Volume 11
Capítulo 7: Encontre a Promessa
— A PROPÓSITO, que tipo de promessas de campanha você vai fazer, Alya?
Alguns dias depois, durante o intervalo do almoço, enquanto os quatro comiam juntos na sala de aula, Takeshi perguntou casualmente a Alisa.
— Promessas de campanha…
— Ah, é só curiosidade — acrescentou Takeshi. — No discurso da cerimônia de encerramento do segundo semestre, é meio que tradição os candidatos mencionarem suas promessas, então fiquei pensando.
Fazendo um gesto com a mão, como se dissesse que não havia nada demais por trás da pergunta, Takeshi observou Alisa cair em pensamentos. Era verdade — ela já tinha ouvido falar sobre o discurso da cerimônia de encerramento há muito tempo. No entanto, ainda não havia decidido exatamente o que diria.
O que eu faço…?
Enquanto Alisa se esforçava para responder, Masachika entrou na conversa para ajudar.
— Bem, isso é algo para esperar na cerimônia de encerramento.
— Hã? Sério? — reclamou Takeshi.
Nesse momento, Hikaru, percebendo o olhar de Masachika, rapidamente mudou de assunto.
— A promessa do atual presidente do conselho estudantil foi mudar os uniformes de verão, não foi?
— Foi, essa era a principal. Acho que também falaram sobre fazer pequenas mudanças em regras ultrapassadas… — respondeu Masachika.
— Ah, é mesmo — disse Takeshi. — Sinceramente, é impressionante que eles realmente tenham conseguido. Quando ouvi pela primeira vez, pensei: "Sem chance disso acontecer."
Masachika deu de ombros com um leve sorriso e disse:
— Bem, se você faz uma promessa e não cumpre, pode acabar enfrentando um voto de desconfiança. Diferente dos políticos do mundo real, aqui eles realmente cumprem.
— Você fala como se políticos de verdade não cumprissem suas promessas… quer dizer, eu entendo — disse Hikaru com um sorriso irônico. Nesse momento, Alisa se manifestou.
— Voto de desconfiança… é quando o presidente e o vice são considerados inadequados para seus cargos, certo? É tipo um parlamento estudantil? Já aconteceu alguma vez?
— Hum… aparentemente não acontece muito hoje em dia. Mas ouvi dizer que, há uns cinco anos, alguém teve sua participação no Raikoukai revogada — respondeu Masachika.
— Sério? — perguntou Takeshi, surpreso.
— Sim. Parece que não foram removidos da presidência em si, mas… pensando bem, não é meio cruel? Você não pode mais entrar no Raikoukai, mas ainda precisa continuar trabalhando até o fim?
— Verdade… (Hikaru)
— É, basicamente trabalho não remunerado. (Takeshi)
— Então por que aquele presidente sofreu um voto de desconfiança? — perguntou Alisa.
— Bem… lembro que foi porque não cumpriu as promessas de campanha, mas não recordo os detalhes — respondeu Masachika.
Enquanto respondia, Hikaru disse de repente:
— Falando em promessas de campanha… ouvi dizer que, até alguns anos atrás, o clube de música leve era proibido, e foi o presidente da época que aprovou.
— Sério? Eu não sabia disso. (Alya)
— Sim, e não só o clube de música leve. Naquela época, os requisitos para criar clubes eram absurdamente rígidos — praticamente impossíveis. Esse presidente prometeu flexibilizar essas regras e realmente conseguiu — complementou Masachika.
— Hã… — enquanto Masachika explicava, Alisa inclinou a cabeça e perguntou: — O que você quer dizer com impossível criar um clube?
— Bem… só eram permitidos clubes considerados "adequados" para a Academia Seirei. Se um professor julgasse algo como "inapropriado", era rejeitado. (Masachika)
— Mesmo que tivesse membros suficientes? (Alya)
— Mesmo assim. Então bandas de sopro e clubes de piano eram aceitos, mas clubes de música leve eram rejeitados. (Masachika)
— Por quê? (Alya)
— Quem sabe? Aparentemente, no passado, existia a ideia de que bandas eram coisa de delinquentes.
