SESSÃO 4
77 - Fundos para o Casamento
Na luz tênue do começo da manhã, o céu apenas começava a clarear.
Haruto se sentou na cama e se espreguiçou profundamente. Ele havia acordado quase no mesmo horário de sempre e observava seu quarto de onde estava.
Este era o quarto em que ele tinha passado toda a sua vida, desde que podia se lembrar.
Era um quarto comum, sem nada de especial.
Ainda assim, por alguma razão, ele parecia novo e diferente aos olhos de Haruto.
Confuso com essa sensação estranha, ele inclinou levemente a cabeça e deixou o olhar vagar pelo quarto. Então se levantou, abriu as cortinas e olhou para fora.
Foi então que Haruto notou outra coisa.
Não era só o quarto; até a paisagem lá fora parecia estranhamente nova.
Deveria ser uma vista familiar de sua janela, mas parecia outro mundo.
O que estava causando esse fenômeno estranho? Haruto pensou no que havia mudado entre ontem e hoje.
E mesmo com a mente ainda sonolenta, ele logo percebeu a resposta.
Ele tinha uma namorada agora.
Ele tinha conhecido uma garota através de seu trabalho de meio período como faxineiro. Atraído por ela, ele havia mentido e até tentado ignorar seus sentimentos. Mas na noite anterior, finalmente confessou tudo, abrindo completamente seu coração. Como resultado, ele e Ayaka se tornaram um casal de verdade.
“Ter uma namorada... é incrível...”
Haruto murmurou isso para si mesmo, observando o nascer do sol distante, cuja luz parecia mais divina do que nunca.
Só de pensar no dia anterior, no fato de Ayaka ter se tornado sua namorada, seu coração se elevava.
Depois de respirar fundo algumas vezes para se acalmar, Haruto começou sua rotina matinal de estudos.
Com as dúvidas e incertezas que antes pesavam em seu coração agora desaparecidas, ele conseguiu se concentrar como há muito tempo não conseguia.
Ele passou a manhã estudando com um nível de foco sem precedentes. Depois do almoço com sua avó, ele seguiu para a casa dos Tojo, contendo sua empolgação.
Mesmo enquanto estudava, o sorriso de Ayaka continuava surgindo em seus pensamentos.
Ela havia encontrado um lugar definitivo em seu coração.
Caminhando pelo bairro familiar que levava à casa dos Tojo, Haruto andou um pouco mais rápido que o normal. Chegou em menos tempo do que de costume e, sentindo-se um pouco mais nervoso que o habitual, tocou a campainha.
“Oi! Eu estava te esperando, Haruto!” Veio a voz alegre de Ayaka pelo interfone.
Só de ouvir sua voz, Haruto abriu um sorriso radiante.
Enquanto estava à porta, com o coração batendo um pouco mais rápido, Ayaka logo apareceu.
“Bem-vindo, Haruto!” Ela o cumprimentou com um sorriso tão brilhante que poderia superar até o sol do verão.
“Obrigado por me receber.”
O entusiasmo de Ayaka era tão grande que parecia que ela iria pular em seus braços, e Haruto não pôde evitar retribuir o sorriso. Eles trocaram um olhar cheio de alegria, prestes a se abraçar quando—
De repente, a porta da sala se abriu com força, e Ryota saiu disparado, passando pela irmã e abraçando a cintura de Haruto com força.
“Mano, você é o namorado da Mana agora, né?!”
Seus olhos brilhavam enquanto ele olhava para Haruto, a voz cheia de empolgação.
“Agora só falta dinheiro, e aí você pode casar com a Mana!”
“Ah, é... eu acho que sim...”
Haruto não conseguiu conter um sorriso sem graça, dominado pela empolgação de Ryota.
Ayaka, um pouco corada pelas palavras do irmão sobre casamento, virou-se para Haruto. “Dinheiro? O que ele quer dizer com isso?”
Haruto explicou, ainda sorrindo: “Na fonte termal, durante o acampamento, o Shuichi disse ao Ryota que casamento precisa de dinheiro para impedir que ele ficasse me pressionando para casar com você naquele momento.”
“Ah, entendi... Desculpa por isso.” Disse Ayaka, embora parecesse mais divertida do que arrependida.
Haruto corou um pouco, desviando o olhar. “Bom... não estava exatamente errado...”
“É? Ahn, eu... entendi...”
Enquanto os dois coravam e gaguejavam, Ryota de repente soltou o abraço, lembrando-se de algo. “Ah! Eu tenho algo pra te mostrar, Mano!”
Ele correu para a sala. Observando-o, Haruto sorriu. “Ryota é sempre tão cheio de energia.”
“Quando ele descobriu essa manhã que você era meu namorado, ficou ainda mais animado.” Disse Ayaka, lembrando da confusão.
“Deve ter sido difícil.”
Ayaka sorriu calorosamente. “Entre, Haruto. Minha mãe também está ansiosa para te ver.”
Ao entrar na casa, Haruto viu Ikue trabalhando em seu laptop na sala de estar.
“Bem-vindo, Haruto.” Ela o cumprimentou, sorrindo.
“Obrigado por me receber.” Respondeu Haruto, nervoso.
Ele respirou fundo. “Hã, Ikue... eu tenho algo para contar. Ontem à noite, eu confessei meus sentimentos para a Ayaka, e agora estamos namorando.”
Ikue sorriu, achando graça da formalidade dele. “Que maravilhoso! Cuide bem da minha filha, Haruto.”
“Farei o meu melhor.”
Ayaka corou ao lado dele, e Ikue continuou: “A Ayaka pode parecer independente, mas na verdade é bem carinhosa. Ela pode te dar trabalho às vezes, mas é uma garota doce e gentil.”
“Mãe! Não fala isso!” Ayaka protestou, envergonhada.
Haruto sorriu. “Ser alguém de quem a Ayaka precisa é uma honra. Eu já vi muitos lados maravilhosos dela.”
“Haruto...” Ayaka murmurou, os olhos brilhando.
Nesse momento, Ryota voltou, segurando algo feito de papel. “Olha, Mano! Eu fiz isso!”
Ele mostrou orgulhosamente uma caixinha feita à mão com uma abertura para moedas, decorada com desenhos de um noivo e uma noiva.
“É um fundo para casamento! Eu vou juntar dinheiro para vocês se casarem logo!”
Haruto o abraçou, emocionado. “Obrigado, Ryota. Mas não se esforce demais, tá?”
“Não vou! Eu só quero que você vire meu irmão de verdade logo!”
Todos sorriram diante da empolgação inocente de Ryota, imaginando juntos um futuro brilhante.
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