Volume 10

Capítulo 2: Lorelei e a Medico Knight

   O Festival de Batalha das Sete Estrelas havia terminado, e as férias de verão, um tanto atrasadas, finalmente chegaram para os competidores.

   Naquele dia, Shizuku seguiu um caminho diferente na estação de trem enquanto Arisuin voltava para casa; ela partiu sozinha para Hiroshima a bordo do trem de levitação magnética. Seu destino era visitar Yakushi Kiriko, uma estudante do terceiro ano da Academia Rentei.

   Naturalmente, a outra parte era uma médica ocupada, por isso um compromisso foi devidamente agendado com antecedência. Para a surpresa de Shizuku, o pedido de visita foi muito bem recebido.

   Shizuku cruzou a entrada principal do Hospital Geral Yakushi, puxando uma mala de rodinhas repleta de roupas para passar algum tempo ali. Ela se dirigiu à funcionária que estava sentada no balcão da “Recepção Geral”.

“Com licença. Eu sou Kurogane Shizuku e vim de Tóquio. Kiriko-san me orientou a vir até a recepção e dizer meu nome assim que chegasse...”

   A recepcionista respondeu prontamente: 「Ah, você deve ser Kurogane Shizuku-san. A diretora me avisou sobre sua vinda」, e retirou um folheto debaixo do balcão. 「A Sensei está atualmente fazendo sua ronda no terceiro andar da ala especial, seria possível que você fosse direto para lá? Aqui está um mapa do hospital.」

“Muito obrigada.”

   Shizuku recebeu o papel, retribuiu com uma breve reverência e seguiu pelo vasto complexo hospitalar, guiando-se pelo mapa.

   Ela entrou na ala especial, localizada após duas alas grandes e do outro lado do pátio interno, e subiu de elevador até o terceiro andar. Assim que as portas se abriram...

“Eh...?”

   Shizuku sentiu-se confusa com a cena diante de seus olhos. O terceiro andar da ala especial, em suma, apresentava um visual que em nada lembrava um hospital. Não era pelo luxo excessivo, como se fosse um hospital voltado para o atendimento VIP; o interior em si era idêntico ao das outras alas, mas o estado de espírito das pessoas ali não passava a vibração de pacientes.

   Não havia uma única pessoa vestindo batas hospitalares. Havia uma mulher retocando a maquiagem, pessoas conversando alegremente por todos os cantos e até crianças jogando cartas enquanto comiam doces no sofá. Era um lugar extremamente animado.

   Embora Shizuku sentisse uma pontada de ansiedade, questionando-se se Kiriko estaria realmente fazendo rondas naquele local, o mapa não mentia. Assim, ela decidiu conferir todos os quartos do andar.

   O resultado: o alvo foi encontrado no terceiro quarto.

A Medico Knight, Yakushi Kiriko, segurava o pulso de um senhor de idade deitado na cama. A princípio, Shizuku pensou que ela estivesse apenas medindo a pulsação, mas logo percebeu que se tratava de algum tipo de magia. A expressão de Kiriko estava em extrema concentração e uma luz mágica azul-celeste transbordava suavemente do pulso que ela segurava.

   Aquilo era, provavelmente, uma técnica de cura.

   Se fosse esse o caso, não seria bom interrompê-la. Shizuku conteve a voz que estava prestes a chamá-la e observou o trabalho de Kiriko à distância.

“Certo. Por hoje encerramos o tratamento. Como está se sentindo, Yoshioga-san?”

“Bem. A dor acabou diminuindo um pouco. Agora posso sair para comer com a minha velha. Obrigado, Sensei.”

“Fufu. Você tem que beber álcool com moderação, caso contrário não adianta nada, está bem?”

“Hehe. Então vou me lembrar de ficar bêbado!”

   Kiriko deu de ombros para o idoso, que sorria amplamente exibindo seus dentes amarelados.

“Você é realmente um paciente sem jeito, hein.”

  No entanto, o gesto dela não demonstrava raiva nem tristeza; em vez disso, ela parecia sorrir.

     Será que eu daria certo como médica?

   Enquanto Shizuku ponderava sobre isso...

“Kiriko-chan! Como você está indo? Gostaria de tomar uma xícara de chá comigo quando puder descansar um pouco? Minha família me comprou um bolo que está bem popular ultimamente.”

