A Classe de Elite Japonesa

Tradução: slag

Revisão: slag


Ano 1 - Volume 11

Capítulo 2: A Batalha Final do Primeiro Ano

ERA 8 DE MARÇO. Na Classe C, Chabashira estava prestes a iniciar o exame especial final do primeiro ano escolar. Havia trinta e nove cadeiras e mesas para cada um dos alunos da Classe C. Até pouco tempo atrás, é claro, havia quarenta cadeiras e mesas — mas agora uma estava faltando.

Yamauchi Haruki havia sido expulso.

E não era só na Classe C. Manabe, da Classe D, e Yahiko, da Classe A, também haviam sido expulsos. Não havia dúvida de que o acontecimento tinha sido um grande choque para os alunos do primeiro ano. "Deve haver alguma forma de salvá-los", todos haviam pensado, no fundo de suas mentes. Mas agora esse pensamento tinha sido despedaçado.

Os dias continuaram avançando sem parar, sem que os alunos se recuperassem do choque e da tristeza. No mesmo instante em que o sinal indicando o início da homeroom tocou, Chabashira entrou na sala com passos firmes. Não havia conversa fiada na sala de aula.

— Muito bem. Sem mais delongas, vou anunciar os detalhes do exame especial final do primeiro ano — disse Chabashira, iniciando sua explicação sobre a prova. Eu já sabia que as coisas acabariam assim, mas não ouvi uma única palavra sobre Yamauchi. Ike e Sudou, seus melhores amigos, provavelmente estavam fazendo o máximo possível para aceitar a realidade da situação.

— No exame especial final, será pedido que vocês demonstrem o resultado de tudo o que aprenderam ao longo deste último ano. Inteligência, capacidade física, cooperação e sorte. Vocês precisarão demonstrar seu potencial em todas as áreas.

Normalmente, Ike teria começado imediatamente a bombardear Chabashira com perguntas e a expressar suas dúvidas. Mas agora ele ouvia sua explicação em silêncio. Provavelmente estava sentindo uma crise iminente — temendo que pudesse muito bem ser o próximo a ser expulso.

— Este exame especial se chama "Exame de Seleção de Eventos". As turmas competirão entre si com base em seu desempenho geral. Contra qual turma vocês irão competir será decidido de acordo com as regras. Será como no Paper Shuffle.

Exame de Seleção de Eventos, hein? Eu estava me perguntando que tipo de prova nos aguardava.

— Para facilitar o entendimento do que estou dizendo, vou usar estes dez cartões brancos e um certo número de cartões amarelos, que correspondem ao número de pessoas na turma.

Enquanto falava, Chabashira começou a alinhar cartões no quadro-negro. Cada cartão tinha aproximadamente o mesmo tamanho de uma carta de baralho comum. Enquanto os dez cartões brancos pareciam estar em branco, os cartões amarelos, por outro lado, tinham o nome de um aluno em cada um deles.

Um total de quarenta e oito cartões havia sido colocado no quadro-negro. Se o número de cartões amarelos deveria corresponder ao número de alunos da nossa turma, então faltava um. Fiquei me perguntando se isso significava alguma coisa.

— Primeiro, vou explicar do que se tratam estes dez cartões brancos. Neles, vocês deverão listar um total de dez "eventos" distintos que terão sido discutidos e decididos em conjunto.

Assim que ela disse isso, todos puderam ver Ike assumir uma expressão um tanto tensa. Chabashira, percebendo que ele estava se esforçando ao máximo para manter a boca fechada, dirigiu-se a ele com um tom levemente divertido.

— Se há algo incomodando você, não me importo que faça perguntas. Certo?

— B-Bem, mas… é que… a senhora não costuma ficar brava quando falamos demais enquanto está explicando, sensei? — perguntou ele em resposta.

Era óbvio que ele estava abalado.

— Não vou conseguir ficar tranquila até que você faça sua interrupção de uma vez.

Chabashira geralmente respondia às perguntas no final. Mas desta vez, estava permitindo que Ike falasse no meio da explicação. Muitos de nossos colegas voltaram seus olhares para Ike, que parecia confuso, mas ainda assim decidiu expressar suas preocupações.

— Bom, é que… eventos? O que isso quer dizer? — perguntou ele.

— Uma prova escrita. Shogi. Cartas. Beisebol. Vocês podem simplesmente escrever quaisquer eventos nos quais achem que podem vencer. Além disso, terão que estabelecer as regras dos eventos e como decidir quem vence.

— Hã? Então podemos escolher qualquer coisa?

Mesmo Chabashira tendo acabado de nos dizer que poderíamos escrever o que quiséssemos, parecia que a mensagem ainda não tinha sido totalmente assimilada por Ike e alguns outros alunos.

