Volume 2 – Arco 4
Capítulo 7: Batalha de Zoloto
Na manhã do dia seguinte, eles se preparavam para partir rumo à vila Zoloto. Naquele momento, as divisões organizavam seus soldados e equipamentos.
Kamui e Tomoe encontraram-se com seu pelotão próximo a cabana da divisão de infantaria. Eles cumprimentaram todos.
— Chegou a hora. Vamos reconquistar a vila zoloto. Conto com o apoio de vocês. — disse Tomoe.
— Afirmativo! — responderam todos.
Em seguida, todos se reuniram em frente à cabana principal. No palco de madeira estavam Ksenia, Hangying e todos os tenentes-coronéis de Zarya e Ming.
— Bom dia, soldados. Hoje iremos salvar a vila Zoloto dos Nachtagenten. Não será uma batalha fácil. Preciso do esforço de todos para que o nosso plano seja um sucesso. Vamos! Está na hora de recuperar o que é nosso!
Partiram rumo à vila Zoloto. Após cinco horas de viagem, eles chegaram no território da vila. Nessa etapa, os grupos se separam: o pelotão de Kamui e Tomoe foi para a região leste da vila; o pelotão principal, para a parte oeste; e os atirores e os soldados de apoio, para a região norte.
Zoloto era uma vila em um terreno montanhoso, localizada no cume de um morro, com alguns picos mais altos ao redor. Além disso, era coberta por uma densa vegetação de abetos. Era uma paisagem exuberante.
No lado leste da vila, o pelotão de Kamui e Tomoe avançava rapidamente pelo morro. De acordo com o plano, agiram da forma mais furtiva possível e conseguiram adentrar na vila Zoloto sem serem percebidos pelos soldados nas torres de vigilância. Foram direto para a casa do chefe da vila, que ficava em frente à pequena praça central. A praça tinha uma grande árvore de carvalho e, ao redor dela, vários bancos de madeira. A casa do chefe da vila também se diferenciava das demais residências. Enquanto a maioria das casas eram construídas com tijolos de pedra. A residência do chefe da vila possuía a mesma estrutura, mas era rebocada com barro e pintada de branco. As janelas eram de madeira com vitrais amarelos. Na parte direita da fachada, uma trepadeira crescia até o telhado.
Conforme o plano. Sofia, Nadezda, Anton e Sergey se posicionaram no telhado da casa ao lado da residência do chefe da vila. Nikolai, Roman, Elena e Polina estavam juntos com Kamui e Tomoe.
— Está na hora de entrarmos. Fiquem vigiando a entrada. — disse Tomoe.
— Afirmativo! — responderam eles.
Kamui e Tomoe entraram na casa, chegando na sala de estar. Não havia ninguém. Havia uma lareira, um sofá marrom e um tapete da mesma cor. Na lateral esquerda do cômodo havia uma escada de madeira que levava ao segundo andar. Ao fundo, havia duas portas que davam acesso a outros cômodos.
— Talvez ela esteja no segundo andar de novo. — disse Kamui.
— Talvez esteja, de qualquer forma vamos vasculhar essa casa inteira.
Eles subiram para o segundo andar e encontraram um corredor com duas portas, possivelmente dois quartos.
— Hum… duas portas. Qual abrimos primeiro?
Tomoe abriu a porta do quarto mais próximo a eles. Parecia que ninguém estava lá. O quarto tinha uma escrivaninha ao lado da cama de casal e um guarda-roupas do outro lado. A cama estava coberta por um cobertor branco. Ao fundo estava a sacada fechada por uma cortina branca. Ao adentrarem mais no quarto, viram uma silhueta feminina surgindo na sacada. As cortinas se abriram e, entre elas, estava Ayaka.
— Bom dia, mais uma vez invadindo a casa dos outros. Vocês não têm vergonha?
— Nós deixamos você escapar da última vez. Mas agora você não terá chance. — provocou Kamui.