“Sinto muito. Na verdade, tenho um compromisso com uma pessoa logo depois daqui... oh.”

   Os olhos de Shizuku e Kiriko, que havia se virado para falar com o paciente de outra cama, se encontraram.

“Shizuku-san. Você já está aqui.”

“Sim... acabei de chegar. Este é um quarto de hospital bem alegre, não é? Por um momento pensei: “Será que me perdi no dormitório dos funcionários?”. Fiquei confusa.”

“Hmm, fufu. Peço desculpas pelo barulho que está ficando aqui.”

  Kiriko colocou um dedo sobre os lábios e riu de forma sofisticada. Então, parou de rir, pediu licença por um breve momento e disse a Shizuku:

“... Muito obrigada por finalmente vir até aqui, mas pode esperar mais um pouco? Minha ronda está com o tempo um pouco apertado e ainda não consegui terminar a rotação. Os pacientes deste quarto são os últimos.”

   Diante disso, Shizuku respondeu:

“Por favor, não se preocupe comigo. Eu é que invadi seu espaço enquanto você estava ocupada.”

  Ela entrou no quarto, deu um passo para o lado para não atrapalhar e passou a observar o tratamento médico de Kiriko.

   Durante sua ronda, Kiriko conversava com os pacientes o tempo todo.

“Sensei! Ei, hum, eu vou ver os fogos de artifício com a mamãe e o papai amanhã!”

“Hee. Que legal. Você vai usar um yukata então?”

“Sim! Eu estava pensando... a Sensei não quer ir com a gente?!”

“Hmm... sim, por que não? Eu não tenho planos para amanhã à noite mesmo.”

“Eba!”

“Você também vai levar as crianças que conhece?”

“Sim!”

   De idosos a crianças pequenas.

   Shizuku podia sentir a imensa gratidão e a confiança nos sorrisos que todos dirigiam a ela. Era uma cena encantadora que ela presenciou do início ao fim.

—— Mas,

“Sensei... Eu serei sempre, sempre grata... Graças a você, pude ver o rosto do meu neto, agora não tenho mais arrependimentos...”

“Eh?”

  Uma das pacientes que cercavam Kiriko havia dito aquilo. Shizuku estranhou as palavras da idosa.

“Não tenho mais arrependimentos”... Como ela pode dizer isso, mesmo sendo tão velha?

   Diante da dúvida de Shizuku:

“Ora, a mocinha não sabe?”

   Uma senhora que lia um livro na cama mais próxima de Shizuku deu a resposta.

“Todos os pacientes deste andar não passam de pessoas sem esperança, que não podem ser salvas e não têm expectativa de vida.”

“Eh...?!”

   Shizuku não conseguiu esconder o espanto diante daquele fato.

“I-isso quer dizer que aquela criança pequena também?!”

   A idosa assentiu lentamente, confirmando a suspeita.

“Todos possuem uma doença que a medicina atual não pode desfazer. Essencialmente, seriam apenas vidas destinadas a passar os poucos anos restantes em uma cama. Mas, com o poder da Kiriko-sensei, nós enganamos nossos corpos até os últimos momentos de nossas vidas. Graças a isso... podemos comer com nossas famílias, podemos nos arrumar e podemos sair para nos divertir. Podemos aproveitar nossas vidas até o último segundo... É por isso que todos são gratos à Kiriko-sensei.”

     Ah, entendi...

  Shizuku compreendeu. Por esse motivo, Kiriko não havia realmente repreendido o consumo excessivo de álcool do paciente anterior. Porque, desde o início, eles não estavam em uma condição física em que a moderação faria diferença a essa altura.

“Existem muitas batalhas entre fortes e fracos no mundo, e o que todos discutem é o talento dos Blazers... mas cavaleiros não são apenas isso. Na verdade, a Medico Knight é uma heroína para nós, mais do que qualquer outro grande cavaleiro. Por isso, observe-a bem, está bem? Lorelei-san.”

“A senhora me conhece?”

“Embora eu pareça assim agora, eu fui uma Blazer que chegou ao topo da Liga Nacional. Eu também assisti à transmissão do Festival de Batalha das Sete Estrelas. Os jovens de hoje em dia estão realmente em outro nível.”