Ao dizer isso, Masachika olhou para os outros, e Hikaru e Takeshi assentiram.
— Já ouvi dos meus pais que realmente houve uma época assim — disse Hikaru.
— É, bandas de rock antigas eram sobre se rebelar contra a sociedade e os valores estabelecidos. E, sinceramente, você ouve muitas histórias malucas sobre elas — acrescentou Takeshi.
— Entendo… eu não sabia disso. Hoje em dia não existe esse preconceito contra bandas de rock. (Alya)
— Pois é, o fato de esta escola ter proibido até alguns anos atrás mostra o quanto estava ultrapassada — disse Masachika. Então, com um sorriso irônico, acrescentou: — Mas, quando essas restrições foram relaxadas e vários clubes — incluindo o de música leve — começaram a surgir de uma vez… acabaram ficando sem salas, o que levou àquele incidente outro dia.
— Ah… — Alisa assentiu, entendendo. Takeshi coçou a cabeça, sem graça.
— Cara… meio que foi culpa nossa por pedir uma nova sala. Desculpa por você ter sido envolvida naquela confusão, Alya.
— Hã? Ah, não, você não precisa se desculpar por isso, Takeshi…
Ignorando a resposta um pouco atrapalhada de Alisa, Takeshi murmurou, lembrando dos acontecimentos:
— Sério… nunca pensei que as coisas iam acabar daquele jeito. Claro, eu achava nossa sala apertada e inconveniente, mas nunca imaginei que iríamos negociar com o clube de piano… e de repente convocaram uma assembleia estudantil, e a vice do clube de piano parecia completamente encurralada—fiquei com pena dela…
— E depois apareceram aquelas pessoas do nada… — acrescentou Takeshi.
— É… sinceramente, eu também não entendi nada. Você lidou com aquilo com muita calma, Alya — disse Hikaru, impressionado.
Takeshi concordou vigorosamente.
— Sério! Vendo da plateia, você parecia muito incrível! Eu fiquei tipo: "Uau, que demais!"
— O-Obrigada…
— Cara, foi incrível—como você contra-atacou discretamente aqueles caras que armaram tudo! Como ex-membro de banda, até me senti orgulhoso… E isso virou um assunto enorme no clube de música leve também!
— Sério?
Alisa piscou várias vezes, surpresa, e Hikaru sorriu gentilmente, assentindo.
— Sim. Muita gente disse que você estava incrível, Alya. Bem, desde a época em que você tocou na banda no Festival Akimine, já tinha bastante gente no clube que gostava de você… Mas, pelo jeito, acho que a maioria vai votar em você na eleição do conselho estudantil do ano que vem.
— Hã…?! Sério?
Alisa parecia confusa, incapaz de processar completamente. Masachika acrescentou, como se fosse óbvio:
— Não é tão estranho, é? Até na semana passada, quando estávamos procurando pessoas com a Tsukamoto-senpai, havia muita gente te apoiando.
— Ah… bem…
Era verdade — por onde passavam, ela recebia elogios por sua postura na assembleia estudantil, além de palavras calorosas de incentivo. Ainda assim, parecia não conseguir assimilar aquilo, inclinando a cabeça como se fosse algo distante.
Vendo isso, Takeshi e Hikaru sorriram.
— Parece que vamos ter que fazer você perceber isso na cerimônia de encerramento do segundo semestre. (Takeshi)
— Haha, é. Acho que você vai se surpreender ao ver quantas pessoas nessa escola estão te apoiando. (Hikaru)
— Sério? — Quando Alisa perguntou timidamente de novo, Takeshi e Hikaru trocaram olhares e riram. Então, como se lembrasse de algo, Hikaru se virou para Masachika.
