A Classe de Elite Japonesa

Tradução: slag

Revisão: slag


Ano 3 - Volume 4

Capítulo 4: A Piscina Particular de Nanase e Amasawa

ERAM ONZE HORAS da manhã.

Bem acima dos conveses do navio de passageiros, onde a brisa do mar se suavizava ao encontrar paredes de vidro e a luz do sol se espalhava límpida sobre a água, havia uma piscina particular completamente isolada.

Chegando um pouco antes do horário combinado, estava Amasawa Ichika, da Turma 2-A. Já vestindo seu traje de banho, ela entrou naquele oásis deserto.

— Estar em uma área privada alugada realmente dá uma sensação especial~ — disse ela, com uma voz alegre e provocante enquanto observava os arredores vazios da piscina. — Você está mesmo pagando por isso tudo, não é, Nanase-chan?

Chegando à piscina apenas um passo atrás dela estava Nanase Tsubasa, da Turma 2-D.

— Sim — respondeu Nanase com sua compostura habitual. — Como fui eu quem a chamou aqui hoje por puro interesse próprio, por favor, não se preocupe com os custos.

Nanase havia reservado a piscina particular por um período de sessenta minutos. Como outro aluno assumiria a reserva exatamente ao meio-dia, o tempo delas ali era estritamente limitado.

— No ano passado este lugar custava vinte mil pontos, mas agora está custando vinte e cinco mil, não está? É engraçado como a taxa de aluguel simplesmente aumentou assim. Parece que a onda da inflação chegou até aqui também~.

Mas o relógio continuava correndo enquanto elas conversavam casualmente. Amasawa imediatamente tomou posse de uma espreguiçadeira e pegou um cardápio.

— Vou pedir alguma coisa bem cara — cantarolou, batendo o dedo indicador nas fotos brilhantes enquanto avaliava as opções.

— Por favor, peça o que desejar — respondeu Nanase. — Contudo, para evitar desperdício de comida, peço que tente não deixar sobras.

— Então era isso que estava te preocupando. Isso deve significar que você tem muitos Pontos Privados guardados, nya?

— Não necessariamente. Apenas sou uma pessoa econômica por natureza — respondeu Nanase com fria indiferença.

Ao ouvir isso, Amasawa estreitou os olhos em um sorriso malicioso.

— Nesse caso, você deve ter pago tudo isso porque decidiu que passar um tempo a sós comigo valia o investimento.

Mantendo os olhos fixos no cardápio, Amasawa conduziu casualmente a conversa adiante.

— Exatamente — disse Nanase. — Pretendo fazer com que nosso tempo juntas valha a pena.

Evitando deliberadamente olhar para a expressão de Nanase, Amasawa assentiu levemente e fechou o cardápio com um estalo decisivo.

— Acho que vou pedir um refrigerante de creme com melão! E você, Nanase-chan?

Ela estendeu o cardápio para Nanase, que o recebeu apenas para colocá-lo de volta sobre a mesa sem sequer abri-lo.

— Estou bem, obrigada.

— Hmm, é mesmo? Bem, como quiser~.

Depois de fazer o pedido de seu refrigerante de creme com melão, Amasawa voltou sua atenção para a garota ao seu lado. Lentamente, de forma deliberada, deixou seus olhos percorrerem o corpo de Nanase de cima a baixo, examinando-a como se a estivesse devorando com o olhar da cabeça aos pés.

O rosto de Nanase permaneceu completamente inexpressivo. Sem demonstrar irritação nem diversão, ela manteve seus verdadeiros sentimentos perfeitamente escondidos atrás de uma fachada impassível. Movida por um desejo irresistível de arrancar aquela máscara, Amasawa baixou o olhar.

— Mas falando sério, Nanase-chan, seus peitos não cresceram mais um tamanho neste último ano? — provocou Amasawa. — Acho que eu também me desenvolvi bastante, mas... parece que você me superou~.

— Isso é assédio sexual.

— Ah, qual é. A culpa é sua por ter um corpo que praticamente pede por isso~.

— Em circunstâncias normais, essa seria uma declaração imperdoável — respondeu Nanase friamente. — Não acredito ter qualquer culpa nisso.

Uma estudante comum do ensino médio teria reagido com intenso constrangimento ou repulsa. No entanto, Nanase não transmitia absolutamente nada. Não era que Amasawa acreditasse que ela fosse completamente desprovida de emoções; era apenas que, sempre que Nanase acionava algum interruptor interno, suas defesas mentais se tornavam praticamente impenetráveis.

— Esse maiô também é bem ousado. Uma escolha de moda bastante agressiva.

Esperando plenamente uma repreensão, Amasawa intensificou o ataque, desesperada para encontrar alguma brecha na armadura de Nanase.

— Apenas aluguei um modelo recomendado por uma colega de classe. Há algum problema nisso?