— Vocês são livres para escolher o que quiserem, mas há algumas regras a seguir ao decidir quais eventos selecionar. Por exemplo, se escolherem um esporte obscuro ou algum tipo de jogo do qual poucas pessoas tenham ouvido falar, então ninguém além da pessoa que propôs o evento terá muitas chances de vencer. Além disso, as regras do evento devem ser justas e fáceis de entender. Portanto, depois que um evento for submetido, a escola julgará se ele é apropriado e se será implementado.

Fazia sentido. Se escolhêssemos eventos extremamente específicos, como esportes obscuros ou jogos peculiares, ou estabelecêssemos regras bizarras, então poucas pessoas teriam chances reais de vencer nesses eventos. Mas será que poderíamos decidir todas as regras desses eventos?

— Além disso, será necessário ajustar as regras para garantir que não haja empates. Por exemplo, Go termina em empate se ambos os lados tiverem a mesma pontuação ao final da partida. Para evitar esse resultado, vocês podem especificar que o lado branco recebe meio ponto extra por jogar em segundo e, assim, vence — explicou Chabashira. — À primeira vista, vocês podem achar que não há como um jogo como shogi terminar empatado, mas há casos raros em que ambos os reis entram em suas respectivas zonas de promoção ao mesmo tempo. Nesse caso, o resultado seria um empate, e o vencedor poderia ser decidido com base no número de peças que cada jogador possui no tabuleiro. Vocês deverão elaborar regras detalhadas com antecedência para determinar quem vence e quem perde. Se submeterem um evento sem tais regras estabelecidas, ele não será aceito.

Então, eventos nos quais houvesse um vencedor e um perdedor claros — e nada muito obscuro, hein? Embora se pudesse dizer que os alunos tinham inúmeras opções à disposição, isso na verdade parecia limitar os eventos que poderíamos selecionar.

— Muito bem, então. Vamos ver se conseguimos ilustrar isso com um exemplo prático. Algo fácil de entender. Ike, em que você é bom? Pode ser qualquer coisa, então diga sem medo.

— Hum… Em que eu sou bom…? — disse Ike, pensando consigo mesmo. Parecia que nada lhe vinha imediatamente à mente.

— Bem, ah… acho que sou muito bom em coisas como pedra, papel e tesoura? — concluiu ele, depois de pensar um pouco. Seus colegas não conseguiram conter o riso diante de uma afirmação tão ridícula. No entanto, Chabashira levou sua resposta a sério, escrevendo as palavras "Pedra, Papel e Tesoura" em um dos cartões brancos.

— Então vamos supor que escolhamos pedra, papel e tesoura como um evento — respondeu ela.

Ike, que não havia imaginado que sua resposta seria levada a sério, ficou pasmo, assim como o restante da turma.

— E quanto às regras? — perguntou Chabashira.

— Hum… o primeiro a conseguir três vitórias? — respondeu Ike.

Chabashira escreveu a regra de Ike abaixo do cartão de Pedra, Papel e Tesoura.

— Este é um evento conhecido por muitos, e as regras são simples e claras. Não há um único motivo para que a escola não o aceite — respondeu ela.

— E-Ela aceitou…

Mesmo sendo um evento que Ike havia simplesmente dito ao acaso, do ponto de vista da escola, era perfeitamente aceitável.

— Agora basta repetirmos esse processo mais nove vezes e teremos o total de dez eventos — disse Chabashira.

Ela pegou um pedaço de giz e começou a escrever no quadro-negro.

— Este é o cronograma do exame. Isso também é bastante importante. O exame será dividido em três grandes etapas.

Exame Especial

8 DE MARÇO: Data de anúncio do exame especial. Os confrontos entre as turmas também serão decididos neste dia.

15 DE MARÇO: Confirmação da seleção dos dez eventos. Os dez eventos escolhidos pela turma adversária e suas regras serão anunciados.

22 DE MARÇO: Dia do Exame de Seleção de Eventos.

— M-Mas, sensei, se formos fazer vinte eventos, isso não vai levar muito tempo?

— No dia do Exame de Seleção de Eventos, cada turma reduzirá sua respectiva lista de dez eventos para cinco e enviará esses cinco como suas escolhas principais. Assim, em vez de vinte eventos, as opções serão reduzidas para dez — explicou Chabashira.

Depois de ouvir essa parte, Horikita abriu a boca para falar.

— O que significa que cinco dos dez eventos são blefes… Eles servem para enganar nossos oponentes. Certo?

— Sim, suponho que também possam cumprir esse papel. Dessa lista reduzida de dez eventos, a escola selecionará sete aleatoriamente por meio de um sistema automatizado. É assim que isso funciona — respondeu Chabashira, não ignorando, mas sim confirmando a sugestão de Horikita.

Parecia que este exame especial seria mais prolongado do que os que tivemos até agora. Imaginei que a escola estivesse optando por sete eventos para garantir um vencedor claro. Sem chance de empate, quem vencesse quatro dos eventos sairia vitorioso.