— A propósito… meio que ignoramos isso antes, mas esse "procurando"… você quer dizer o mentor por trás de tudo, né?
— Hm? Ah… sim, isso mesmo.
— Ah, é mesmo, ouvi dizer que pegaram alguém. Foi a Kimishima-san que pegou, não foi? Mas aparentemente soltaram por falta de provas… (Takeshi)
Essa era a versão oficial contada aos alunos. Na realidade, o verdadeiro culpado não havia sido capturado — e o fato de que a verdadeira mente por trás de tudo era Nonoa era algo que Hikaru e Takeshi não tinham como saber.
Masachika não tinha intenção de contar, então apenas assentiu casualmente.
— É, algo assim. Ah, mas só para avisar — não posso dizer quem é.
— É, imaginei. (Takeshi)
— Hmm… eu estava bem curioso, sabe? Como o Takeshi disse antes, tudo aconteceu tão rápido… Mas pensando agora, isso quer dizer que o mentor estava por trás de tudo, né? (Hikaru)
— Hã? Espera, sério? — Com as palavras de Hikaru, Takeshi piscou, surpreso, como se só então tivesse percebido. Hikaru soltou uma risadinha.
— Ué, sim. O fato de a assembleia ter sido convocada de repente… provavelmente foi organizado nos bastidores pelo responsável, não?
— Nossa—ahh, entendi… faz sentido… Agora fiquei ainda mais curioso sobre quem é! — Então Takeshi se inclinou e sussurrou para Masachika: — Ei, pode me contar em segredo? Vai, como amigo!
— Não. Tenho obrigação de confidencialidade.
— Ehh?! Sério?! Agora fiquei ainda mais curioso!!
Enquanto Takeshi demonstrava abertamente sua frustração e curiosidade, Masachika e Alisa trocaram olhares… e sorriram de forma leve e um pouco agridoce. Hikaru os observou com uma expressão confusa.
⋆⋅☆⋅⋆
— Ei.
— Hm?
Depois do almoço, enquanto todos se preparavam para as aulas da tarde, Alisa chamou Masachika discretamente. Após confirmar que o professor ainda não havia chegado, ele se inclinou um pouco.
— O que foi?
— É sobre a Nonoa…
— Ah.
Isso foi o suficiente para ele entender. Olhando rapidamente para Hikaru à frente, ele balançou a cabeça.
— Não precisa contar. Mesmo que contássemos, não faria ninguém feliz, faria?
— É verdade.
Na realidade, as chances de Nonoa fazer algo contra Takeshi ou Hikaru eram baixas. O problema seria se ela reagisse mal ao descobrirem a verdade. Alisa também entendia isso.
……
Ainda assim, o motivo de Alisa parecer inquieta provavelmente era porque Nonoa era colega de banda deles — e porque Takeshi e Hikaru também eram seus amigos.
— Bom… eu entendo por que você se pergunta se é certo deixá-los no escuro — percebendo os sentimentos dela, Masachika deu de ombros de forma leve. — Mas você não precisa conhecer a verdadeira natureza de alguém para se dar bem ou ser amigo, certo? Você e a Yuki também eram assim.
— ! …É verdade.
Diante de um exemplo tão claro, Alisa deu um pequeno sorriso irônico. Masachika sorriu de volta.
— Então, não se preocupe com isso por enquanto—pense nas promessas de campanha que o Takeshi mencionou.
— Ei… é meio rude falar como se eu não tivesse pensado nisso, sabia?
— Ah, é mesmo? É? — Nesse momento, o professor entrou na sala, e Masachika se recostou na cadeira, acrescentando: — Bem, ainda falta quase um mês para a cerimônia. Você tem tempo para pensar.
Esse comentário casual logo se provaria otimista demais, algo que Masachika perceberia poucas horas depois.
