Volume 3

Capítulo 225: Pequenos Testes; Labirinto

 

Depois que o mundo parou de girar, Qin Xa se viu dentro de um labirinto de gelo. Estava escuro, escuro de verdade. 

O gelo das paredes não era polido, havia espinhos e rachaduras, como se alguém houvesse congelado água de qualquer forma — apenas para formar a ideia de um labirinto. 

Mas se havia uma coisa que esse labirinto não era, isso com certeza era ser simples. Após andar por uns 5 minutos Qin Xa se viu completamente perdida. 

Isso porque ela ignorou totalmente sua intuição e seguiu uma técnica de resolver labirintos. Mas a técnica falhou. Seja por haver uma ilusão no lugar, ou pelas paredes estarem em constante movimento. 

Para um imortal fazer um labirinto que se move era uma coisa bem fácil. 

— Faz sentido, se eu não me perdesse não seria um labirinto. Seria divertido... se não fosse tão fácil sair dele.

Murmurou, ao desistir de se depreciar e começou a tentar aproveitar a experiência. Não era todo dia que ela entrava em um labirinto, afinal. Havia motivos para ficar feliz aqui.

Ao encarar uma das paredes ela pensou um pouco e sem mais nem menos desferiu um soco nela com toda a sua força!

Boom!

Esperava destruir a parede, mas pega desprevenida a parede devolveu seu ataque com a mesma potência.

Isso jogou Qin Xa para trás, fazendo-o arregalar os olhos e bater as costas. E com a mesma força que colidiu foi jogada para frente — como se fosse uma bola que pula muito! 

— OOOOOO! PAROU?! — se estabilizou rapidamente, quase vendo sua cara ser quebrada com a força com que iria colidir. Seu coração até acelerou e seus pés deixaram uma marca no gelo.

Suspirou para recuperar a compostura e ajeitou os cabelos que entrou na boca.

Bateu levemente com os dedos na parede e viu que a força não foi desperdiçada em nada. Era um mistério o mecanismo ou a técnica que convertia a força do impacto em energia para devolver o golpe instantaneamente. 

— Será que eu poderia virar uma bolinha sendo jogada de um lado para o outro se não me estabilizasse?

A imagem de ser feita de bolinha cruzou sua mente.

E pelo trabalho espetacular que fizeram para evitar o desperdício de energia aqui, sua única conclusão foi que definitivamente SIM! 

Ela poderia virar uma bolinha nesse labirinto. Que lugar perigoso!

"Mais ou menos. Só é perigoso se algum esquisito for socar as paredes do lugar sem motivos nenhum. Ainda bem que eu não sou desse jeito." Balançou a cabeça, exasperada com o pensamento de que pudesse existir alguém assim no mundo.

— Acho que é isso então. Vamos por aqui!

Sem mais nem menos, mais uma vez, deu um passo para frente e cruzou a próxima esquina, obedeceu sua intuição sem nem se questionar. 

Seus instintos sobrenaturais só funcionavam em sua totalidade quando isso exigia deles — e normalmente essas eram situações em que sua integridade estivesse de alguma forma ameaçada. Fora desses momentos ela só sentia a constante ameaça que o ambiente lhe passava.

O que era uma coisa bem normal visto que o mundo inteiro era uma coisa perigosa demais. 

Então aqui nesse labirinto eles estavam desativados, até porque aqui não havia perigo nenhum. Nem ela estava com pressa.

Mas Qin Xa tinha uma ótima intuição. Talvez ótima demais. Com isso conseguia praticamente ignorar que o labirinto exigia que os testados usassem seus sentidos para encontrarem a saída. Fluxo de ar, movimentos do Qi, sons quase imperceptíveis, pequenos clarões de luz ocasionais feitos em uma frequência muito diferente do que os olhos normalmente estavam acostumados. 

Era um ótimo teste para os sentidos.

Mas Qin Xa tinha uma intuição poderosa, o que era praticamente uma trapaça já que isso não era um sentido, e sim uma habilidade sensorial que qualquer um poderia aprimorar. A intuição era a junção de todos os sentidos; e a sua dizia o caminho.

Da forma mais fácil. 

Ela andou reto, foi para a esquerda, a direita, a esquerda, esquerda, esquerda, direita, para a frente, subiu escadas, foi para a esquerda, continuou reto, subiu, desceu, pulou, dançou e começou a comer sementes. 

Esquerda, esquerda, desceu por escadas novamente, entrou numa passagem secreta, subiu uma escadaria, continuou nas esquerdas e direitas como se andasse num corredor reto, e continuou a comer. Isso mais parecia um passeio. Com a diferença que a paisagem eram duas paredes infinitas de gelo.

Isso continuou até que ela saiu do labirinto. 

"Eu me sinto um pouco mal por quem projetou esse lugar. Provavelmente eu deveria ter demorado umas 2 horas, mas consegui passar em menos que isso... provavelmente..." 

Percebeu que não conseguia dizer exatamente quantas horas haviam se passado.

— Eu deveria andar com um relógio. — enquanto refletia sobre a vida, deu de cara com a última esquina do labirinto, que lhe levou diretamente a uma grande e massiva porta de... gelo...

E do outro lado da porta havia centenas de pessoas. Muitas a encararam, enquanto outras ficaram quietas e refletiram sobre o teste, que ao que tudo indicava era em grupo.

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