— Não exatamente um problema. Só imaginei que os garotos não saberiam para onde olhar.

— Você não está exatamente na mesma situação, Amasawa-san?

Era uma observação justa. Amasawa usava um biquíni muito mais chamativo do que o das outras garotas que haviam visto na piscina, provando que seus gostos eram tão ousados quanto os de Nanase.

— No meu caso, está tudo bem, porque eu faço isso de propósito! — Amasawa riu. — Os garotos me encaram cheios de desejo, e as garotas me lançam olhares de pura inveja. Eu adoro ser o centro das atenções.

— Entendo….

Talvez incapaz de compreender aquele tipo específico de exibicionismo, uma leve expressão de desconforto passou pelo rosto de Nanase. Foi a primeira emoção genuína que ela demonstrou, mas tão rapidamente quanto surgiu, sua máscara rígida e estoica voltou ao lugar.

— Enfim, mudando de assunto por um instante... — cantarolou Amasawa. — Ouvi dizer que alguém da Turma 2-D teve que dar adeus durante o Exame Especial outro dia. Sua turma está lidando bem com isso, nya?

A pergunta não nasceu de um interesse genuíno. Amasawa apenas a lançou para matar o tempo até sua bebida chegar. Por uma fração de segundo, a expressão de Nanase endureceu. Soltando um leve suspiro, ela desviou o olhar e fitou a distância.

Enquanto os alunos do terceiro ano haviam desembarcado em uma ilha desabitada para iniciar seu exame de sobrevivência, os alunos do segundo ano travavam uma competição feroz própria por meio de um Exame Especial único. Os resultados foram claros: a Turma A conquistou o primeiro lugar, a Turma C ficou em segundo e a Turma B terminou em terceiro. Isso deixou a Turma D de Nanase na última colocação.

Até então, a dinâmica entre as turmas do segundo ano havia avançado lentamente, com a Turma A gradualmente se distanciando das demais. Agora, porém, essa diferença começava a se transformar em um abismo. Mas esse último exame representou mais do que uma simples derrota para a Turma D. Durante a prova, uma expulsão foi confirmada. Eles haviam sofrido uma baixa.

— A turma em si continua funcionando sem problemas — respondeu Nanase em voz baixa. — No entanto, como a responsabilidade por sua expulsão recai, em última análise, sobre mim, tenho sentimentos conflitantes em relação a isso.

— Espera aí, é sua responsabilidade, Nanase-chan? Foi assim que aconteceu? Eu achei que ele tivesse quebrado alguma regra ou algo do tipo.

Amasawa não havia prestado muita atenção ao Exame Especial, mas ouvira alguns rumores sobre as circunstâncias que levaram à expulsão.

— Na verdade — disse Nanase —, outra pessoa deveria ter sido expulsa.

— Essa é uma forma bem provocativa de colocar as coisas. Está dizendo que tentou expulsar alguém, Nanase-chan?

— Exatamente.

Era o tipo de declaração que renderia uma dura repreensão mesmo se fosse feita em tom de brincadeira, mas Nanase a confirmou instantaneamente, sem o menor traço de hesitação.

— No entanto, meu alvo percebeu minhas intenções logo no início e elaborou contramedidas — explicou Nanase. — Então, como forma de advertência, ele encurralou um aluno da Turma D que não tinha absolutamente nada a ver com o incidente. Sabendo muito bem a severa punição que enfrentaria, o estudante expulso deve ter sido pressionado a tal ponto que sentiu não ter outra escolha além de quebrar as regras.

Com sua curiosidade ligeiramente despertada, Amasawa se ergueu da espreguiçadeira e examinou atentamente o rosto de Nanase. Embora não conseguisse identificar qualquer sinal de culpa ou arrependimento em seus olhos, havia uma frustração inegável transparecendo através daquela máscara rígida.

— Não parece uma história muito pacífica.

— Isso despertou seu interesse?

— Hã? Desculpe, mas nem um pouco.

Percebendo que estava prestes a ser arrastada para algo tedioso, Amasawa respondeu de forma displicente. Mas Nanase claramente já esperava essa evasão e prosseguiu sem hesitar.

— Você não está completamente desvinculada deste incidente, Amasawa-san. Na verdade, já conhece os detalhes, não conhece?

— Meu coração pertence apenas ao Ayanokoji-senpai — respondeu Amasawa, com a voz carregada de falsa devoção. — Eu não poderia me importar menos com briguinhas bobas entre colegas de classe, sabe?

Sem se deixar afetar pela resposta leviana, Nanase continuou:

— O aluno que eu estava tentando expulsar era da Turma 2-A.

— Ah, então é daí que vem essa parte de "não estar desvinculada". Desculpe decepcionar, mas eu realmente não fazia ideia. E também não me importo nem um pouquinho com isso. Mas... quem era o alvo?

Amasawa inclinou a cabeça, genuinamente curiosa para saber quem em sua turma poderia ter provocado Nanase a ponto de fazê-la querer expulsá-lo.