⋆⋅☆⋅⋆
— Então, a continuidade do clube de piano foi oficialmente aprovada, certo? (Touya)
— Sim. Bem, eles conseguiram recuperar o número de membros dentro de um mês após ficarem abaixo do mínimo, então era o esperado. (Chisaki)
Depois das aulas, na sala do conselho estudantil, os membros discutiam o resultado da assembleia da semana anterior.
— E quanto à "busca pelo responsável" que a Chisaki e os outros estavam conduzindo… (Touya)
— Como sugerido pelo Kuze, anunciamos que um suspeito foi capturado, mas liberado por falta de provas. Desde então, não houve novas tentativas de encontrar o culpado. Na verdade, a maioria dos alunos parece achar que tudo não passou de parte da campanha eleitoral. Diferente do incidente do Festival Akimine, desta vez ninguém sofreu danos diretos, então ninguém está levando a sério a ideia de capturar o responsável… Se duvidar, o pessoal está mais interessado em especular quem tentou incriminar a irmã da Kujou e a Kimishima. Pelo visto, virou quase um jogo de adivinhação.
— Eu também dei uma olhada — acrescentou Chisaki. — A teoria mais popular é que alguém, além da Alya ou da Yuki, está mirando a presidência do conselho e tentou derrubar as duas duplas de uma vez. Agora todo mundo está discutindo quem poderia ser.
(N/SLAG: Vale lembrar que apareceu um novo candidato há alguns volumes atrás. Será que ele está trabalhando com a Nonoa, afinal? Fica aí a minha opinião)
— Haha… isso realmente parece com essa escola — disse Masachika com um sorriso irônico.
Nesse momento, Touya olhou para ele por cima dos óculos e perguntou:
— Então? Quanto da verdade vocês realmente sabem?
— Ah… — Masachika desviou o olhar e trocou um rápido olhar com Yuki. Antes que pudessem responder, Touya deu de ombros.
— Bem, é regra que o presidente e o vice atuais não interfiram na eleição dos mais novos. Se vocês não quiserem falar, não vou insistir.
— Obrigado pela consideração…
— Ainda assim… não baixem a guarda e acabem sendo eliminados antes da eleição.
Ao ouvir o alerta do veterano, Masachika sorriu de leve e assentiu.
— Sim, nós entendemos.
— Se perdermos mais alguém, o conselho estudantil simplesmente vai deixar de funcionar!
— Haha… é, isso seria um problema sério.
Quando Touya acrescentou essa preocupação meio em tom de brincadeira, mas muito real, Yuki de repente levantou a mão.
— Com licença, presidente. Gostaria de discutir aquela proposta que mencionamos antes, se estiver tudo bem.
— Hm? Ah… aquela? Pode falar.
— Obrigada.
Sorrindo docemente, Yuki tirou alguns documentos da bolsa.
Aquela proposta…? Do que ela está falando?
Sem fazer ideia, Masachika trocou um olhar com Alisa e baixou os olhos para os papéis que Yuki lhe entregou.
— Espera… festa de Natal…? — Alisa, que também havia recebido os documentos, exclamou surpresa.
O documento descrevia um plano: Yuki e Ayano realizariam uma festa de Natal na academia após a cerimônia de encerramento, em 24 de dezembro, com alunos voluntários atuando como equipe de apoio.
Uma festa de Natal não fazia parte dos eventos anuais da Academia Seirei. Em outras palavras — aquilo era uma iniciativa completamente nova.
— Como mencionei durante a cerimônia de encerramento do primeiro semestre, se eu me tornar presidente do conselho estudantil, pretendo ouvir os pedidos dos alunos e organizar diversos eventos. Pode-se dizer que este é o primeiro teste disso.
Enquanto Yuki acrescentava essa explicação com naturalidade, Masachika não conseguiu evitar sentir a expressão endurecer ao ler os detalhes.
Uou, uou, uou… entendi. O presidente já sabia disso, mas isso é completamente novidade para nós.
Aquilo era claramente uma tentativa de acumular conquistas antes da eleição do conselho estudantil — uma forma de provar, de maneira visível e incontestável, que a declaração anterior dela não tinha sido conversa fiada.
