Volume I

Capítulo XII: Onde a Inocência Morre | Parte II

Dayla avançou um passo e, sem dizer uma palavra, ajoelhou-se diante de Darvor.

Segurou o rosto dele com as duas mãos, firmes, marcadas por treino e batalha e, antes que qualquer um pudesse reagir, inclinou-se e o beijou.

Não foi um beijo longo.

Nem suave.

Foi carregado de urgência, medo e algo antigo que jamais fora dito em voz alta.

Dóryon congelou.

O mundo pareceu se contrair ao redor dele, como se o venwin tivesse sido arrancado do ar.

O olhar permaneceu fixo, incapaz de compreender, de reagir, de respirar direito.

Dayla se afastou apenas o suficiente para encarar Darvor, os olhos tomados por preocupação e receio.

— Você quase morreu — murmurou. — Não faça isso de novo.

Darvor reagiu imediatamente. Com o pouco de força que ainda lhe restava, afastou-a, apoiando-se novamente na parede.

— Estou bem — mentiu, sem sequer tentar soar convincente. — Onde está Sienna?

O olhar de Dayla se fechou.

Havia frustração ali.

E algo quebrado.

Dóryon ainda não disse nada.

Apenas observou.

Seu pai.

Sua instrutora.

O beijo.

O silêncio.

Ele sentiu algo se revirar dentro do peito, mas empurrou esses pensamentos para o fundo da mente.

Aquilo não importava agora.

Não ali.

— Ela está viva — respondeu enfim, com a voz firme apesar do caos interno. — Ferida… mas sob cuidados médicos. Estão levando-a para fora da residência. Vamos levá-lo até ela.

Darvor soltou o ar lentamente, como se só então tivesse permissão para continuar vivendo.

Dayla se levantou e limpou o sangue das mãos na própria túnica.

— Até quando você pretende manter isso desse jeito? — perguntou, sem encará-lo. — Fingir que nada existe?

Darvor fechou os olhos por um instante.

— Não há mais nada a dizer — respondeu. — Só quero ver minha mulher.

O silêncio que se seguiu pesou.

Dayla assentiu uma única vez.

— Então tomarei isso como sua escolha.

Ela estendeu o braço.

— Apoie-se em mim.

Relutante, Darvor aceitou.

Os dois começaram a avançar lentamente pelo corredor em direção à saída, e Dóryon seguiu logo atrás, atento a cada sombra.

Foi quando o inimigo surgiu.

Um soldado emergiu do arco lateral, com os olhos selvagens e fragmentos de terarth flutuando ao redor das mãos. Ele avançou sem hesitar.

Darvor tentou inspirar.

Tentou puxar o venwin.

Mas o ar não respondeu.

— Não — disse Dayla com firmeza, segurando-o. — Apenas observe.

Darvor voltou o olhar para Dóryon.

E algo o surpreendeu.

O garoto não tremia.

Não havia pânico nos olhos dele.

Apenas foco.

O inimigo avançou na direção de Dóryon e lançou pequenos cascalhos de terarth como projéteis irregulares. O impacto era forte o suficiente para quebrar ossos.

Dóryon sentiu a dor atravessar os braços ao erguer a lâmina para defender.

Mas não recuou.

Concentrou-se.

Os músculos responderam.

A defesa foi perfeita.

Num único movimento, ele absorveu o impacto, girou o corpo com impulsão precisa e avançou.

A espada descreveu um arco limpo no ar.

A cabeça do soldado separou-se do corpo antes mesmo que o restante do ataque pudesse se formar.

O corpo caiu.

O silêncio voltou.

Darvor permaneceu imóvel, encarando o filho.

Quando foi que ele crescera tanto?

Quando deixara de ser apenas um garoto?

Dayla quebrou o silêncio.

— Ele teve que superar o medo — disse em tom baixo. — Para proteger Sienna. Nós nos encontramos com Trowhearth. Ele disse que nos deixaria passar… se Dóryon enfrentasse um dos soldados.