— Ishigami-kun — respondeu Nanase.

— Ishigami? — repetiu Amasawa. — O cara bonito e todo descolado? Ele não parece exatamente o tipo que faz movimentos tão abertos.

Apesar de estudarem na mesma turma há mais de um ano, Amasawa praticamente não tinha contato algum com ele. Na verdade, ela não tinha o menor interesse em ninguém de sua própria série. Como nunca se dava ao trabalho de interagir com seus colegas, mal conhecia suas personalidades básicas. Era seguro dizer que a garota diante dela era seu único objeto de interesse em todo o segundo ano.

Enquanto esses pensamentos passavam casualmente por sua mente, Amasawa percebeu Nanase lhe lançando um olhar afiado como uma lâmina.

— Ele é muito mais astuto do que se imagina — advertiu Nanase.

— Hmm. Bem, eu sei que ele ocupa uma posição parecida com a de um líder, mas Ishigami-kun, hein... Então, o que fez você decidir comprar briga com ele? Só por curiosidade.

— Existem... certas circunstâncias por trás disso.

A atmosfera ao redor de Nanase mudou sutilmente. Na mesma hora, Amasawa teve absoluta certeza de que aquele assunto, que ela havia levantado apenas para passar o tempo, era a verdadeira razão de ter sido chamada ali naquele dia.

— Estou começando a achar que essa historinha e meu convite para a piscina têm alguma relação.

— Apenas para ter absoluta certeza — disse Nanase, baixando ligeiramente o tom de voz —, você não esteve envolvida neste incidente, esteve, Amasawa-san?

— Eu realmente pareço uma suspeita aqui?

— Se você realmente fala sério quando diz que só tem olhos para Ayanokoji-senpai... então concluí que seu envolvimento era uma possibilidade bastante plausível.

Normalmente, se uma garota estivesse interessada apenas em Ayanokoji, seria lógico supor que alguém como Ishigami não significaria absolutamente nada para ela. Ainda assim, o tom de Nanase sugeria uma lógica completamente diferente e paradoxal: se você era profundamente obcecada por Ayanokoji, então naturalmente se preocuparia muito com Ishigami.

— Desculpe, mas eu realmente não poderia me importar menos com isso, e definitivamente não tive participação alguma.

Agitando a mão esquerda de um lado para o outro, Amasawa ofereceu uma negativa sincera e categórica.

— Entendo. De qualquer forma, eu já pretendia abordar esse assunto.

Descartando aquele pequeno desvio da conversa, Nanase prosseguiu, disparando suas palavras cuidadosamente escolhidas em rápida sucessão.

— Falarei partindo do pressuposto de que você realmente não sabe de nada. Ele... Ishigami Kyo não é totalmente alheio à Sala Branca.

Com aquela única frase, Nanase foi direto ao cerne da questão, trazendo abruptamente o problema principal à tona.

— Ishigami-kun tem ligação com a Sala Branca? Se ele tem a minha idade, isso significaria que é um aluno da Sala Branca, mas isso é impossível. E o Ayanokoji-senpai é literalmente o único da geração acima da nossa... Espera, será que ele é mais novo? Hmmm... Acho que eu me interessaria ainda menos se fosse um veterano mais novo que eu~.

— Está dizendo isso sabendo perfeitamente que não é o caso, não está?

Percebendo o nítido e inconfundível lampejo de irritação no olhar de Nanase, Amasawa juntou as mãos em um gesto brincalhão de desculpas.

— Foi mal, foi mal. Então, basicamente, você está dizendo que ele tem ligação com a Sala Branca, mas não como aluno. E, já que você se moveu ativamente para eliminá-lo, isso deve significar que Ishigami-kun está trabalhando para o lado da Sala Branca. Um assassino enviado para expulsar Ayanokoji-senpai. É mais ou menos isso, nya?

Mesmo enquanto formulava a teoria, uma contradição óbvia lhe veio à mente. Se fosse verdade, Ishigami não estava levando uma vida escolar extraordinariamente tranquila e comum?

E isso não era tudo. Os agentes especificamente enviados sob as ordens de Tsukishiro para expulsar Ayanokoji eram Amasawa e Yagami. Se Ishigami também estivesse envolvido com a Sala Branca além disso, a situação realmente estava se transformando em uma festa bastante animada. Um leve sorriso surgiu nos lábios de Amasawa diante desse pensamento.

Ainda assim, ela encarava toda aquela história com certa desconfiança. Não pretendia aceitar aquelas alegações de imediato. Afinal, as verdadeiras lealdades da garota ao seu lado, Nanase Tsubasa, ainda permaneciam envoltas em uma zona cinzenta nebulosa, nem claramente branca nem inequivocamente negra.