— Mesmo que o resultado já esteja decidido antes da conclusão de todos os sete eventos, o teste continuará até o evento final. Isso porque os eventos afetarão os pontos da turma. Portanto, independentemente de sua turma certamente vencer ou perder, vocês levarão esses eventos até o fim. As inscrições para a primeira lista de dez eventos serão aceitas até o fim do dia no domingo, dia 14. Como seus eventos precisarão ser avaliados pela escola para aprovação, é melhor finalizá-los o quanto antes — explicou Chabashira.

— O que acontece se não finalizarmos dez eventos até o fim do dia 14?

— Então a escola preencherá as lacunas com eventos alternativos que já tenha preparado. Mas não esperem que sejam os melhores eventos para sua turma. Embora vocês não estejam necessariamente em desvantagem neles, provavelmente também não estarão em vantagem — respondeu Chabashira.

Parecia que seria mais sensato trabalharmos para finalizar nossas próprias dez seleções, custe o que custar.

— Também é importante observar que a mesma turma não pode registrar o mesmo evento duas vezes. Vamos supor que uma turma envie um evento de futebol com uma regra de melhor de três. Se vocês tentarem enviar outro evento de futebol em que o resultado seja decidido por cobrança de pênaltis, ele será rejeitado. Por favor, tenham isso em mente.

— Podemos retirar um evento depois que ele for finalizado? — perguntou Horikita.

— Não, não podem.

— Então… qualquer aluno pode participar dos sete eventos? E é possível que os alunos participem quantas vezes quiserem? — perguntou Horikita.

— Algumas das regras referentes a esses eventos são difíceis de comunicar verbalmente. Portanto, a escola preparou este folheto com informações mais detalhadas. Sintam-se à vontade para fazer cópias dele depois. As respostas que você procura estão impressas no folheto, Horikita.

Teria sido bom se a escola tivesse feito cópias suficientes para todos, mas suponho que talvez tenham feito as coisas dessa forma de propósito. Se tivéssemos apenas uma cópia do folheto, todos na turma se reuniriam para lê-lo, o que facilitaria estimular discussões entre nossos colegas.

— Como escrevi no quadro-negro, os dez eventos que cada turma decidir serão repassados às turmas adversárias no dia 15. Afinal, é difícil chamar de competição justa se vocês não souberem quais eventos e regras seus oponentes escolheram.

Isso significava que tínhamos quase uma semana para estudar, praticar e elaborar planos para esses eventos. Também era provável que o próprio dia do exame se tornasse uma batalha para cada turma descobrir quais eventos a turma adversária preferia.

— Após a conclusão do exame no dia 22, o dia 23 será um dia de folga. Depois disso, a cerimônia de formatura será realizada no dia 24 e, em seguida, a cerimônia de encerramento no dia 25. Uma vez que esses eventos terminem, vocês estarão oficialmente em férias de primavera.

Suponho que nossos níveis de motivação dependeriam de vencermos ou perdermos. De qualquer forma, depois de ouvir tudo aquilo, senti que tinha uma boa compreensão de como funcionava o Exame de Seleção de Eventos.

No entanto…

A expressão no rosto de Chabashira parecia sugerir que ela ainda tinha algo importante a nos explicar.

— Há outra peça importante nesse quebra-cabeça, além da escolha dos eventos. E é o fato de que vocês precisarão de um "comandante" para gerenciar tantas pessoas. Tenham em mente que esse comandante não poderá participar diretamente dos eventos.

— Um comandante…?

Então era por isso que havia apenas trinta e oito cartões de alunos no quadro, hein?

— É uma função importante, e que exige adaptabilidade. Vocês podem interpretar essa posição como um papel de apoio — alguém que auxilia em todos os eventos e fornece suporte quando necessário. Essa pessoa pode, por exemplo, substituir outro aluno ou resolver um problema difícil. Isso também não se limita aos esportes. Mesmo em eventos como Go e Shogi, o comandante poderá intervir — disse Chabashira.

Isso significava que não se tratava apenas de um confronto entre alunos com base em suas habilidades fundamentais. Os comandantes também desempenhavam um papel, hein?

— Vocês também devem decidir como o comandante irá "se envolver". Ah, sim. Digamos, por exemplo, que escolhêssemos pedra, papel e tesoura… Vocês poderiam criar regras como "O comandante pode se voluntariar para intervir e participar uma vez, quando desejar" ou "O comandante pode substituir outro aluno que esteja prestes a jogar". Determinem os métodos pelos quais o comandante poderá intervir — explicou ela.

Parecia que o envolvimento do comandante seria geralmente aceito, desde que fosse justo. Se déssemos ao comandante a capacidade de trocar jogadores em eventos como beisebol e futebol, isso essencialmente lhe atribuiria o papel de treinador. Embora houvesse sete eventos, era provável que o envolvimento do comandante fosse um ponto de grande importância.