Ela olhou para o garoto.

— E ele venceu.

Darvor sentiu o peito apertar.

Orgulho.

Medo.

Culpa.

Tudo misturado.

Sem dizer mais nada, eles seguiram.

Deixaram para trás a residência imperial.

O caos.

O sangue.

Os mortos.

E caminharam rumo a um futuro que, depois daquela noite, jamais seria o mesmo.

Eles alcançaram o acampamento improvisado pouco depois.

Erguido às pressas nos arredores da residência, o local ficara cercado por soldados exaustos, muitos ainda com as armas em punho, os rostos marcados por sangue, fuligem e choque.

Lanternas pendiam de estacas de madeira, lançando um ligne instável sobre tendas, macas e corpos cobertos por panos escuros.

Ao entrarem na cabana principal, o cheiro atingiu primeiro.

Sangue.

Ervas esmagadas.

Ferro quente.

Morte recente.

O interior estava tomado.

Nobres lado a lado com soldados.

Servos ao lado de crianças.

Alguns gemiam baixinho.

Outros já não respiravam.

Membros amputados repousavam sobre panos encharcados, e curandeiros passavam de um leito a outro com mãos trêmulas, lutando contra o tempo e o cansaço.

Darvor não hesitou.

Assim que os olhos dele a encontraram, ele avançou.

Sienna estava um pouco mais à frente, deitada sobre uma maca elevada.

O rosto pálido contrastava com os cabelos escuros espalhados pelo travesseiro improvisado.

A respiração era fraca, mas constante.

O ombro esquerdo estava envolto em bandagens grossas, manchadas de vermelho escuro.

Darvor chegou ao lado dela e caiu de joelhos.

A curandeira se aproximou imediatamente e ergueu a mão com cautela.

— Comandante… — disse em tom baixo. — Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

Darvor ergueu o olhar.

— Fale.

Ela respirou fundo.

— Conseguimos fechar a ferida causada pela espada no ombro. O sangramento foi controlado. Ela sobreviveu à noite.

O ar pareceu voltar aos pulmões de Darvor por um instante.

Então veio o resto.

— O problema… foi o braço.

A curandeira hesitou, escolhendo as palavras.

— A lâmina levou carne, pele e parte dos músculos. Tivemos de remover o que estava comprometido. Mesmo com ervas e cuidados… o dano é profundo.

Ela baixou o olhar.

— Sienna não conseguirá mover esse braço como antes. Talvez… nunca mais consiga movimentá-lo. Tudo dependerá da recuperação. E mesmo assim, as chances são pequenas.

O silêncio caiu como uma sentença.

Darvor não respondeu.

Não se moveu.

Apenas ficou ali, olhando para o corpo da esposa, para o braço imóvel sob as bandagens, para o preço que ela pagara por aquela noite.

Então algo dentro dele cedeu.

As mãos tremeram.

A mandíbula se contraiu.

E, sem qualquer som, as lágrimas começaram a descer.

Uma.

Depois outra.

Marcando o rosto endurecido por anos de guerra.

Dóryon sentiu o peito apertar ao ver aquilo.

Dayla permaneceu imóvel, os olhos fixos em Darvor, sem saber o que fazer, o que dizer.

Aquela foi a primeira vez que viram o comandante quebrar daquele jeito.

O homem que sempre ensinara que sentimentos eram fraqueza… agora não conseguia mais contê-los.

Darvor encostou a testa na beira da maca.

— Me perdoe… — murmurou, com a voz falhando. — Eu deveria ter estado aqui.

Sienna não respondeu.

Dormia.

A curandeira se afastou um passo, respeitando o momento, e então falou novamente:

— Todos vocês precisam de um leito. Especialmente você, comandante. Seus ferimentos são graves. Se continuar assim, não resistirá.

Darvor não ergueu a cabeça.

— Depois.

— Não é um pedido — respondeu ela com firmeza. — É uma ordem médica.