— A situação mudou drasticamente desde que você e Yagami-kun começaram a agir pouco depois de ingressarem na escola — explicou Nanase. — A questão de expulsar ou não Ayanokoji-senpai é apenas uma corrente dentro de um fluxo muito maior—

No meio da frase, Amasawa ergueu levemente a palma da mão, sinalizando para que ela parasse. Exatamente nesse momento, a porta da piscina particular se abriu, e uma funcionária entrou carregando o refrigerante de creme com melão que Amasawa havia pedido.

Recebendo a bebida com um sorriso brilhante e encantador, Amasawa esperou educadamente que a funcionária saísse antes de dar um longo gole pelo canudo.

— Uau, é tão doce! Mas tão gostoso~!

Pressionando uma das mãos contra a bochecha, ela soltou um pequeno arrepio exagerado, interpretando à perfeição o papel de uma garota inocente e adorável.

— Posso continuar?

— Vá em frente.

— Amasawa-san, você recebeu ordens do lado da Sala Branca, mais especificamente de Tsukishiro-san, para expulsar Ayanokoji-senpai. Correto?

Amasawa assentiu de forma encorajadora, indicando que ela prosseguisse.

— Desde o princípio, Tsukishiro-san acreditava que as chances de vocês realmente conseguirem expulsá-lo eram de cinquenta por cento.

— Espera aí, então ele sabia desde o começo que nossas habilidades não se comparavam às do Senpai?

— Talvez seja mais correto dizer que ele simplesmente não se importava com qual resultado acabaria acontecendo.

A colher na mão de Amasawa, que acabara de apanhar uma porção de sorvete de baunilha, congelou no ar. Quando fora enviada para a Advanced Nurturing High School, recebera ordens para seguir as instruções de Tsukishiro. Por causa disso, assumira indiretamente que ele era um aliado. Será que essa premissa fundamental estava completamente errada? Ela ponderou sobre a questão em silêncio.

— Isso definitivamente levanta um monte de coisas que eu gostaria de investigar — disse Amasawa lentamente. — Mas posso fazer uma pergunta mais fundamental primeiro?

— Qual?

— Nanase-chan, no fim das contas... você é aliada do Ayanokoji-senpai? Ou é inimiga dele?

O próprio Ayanokoji já havia pedido a Amasawa que investigasse Nanase. No momento, a garota andava por aí agindo como uma cavaleira leal a ele, mas não existia uma única prova concreta que sustentasse essa lealdade.

— Sim, é uma observação justa. Provavelmente é melhor que eu esclareça minha posição de forma explícita, incluindo a questão envolvendo Tsukishiro-san.

Nanase retirou um smartphone de sua bolsa, tocou algumas vezes na tela e o estendeu para Amasawa. Enquanto esticava a mão para pegá-lo, o olhar de Amasawa desviou para outro celular que repousava inocentemente sobre a mesa.

— Para alguém que finge ser uma aluna exemplar, você é até uma garota bem problemática, Nanase-chan. Andando por aí com dois celulares, e ainda por cima um que parece uma cópia perfeita dos modelos fornecidos pela escola. Se te pegarem com isso, uma simples suspensão talvez não seja suficiente.

Provocando-a em tom brincalhão, Amasawa finalmente baixou os olhos para a tela que havia recebido.

— Para responder a uma das suas perguntas anteriores, Ishigami-kun não é inimigo de Ayanokoji-senpai — declarou Nanase. — Independentemente de seus sentimentos pessoais, a facção à qual ele pertence é, sem ambiguidades, a da Sala Branca... ou, para ser totalmente precisa, a facção de Ayanokoji Atsuomi.

Ayanokoji Atsuomi era o pai biológico de Ayanokoji Kiyotaka e o fundador da Sala Branca. Para Amasawa e os demais alunos criados dentro daquela instituição, ele era o governante absoluto.

O celular continha um dossiê detalhado sobre Ishigami Kyo, abrangendo desde sua infância até as circunstâncias que o levaram a ingressar na escola.

Durante a infância, ele conheceu Atsuomi e ficou profundamente impressionado por ele. Ao entrar no ensino fundamental, Ishigami utilizou as conexões de seus pais para entrar em contato com Atsuomi por conta própria. Posteriormente, foi altamente elogiado pelo homem como um indivíduo brilhante, dotado de inteligência excepcional, e acabou ingressando na Advanced Nurturing High School para atuar como observador de Kiyotaka.

Enquanto percorria o perfil, os olhos de Amasawa pousaram sobre um trecho específico. Nele constava que, embora Ishigami desejasse desesperadamente o reconhecimento de Atsuomi, nutria um amargo ressentimento pelo fato de ele avaliar seu próprio filho muito acima dele.

— Entendi. É justamente porque ele reverencia tanto o "Sensei" que sente inveja do Senpai, a obra-prima.

Por um instante, outra figura se sobrepôs vagamente à imagem de Ishigami em sua mente.

Yagami.