   Enquanto Shizuku conversava com a senhora, Kiriko terminou todas as suas rondas e aproximou-se dela.

“Deixei você esperando. Sinto muito por isso. As fofocas de todo mundo estavam ficando longas demais.”

“... Não peça desculpas. Eu é que sou grata por você estar reservando um tempo mesmo estando ocupada.”

   Kiriko acenou com a mão, como quem diz “não se preocupe com isso”.

“Está tudo bem, tudo bem. Afinal, eu também tinha assuntos a tratar com você, Shizuku-san.”

“Eh? Comigo?”

“Sim... Bem, antes de tudo, vamos para outro lugar. Afinal, não podemos conversar à vontade aqui.”

 

 

   Shizuku desceu ao subsolo da ala especial pelo elevador, guiada por Kiriko. Quando as portas se abriram, revelou-se um espaço de cerca de doze tatames com iluminação reduzida. Nas paredes de concreto bruto, estantes se alinhavam repletas de livros cujas lombadas deixavam claro, à primeira vista, que não eram japoneses. No centro da sala, havia uma cama simples, que parecia ter sido montada com a combinação de placas e canos de ferro.

   Olhando de relance, o lugar parecia uma sala de cirurgia...

“O que é este lugar?”

“Meu laboratório particular. É como o meu quarto, sabe?” — Ela respondeu, dirigindo-se à cafeteira que ficava em um canto. — “Fique à vontade. Gostaria de um café?”

“Não. Por favor, não se preocupe comigo. Afinal, não vim aqui para jogar conversa fora.”

“Sim. Se bem me lembro, você disse que tinha algo a me perguntar.”

  Shizuku assentiu, deu um passo à frente para se aproximar de Kiriko e expôs o assunto.

“Eu... eu quero que você me ensine suas técnicas de cura, a sua magia de água, Kiriko-san!”

   Diante disso, Kiriko tomou um gole de café e murmurou: 「... Bem, eu imaginei que seria algo assim.」

“Nosso ponto de contato é que ambas somos, ao menos, Usuárias de Água.”

“Claro que não estou pedindo algo descarado como me ensinar de graça. Eu estava me perguntando se haveria algo que eu pudesse fazer. Mesmo que seja ser cobaia de algum experimento humano estranho, qualquer coisa...!”

“Hee... Você certamente tem determinação. Tudo bem então, digamos que eu a use como cobaia para um novo estilo de técnica. Para destruir as células cancerígenas que entraram na linfa, seria uma boa ideia remover todo o fluido linfático por um momento e limpá-lo.”

“Eu não me importo”, Shizuku respondeu imediatamente.

  Ela estava falando sério. O motivo era que não era uma atitude bem vista entre cavaleiros revelar suas técnicas a outros. Seria diferente se um Cavaleiro-Mago tivesse reunido pupilos, mas para ela, importunar Kiriko, que era uma estudante assim como ela, era um absurdo. Ela estava implorando por isso. Esse era o nível da determinação de Shizuku.

   Kiriko exibiu um sorriso amargo diante de tal resolução.

“... Fu. Estou brincando. Eu já aprendi minha lição com Moroboshi-kun, então pretendo realizar todos os experimentos perigosos em meu próprio corpo. Isso deve bastar. Não há nada em particular que eu queira que a Shizuku-san faça. Portanto… Não quero nada em troca. Eu lhe ensinarei minhas técnicas de cura de graça.”

“Eh, é-é sério?!” Shizuku elevou a voz, surpresa com as palavras de Kiriko.

“É realmente tão surpreendente assim?”

“P-porque cavaleiros têm como princípio não querer ensinar suas técnicas às pessoas.”

“Mas eu não sou uma cavaleira.”

   Kiriko declarou com total indiferença.

  Para ela, a disseminação da medicina era algo valioso; não havia motivos para ser mesquinha quanto a isso.

“Além disso, Shizuku-san parece ter aptidão, então a Sensei lhe ensinará com prazer.”

  Se fosse esse o caso, tudo estava correndo conforme o esperado para Shizuku. Ela curvou-se profundamente e expressou sua gratidão.

“M-muito obrigada!”