— Os comandantes receberão pontos privados individualmente caso ajudem a garantir uma vitória. Mas também serão responsabilizados pela derrota. Isso mesmo. Se sua turma for derrotada, o comandante será expulso — explicou Chabashira.

Então alguém seria forçosamente expulso desta vez também.

— Neste exame especial, ter um comandante é absolutamente essencial. Se o comandante não estiver presente, o teste não poderá prosseguir. Se tiverem dificuldade em chegar a uma decisão por conta própria por meio de discussão, venham falar comigo. Eu nomearei alguém apropriado para a função.

E teríamos que indicar alguém, assim como antes. Parecia provável que o Ponto de Proteção que obtive no último teste desempenhasse um grande papel aqui. Eu podia perceber que muitos olhares e sentimentos estavam voltados para mim. O Ponto de Proteção era a única opção viável que tínhamos para anular uma expulsão. Como eu possuía um, se me nomeassem comandante, isso significava que eu poderia evitar ser expulso mesmo que perdêssemos.

Só que…

Seria certo eu assumir o papel de comandante para garantir que ninguém fosse expulso? Ou deveríamos pedir a um aluno talentoso como Horikita que assumisse a função, tentando aumentar nossas chances de vitória, ainda que fosse apenas em um por cento? Eu imaginava que meus colegas ficariam satisfeitos com qualquer uma das escolhas. Provavelmente também não se oporiam se alguém que não fosse eu aceitasse o papel. Por outro lado, se ninguém quisesse se voluntariar para a função, as expectativas deles recairiam sobre mim.

— Como nossos oponentes serão decididos? — perguntou Horikita.

— Os alunos que assumirem o papel de comandante se reunirão na sala multiuso após a aula de hoje. Realizaremos um sorteio para que esses alunos possam escolher seu oponente. Vocês deverão discutir previamente entre si qual turma escolheriam caso vençam o sorteio.

Parecia que o vencedor do sorteio poderia selecionar a turma contra a qual gostaria de competir, deixando as duas turmas restantes automaticamente emparelhadas.

— Então, obviamente, temos que ir com a Classe D, certo? Nossas chances de vencer contra eles serão maiores.

— É verdade que enfrentar alunos atualmente estagnados na Classe D pode aumentar suas chances de vitória, devido à sua inferioridade geral. No entanto, não é necessariamente uma vantagem lutar contra uma turma de nível inferior — disse Chabashira.

Em outras palavras, se isso fosse verdade, então as outras três turmas inevitavelmente gostariam de escolher a Classe D. Agora que Ryuen havia caído do poder, a Classe D seria o oponente mais fácil de enfrentar.

— A química é importante neste exame. É muito importante que levem em consideração as características distintivas de cada turma.

Não precisávamos necessariamente nos desesperar, mesmo que estivéssemos competindo contra a Classe A ou a Classe B. Se escolhêssemos um evento favorável à nossa turma, teríamos boas chances de vencer. Mas a verdade inevitável era que, quanto mais alto o nível da turma, mais difícil seria o oponente. Apesar do que Chabashira acabara de dizer, nem uma única pessoa na sala esboçou um sorriso.

A imaginação de Horikita também estava a mil. Ela se perguntava se poderíamos derrotar a Classe A ou a Classe B se as desafiássemos como estávamos agora.

— Parece que o que eu disse não foi muito reconfortante. Nesse caso, vamos encarar algumas verdades duras. Se vocês forem derrotados, e a Classe D vencer… isso significa que vocês cairão novamente para a última posição.

Chabashira pegou um pedaço de giz e escreveu os totais atuais de Pontos de Classe.

Pontos de Classe em 1º de março

Classe A: 1001 pontos

Classe B: 640 pontos

Classe C: 377 pontos

Classe D: 318 pontos

A Classe C e a Classe D estavam praticamente empatadas em termos de Pontos de Classe. Havíamos conseguido subir até a Classe C ao longo deste ano, mas se perdêssemos no último momento, seríamos rebaixados novamente para a Classe D. Isso significava que, como alunos, gostaríamos de manter nossa posição a qualquer custo.

— Quanto ao impacto desses eventos nos Pontos de Classe… vocês verão um aumento ou uma diminuição de trinta pontos por evento. Portanto, se vencerem todos os sete eventos, isso significa que receberão duzentos e dez pontos. Se vencerem cinco eventos e perderem dois, receberão noventa pontos. Os pontos virão do total da turma adversária. Além disso, a escola concederá mais cem pontos como recompensa pela vitória geral — explicou Chabashira.