Ao imaginar os paralelos inegáveis entre os dois, Amasawa sentiu uma leve agitação involuntária no peito.

— Pode muito bem ser esse o caso — concordou Nanase. — No entanto, ao contrário de vocês, alunos da Sala Branca, ele não recebeu ordens para expulsar Ayanokoji-senpai. Sua missão se limita estritamente à vigilância.

Independentemente de seus sentimentos pessoais, Ishigami jamais desobedeceria aos desejos de Atsuomi. Se alguma coisa, sua função era simplesmente observar e preservar a obra-prima.

— Eu estava bastante confiante na minha capacidade de monitorar Ayanokoji-senpai — murmurou Amasawa —, mas nunca percebi Ishigami por perto.

Por mais de um ano, seu próprio monitoramento de Ayanokoji havia beirado a perseguição obsessiva. Ainda assim, durante todo esse tempo, ela jamais o viu tentando fazer contato. Como não podia ficar ao lado de Ayanokoji vinte e quatro horas por dia, Ishigami talvez tivesse escapado à sua atenção uma vez ou outra, mas, se estivesse mantendo contato frequente, ela certamente teria notado.

— A menos que aconteça algum desenvolvimento inesperado — disse Nanase —, ele provavelmente acredita que não há necessidade de interferir.

— Então ele realmente reconhece as habilidades do Senpai.

Amasawa deixou a ideia assentar antes de passar para o próximo ponto.

— A propósito, Ishigami-kun também sabe sobre nós?

— Duvido que ele saiba sobre mim, mas tenho certeza de que recebeu informações detalhadas sobre você e Yagami-kun diretamente da Sala Branca.

— Faz sentido. Se for esse o caso, ele deve ser bastante competente.

Ishigami nunca havia se aproximado dela, e ela jamais sentira um olhar estranho ou qualquer hostilidade direcionada em sua direção. Era exatamente por isso que nunca dera a menor atenção a ele durante toda a sua vida escolar.

— Não posso avaliar seus indicadores acadêmicos básicos — disse Nanase —, mas, em termos de raciocínio dedutivo, eu o colocaria pelo menos um nível acima de você e de Yagami-kun.

— Eeeeh~?

A voz de Amasawa se elevou em uma descrença teatral.

— Você não está me subestimando um pouquinho? Ou talvez superestimando ele?

— Certamente seria conveniente para nós se isso fosse verdade — respondeu Nanase secamente. — De qualquer forma, sua política atual parece ser manter a vigilância até a formatura. Mas, se a maré mudar, ele provavelmente agirá imediatamente.

— Quer dizer que Ishigami-kun vai fazer algum movimento para expulsar Ayanokoji-senpai da escola?

Mesmo diante da pergunta direta, Nanase não confirmou. Em vez disso, desviou brevemente o olhar e encarou o céu azul e límpido acima delas.

— Neste ponto, a palavra "expulsão" já não é suficiente para descrever a situação — disse ela. — O que importa para Atsuomi é garantir que Ayanokoji-senpai retorne às suas mãos. Se ele decidir que a expulsão é necessária para alcançar esse objetivo, Ishigami-kun obedecerá às suas ordens. Se decidir que o melhor é deixá-lo em paz até a formatura, então Ishigami-kun não fará nada até o fim. Pelo menos, é assim que entendo a situação atual.

Amasawa a encarou.

— Para alguém que não é uma aluna da Sala Branca, você sabe infinitamente mais sobre toda essa bagunça do que eu, e eu sou a assassina enviada para expulsar o Senpai. Você também recebeu esse celular do Tsukishiro, não foi? Afinal de contas, quem é você, Nanase-chan?

Aquilo era o verdadeiro centro do mistério, a raiz absoluta dos princípios que guiavam Nanase e, muito provavelmente, a própria resposta que Ayanokoji desejava descobrir. E agora Amasawa estava avançando diretamente para ela.

— Você realmente achou que eu entregaria essa informação tão facilmente?

— Ah, imaginei que seria assim. Acho que não posso culpá-la, considerando que sou uma aluna da Sala Branca.

Pensando que talvez tivesse ido longe demais em suas perguntas, Amasawa se surpreendeu quando um leve sorriso surgiu nos lábios de Nanase.

— Estou brincando. Você respeita, não... você reverencia Ayanokoji-senpai. Por causa dessa devoção absoluta, estou completamente convencida de que obedeceria a qualquer palavra dele. Mas justamente porque o Ayanokoji-senpai a quem você é leal pertence à Sala Branca, existem certas coisas que não posso compartilhar.

Amasawa compreendeu o que Nanase estava insinuando. Se as verdadeiras intenções de Nanase viessem à tona, Ishigami certamente entraria em ação. Essa era a lógica dela. Foi por isso que tentou agir primeiro, buscando expulsá-lo antes que ele pudesse se mover.

Na mente de Amasawa, as peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar rapidamente.