Não sei quando ela começou a preparar isso, mas… droga, isso é…
Eles já haviam garantido o pessoal necessário e, inacreditavelmente, já tinham até obtido a aprovação da escola. A essa altura, o plano estava sólido demais para sofrer qualquer interferência. Se ainda estivesse na fase de planejamento, eles poderiam ter se enfiado na ajuda à força — algo como: "Parece complicado, então nós vamos ajudar também", e então apresentar aquilo não só como iniciativa da Yuki, mas como um esforço conjunto…
Bem, foi exatamente por isso que ela só revelou isso para nós agora.
Como se percebesse os pensamentos de Masachika, Yuki uniu as mãos com um sorriso inocente e falou num tom leve, como se nada tivesse sido calculado:
— A festa em si será administrada por mim e pelos voluntários, então não será necessária ajuda do conselho estudantil. Todos vocês, por favor, sintam-se à vontade para participar e aproveitar, certo?
⋆⋅☆⋅⋆
— Ela pegou a gente… Nunca imaginei que estivesse preparando algo assim.
Depois da reunião do conselho estudantil, Masachika e Alisa voltaram para a sala da turma 1-B e começaram uma discussão de emergência. O assunto, claro, era o plano da festa de Natal da Yuki, que acabara de vir à tona.
— A Yuki disse aquilo, mas… o que vamos fazer? Nós vamos participar? — perguntou Alisa.
— Na prática, não temos muita escolha… O presidente e a Masha-san disseram que também vão comparecer. Se nós formos os únicos a não aparecer, só vamos parecer mesquinhos diante da escola inteira — Masachika respondeu com uma expressão sombria e soltou um suspiro. — Mesmo assim… com um evento desse tamanho, a cerimônia de encerramento do segundo semestre vai acabar sendo completamente ofuscada…
— É…
A expressão de Alisa também ficou séria.
— Nós estávamos falando disso no almoço… É costume falar sobre promessas de campanha no discurso da cerimônia de encerramento do segundo semestre, não é?
— É. O primeiro semestre é para apresentações, e o segundo é quando você menciona suas promessas. No caso da Yuki, como ela já era bem conhecida, ela adiantou isso e falou sobre suas promessas já no primeiro semestre — dizendo isso, Masachika balançou levemente em sua mão os documentos da festa de Natal. — E agora, no segundo semestre, ela vai falar das promessas outra vez — usando esse evento para dar peso real a elas… Ver para crer. Provavelmente não existe forma melhor de fazer as pessoas experimentarem o tipo de escola que ela quer criar.
— É verdade… Isso também mostra a capacidade dela de realmente executar algo desse tamanho usando a própria rede de contatos.
— É… Sinceramente, diante de algo assim, promessas de campanha comuns nem vão chamar a atenção dos alunos. Mas, se tentarmos algo chamativo e grandioso só pelo impacto, o pessoal vai duvidar se somos realmente capazes de fazer acontecer. Na melhor das hipóteses, vão rir e dizer: "Parece legal, mas será que dá mesmo para fazer?"
— Provavelmente seria isso mesmo.
Quanto mais pensavam, mais claro ficava — aquilo era um movimento perfeitamente calculado. A essa altura, não seria exagero dizer que Yuki já havia garantido os holofotes da cerimônia de encerramento do segundo semestre. Então, como se algo lhe ocorresse, Masachika murmurou:
— Por outro lado… se esse evento acabar sendo sem graça, ou se alguma coisa der errado, a reputação da Yuki vai sofrer um golpe enorme. O apoio dela cairia rápido…
Mas—
Depois de reler a proposta, ele balançou a cabeça.
— Não… julgando por esse plano, ela já cobriu todas as brechas.
— É… além disso, eu não quero depender da esperança de que outra pessoa fracasse.