— Haha! podem tentar. Tenho certeza absoluta que vocês não vão conseguir me derrotar.
Enquanto isso, na região norte da vila Zoloto. Os atiradores haviam conseguido chegar no monte. No caminho encontraram um pequeno pelotão de vinte soldados Nachtagenten que estavam próximos a uma torre de vigilância. O monte dava uma visão total da vila, e conseguiam ver as quatro torres de vigilância proximas da vila.
Os artiratores tiraram os rifles das caixas, montaram a luneta, o bipé do cano e colocaram o carregador com munição. Em seguida, deitaram-se e ficaram prontos para os disparos, esperando apenas as ordens de Valia e Yuxuan.
Utilizando um aparelho semelhante a um binóculo, Valia e Yuxuan observaram a região oeste, por onde as tropas principais passariam em alguns minutos. O aparelho tinha a aparência semelhante de binóculo, tendo sua estrutra feita de metal e lentes de vidro. A diferença era que, entre as lentes de vidro, havia uma lente feita de cristal mágico, que permitia enxergar com nitidez pontos extremamente distantes.
Elas viram as duas torres de vigia e algumas tendas próximas às duas torres. Provavelmente, nessas tendas estavam os soldados Nachtagenten.
— Atiradores, mirem nas torres da região oeste da vila. — disse Yuxuan.
— Afirmativo.
Os atiradores miram para as torres de vigilância. Com elas na mira, aguradavam a ordem de Yuxuan para realizarem os disparos.
— O alvo está na mira.
— Ótimo, podem atirar.
Os atiradores realizaram os disparos. O som dos tiros foi altíssimo, e as folhas das árvores ao redor do monte tremeram com o poder dos rifles. Os projéteis atingiram os soldados que estavam nas torres de vigilância e ainda derrubaram as duas torres. Isso causou um alvoroço. Todos os soldados Nachtagenten, que até então não sabiam que estavam sendo atacados, saíram das tendas. Aquele momento marcou o início definitivo da batalha de Zoloto.
Subindo o morro, surgui a cavalaria de Anka. Eles chegaram rapidamente à vila e, com os sabres, derrotaram vários soldados. Atrás deles veio a infantaria, que, com os rifles, derrubaram vários soldados, que foram pegos desprovidos pelo poder fogo das armas. Isso forçou as tropas Nachtagenten a recuarem para mais dentro da vila.
Enquanto isso, na casa do chefe da vila. A luta contra Ayaka estava acirrada. No combate, aquele quarto organizado, havia se tornado uma grande bagunça. A cama e a escrevaninha haviam sido destruídas.
— Acho melhor sairmos daqui. Aqui é um pouco apertado demais para nós lutarmos. — disse Ayaka.
— Já está querendo fugir? — provocou Kamui.
— Claro, que não. O que eu quero é matar vocês.
— Haha! como sempre confiante de mais. Aceite o seu fim, Ayaka.
Kamui aplicou eletricidade em sua empada e utilizou a magia Respiro da Kitsune. Ayaka foi atiginda em cheio. A força do impacto fez com que seu corpo fosse arremeçado para fora do quarto. Ela quebrou o guarda-corpo da sacada e caiu na praça. Rapidamente, Kamui e Tomoe foram até onde ela estava. Ayaka curou seus ferimentos e se levantou. Ao observar tudo ao seu redor, ela percebeu a presença dos outros soldados.
— Olha, vocês trouxeram companheiros. Muito bom, mais gente para eu me divertir.
Tomoe nem deixou Ayaka terminar de falar e avançou ferozmente contra Ayaka. Com sua foice em chamas, e trocou vários ataques com ela. Nikolai, Roman, Elena e Polina. Tentavam ajudar disparando flechas e lançando magias. Os soldados que estavam vigiando a entrada da casa chegaram também para apoiar na luta, porém foram impedidos por Kamui.