— No entanto, posso lhe dizer qual é o meu objetivo final — ofereceu Nanase.

— Então vá direto ao ponto. Qual é exatamente o seu objetivo, Nanase-chan? Dentro dos limites do que você realmente pode contar, claro.

— Inicialmente, meu objetivo era derrotar Ayanokoji-senpai e expulsá-lo da escola. Foi essa a única razão pela qual me matriculei aqui.

Ao ouvir Nanase fazer tal declaração com uma expressão tão séria e inexpressiva, Amasawa não conseguiu conter uma gargalhada.

— Nota pela tentativa, mas, não importa o que faça, Nanase-chan, você nunca conseguiria derrotar Ayanokoji-senpai.

Mesmo que Nanase tivesse escondido sua verdadeira força durante todo esse tempo, essa verdade fundamental jamais mudaria.

— Estou plenamente ciente disso — respondeu Nanase com calma. — Mas você não acha que isso só seria verdade se eu tentasse enfrentá-lo diretamente?

Sem soar arrogante, Nanase continuou, dando a entender que acreditava ter uma chance de vencer.

— Não, não. Ataque frontal ou ataque pelas costas, tanto faz. É completamente impossível.

Ayanokoji simplesmente não era o tipo de adversário que cairia em táticas convencionais, ataques-surpresa ou truques sujos. Amasawa sentiu uma leve onda de decepção, pois havia presumido que Nanase fosse inteligente o suficiente para entender isso.

No entanto, as palavras que saíram da boca de Nanase em seguida eram algo que Amasawa jamais poderia ter previsto.

— O inimigo que preciso derrotar já não é mais Ayanokoji-senpai. É o homem que se esconde em sua sombra: Ayanokoji Atsuomi, o fundador da Sala Branca. E, para conseguir isso, preciso arrancar Ayanokoji-senpai de suas mãos, trazê-lo para o meu lado e assumir a iniciativa. Afinal, ele é a peça mais importante de todos os planos de seu pai.

— Espera aí. Eu simplesmente não consigo imaginar isso funcionando.

— Isso depende inteiramente do método utilizado. Ayanokoji-senpai é extraordinário. Enquanto eu interagir com ele como inimiga, trazê-lo para o meu controle será absolutamente impossível. No entanto, se meu objetivo for provocar uma mudança em seu coração, a história é diferente.

— Uma mudança de coração?

— Deixe-me lhe perguntar uma coisa, Amasawa-san. O que você acha que Ayanokoji-senpai fará após se formar?

— O que mais? Ele não voltaria para a Sala Branca? Se vai se tornar um novo instrutor ou acompanhar Sensei em algum grande projeto, eu não faço ideia.

— Disseram-me que o futuro dele seria uma dessas duas opções. Em outras palavras, se isso acontecer, Atsuomi vence. Eu pretendo impedir isso a qualquer custo. O próprio Tsukishiro-san disse: embora Ayanokoji-senpai tenha fugido do ambiente da Sala Branca por curiosidade intelectual, ele certamente não odeia aquele lugar. Tampouco tem qualquer intenção real de se rebelar contra eles. Pelo contrário, está totalmente preparado para retornar voluntariamente às suas origens.

— Bem, não sei como você vê isso, Nanase-chan, mas eu também não tenho uma imagem ruim da Sala Branca.

Amasawa deu de ombros.

— Passei todos os dias da minha vida lá desde que nasci. Simplificando, é o meu lar.

Tendo perdido recentemente justamente esse lugar para onde poderia voltar, era possível dizer que Amasawa carregava uma ferida silenciosa e escondida em seu coração.

— Isso é completamente inaceitável — respondeu Nanase. — Aquele homem está apenas esperando o momento perfeito para usar Ayanokoji-senpai. Mandá-lo de volta para alguém como ele... eu me recuso absolutamente a permitir que isso aconteça.

Percebendo que suas mãos haviam se fechado inconscientemente em punhos tão apertados que os nós dos dedos estavam brancos, Nanase forçou-se a relaxá-las.

— Então você vai fazer tudo ao seu alcance para impedir que Ayanokoji-senpai retorne à Sala Branca, hein, Nanase-chan?

— Sim.

— E depois? Vai simplesmente abaixar a cabeça e implorar: "Por favor, Ayanokoji-senpai, vá viver uma vida normal e feliz~"? Qual é~....

— Eu sei que não será tão simples. Ayanokoji-senpai não vai apenas concordar e balançar a cabeça.

— Não sei se ele realmente tem interesse em uma "vida normal", mas tenho certeza de que voltar para a Sala Branca parece muito mais atraente para ele.

— De fato. E, mesmo na improvável hipótese de ele concordar, não há a menor chance de Ayanokoji Atsuomi tolerar uma rebelião dessas.

— Então como exatamente você pretende mudar o coração do Senpai?