Isso significava que poderíamos ganhar, no máximo, trezentos e dez pontos. O fato de podermos arrancar Pontos de Classe de nossos oponentes ao vencer esses eventos era outra grande vantagem. Até agora, não tínhamos nenhuma maneira de causar um impacto significativo no total de Pontos de Classe das turmas de nível superior, mesmo que quiséssemos. Mas agora, era possível derrubá-las de uma só vez. Dependendo do confronto e dos resultados, havia uma chance considerável de subirmos para a Classe B ou sermos rebaixados novamente para a Classe D.

— Caso a turma adversária não possua Pontos de Classe suficientes, a escola cobrirá temporariamente a diferença, mas exigirá que a turma eventualmente reembolse esses pontos. Isso significa que uma turma pode aparentar ter zero pontos, mas na verdade terá um total negativo de Pontos de Classe — explicou Chabashira.

Então era possível que os Pontos de Classe caíssem abaixo de zero, ainda que de maneira invisível. De qualquer forma, como todas as turmas tinham mais de duzentos e dez pontos no momento, isso não parecia ser algo com que precisássemos nos preocupar.

*

 

QUANDO CHABASHIRA SAIU, ainda tínhamos um pouco de tempo antes do início da aula. Alguns alunos foram até a mesa e pegaram o folheto com as regras que havia sido deixado sobre o púlpito.

— Posso pegar um momento? — perguntou Horikita, espremendo-se entre eles para tirar fotos das regras com o celular. Provavelmente estava tomando a iniciativa para poder analisar tudo com calma depois, em seu lugar. Permaneci sentado na minha própria carteira e observei tudo.

— Posso te mostrar também. Embora talvez você não esteja interessado — disse Horikita.

— Agradeço a sua consideração — respondi.

Logo em seguida, ela me enviou duas fotos por mensagem de texto.

EXAME DE SELEÇÃO DE EVENTOS

Regras para a Seleção de Eventos:

Eventos muito obscuros, excessivamente complexos ou com regras detalhadas demais podem não ser permitidos. No caso de eventos com questões escritas, a escola fornecerá as perguntas para garantir a justiça. Desviar ou alterar as regras básicas dos eventos é estritamente proibido.

Quanto às instalações utilizáveis:

No dia do exame especial, os comandantes desempenharão suas funções na sala multiuso. Além disso, instalações escolares como o ginásio, os campos esportivos, as salas de música e os laboratórios de ciências poderão ser utilizados, embora haja algumas exceções.

Quanto às restrições de eventos e de tempo:

Eventos duplicados não serão aceitos. Se um evento for considerado como tendo o mesmo conteúdo de um evento previamente submetido, ele não será aceito. Além disso, se for determinado que um evento leva tempo demais para ser concluído ou não possui limite de tempo, ele poderá não ser aceito.

Quanto ao número de participantes:

O número necessário de participantes para cada um dos dez eventos submetidos deve ser diferente, excluindo aqueles que atuarem como substitutos. O número mínimo necessário de participantes é um, enquanto o número máximo não pode exceder vinte (incluindo os substitutos). Apenas um máximo de dois eventos que exijam mais de dez participantes por turma (incluindo substitutos) poderá ser submetido.

Quanto às condições de participação:

Cada aluno pode participar de apenas um evento. Os alunos não podem participar de dois ou mais eventos. No entanto, se todos os alunos de uma turma já tiverem participado de um evento, então será permitido que um aluno participe de mais de um evento.

Quanto ao papel do comandante:

O comandante tem o direito de se envolver em todos os sete eventos. A forma exata de seu envolvimento será determinada pela turma que propôs o evento. O escopo desse envolvimento deve ser aprovado pela escola antes que o evento seja adotado.

As regras estavam aproximadamente divididas em seis seções.

O número de participantes poderia variar de uma a vinte pessoas por evento. E embora eventos que realmente exigissem vinte participantes fossem provavelmente bastante limitados, havia algumas opções que poderiam ser elaboradas, dependendo da abordagem adotada. Se conseguíssemos criar dois eventos que exigissem quase quarenta pessoas, então seria possível que alguns alunos tivessem que participar uma segunda vez, talvez até uma terceira.

Mesmo que tentássemos restringir nossas seleções a um grupo de elite, isso se tornava complicado quando era necessário garantir que o número exigido de pessoas para cada evento fosse diferente.

— A escola realmente preparou um exame especial bastante difícil para nós, não foi?

— Sim. Mas, como algo que supostamente representa a culminação de tudo o que aprendemos no primeiro ano, acho que é bem apropriado.

Era um sistema no qual muitos alunos precisariam participar e trabalhar juntos se quisessem vencer. Era semelhante ao festival esportivo, mas desta vez não seria apenas a capacidade física que traria vantagem. Dependendo da abordagem, era possível transformar isso em uma disputa focada apenas na capacidade acadêmica, ou em um teste de inteligência ou outras habilidades mentais.