— Agradeço a vontade de vocês em nos ajudar, mas acho que não seria uma boa ideia. É muito perigoso. Acho melhor vocês se juntarem à força principal, que está no setor oeste da vila. Obrigado pelo trabalho de vocês até agora.
Os soldados seguiram a recomendação de Kamui e foram para o setor oeste lutar junto com as tropas de Zarya.
O combate entre Ayaka e Tomoe parou. Tomoe havia conseguido cortar os dois braços de Ayaka. O espadão foi arremesado para longe. Mas Ayaka estava longe de ser derrotada. Em segundos, ela regenerou os dois braços.
Enquanto ela se recuperava, Kamui aproveitou para atacar: tentou avançar utilizando um totem e depois lançando a magia bomba elétrica. Porém Ayaka, que havia recuperado seu espadão, bloqueou o ataque. Logo em seguida, Kamui recou.
Do telhado, as magas e os arqueiros tentavam ajudar. Não causavam muito dano em Ayaka, mas pelo menos a desconcentravam da luta com Kamui e Tomoe. Com isso, ela já estava muito irritada com eles.
— Ah! chega. vou dar um jeito naqueles pestinhas no telhado.
Ayaka aplicou fogo em seu espadão e dele lançou um grande raio flamejante contra eles. O ataque causou uma grande explosão que resultou no desmoramento da casa. Por sorte, Polina criou um escudo mágico que os protegeu parcialmente do poder destrutivo do ataque. Mesmo assim, todos acabaram feridos. Tomoe correu para verificar como eles estavam.
— Todos estão bem?
— Sim, estamos todos bem.
— Fujam enquanto há tempo. Muito obrigada pela ajuda de vocês.
— Ok.
Eles fugiram do local e foram para o setor oeste da cidade. Enquanto Tomoe conversava com eles, Ayaka e Kamui trocavam vários golpes. Até que, em um determinado momento, Kamui conseguiu acertar o braço de Ayaka, cortando-o. No mesmo instante, ela o regenerou.
Em seguida, Tomoe tentou uma investida contra ela, aplicando fogo na lâmina de sua foice e lançando vários jatos flamejantes contra Ayaka. Ela conseguiu desviar de todos os ataques de Tomoe. Depois, ela bateu seu espadão no chão e vários jatos de fogo surgiram. Kamui e Tomoe conseguiram se esquivar de todos eles.
Enquanto isso, o grupo principal avançava fortemente sobre o setor oeste. Que já estava praticamente dominado pelas tropas de Zarya. As tropas dos Nachtagen já haviam perdido muitos integrantes. Os atiradores no morro abriam fogo contra alvos estratégicos, apoiando o avanço das tropas de Zarya.
Com todo esse apoio, as tropas de Zarya estavam chegando cada vez mais próximas da praça central, onde naquele momento Kamui e Tomoe lutavam contra Ayaka.
A luta continuava intensa. Naquele momento Ayaka dominava a luta, lançando ataques fortíssimos contra Kamui e Tomoe, que apenas podiam se esquivar ou bloqueá-los. Em certo momento, Ayaka conseguiu acertar o braço esquerdo de Kamui. Ele protegeu-o com magia, o que reduziu o impacto que poderia ter mutilado o membro. Porém o forte golpe da lâmina do espadão fez um grande ferimento, deixando-o incapaz de lutar. Então Kamui recuou e deixou que Ayaka continuasse a lutar com Tomoe. Raiden agiu rapidamente, curando o ferimento no braço de Kamui.
Ayaka e Tomoe permaneceram por muito tempo trocando golpes. Dessa vez quem dominou a luta foi Tomoe. Lançando ataques potentes com sua foice flamejante. Ayaka foi forçada a se esquivar constantemente. Em um momento, quase teve a cabeça cortada, o que seria o seu fim, já que era a única parte de seu corpo que ela não conseguia regenerar. Por isso, ela rapidamente utilizou a magia de teletransporte para escapar do golpe fatal.