— Para ser completamente honesta, ainda não encontrei a resposta completa para isso. Mas acredito que encontrei uma pista. Antes de colocá-la em prática, porém, o palco precisa estar perfeitamente preparado. Convencê-lo e afastá-lo da Sala Branca exigirá uma preparação cuidadosa. No momento em que eu começar a agir abertamente em direção a essa resposta, Ishigami-kun certamente perceberá, e virá me impedir.

— Então você tentou agir primeiro e expulsar Ishigami-kun para limpar o tabuleiro... Entendi — murmurou Amasawa.

Mas agora que o ataque preventivo de Nanase havia fracassado, uma nova e perigosa realidade pairava sobre elas. Se Ishigami fosse realmente tão capaz quanto Nanase afirmava, existia uma possibilidade muito concreta de que ele já tivesse percebido a anomalia. Muito provavelmente, estava investigando quem o havia tomado como alvo e se preparando silenciosamente para eliminar a ameaça.

— Tentar expulsar Ishigami-kun desta vez talvez tenha sido um erro seu, Nanase-chan.

— Não vou negar.

Ainda assim, Nanase não parecia nem um pouco em pânico. Observando-a, Amasawa concluiu que aquele ataque preventivo provavelmente também servira como uma investida exploratória, destinada a testar a força do adversário e reunir informações.

E, se Ishigami fosse realmente tão perspicaz quanto Nanase afirmava, então usar um aluno sem relação com o conflito como retaliação fora uma jogada absolutamente brilhante e perfeitamente calculada: um aviso impecável, que estabelecia superioridade sem deixar a situação sair completamente do controle.

— Certo, acho que já entendi o panorama geral — disse Amasawa. — Embora eu não tenha a menor ideia de quanto dessa historinha é realmente verdade.

— Claro. Não estou pedindo que você acredite cegamente em cada palavra que digo.

Mesmo encarando tudo com certa desconfiança, Amasawa não conseguia detectar o menor indício de falsidade em Nanase. No mínimo, suas alegações eram convincentes o bastante para que ela as tratasse como a versão mais provável dos fatos.

— Então qual é o meu papel nisso tudo? Não é como se você só quisesse que eu servisse de mensageira e contasse tudo ao Ayanokoji-senpai, certo?

Se esse fosse o único objetivo, não haveria motivo para envolver Amasawa daquela forma.

— Quero que você se torne minha aliada.

— Aliada? Quer dizer que quer minha ajuda para provocar essa tal "mudança de coração" no Ayanokoji-senpai?

— Isso certamente faz parte do plano. Mas, acima de tudo, eu apreciaria se você pudesse agir como minha substituta caso eu seja expulsa.

— Heeh, então você até já considerou a possibilidade de ser eliminada pelo Ishigami-kun.

— Farei tudo ao meu alcance para impedir que isso aconteça. Mas não há como prever exatamente como as coisas irão se desenrolar.

Ao combinar as capacidades de Ishigami com as informações confidenciais fornecidas pela Sala Branca, o nível de ameaça aumentava drasticamente. Amasawa concluiu que Nanase simplesmente não podia garantir sua própria segurança diante de probabilidades tão desfavoráveis.

— Desculpe, mas, no fim das contas, eu continuo sendo uma aluna da Sala Branca até os ossos.

Amasawa suspirou e balançou a cabeça.

— Passei a vida inteira me orgulhando disso e ainda tenho apego a esse lugar. Eu não desgosto de você, Nanase-chan, mas, pessoalmente? Quero apoiar o futuro que o Senpai desejar para si mesmo. E, além disso, ajudar o Sensei é o meu propósito original.

O que Nanase tentava fazer não era uma simples mudança de direção. Ela pretendia tomar o futuro de Ayanokoji e desviá-lo do caminho que lhe estava destinado, forçando-o a seguir uma rota completamente diferente.

Se essa intervenção era certa ou errada, Amasawa ainda não conseguia julgar. E justamente por isso não tinha escolha senão recusar.

— Qual é o seu sonho, Amasawa-san? — perguntou Nanase em voz baixa. — Voltar para a Sala Branca ao lado de Ayanokoji-senpai... é isso?

— E se for? — retrucou Amasawa. — Tem algum problema com isso?

Claro que, no fundo, ela já sabia que esse sonho jamais se realizaria. A Sala Branca a havia rotulado como um fracasso, e não existia retorno possível para alguém exilado daquela forma.

Ainda assim, encontrando algum conforto no simples fato de ainda poder sonhar, Amasawa ofereceu a Nanase um sorriso brilhante e sem arrependimentos.

— Entendo como você se sente — disse Nanase. — No entanto, milagres não acontecem. Esse seu desejo é cem por cento inalcançável. Não importa quais grandes feitos você venha a realizar, não existe um futuro feliz esperando por você.