A chave para o teste provavelmente não era apenas ser capaz de discernir nossas próprias forças e fraquezas, mas também as das outras turmas. Depois de refletir um pouco sobre o processo de seleção de eventos, concluí que o tempo que a escola nos havia concedido era adequado. Teríamos que nos envolver em uma quantidade considerável de discussões e ser extremamente cuidadosos com nossas escolhas se quiséssemos dar o nosso melhor.

Além disso, havia alguns alunos que eu duvidava que realmente participariam dos eventos. Se não conseguíssemos fazer com que todos na turma participassem de um evento pelo menos uma vez, não poderíamos permitir que ninguém participasse uma segunda vez, o que nos obrigaria a fazer ajustes. Agora que havia entendido tudo, Horikita parecia um pouco insatisfeita.

— Parece que você tem alguns problemas com este exame especial — eu lhe disse.

— Sim, vários. O que mais me desagrada é o fato de que o vencedor será amplamente determinado por qual turma tiver mais eventos escolhidos no dia do exame. Estaremos em grande desvantagem se os eventos que nossos oponentes prepararam forem favorecidos em detrimento dos nossos — respondeu ela.

Só teríamos confiança absoluta nos eventos que nós mesmos preparássemos. Naturalmente, preferiríamos competir em nossos próprios eventos do que nos da outra turma.

— Não seria muito mais justo se a escola simplesmente criasse dez eventos e os apresentasse a cada turma, reduzindo-os a sete no dia do exame? — acrescentou ela.

Suponho que, do ponto de vista da justiça, Horikita estivesse certa.

— Isso apenas reduziria as chances de vitória das turmas de nível inferior. Provavelmente deveríamos ser gratos por este teste, já que, com sorte, poderemos derrotar as turmas de nível superior — argumentei. Era uma suposição razoável de que, quanto mais alto o nível de uma turma, melhores seriam suas perspectivas.

— Isso… Bem, suponho que seja uma forma de ver a situação, mas… ainda assim, realmente não gosto deste teste — disse Horikita.

Seja como for… Este era o momento de começarmos as discussões e decidirmos nossos eventos. Mas Hirata mantinha a cabeça baixa, sem se mover um centímetro sequer, simplesmente esperando o tempo passar.

— Ele era a pessoa em torno de quem todos se reuniam até outro dia — observei em voz alta.

— Está dizendo que a culpa é minha? — retrucou Horikita.

— Sei lá.

Esse era um problema pessoal de Hirata, mas não estava claro o quanto alguém entendia o que havia de errado… incluindo o próprio Hirata. Enquanto Hirata permanecia completamente imóvel, foi Sudou quem se manifestou, bem quando a turma estava prestes a iniciar a discussão.

— Ei, pessoal. Antes de começarmos a discussão, tem só uma coisa que eu quero esclarecer.

Ele lançou um breve olhar para mim e depois voltou a encarar o restante da turma.

— Bom, muita gente não ficou exatamente feliz com o resultado do último teste. Né, Kanji?

— Bem, não sei se diria que estou insatisfeito com o que aconteceu, mas… é que eu simplesmente não entendo. Tipo, como o Ayanokoji conseguiu o maior número de votos de elogio? Acho que todo mundo está se perguntando isso. E, tipo, por que ele recebeu quarenta e dois votos? — disse Ike.

Muitos pares de olhos agora estavam voltados para mim. Até mesmo as pessoas do Grupo Ayanokoji estavam olhando na minha direção.

— Quer dizer… ele recebeu muitos votos de elogio das outras turmas, certo?

Não houve tempo para explicações ou desculpas no fim de fevereiro. Eu já havia previsto que seria bombardeado com esse tipo de pergunta, mas não podia exatamente me estender sobre o assunto. Minha posição social na turma era baixa. Eu não estava em condições de falar abertamente sobre nada.

— Sobre isso. Eu explicarei o que aconteceu — disse Horikita, tomando a dianteira.

— Espera. Queremos ouvir uma explicação do Ayanokoji. Nós… perdemos um amigo, sabia? — disse Ike.

— Talvez isso não seja possível — respondeu Horikita, levantando-se e começando a me defender.

— Não… seja possível? O quê?

— Porque isso provavelmente é algo que nem o próprio Ayanokoji-kun entende completamente — disse Horikita.

— O Ayanokoji não sabia?

— Exatamente. Simplificando, tudo foi orquestrado pela Sakayanagi-san. Tenho minha própria teoria sobre o motivo de ela ter feito isso. Também vou explicar isso.

Horikita continuou a explicar a situação, ponto por ponto, apresentando tudo de forma fácil de entender.

— Primeiro, ela teve como alvo o Yamauchi-kun, dizendo para que ele ficasse tranquilo, porque lhe daria votos de elogio. Não há dúvida sobre essa parte, já que o próprio Yamauchi disse isso no final. Mas, secretamente, ela provavelmente já havia decidido dar os votos a outro aluno — disse Horikita.

— Bom, sim, suponho que isso faça sentido. Mas estamos perguntando por que ela escolheu o Ayanokoji — respondeu Sudou.