Ela reapareceu ao lado da grande árvore da praça. Kamui, havia se recuperado do ferimento, então aproveitou para lançar seu trunfo. Utilizou um totem para se aproximar e lançou as magias Tempestade e Respiro da Kitsune. Tomoe chegou também para apoiar, lançando jatos flamejantes contra Ayaka. Vendo a derrota à vista, Ayaka criou um portal e fugiu.
— Droga, ela fugiu.
— Sim, mas não deve ter ido para muito longe. Ela ainda deve tentar alguma coisa. Vamos procurar as tropas. Pelo jeito ela deve tentar algo para nos fazer recuar.
— Faz sentido. Vamos lá.
Kamui e Tomoe foram encontrar as tropas de Zarya. Não estavam muito longe: estava a cerca de quatrocentos metros da praça central. A cavalaria avançava com tudo na linha de frente. Os Nachtagenten apenas podiam recuar e, em raros momentos, tentar um contra-ataque. A força inimiga já havia perdido vários integrantes. Kamui e Tomoe se encontraram com Tasha, que estava um pouco atrás, liderando o pelotão de atiradores.
— Tasha!
— Ah, Kamui. Olha a minha arma.
Tasha mostrou o seu rifle para Kamui, com os olhos brilhando de empolgação.
— Já testei em vários daqueles pestinhas. Estamos avançando com força, essa batalha já está praticamente ganha para o nosso lado.
— Então, nós estávos lutando com a Ayaka até pouco tempo atrás. Mas ela acabou fugindo. Porém, não acreditamos que ela tenha desistido. Ela ainda deve tentar alguma coisa. Principalmente agora que a derrota deles está próxima.
— Faz sentido, igual quando ela invocou aquele monstro em Ray. Aquilo deu um grande trabalho.
De repente a cavalaria parou: à frente havia uma criatura assombrosa. Um lobo gigante de pelos negros. De sua pelagem saía uma fumaça preta e seus olhos eram de um vermelho carmesim. O lobo soltou um uivo estrondoso e avançou violentamente contra a cavalaria. Eles não conseguiram sequer pensar em escapar. Tudo foi muito rápido: o ataque do lobo ceifou a vida de cerca de duzentos soldados.
— Droga, parece que ela já agiu. — disse Kamui.
— Esse lobo vai ser um problema para nós. — disse Tasha.
— Sim, esse daí é muito mais forte que aquela criatura de Ray. — comentou Tomoe.
— Vamos fazer o seguinte: Eu vou procurar pela Ayaka e você fica aqui lutando com o lobo.
— Está bem.
Kamui saiu correndo procurando por onde Ayaka poderia estar. Andando um pouco à frente, viu que ela estava no telhado de uma casa próxima ao local onde o lobo estava. Kamui saltou para o telhado e foi ao encontro dela. Chegando, nem fez questão de muita cerimônia: partiu logo para o ataque, lançando uma bola elétrica contra ela, que no mesmo instante se defendeu do ataque utilizando seu espadão.
— Olha só. Você está aqui. E como sempre tentando algo com esses ataques fraquíssimos. Você não desiste, não? Aceite que é apenas um peso morto.
— Haha. Desistir é algo condiz com minha forma de agir. Ayaka, vou te dar uma chance: renda-se ou morra?
Com forte provocação de Kamui, Ayaka sorriu e deu uma risada debochada.
— Você se acha no direito de fazer uma provocação dessas a mim.
Ayaka avançou com tudo contra Kamui. Seu espadão estava em chamas. Os dois trocaram golpes por um tempo. Até que Kamui consegiu causar um grande ferimento no braço direito de Ayaka. Do corte jorrou uma grande quantidade de sangue. Ayaka já havia gastado muita mana e não conseguia mais utilizar sua habilidade de regeneração.
— Está vendo? Sua mana já está acabando. Mas eu só te dei uma única chance e você a rejeitou. Então aceite seu destino.