— É, justo. De qualquer forma, o problema maior é a cerimônia de encerramento antes da festa — Dando de ombros, Masachika coçou a cabeça, frustrado. — Se entrarmos nisso sem um plano, quando a cerimônia chegar, todo mundo já vai estar pensando na festa de Natal da Yuki. Nosso discurso vai entrar por um ouvido e sair pelo outro.
Do mesmo jeito que ela convidou a Alya para a transmissão da escola bem antes da cerimônia de encerramento do primeiro semestre… Ela realmente é minuciosa com esse tipo de preparação… Não, agora não é hora de admirar isso.
Percebendo que quase estava ficando impressionado com o cuidado da irmã mais nova, Masachika balançou a cabeça.
— Então, o que vamos fazer? Eu sei que perguntei isso antes, mas… você tem alguma ideia para suas promessas de campanha?
Embora a pergunta claramente soasse como se ele não esperasse muita coisa, Alisa assentiu devagar.
— Sim. Na verdade, eu venho pensando em algo.
— Oh? Sério?
Masachika arregalou os olhos, surpreso, e a encarou. Talvez ele tivesse presumido que Alisa simplesmente queria se tornar presidente do conselho estudantil, sem ter ideias reais sobre o que faria depois.
…Bom, isso não deixa de estar certo.
Alisa murmurou isso para si mesma com um leve sorriso autodepreciativo. De fato, aquilo tinha sido verdade no primeiro semestre.
Ela só queria chegar ao topo — tornar-se alguém reconhecida por muitas pessoas. Não havia pensado nem um pouco no que viria depois.
Mas…
……
A assembleia estudantil.
O incidente no Festival Akimine.
Masachika e Yuki lutando por uma vaga no Raikoukai em nome dos próprios objetivos.
A aliança temporária com Yuki, surgida a partir da traição de Nonoa.
Todas essas experiências levaram Alisa a uma única ideia. Lentamente, ela começou a colocar esse sentimento em palavras.
— Eu quero—
Ao ouvir aquilo, os olhos de Masachika se arregalaram ainda mais. Alisa sabia perfeitamente que o que acabara de dizer provocaria esse tipo de reação.
— O que você acha?
Diante da pergunta hesitante dela, até Masachika baixou o olhar e mergulhou em pensamentos profundos. Era natural. Nem ela mesma tinha uma noção clara de como concretizar aquilo que acabara de propor. Mais do que difícil — era um objetivo tão esmagador que até chamá-lo de "desafiador" parecia pouco.
E, além disso… esse objetivo entrava em conflito direto com o próprio objetivo de Masachika: suceder a família Suou no lugar de Yuki.
Mas… mesmo assim, eu…
Apegando-se com firmeza à própria determinação inflexível, Alisa olhou diretamente para o parceiro sentado à sua frente.
…Então, Masachika soltou um suspiro baixo e ergueu o olhar. Seus olhos — límpidos, inabaláveis, cheios de uma determinação firme. Ao vê-los, Alisa sentiu como se algo no fundo do peito tivesse sido agarrado.
— Entendi.
Curto. Simples. Ainda assim, para Alisa, aquelas palavras eram mais reconfortantes do que qualquer outra coisa. Ela não conseguiu responder de imediato. Depois de engolir em seco algumas vezes, finalmente falou:
— Tem certeza?
— Sim. Se é isso que você quer.
— Mas, se a gente realmente fizer isso acontecer…
As palavras dela se perderam enquanto mordia o lábio. Masachika sorriu com gentileza, como se quisesse tranquilizá-la.
— Você não precisa se preocupar com isso. O que importa para mim é… que você se torne presidente do conselho estudantil do jeito que você quer, Alya.
— Masachika…
Não havia o menor sinal de hesitação na voz dele — sua devoção era tão forte que chegava perto da autonegação. O coração de Alisa se encheu ao mesmo tempo de alegria e dor. Ela estava genuinamente feliz por ele apoiá-la tanto assim. E, ainda assim, doía — saber que estava pedindo a ele que apoiasse um objetivo que entrava em conflito com o dele. As emoções se chocaram dentro dela e, como se tentasse conter as lágrimas, ela franziu levemente a testa e baixou o olhar.