Dóryon finalmente se moveu e pôs a mão no ombro do pai.

— Pai… por favor.

Darvor fechou os olhos.

Por um instante longo demais.

Então assentiu.

Lentamente, deixou que o ajudassem a se levantar.

A guerra daquela noite terminara.

Mas as cicatrizes… estavam apenas começando.

Passaram-se algumas horas.

A cor retornara ao rosto de Sienna, ainda que os olhos permanecessem fechados. A respiração seguia regular, fraca, mas estável.

Darvor permaneceu sentado ao lado do leito, imóvel, como se qualquer movimento pudesse quebrar aquele frágil equilíbrio.

Dóryon observou a cena por alguns instantes.

— Pai… — disse em voz baixa. — Vou procurar meus amigos.

Darvor ergueu o olhar lentamente e assentiu.

— Vá. E… volte com boas notícias.

Dóryon saiu da cabana levando consigo uma esperança silenciosa, e o medo de que ela fosse em vão.

Do lado de fora, o caos parecia ainda maior.

Novas tendas haviam sido erguidas às pressas. Pessoas caminhavam cambaleantes, algumas apoiadas umas nas outras, outras eram carregadas em macas improvisadas.

Gritos, ordens, choros e gemidos misturavam-se num ruído constante, pesado, que parecia nunca cessar.

Dóryon deu alguns passos, e então tudo veio de uma vez.

O som do impacto da espada.

O olhar vazio dos inimigos caindo.

O peso da lâmina atravessando carne.

O mundo girou.

Ele se curvou bruscamente e vomitou tudo o que restava no estômago, o corpo reagindo antes que a mente pudesse acompanhar.

Um guarda se aproximou e pôs a mão no ombro dele.

— Jovem, está tudo bem?

Dóryon não respondeu.

Os sons ao redor ficaram abafados, distantes, como se estivesse submerso. As vozes ecoavam, mas não faziam sentido. Ele apenas respirava com dificuldade, tentando se manter de pé.

— Estou… — murmurou, por fim. — Estou bem.

Sem esperar reação, seguiu adiante.

Passou por tenda após tenda, ergueu panos, examinou rostos, corpos, feridos e mortos.

Cada olhar desconhecido trazia alívio momentâneo… e, logo em seguida, mais angústia.

Dentro de si, ele orava.

Não em voz alta.

Orava a Zerunmir, o deus da Criação.

Pedia que tivesse poupado.

Que tivesse salvado.

Que tivesse sido misericordioso.

Foi então que viu.

Uma menina estava do lado de fora de uma das tendas, sentada no chão, com os joelhos junto ao peito.

Tinha pequenos arranhões nos braços e o cabelo desgrenhado; os olhos, atentos, assustados.

Quando ergueu o rosto e o reconheceu, os olhos se arregalaram.

— Dóryon!

Ela se levantou e correu até ele; as lágrimas surgiram antes mesmo de chegar.

Atirou-se contra o peito dele num abraço forte, desesperado, como se temesse que ele desaparecesse.

Dóryon a envolveu com os braços.

Ali, por um longo momento, nenhum dos dois disse nada.

Ele fechou os olhos, sentiu o corpo dela tremer, e agradeceu silenciosamente a Zerunmir, ao universo, a tudo o que pudesse ouvir.

Quando finalmente se afastaram, Dóryon enxugou as lágrimas do rosto dela com cuidado.

— Como você escapou? — perguntou, com a voz ainda embargada.

A menina respirou fundo, tentando se acalmar.

— Um soldado nos protegeu. Eu e minha mãe. — disse. — Um homem de cabelos negros… ele dobrava o vater.

Dóryon franziu o cenho, atento.

— Parecia jovem… talvez trinta outonos. — continuou ela. — Ele lutava como se o elemento fosse parte dele. Moldava, desviava, prendia os inimigos… graças a ele, sobrevivemos.

Ela hesitou por um instante e então completou:

— Ele salvou várias pessoas. Nobres também. Lioren… e a mãe dele, Jenma, estão vivos.

