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Uma breve história da tradução por entre as eras: No Século XV (3)


Boa tarde caros. Aqui disponibilizo a terceira parte do artigo, sendo que este conta como fora a tradução no século XV e descreve igualmente um dos contos que mais influenciou nossa sociedade contemporânea em questão literária.


[PARTE 2]

[PARTE 4]


Sir Thomas Malory
Sir Thomas Malory

A viagem do erudito bizantino Gemisto Pletão a Florença, Itália, foi pioneiro do renascimento do ensino de Grego na Europa Ocidental. Pletão reintroduziu o pensamento de Platão durante o Concílio de Florença (1438–39), em uma tentativa fracassada de reconciliar o Cisma (separação) do Leste–Oeste (um cisma do século XI que ocorreu entre a Ortodoxia Oriental e as Igrejas Católicas do Ocidente). Durante este Concílio, Pletão conheceu Cosme de Médici, governante de Florença e um grande patrão da aprendizagem e das artes, e o influenciou a fundar a Academia de Platão. Sob a liderança do italiano erudito e tradutor Marsílio Ficino, a Academia de Platão tomou para si a tradução em Latim de todas as obras de Platão, “Enéadas” de Plotino e de outras obras Neoplatônicas. O trabalho de Ficino — e a edição em Latim de Erasmo do Novo Testamento — trouxe uma nova postura em relação a tradução. Pela primeira vez, os leitores demandavam rigor na apresentação do texto, como também crenças religiosas e filosóficas que dependiam das palavras exatas de Platão e Jesus (e Aristóteles e outros igualmente.)

A grande era da tradução da prosa Inglesa começou no final do século XV com Thomas Malory em “Le Morte d’Arthur” (A Morte de Arthur —1485), uma tradução livre/adaptação dos romances Arturianos sobre o lendário Rei Arthur, como também Guinevere, Lancelot, Merlin e os Cavaleiros da Távola Redonda. Thomas Malory “interpretou” contos existentes em Francês e em Inglês sobre essas figuras enquanto adicionava conteúdo original, como por exemplo o conto de “Gareth” como um dos Cavaleiros da Távola Redonda.


Traduzido e Adaptado por: Enxarcado   |   Revisor: Delongas


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Bibliografia

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[2012] Jean Delisle & Judith Woodsworth. “Translators through History”. John Benjamins, Amsterdam.

[2016] Claudio Galderisi & Jean-Jacques Vincensini. “La fabrique de la traduction” (The Translation Making). Brepols Publishers, Turnhout, Belgium.


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