Kamui aplicou eletricidade em sua espada e avançou com tudo contra Ayaka. Ele tentou lançar o seu trunfo. Mas foi interrompido por um contra ataque fortíssimo de Ayaka. Ela acertou seu abdômen, e ele teve que recuar. Raiden agiu rapidamente e curou o ferimento grave. Kamui quase foi morto por Ayaka.
— Olha só, você ainda conseguiu escapar. Parabéns.
Ayaka falava com sarcasmo e batia palmas. Kamui estava sentado no chão, levantou-se e voltou à postura de batalha. Mais uma vez Ayaka avançou ferozmente contra Kamui. Porém, dessa vez ele consegiu bloquear o ataque criando um escudo elétrico. E até tentou contra-atacar com a mágia prisão elétrica. Seu objetivo era destruir o espadão de Ayaka. Mas isso não foi possível. Ayaka recuou e se preparou para lançar seu trunfo. Ela concentrou o elemento fogo na lâmina de seu espadão e lançou um fortíssimo corte flamenjante que destruiu o prédio.
Após a casa cair, começou uma perseguição sobre as ruas de Zoloto. Kamui perseguia Ayaka lançando bolas elétricas. Mas ela sempre se defendia com perfeição dos ataques de Kamui. A perseguição só terminou quando chegaram a uma região de floresta. Em meio ao crepúsculo que tomava conta da vila Zoloto. Na densa floresta de abetos já estava escuro como a noite. Kamui havia perdido Ayaka de vista. Então, tudo o que ele pode fazer foi assumir uma postura defensiva e esperar por um ataque.
Enquanto isso, o lobo causava uma grande destruíção na vila, o que os forçou a recuar ainda mais. Já haviam tentado de tudo: os magos lançaram suas magias mais fortes, mas nenhuma delas causou um arranhão sequer no lobo. Os atiradores também dispararam no lobo, mas os projetéis apenas o atingiram e caíram no chão.
— Ah… não estamos conseguindo causar dano algum nesse lobo.
— Sim, ele é bem forte. Nem os jatos flamejantes conseguiram feri-lo. Nunca vi algo assim. Mas uma coisa é certa: invencível ele não é.
Tomoe correu até o lobo, aplicou fogo em sua foice e reforçou o poder aplicando mais mana. Ela deu um grande salto e decapitou o lobo. A grande cabeça e o corpo gigante caíram no chão, levantando uma nuvem de poeira.
— Funcionou! — comemorou Tasha.
— Ainda é cedo para comemorar.
O lobo já havia regenerado a sua cabeça. Agora que finalmente haviam conseguido causar um grande dano à criatura, ela estava totalmente recuperada.
— Já estou perdendo a paciência com esse lobo irritante. — disse Tomoe, frustrada, após o seu ataque ter falhado.
Na floresta, Kamui procurava atentamente por Ayaka. De repente, escutou um choro vindo de entre dois arbustos. Era um choro baixo e agudo. Ao se aproximar, Kamui encontrou uma garotinha de pele clara, com cabelos loiros trançados e as mãos no rosto, chorando.
— Ei, garotinha, está tudo bem? — perguntou Kamui, acariciando a cabeça da menina.
Ela respondeu com a voz chorosa e desesperada:
— Eu… estava no abrigo quando os homens de preto mataram meus pais. Aí eu saí correndo pra cá.
— Está tudo bem, você está segura. Agora. Disse Kamui, abraçando a garotinha.
Enquanto era abraçada, a menina colocou a mão no peito de Kamui e disse:
— Bang!
Aquela “garotinha” era, na verdade, um disfarce de Ayaka. Ela havia lançado uma bomba flamenjante ao tocar o peito de Kamui. Aquele ataque seria fatal se Raiden não tivesse agido a tempo e criado um escudo para proteger Kamui.
— O que foi isso?
