaly trancava as grandes portas duplas da catedral. Trkcmm... O som da porta fechando fez o homem se virar, e ao perceber a jovem na porta e a moça se aproximando dele, seu instinto de alerta disparou.

— O-o que estão fazendo?!

Enquanto Nina se aproximava dele, voltou à sua aparência normal... mantendo um sorriso gentil no rosto.

— Uma limpeza.

O homem se assustou ao vê-la, especialmente ao notar a Marca escorrendo sangue, resultado do ódio que ela sentia naquele momento.

No tempo que a observava se aproximar, percebeu que a outra havia desaparecido.

AAAaaaAaaAhH!...

Os gritos de agonia começaram a ecoar pelo local, e o homem viu fiéis, madres, padres e bispos sendo consumidos por chamas douradas... Nathaly caminhava lentamente entre eles, indo em direção ao altar.

— Quer ficar como eles? — questionou Nina, sua voz ainda doce, todavia carregada de uma frieza assustadora... O gentil sorriso contrastando em horror.

O homem, tremendo de medo, virou lentamente a cabeça para encará-la.

— Tenha piedade deste servo da Deusa do Sol... — Curvou a cabeça, suas pernas bambas e imobilizadas pelo terror... Tremia e parecia querer ceder. Esqueceu como andava... suas calças ficaram molhadas ao se mijar feito uma criança assustada.

— Claro, claro. Mas me diga... Onde está o laboratório?

— Não se...

Bam!

O soco fraquinho de Nina afundou a mandíbula do homem em sua cabeça, e com a força do impacto, foi arremessado para trás. Creeecck! O homem colidiu contra o altar, quebrando a coluna e ficando torcido em um ângulo impossível.

Seu corpo virou um "Z"... Seu olhar perdido, travado diretamente sob a estátua da Deusa do Sol... vendo-a parecer zombá-lo.

Não conseguia se mover, C-cf-cofshc! e apenas tossia, engasgando no próprio sangue, misturado ao sangue rosa que começava a se espalhar e descer pelo queixo e pescoço, roupa e chão.

Nina se aproximou lentamente, observando o homem imóvel e quase sem vida. Sem pressa, CRM... agarrou com dedos rígidos a cabeça e a ergueu, forçando-o a olhar em seus olhos brilhantes.

— Onde está o...

— Achei. Esconderam da mesma forma que na outra igreja, embaixo do altar.

Nina se calou e ouviu Nathaly, porém não desviou o olhar do homem, que mal conseguia respirar.

Depois que sua garota se calou, a Primordial abriu um sorriso de desdém... e comentou:

— Não possuem nem criatividade... Patéticos.

Tlecc...

Nina forçava gradativamente os dedos contra a cabeça do homem, ouvindo o som dos ossos se rachando, estalando lentamente no tempo que se deliciava dos sons de angústia... O túnica tentou gritar, Phrchs... o que só fez com que a mandíbula caísse para o lado, se sustentando por apenas uma pequena parte de carne no lado esquerdo.

BRUMch!

Sua mão piscou em magia elétrica escura, e, num instante, a cabeça do homem explodiu.

Observando a bagunça que fez, Paff-Paffs... passou a mão no braço, limpando o sangue grotesco de sua roupa preta.

A explosão sujou toda a estátua, e Nina a olhou diretamente nos olhos por um momento, antes de dar uma risadinha suave.

Tcs...

BRUM!

Destruiu a estátua após um toque suave, Prrrrrcchrchc... fazendo o mármore se espalhar por toda a igreja... Despreocupada, subiu as escadas e foi até Nathaly sobre o altar. Esta já havia aberto a passagem. Nina deu um sorrisinho e desceu na frente... Sua mulher a seguiu logo atrás.

Pareciam ir até o núcleo do mundo... desciam e desciam e não parecia ter um fim...

Chegaram.

Um corredor.

Dois lados que pareciam ainda mais extensos que a escada.

Tudo branco... e sem vida. 

— Vamos nos separar. Acho que é mais rápido para acharmos informações. Depois de algumas horas, nos encontramos em cima da igreja, onde fica aquele sino enorme — sugeriu Nathaly.

— Entendi. Nos vemos lá então.

— Até daqui a pouco... 

Nathaly se aproximou de Nina, ficando na ponta dos pés, pedindo por um beijo. Nina se curvou um pouco, atendendo ao pedido. Mwaah! Se beijaram calmamente, sem pressa. Após um momento, Nina se ergueu, e Nathaly voltou a firmar os pés no chão.

Nina olhou-a cheia de ternura.

— Até.

Ambas se olharam por um instante, antes de se virarem e seguirem por caminhos opostos.

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