— Certo. Por que você acha que ela fez isso, Sudou-kun? — retrucou Horikita.

— Isso é… Bem, talvez, por exemplo, a verdade seja que o Ayanokoji é, tipo, um cara super incrível ou algo assim? Então ela decidiu que ele merecia receber os votos de elogio… ou algo do tipo?

— Mas você já o viu fazer algo incrível? Minha impressão é de que ele é apenas um aluno que por acaso corre rápido.

— Bem… acho que você tem razão.

— Ele não obteve notas especialmente boas nas provas escritas e, além de correr rápido, não houve uma única vez em que ele realmente tenha se destacado em qualquer evento esportivo. Se formos considerar que o restante de suas habilidades não está à altura de sua velocidade, é até possível que ele não seja um atleta completo. Além disso, devo dizer que suas habilidades de conversação também não parecem ser seu ponto forte — disse Horikita.

Tudo o que ela acabara de dizer era algo que os outros já sabiam ser verdade. Não havia como negar nenhuma parte disso.

— O que significa que é impossível que ela o tenha escolhido por esse motivo — concluiu ela, com firmeza, sem a menor hesitação.

— Então, o quê? Ela simplesmente escolheu ele por acaso, e só isso? Sei lá… por algum motivo, isso não parece muito certo — respondeu Sudou.

— Pense nisso. Se o Ayanokoji-kun fosse uma pessoa notável, por que a Sakayanagi-san se daria ao trabalho de lhe conceder deliberadamente um Ponto de Proteção? Não há nada mais tolo do que dar um voto de elogio a um oponente que você considera formidável. Se houvesse uma única exceção a essa regra, provavelmente seria conceder um voto de elogio à Ichinose-san, já que se esperava que ela recebesse o maior número de votos desde o início — disse Horikita.

Ichinose havia recebido um total de noventa e oito votos de elogio, resultado do desejo de concentrar os votos em uma única pessoa, em vez de simplesmente distribuí-los aleatoriamente.

— Eu certamente nunca daria um Ponto de Proteção a um oponente difícil.

— Eu também não.

Kei e Sakura se manifestaram em concordância, convencidas pela explicação de Horikita, seguidas por muitos dos rapazes.

— Não entendo por que a Sakayanagi-san teve como alvo o Yamauchi-kun, mas, se presumirmos que ela queria que ele fosse expulso, então podemos ver que tudo se encaixa de forma lógica. E assim, houve uma batalha direta entre Ayanokoji-kun e Yamauchi-kun em nossa turma, exatamente como ela havia calculado. Então, ao concentrar a maioria dos votos de elogio no Ayanokoji-kun, ela poderia garantir que apenas Yamauchi-kun fosse expulso — explicou Horikita.

— Então… você está dizendo que a expulsão do Haruki fazia parte da estratégia da Sakayanagi?

— Sim. E, consequentemente, o fato de Ayanokoji-kun ter sido escolhido — não, de ter sido usado — foi mera coincidência. Ele não se destaca e não representa ameaça à Classe A. Foi apenas assim que as coisas aconteceram — explicou Horikita.

Era uma teoria sólida. E, da forma como ela a apresentou a todos, não poderia ser usada contra mim.

— Essa é a única razão que consigo encontrar para explicar por que o Yamauchi-kun foi alvo e o Ayanokoji-kun foi protegido — acrescentou ela.

Depois de ouvir isso, Sudou e Ike não tiveram escolha a não ser ceder. Ainda assim, parecia que Sudou estava tendo dificuldades para aceitar.

— O fato de eu tê-lo defendido te incomoda? — perguntou Horikita, olhando para Sudou. Sudou não lhe deu uma resposta direta, apenas desviou o olhar.

— Eu o defendi porque estou ciente de que sou a principal razão pela qual o Yamauchi-kun foi expulso. Não o Ayanokoji-kun — disse Horikita.

Foi ela quem expôs o plano de Yamauchi e o encurralou.

— Se alguém tem culpa, seria ridículo culpar qualquer pessoa além de mim.

— Mas isso…

Sudou não podia culpar Horikita pelo que havia acontecido. Ele entendia a verdade. Sabia que era inevitável que um aluno desnecessário fosse descartado. Ainda assim, por mais razoável que fosse sua explicação, nem todos conseguiam aceitar aquilo de imediato… porque o fato permanecia: fui eu quem recebeu o Ponto de Proteção. Isso significava que apenas uma pessoa naquela turma poderia assistir a esse teste à distância, em segurança.

— Tudo bem se eu… me voluntariar para ser o comandante neste exame especial? — perguntei, entrando na conversa ao encontrar o momento certo.

Embora eu não tivesse ouvido nada de Sakayanagi, tinha cem por cento de certeza de que ela seria a comandante de sua turma. O que significava que provavelmente não poderíamos ter um confronto adequado, a menos que eu fosse o comandante da minha turma.