— E como você pode ter tanta certeza disso? — rebateu Amasawa despreocupadamente. — Vai que eu esteja prestes a despertar meu verdadeiro potencial, sabe?

— Isso vai muito além das suas capacidades individuais. Você faz ideia do que seu pai está planejando neste exato momento?

— Meu pai? Desculpe, mas tenho exatamente zero interesse nesse assunto. Isso não tem absolutamente nada a ver comigo.

— Sua opinião é irrelevante. O simples fato é que a posse legal de você, Amasawa-san, pertence ao seu pai.

Nanase recuperou o smartphone que havia lhe entregado e começou a tocar na tela.

— Mesmo que algum suposto "pai" que eu nunca conheci resolva se meter—

— Estou plenamente ciente de que você é alguém que seu pai não consegue controlar — interrompeu Nanase. — E, justamente porque ele sabe disso tão bem quanto você, tem mantido contato próximo com a Sala Branca para avançar seus preparativos.

À medida que Nanase expunha tudo aquilo com uma frieza quase clínica, o sorriso brincalhão começou a desaparecer do rosto de Amasawa.

— E o que seria? Reeducação? Punição? Seja lá qual for esse futuro sombrio que ele está planejando, pode vir.

— Se você realmente estivesse preparada para a realidade disso, tudo bem — advertiu Nanase. — No entanto, recentemente foi descoberta uma fraude de grandes proporções em sua empresa. Sem dinheiro e encurralado, ele está desesperado. Ao que parece, existem certas organizações no exterior dispostas a pagar valores exorbitantes por jovens mulheres bonitas, e neste momento ele está tentando desesperadamente encontrar um comprador para você.

Nanase devolveu o celular. Na tela que Amasawa agora percorria estava a fotografia e o perfil de um homem que supostamente era seu pai biológico.

— Então eu já deixei de ser útil e agora vou simplesmente ser vendida para quem pagar mais. Hilário.

Independentemente de aquilo ser verdade ou uma mentira elaborada, Amasawa juntou as mãos e soltou uma gargalhada.

Mas seus olhos estavam completamente vazios. Era como se uma realidade cruel tivesse acabado de ser esfregada violentamente em seu rosto: a dolorosa verdade de que ela sequer possuía o direito fundamental de sonhar com um futuro.

— Se decidir cooperar comigo, talvez eu possa salvá-la desse destino.

Enquanto continuava deslizando o dedo pela tela, Amasawa viu a exibição mudar para uma página em inglês. Ali estavam detalhados os intermediários estrangeiros com quem seu pai mantinha contato. Também estavam descritos os horrores que a aguardariam em seu destino final — um verdadeiro inferno, tão degradante que alguém hesitaria até mesmo em colocá-lo em palavras.

— Ora, veja só esse preço absurdo colocado sobre a minha cabeça — riu Amasawa. — Com esse dinheiro, eu poderia comprar qualquer coisa no mundo.

— Do ponto de vista de uma pessoa comum, sim — respondeu Nanase friamente. — No entanto, considerando as dívidas gigantescas do presidente Amasawa, essa quantia não passa de uma gota no oceano.

Amasawa refletiu repetidas vezes sobre aquilo. Toda a sua vida era algo cuja veracidade ela sequer podia confirmar. Porém, uma coisa era absolutamente certa: o futuro que acabara de lhe ser mostrado não continha qualquer salvação.

— Se eu conseguir provocar a mudança de coração de Ayanokoji-senpai, oferecerei ampla proteção a você após a formatura, exatamente como pretendo fazer com ele. Se isso acontecer, você poderá iniciar uma vida que pertença inteiramente a você.

Ou seja, finalmente teria a chance de estar na linha de partida como um ser humano autônomo, livre para escolher seu próprio caminho.

— Você realmente conseguiria fazer algo assim?

— Consigo. É verdade que Ayanokoji Atsuomi é um homem extremamente influente e com profundas conexões no submundo. No entanto, a facção que me apoia é grande o suficiente para engoli-los por completo. Dadas as circunstâncias, até você consegue imaginar isso, não consegue?

— Bem... — respondeu Amasawa lentamente. — Supondo que você estivesse realmente falando sério sobre me proteger, talvez sim.

Mas Amasawa não era ingênua a ponto de aceitar promessas tão doces sem questionamentos. Se possuísse o mesmo valor absoluto que Ayanokoji Kiyotaka, talvez a facção de Nanase realmente mobilizasse recursos para protegê-la. Mas não havia qualquer garantia de que lhe concederiam esse mesmo privilégio.

Afinal, ela não possuía um valor comparável ao dele.

— Você poderia me dar um pouco de tempo para pensar?

— Claro.

Nanase assentiu suavemente.

— Ficarei aguardando uma resposta favorável.

Exibindo um sorriso desafiador, Amasawa pegou uma colherada do sorvete, que já começava a derreter.

 

 

📖✨ Este capítulo foi traduzido por Slag

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