   Mas——

“... No entanto.”

  O tom de voz de Kiriko mudou. Ela colocou a xícara de café, que ainda estava pela metade, sobre a mesa e caminhou até Shizuku.

“Você não precisa me dar nada em troca, mas há apenas uma condição.”

“Uma condição?”

“Quero que receba um tratamento antes de começar a estudar. Esse é o motivo de eu ter assuntos com você e por que tentei chamá-la—— veja bem.”

   Tsun.

  Com a leveza de quem toca algo apenas com a ponta dos dedos, ela cutucou o plexo solar de Shizuku.

“!?!?!?!?”

  Em um instante, um relâmpago percorreu o corpo de Shizuku, partindo da ponta dos pés e atingindo o cérebro.

“〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜〜ーーーーーー!!”

  Uma dor intensa. Uma dor tão aguda quanto um raio, que sequer permitia que um grito escapasse. Ela nasceu exatamente onde Kiriko havia encostado os dedos. Shizuku não suportou a agonia excessiva e caiu de joelhos.

“O que... foi isso...?!”

 Com a expressão distorcida e o rosto molhado pelo suor frio que brotou instantaneamente, ela encarou Kiriko.

“Não fiz nada em particular. Apenas a cutuquei de leve. No entanto, doeu tanto assim... porque existe uma distorção em seu corpo.”

“Uma dis... torção...?!”

“Você também pode chamar de fissura. Suas Noble Arts fazem seu corpo se transformar em vapor para invalidar ataques físicos... É um tanto prematuro dizer isso, mas é uma técnica equivalente a ressuscitar alguém que já morreu. Para executá-la, um controle de magia extremamente alto e um conhecimento muito profundo do corpo humano são essenciais. Você não tem conhecimento suficiente sobre o seu próprio corpo. Por isso, há um certo número de distorções que surgem quando ele se reconstrói. Eu acabei de cutucar uma delas.”

   Kiriko continuou, mantendo o olhar fixo em Shizuku.

“Você não sentiu nenhum desconforto até eu tocá-la, mas se eu as deixar como estão, elas certamente causarão danos fatais ao seu corpo. E não falta muito para que isso aconteça.”

“...”

“Meu trabalho é garantir que você receba tratamento para isso. Se você pretende estudar a fundo minhas técnicas de cura, então, mais do que nunca, não posso adiar isso. ... Bem, em primeiro lugar, não tenho a intenção de permitir que uma paciente desapareça diante dos meus olhos sem estar completamente curada.”

  Kiriko imediatamente retirou um pequeno dispositivo em forma de placa do bolso de seu jaleco branco e pressionou um botão instalado em sua superfície lisa. Em seguida, uma barreira desceu entre a sala e o elevador.

   Ela estava falando sério.

   Shizuku percebeu. Se ela demonstrasse qualquer rejeição, Kiriko a conteria pelo uso da força. Mas, para Shizuku, não havia motivo para recusar a proposta de Kiriko, que pretendia curá-la.

“Eu entendo... Estou sob seus cuidados.”

“Pacientes obedientes são os meus favoritos. Então, pode tirar tudo, exceto as roupas íntimas, e deitar-se na cama, olhando para cima?”

 Shizuku seguiu as instruções obedientemente. Ela tirou as roupas ali mesmo e colocou-se na cama designada apenas de lingerie. Ao mesmo tempo, Kiriko ligou a luz cirúrgica acima da cama.

  Shizuku perguntou a Kiriko enquanto estreitava os olhos devido à luz branca que iluminou repentinamente a sala antes penumbrosa:

“Aproximadamente quanto tempo isso vai levar?”

“Meio dia de trabalho. Mas não se preocupe. Será um instante para você, pois usarei anestesia mágica.”

  Ela apenas deitaria na cama e tudo estaria terminado quando acordasse. Shizuku, no entanto, disse com um olhar fervoroso para Kiriko:

“... Muito obrigada por sua gentileza, mas seria possível fazer isso sem anestesia?”

“Hã?”

  Kiriko exibiu uma expressão estupefata, algo que ninguém imaginaria ver em um rosto que costuma exalar tamanha inteligência. Mas não era para menos; era uma proposta que ela não conseguia compreender de forma alguma.