— É verdade que todos estão desconfiados de mim por causa do que aconteceu no Exame de Votação em Classe. Quero dissipar essas dúvidas me oferecendo para me sacrificar neste teste — argumentei.

— Ayanokoji… — Sudou olhou para mim, parecendo um tanto surpreso.

— Ei, essa é uma ótima ideia. Assim, ninguém vai ser expulso, e o Ayanokoji pode esclarecer tudo! — exclamou Ike, apoiando minha candidatura a comandante assim que percebeu que isso significava que passaríamos pelo exame sem expulsões.

— Ei, espera um pouco. Bem, fico feliz que o Ayanokoji-kun esteja disposto a aceitar essa posição, mas acho que sou um pouco contra ele ser nosso comandante.

A aluna que interrompeu inesperadamente foi ninguém menos que Shinohara.

— É verdade que, se pedirmos ao Ayanokoji-kun para fazer isso, ninguém será expulso mesmo que percamos, já que ele tem o Ponto de Proteção. Mas isso não parece jogar fora nossa chance de vencer logo de cara? É como se estivéssemos nos preparando para perder. Quero dizer, assim como a Horikita-san disse, o Ayanokoji-kun é mediano — acrescentou ela.

Basicamente, ela estava dizendo que não conseguia nos ver vencendo isso se eu fosse quem estivesse no comando.

— Se formos emparelhados com a Classe A ou a Classe B, isso significa que provavelmente enfrentaremos a Sakayanagi-san ou a Ichinose-san, certo? O comandante parece ser uma função importante, e o Ayanokoji-kun não parece ter muitas chances de vencer. Vocês sabem que provavelmente seremos rebaixados de volta para a Classe D se perdermos, certo? — disse Shinohara.

Alguns dos alunos certamente concordavam com a opinião de Shinohara.

— Não seria melhor pelo menos ver se mais alguém quer se voluntariar para ser comandante? — concluiu ela.

No entanto, a posição vinha com o risco de expulsão. Ninguém ali era tolo o suficiente para levantar a mão sem pensar duas vezes. Se as coisas estivessem normais, talvez pudéssemos contar com Hirata para se apresentar, mas não parecia que isso iria acontecer. No momento, ele simplesmente permanecia sentado sozinho, com os olhos voltados para baixo, sem sequer tentar participar da discussão.

Se houvesse um único aluno que não tivesse medo da expulsão e que se apresentasse voluntariamente para ser comandante nessa situação…

Todos se viraram para olhar para Horikita. Mas, em um caso como esse, ela provavelmente…

— Lamento muito, mas eu também gostaria de evitar o risco de expulsão. Se o Ayanokoji-kun estiver disposto a assumir essa posição, então gostaria de aceitar sua oferta com gratidão. Como a Shinohara-san disse, se acabarmos enfrentando a Classe A ou a Classe B, sinceramente, não há garantia de que venceremos com nosso nível atual de qualquer forma.

— Mas, Horikita-san, você acabou de defendê-lo agora há pouco. E agora quer que ele seja o comandante? — disse Kei, interrompendo a conversa.

— Eu apenas achei que, se o poupasse do trabalho de ter que provar que não tinha nada a ver com a proposta do Yamauchi-kun, então ele estaria disposto a se apresentar e ajudar assumindo o papel de comandante em troca — disse Horikita.

Ela havia conseguido, de forma bastante astuta, cortar qualquer chance que eu tivesse de escapar da função. Parecia que Horikita sempre quis empurrar o papel de comandante para mim, como eu havia imaginado. Ela tinha uma opinião muito mais elevada sobre minhas habilidades do que os outros alunos e provavelmente estava convencida de que seria melhor deixar a posição de comandante comigo do que com algum outro aluno pouco comprometido.

Além disso, mesmo que perdêssemos, eu sempre poderia usar meu Ponto de Proteção.

— Mais alguém está disposto a se apresentar? — perguntou Horikita.

Se houvesse espaço para contestação, viria de alguém disposto a se voluntariar para a posição de comandante. No entanto, não parecia haver ninguém disposto a correr o risco de ser expulso.

— Mesmo que a posição se chame comandante, podemos fazer preparações cuidadosas para tudo com antecedência, só por garantia. Desde que o comandante siga essas diretrizes no dia do exame e mantenha todos em ordem, não deve fazer muita diferença quem ocupe a função — disse Horikita.

Os alunos que não estavam pensando muito profundamente sobre a questão pareceram convencidos, murmurando em concordância.

— De qualquer forma, a aula está prestes a começar. A escola não vai reservar tempo para discutirmos isso, então devemos fazer planos para nos reunir — acrescentou ela.

Agora que Hirata não estava tomando a iniciativa, parecia que Horikita era quem havia avançado para liderar a turma.

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