Aquilo foi demais para Dóryon.

Ele se ajoelhou lentamente, apoiando as mãos nos próprios joelhos.

Um riso curto escapou junto das lágrimas que voltaram a cair, alívio puro, quase doloroso.

— Obrigado… — murmurou, sem saber exatamente a quem.

A menina se agachou à frente dele.

— Você está bem? — perguntou, preocupada.

Ele assentiu e enxugou o rosto.

— Estou. — respirou fundo. — Você sabe onde ele está?

Ela sorriu de leve.

— Sei.

Ela o conduziu por entre as tendas, desviando de macas e soldados, até parar diante de uma delas.

Ao erguer o pano de entrada, Dóryon o viu.

Ali, em meio ao caos, ele reencontrou o amigo.

Por um instante, apenas um, todo o resto desapareceu.

A guerra.

O sangue.

O medo.

Restaram apenas os três, vivos.

Uma semana se passara desde a noite em que o palácio fora manchado de sangue.

Em Gylden, a resposta do império veio rápida, e cruel.

Soldados percorreram ruas, becos, casas e tendas improvisadas.

Portas foram arrombadas, pessoas foram arrancadas de seus lares ainda em trajes de descanso.

Aqueles que resistiam foram abatidos no lugar; os que demonstravam qualquer simpatia pelos rebeldes tiveram o mesmo destino.

Não houve julgamentos longos, nem espaço para dúvidas.

A ordem era clara: extinguir o que restava da resistência.

Em Lotkin, afastada do tumulto visível, erguia-se uma das maiores mansões da região, residência de um dos homens mais influentes do coliseu.

A mansão erguia-se imponente, isolada do burburinho de Lotkin como se pertencesse a outro mundo.

Altos muros de terarth cinzenta delimitavam o terreno, grossos o suficiente para resistir ao tempo e a qualquer investida descuidada.

Em pontos estratégicos, torres robustas observavam o entorno; suas sombras longas projetavam-se sobre o pátio interno.

O portão principal, reforçado com ferro escurecido, permanecia quase sempre fechado, abrindo-se apenas para aqueles autorizados a cruzar seus limites.

O edifício central dominava o interior do complexo.

O telhado íngreme, coberto por placas escuras, parecia absorver o ligne do dia, enquanto janelas altas e estreitas filtravam o mundo exterior, permitindo mais observação do que exposição.

Arcos de terarth cuidadosamente talhados sustentavam varandas internas, conectando alas da casa e criando corredores suspensos de onde se podia vigiar todo o pátio.

Bandeiras pendiam das paredes, imóveis, como se o venwin evitasse aquele lugar.

No centro do pátio, fontes de terarth esculpidos com precisão vertiam vater silenciosamente, quebrando o silêncio apenas com um murmúrio constante.

Estátuas de antigos guerreiros e figuras lendárias ocupavam posições de destaque; os rostos estavam gastos pelo tempo, mas ainda carregavam autoridade.

Tudo ali transmitia a mesma mensagem: poder consolidado, riqueza antiga e a certeza de que segredos importantes eram guardados atrás daquelas paredes.

Dentro, o silêncio era denso.

Tobias atravessou os corredores iluminados por tochas e adentrou um amplo cômodo.

Tapeçarias que cobriam as paredes retratavam batalhas e triunfos antigos.

À frente de uma mesa de carvalho maciço, o homem o aguardava, postura relaxada, olhar atento, impossível de decifrar.

— Vejo que sobreviveu à noite malfadada — disse o homem, erguendo o copo em saudação.

Tobias inclinou levemente a cabeça.

— O plano falhou. O imperador vive… e sua família também. — A voz carregava frustração. — Talvez seja a hora de uma nova investida. Um ataque direto a Darvor e aos seus. Ele foi quem desestruturou tudo naquela noite.

O homem misterioso girou o líquido âmbar dentro do copo de Cerdromel, observando-o sob o ligne das lamparinas.

