SESSÃO 3

62 - Quanto Mais eu Penso, Mais Fortes Meus Sentimentos se Tornam

 

62 - Quanto Mais eu Penso, Mais Fortes Meus Sentimentos se Tornam

"Haruto é meu namorado número um no mundo inteiro!"

   Ayaka declarou ousadamente, sua expressão brilhando com uma mistura de vergonha e alegria, irradiando um brilho que só poderia ser descrito como angelical.

   Ao encarar aquele sorriso radiante diretamente, a avó de Haruto ficou paralisada por alguns segundos antes de se virar para ele com fervor.

"Haruto! Que namorada maravilhosa a Ayaka é!"

"É-É, vovó. Calma, muita empolgação não faz bem para você."

"Só de ver o sorriso adorável da Ayaka eu me sinto 10 anos mais jovem!"

"Muito obrigada," respondeu Ayaka, seu sorriso encantado cativando ainda mais a avó.

   Haruto nunca tinha visto sua avó tão animada. Ela parecia completamente apaixonada por Ayaka e bateu palmas, como se tivesse tido uma grande ideia.

"Ah, Ayaka, você gostaria de ver os álbuns de infância do Haruto?"

"Sim! Eu adoraria!"

   Ayaka se inclinou para frente com entusiasmo, quase se levantando da cadeira de tão empolgada. Haruto, mortificado, tentou protestar.

"Vovó, por favor, não fale coisas estranhas."

"Por que não? O pequeno Haruto devia ser absolutamente adorável!"

"Certo, vou pegar eles rapidinho," disse a avó, ignorando completamente Haruto.

"Sim, por favor!" O rosto de Ayaka se iluminou de expectativa.

   A avó saiu para buscar os álbuns, deixando Ayaka sorrindo de orelha a orelha.

"Não espere muita coisa," murmurou Haruto, coçando a cabeça.

"Você tá brincando? Mini Haruto? Isso com certeza vai ser adorável!"

"Eu não sou um mascote, Ayaka."

"Se fizessem mascotes do Haruto, eu compraria um!"

"Por favor, não," respondeu Haruto, com um sorriso tenso ao perceber que Ayaka talvez não estivesse brincando totalmente.

   Pouco depois, sua avó retornou com três álbuns grossos. Ayaka, transbordando animação, pediu permissão para olhar e imediatamente começou a folhear as páginas.

"Esse aqui é da época do Haruto no ensino fundamental," a avó apontou.

"Uau! O pequeno Haruto é tão fofo! Isso foi em um dia esportivo?"

"Sim, esse é ele correndo como âncora em uma corrida de revezamento," disse ela carinhosamente.

   Ayaka soltava gritinhos de alegria a cada foto, elogiando a fofura infantil de Haruto, enquanto ele se encolhia e suportava silenciosamente a enxurrada de "que fofos".

 

****

 

   A tarde passou rapidamente enquanto Ayaka e a avó de Haruto criavam laços folheando os álbuns, suas risadas ecoando pela casa. Quando terminaram o terceiro álbum, o sol poente tingia a sala com um brilho âmbar.

"Olhe a hora!" exclamou a avó.

"Já está de noite." Observou Ayaka enquanto se levantava para ir embora.

"Muito obrigada por hoje." Ela disse, fazendo uma profunda reverência. A avó acenou calorosamente.

"Volte quando quiser, Ayaka."

   Caminhando lado a lado pelas ruas silenciosas, Haruto lançou um olhar para Ayaka.

"Obrigado de novo por hoje. Faz tempo que eu não via a vovó tão feliz."

"Fico feliz que ela tenha gostado. Afinal, é para isso que uma namorada de mentira serve, certo?"

"Certo…" respondeu Haruto, mas seu tom vacilou ligeiramente.

   Embora estivesse grato pela ajuda, Haruto não conseguia afastar a culpa que o corroía. Cada vez que via a alegria da avó e o sorriso sincero de Ayaka, a mentira que compartilhavam pesava mais.

   Quando chegaram à casa de Ayaka, ela se virou para ele com um sorriso brilhante.

"Você não precisa me acompanhar além daqui. Obrigada por hoje, Haruto."

"Se cuida." ele respondeu, acenando enquanto ela desaparecia na esquina. Ele ficou parado por um momento, perdido em pensamentos, antes de murmurar para si mesmo:

"Isso... não está certo, está?"

   Os sorrisos calorosos dela, a felicidade de sua avó — tudo repousava sobre um relacionamento falso. E ainda assim, ele não conseguia pôr fim àquilo. As risadas dela e sua alegria radiante eram genuínas, mesmo que a base da relação não fosse.

   Haruto suspirou profundamente, suas lembranças derivando para as palavras de seus amigos.

"Ninguém faz papel de namorado de mentira a menos que realmente goste de alguém."

   Se Ayaka realmente compartilhava seus sentimentos, ele não estaria desperdiçando tempo precioso ficando em silêncio? Ainda assim, o medo da rejeição mantinha seus pés firmemente presos ao chão.

"...Eu sou um covarde." Murmurou amargamente, sua voz se perdendo na quietude da noite.

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