   Entretanto, essa era a perspectiva de Kiriko. Para Shizuku, aquele pedido fazia todo o sentido do mundo. Ela explicou:

“Quero poder vivenciar em meu próprio corpo a técnica de cura da Medico Knight, a médica número um do Japão. Não quero desperdiçar uma oportunidade tão única.”

   Kiriko assumiu uma expressão um tanto desagradada e retrucou:

“... Espere um pouco. Você já esqueceu a dor de agora há pouco? De agora em diante, estarei revirando e inserindo minhas mãos em pontos dolorosos contra a sua vontade, mesmo que antes eu tenha apenas cutucado levemente por fora, sabe? E são muitos pontos. Não é uma dor que se possa suportar estando consciente. Não posso aceitar seu pedido porque você poderia se debater violentamente e as coisas acabariam mal.”

  Ela recusou claramente. Aquela proposta não era diferente de uma laparotomia sem anestesia. Como médica, não era algo que pudesse ser aceito. Mas…

[Almeranto: Laparotomia é, resumidamente, abrir a região abdominal para revelar os órgãos internos. A Shizuku tem coragem kkkkk.]

“Eu consigo.”

  Shizuku não recuou. Ela apelou a Kiriko com uma voz acuada e desesperada. O que aquele momento significava? Isso foi transmitido claramente para Kiriko, a pessoa diretamente envolvida.

  Naquela época, Shizuku não pôde fazer nada além de chorar diante da sala de cirurgia. Embora pensasse continuamente que queria ser útil para Ikki, mais do que qualquer pessoa e com mais força do que qualquer um — no momento mais crucial, ela não teve a habilidade para realizar isso.

  Por sorte, Ikki foi salvo devido a uma médica excelente chamada Kiriko, que veio correndo, mas se Kiriko não estivesse lá... Ikki teria perdido a vida e estaria morto agora. Um mundo sem Ikki. Sua mente se enchia de pavor apenas ao imaginar tal coisa. Ela não conseguia se perdoar. Não havia como se perdoar.

   Então, o que ela deveria fazer? A resposta era uma só.

“Eu... eu quero me tornar mais forte...! O suficiente para curar qualquer ferimento e forte o bastante para salvar o Onii-sama de qualquer dificuldade!”

     — Mesmo que seja um segundo mais rápido!

  Isso porque ela era a única entre seus companheiros que podia usar técnicas de cura. Porque era algo que ela precisava fazer.

  Kiriko se lembrou da expressão de forte determinação de Shizuku. Ela era igual a si mesma no passado; a figura de alguém que se livrou completamente de todos os obstáculos para fazer o que tinha que ser feito.

“... Haa. Vocês, cavaleiros, são todos iguais, não são? Nunca ouvem os conselhos dos médicos.”

   Enquanto Kiriko suspirava como se estivesse perplexa...

“Mas... não se trata apenas de prezar a vida, e sim de como fazer uso das nossas vidas...”

  Ela retirou as correias de contenção debaixo da cama e as usou para prender os quatro membros de Shizuku. Ela aceitou a vontade da jovem.

“Obrigada. Sensei.”

“Não me agradeça ainda. Você vai se arrepender disso se não morrer imediatamente. Vamos, segure isso na boca.”

  Por fim, Kiriko fez com que a pequena boca de Shizuku mordesse uma mordaça e a fixou.

  Sem isso, ela certamente acabaria mordendo a própria língua. Uma vez que os preparativos estavam prontos:

“Se ficar perigoso demais, eu interromperei à força conforme o meu julgamento, então tenha isso bem em mente se não quiser que eu o faça.”

 Kiriko ativou a técnica mágica de cura em sua mão direita. Quando ela tocou a distorção no abdômen, assim como fizera antes, com as pontas dos dedos envoltas em uma luz mágica azul-celeste...

 A base de seus dedos afundou no abdômen de Shizuku como se estivesse pressionando lama.

 



— Almeranto: É pessoal, o capítulo acabou. Acho que esse é o capítulo mais curto até então, já que esse volume não possui prólogo. E cara… o que a Shizuku deve ter sofrido nessa parte… só de imaginar dá um arrepio kkkkk. Enfim, até o próximo capítulo!

 

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