— Não. — respondeu com calma. — Atacar Darvor agora criaria o efeito oposto. Ele se tornaria um mártir… um inimigo poderoso. Chamaria atenção demais. Atenção indesejada.

Ele deu um pequeno gole e então perguntou, quase casualmente:

— Tobias… você já jogou Shōren no Kō, de Hirosaka?

Tobias franziu o cenho.

— Não.

— Enfrentei um jogador extraordinário certa vez — continuou o homem. — Eu sempre perdia. Sempre. Até que, um dia, ele me revelou o segredo.

Ele apoiou o copo na mesa.

— Ele não agia por impulso. Esperava. Reagia às ações do inimigo. Observava o tabuleiro… até que uma peça, antes irrelevante, se tornava a chave da vitória.

O olhar do homem endureceu.

— Quero que você revele o local onde o restante da resistência está reunido. A cabana do fazendeiro e sua família, que servem ao Leonardo.

Tobias abriu a boca, mas o homem ergueu a mão e o interrompeu.

— E quero mais — continuou. — A investida deve ser liderada por alguém que possa ser anunciado como herói. Um símbolo. Traga-o para o nosso lado… para o nosso plano.

Ele sorriu de canto.

— O jovem que protegeu os nobres durante a invasão à festa do príncipe.

Tobias respirou fundo.

— Vilmir. — murmurou.

— Exatamente. — respondeu o homem. — Faça com que ele brilhe… e depois, o tabuleiro será nosso.

Tobias inclinou-se respeitosamente.

— Assim será feito.

E se retirou.

(Um dia depois)

A casa de Darvor estava silenciosa.

Sienna permanecia sentada próxima à janela, os cabelos desgrenhados, o olhar perdido.

Tentava, mais uma vez, erguer o braço esquerdo, apenas para sentir a dor e a fraqueza obrigarem-na a desistir.

Darvor estava ao lado dela, sustentando-a com cuidado, como se temesse quebrá-la ao menor toque.

— Com o tempo… — murmurou ele, sem saber se acreditava nas próprias palavras.

Nos fundos da casa, o som seco de golpes ecoava.

Dóryon treinava.

As mãos estavam cobertas de calos abertos e sangue seco.

A espada de madeira cortava o ar repetidas vezes, e cada movimento vinha acompanhado por lembranças daquela noite.

Ele não treinava para aprimorar técnica; treinava para silenciar a mente.

Foi quando o mensageiro chegou.

A notícia se espalhou rápido.

— Pegaram os traidores. — anunciou. — Foram enforcados. Eles… e suas famílias. Os corpos foram pendurados na entrada do reino de Gylden. Para servir de exemplo.

Dóryon, ofegante, aproximou-se sem perceber.

Ouviu em silêncio… até ouvir o nome.

O mundo parou.

A espada de madeira caiu no chão.

Dóryon correu.

Darvor percebeu tarde demais.

Chamou por alguém para ficar com Sienna e seguiu o filho, mancando, ignorando a dor.

Na entrada de Gylden, os corpos balançavam ao venwin.

Homens.

Mulheres.

Crianças.

Dóryon avançou até que os joelhos falharam.

Ali, pendurado entre os demais, estava Celth.

O rosto pálido.

Os olhos sem vida.

O corpo rígido ao lado da própria família.

O grito que escapou de Dóryon não foi alto; foi quebrado.

Ele caiu de joelhos e chorou sem controle, o corpo inteiro tremendo.

Não tentou esconder.

Não conseguiu.

Darvor finalmente o alcançou.

Desta vez, não ficou em pé.

Ajoelhou-se ao lado do filho e o envolveu num abraço firme, protetor, como nunca antes.

Segurou a cabeça dele contra o peito, permitindo que as lágrimas de Dóryon molhassem sua armadura.

— Eu estou aqui… — murmurou. — Eu estou aqui.



 

Fim do Capítulo XII

 

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