— Não faça essa cara, Alya.
A voz suave de Masachika chegou até ela. Quando ergueu os olhos, ele a observava com um olhar calmo, mas poderoso.
— Eu não estou te apoiando à custa de me forçar além do que sou. A minha vontade é te apoiar… então o seu objetivo é o meu objetivo.
Naquele momento, algo voltou à mente de Alisa — palavras que Yuki havia dito apenas alguns dias antes: "Eu amo esse lado dele. A forma como ele consegue se dedicar de verdade a alguém…"
A imagem de Yuki — com as mãos unidas diante do peito, falando suavemente — atravessou sua mente. De repente, Alisa sentiu que poderia chorar.
É isso… ela tem razão…
Fechando os olhos com força, ela conteve as lágrimas e então sussurrou baixinho:
— Я чувствую то же самое.
(Eu sinto o mesmo.)
— Hm?
Masachika piscou, confuso, mas Alisa apenas respondeu:
— Não é nada — então ela se levantou. — Certo! Então está decidido — a promessa que vou anunciar na cerimônia de encerramento vai ser essa!
— É… acho que sim. Haha… nunca pensei que acabaríamos fazendo uma promessa tão grande.
Masachika também se levantou, coçando a cabeça com um sorriso torto. Alisa olhou para ele com um sorriso provocador.
— O que foi? Está arregando?
— Nem pensar. Estou empolgado — esse é um desafio que vale a pena encarar.
Ele respondeu no mesmo instante, e seu sorriso se tornou afiado, quase selvagem. Em seus olhos escuros ardia um brilho intenso, prova de que suas palavras não eram vazias. Satisfeita, Alisa assentiu e declarou com ousadia:
— Ótimo. Então, na cerimônia de encerramento, vamos chocar todo mundo… e entrar com orgulho na festa de Natal da Yuki.
— Haha… gostei disso. Posso ter a honra de acompanhá-la, milady?
Masachika se inclinou levemente numa reverência brincalhona. Alisa sorriu com calma.
— Claro. Não há ninguém além de você que eu escolheria.
— A honra é minha.
Levando a mão ao peito, Masachika fez uma reverência educada. Então Alisa estendeu a mão direita para ele. Depois de piscar levemente, Masachika a segurou — e ela inclinou um pouco a cabeça, sorrindo.
— Um beijo?
— O quê?
— Você disse que me apoiaria, não disse? Então um beijo de juramento não seria inadequado, seria?
Instigando-o com um tom ligeiramente presunçoso, Alisa observou Masachika abrir um pequeno sorriso divertido. Então, ajoelhando-se diante dela, ele pousou gentilmente os lábios sobre o dorso de sua mão.

— Como desejar… minha princesa.
— Oh… minha princesa, é? Não me incomodo com isso.
E assim, a princesa que já não estava mais sozinha sorriu com confiança.
⋆⋅☆⋅⋆
No dia seguinte, depois das aulas. Masachika havia ido ao ensaio da banda. Assim que terminou de tocar e fez uma pausa, percebeu uma quantidade incomum de olhares sobre si e ergueu o rosto do teclado. Como esperado, muitos membros do clube o encaravam fixamente.
— Uh… o quê? — murmurou, ligeiramente pego de surpresa, recuando instintivamente. Elena se aproximou dele com uma expressão impressionada.
— Uau, Kuze-kun… sua forma de tocar ficou ainda mais intensa ultimamente!
— Elena-senpai… mesmo?
— Sim, sim. Aconteceu alguma coisa?
— Alguma coisa, é…
Aconteceu, sim. Foi o que aconteceu ontem — quando ele ouviu o desejo de Alisa e prometeu apoiá-la.