Ayaka desfez o disfarce e disse:
— Era para você ter morrido com esse Ataque. Mas de qualquer jeito, você caiu perfeitamente na minha armadilha, adorei sua cara de desespero quando te ataquei. Vai ser melhor ainda agora que vou terminar o serviço.
— Ah… Mas é agora que eu acabo com você.
— Venha, pode tentar. Você não vai conseguir.
Kamui aplicou eletricidade em sua espada e lançou as magia Tempestade e Respiro da Kitsune e avançou com tudo contra Ayaka, que tentava se esquivar dos raios e de Raiden em forma de Kitsune. Kamui conseguiu acertá-la. O poder do golpe partiu o corpo de Ayaka ao meio. Ela conseguiu regenerar-se porque sua mana estava quase esgotada. Ayaka não esperava levar um ataque tão forte de Kamui, por isso ainda não havia fugido. Kamui quase a derrotou, mas Ayaka criou um portal, rastejou até a entrada e fugiu.
— Droga, era agora que eu iria acabar com essa peste.
Kamui retornou para a cidade. O lobo continuava fazendo estragos. Tomoe seguia lutando e protegendo as tropas de Zarya dos ataques. Ela também pensava em como poderia derrotá-lo. Já havia tentado de tudo. A cabeça do lobo foi cortada mais uma vez, assim como seu abdômen, mas não havia encontrado nenhum ponto fraco.
— Evelyn!
— Kamui, e a Ayaka?
— Fugiu.
— Novidade… Este lobo está dando trabalho. Já tentei de tudo, mas ele sempre se regenera.
— Conseguiu identificar se ele tem um ponto fraco, como um núcleo ou cristal?
— Não, pelo jeito ele não tem nada. Mas acho que posso tentar usar uma magia que talvez o derrube. Só não sei se vai funciar. Se a minha mana acabar, você me protege, está bem?
— Combinado.
Tomoe se preparou para conjurar a magia. Ela aplicou fogo na lâmina de sua foice e concentrou ainda mais o elemento na lâmina, que foi ficando cada vez mais incandescente. Depois pronunciou o nome da magia: “Raio definitivo”. Ao cortar o ar, um forte raio flamejante partiu o grande lobo negro ao meio. A criatura, dessa vez, caiu morta no chão. Assim que a criatura foi derrotada, os poucos soldados Nachtagenten que haviam sobrado fugiram por portais.
— Isso! Funcionou!
— Essa magia foi incrível!
— Digo o mesmo. — disse Tasha.
— Sou grata aos elogios de vocês.
As tropas se reuniram na praça central. Os moradores saíram dos abrigos e comemoraram junto com os soldados. Proximos da grande árvore, estavam Kamui, Tomoe, Ksenia, Hangying e os tenentes-coronéis de Zarya e Ming.
— Soldados. Recuperamos a vila Zoloto. Nossa missão ainda está longe do fim. Nosso próximo passo será a reconquista da cidade de Gluboky. A capital da província de Shanky. Mas, por enquanto, vamos comemorar a vitória! Obrigada pelo esforço de todos!
Após o discurso de Ksenia. A festança começou. Os moradores ajudaram trazendo comidas, bebidas e algumas mesas. Foi um momento agradável depois da batalha intensa.
Mais tarde, no interior da Muramasa no Kitsune, na cozinha, Kamui, Tomoe e Raiden conversavam sobre a batalha.
— Ah… hoje foi um dia intenso. — disse Kamui.
— Realmente. Até que a batalha foi mais simples do que em Ray. O que complicou foi aquele lobo.
— A Ayaka também deu muito trabalho.
— Sim. realmente.
— Eu te salvei várias vezes. Fiquei com muita raiva quando ela fugiu. Estávamos tão perto de acabar com ela.
— Obrigado, Raiden. Se não fosse você, não estaríamos tendo essa conversa.
— Que isso, eu só fiz o meu dever.
— Na próxima acabaremos com ela. — disse Tomoe.
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