É como se eu tivesse entrado no "modo invencível" de novo…
Era como se estivesse subindo gradualmente, apenas para que a densa neblina que bloqueava seu caminho de repente se dissipasse — revelando um vislumbre do topo que deveria alcançar. Essa sensação enchia Masachika com uma energia e motivação quase ilimitadas.
— Bom, acho que só me inspirei na minha parceira esforçada.
— Oh? Você quer dizer a Alisa-chan?
— É.
— Ohooo~ que paixão~.
Percebendo perigo no tom provocativo de Elena, Masachika se levantou rapidamente.
— Vou ao banheiro.
Com isso, saiu da sala de música em passos apressados. Várias garotas do clube o observaram com olhares intensos enquanto ele saía — mas ele não percebeu nada.
— Ei, que timing perfeito, Kuzecchi..
— Nonoa….
Assim que entrou no corredor, Nonoa o chamou. Masachika franziu levemente a testa por instinto. Como sempre, Nonoa usava aquele sorriso relaxado, de olhos semicerrados, e deu um leve tapinha no braço dele.
— Ehh~ essa reação machuca um pouco, sabia?
— O que você quer?
Ignorando o tom brincalhão dela, Masachika foi direto ao ponto. Nonoa fez um gesto para que ele se aproximasse, conduzindo-o até um canto mais silencioso do corredor. Encostando-se na parede com os braços cruzados, ela falou casualmente:
— Então, hoje mais cedo teve aquele anúncio sobre a Yuki organizar uma festa de Natal, né?
— É.
— Bom… se você quiser, eu posso arruinar tudo.
(N/SLAG KKKKKKKKKKKKKKKK essa mulher!!!!!!!)
— Você—
Como se estivesse oferecendo emprestar um livro didático, Nonoa sugeriu calmamente algo completamente malicioso. O olhar de Masachika se tornou mais afiado — mas ele rapidamente desistiu de reagir e soltou um suspiro.
— Não precisa.
— Ah, é mesmo? Sério mesmo?
Ela provavelmente já esperava essa resposta, pois não insistiu e apenas deu de ombros. Mas também ficou claro — se Masachika tivesse pedido, ela teria feito sem hesitar. Foi exatamente por isso que ele acrescentou, por precaução:
— Não faça nada desnecessário. Mesmo sem isso, eu vou te mostrar algo que vai superar suas expectativas.
— Oh?
Ao ouvir isso, Nonoa ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado, aproximando-se para encarar o rosto dele.
— Kuzecchi… você mudou ou algo assim?
— Talvez.
— Hmmm…
Soltando um murmúrio nasal, Nonoa se afastou da parede e se virou.
— Bom, então vou ficar esperando algo além das minhas expectativas. Ah—e estou planejando ir à festa também, então, se quiser, dança comigo, tá?
Ela acenou levemente por cima do ombro enquanto se afastava. Após um breve momento de hesitação, Masachika a chamou:
— Nonoa.
Ela parou, inclinando levemente a cabeça, mas sem se virar. Masachika escolheu as palavras com cuidado.
— Eu… sinceramente, já não consigo te considerar uma amiga de verdade — agora que sabia que a malícia dela também era direcionada a ele e à Alisa, isso era algo impossível. — Mas… a Alya é diferente. Mesmo agora, ela ainda te considera uma amiga de verdade.
Ele não conseguia ver a expressão dela, já que continuava de costas. Ainda assim, falou, esperando que suas palavras chegassem até ela, nem que fosse um pouco.
— Me diz… não basta retribuir a amizade da Alya apenas como amiga? Só isso não seria o bastante?
Houve um breve silêncio. Então, sem se virar, Nonoa respondeu com uma voz indiferente:
— Se eu pudesse fazer isso… eu não estaria assim agora.
E, com apenas isso, ela foi embora. Masachika observou suas costas por um momento — e então se virou na direção oposta e começou a caminhar.
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