Volume 3 – Terra Exilada
Capítulo 57: Iluminação incomum

Assim, o clima pesado foi esmagado por um imensuravelmente maior, trazendo olhos arregalados de todas as direções.
Soraiya não pode conter os dentes expostos e gritou antes de correr para fora:
— PORRA! Vou matar um hoje ainda! Iggy, não sai daqui de dentro!
Os passos transmitiram a vibração para a laje, que foi sentida por cada um presente. Simplesmente, os dois ruivos esqueceram de qualquer assunto e se atiraram para a direção do elevador.
— Aonde vão?! — Luri tentou segurar Soraiya, mas não conseguiu reagir a tempo.
O desgosto ranzinza de Réviz ascendeu novamente à realidade. Este inconveniente atiçou um impulso que o fez estalar a língua em um gosto amargo: o gosto de ter as respostas que tanto ansiava escorregar entre os dedos.
Ajeitou a postura e fechou os olhos enquanto recuperava a concentração, assim, alcançou as duas pistolas escondidas na cintura.
— Luri, venha conosco. Will, fique com a Nirda e o garoto.
E lá foi mais um que foi sem pensar muito para a fora da sala.
— Descobri que dá pra usar os relógios como localizadores! Deslizem na tela, tem um menu pra comunicar entre cada um.
Will levantou um pouco a voz para que Réviz ainda o ouvisse, apontando para o relógio que estava em seu pulso.
— Boa, Will! Se algo acontecer, nos avisa. Feites, tá sem bateria, né? Fica com eles. E você, Mark, rumbora!
Luri deu um ligeiro tapa nas costas de Will e concretizou a responsabilidade que estava sob ele.
Não demorou muito para a mão do jovem nervoso coçar a cabeça, mas se interrompeu ao apertar os dentes ao ver o seu irmão ser chamado.
Mark seguiu Luri com um suor frio e sentiu uma pegada no pulso, impedindo de prosseguir.
— Pelo amor de deus, se cuida!
— Eu... vou tentar!
Will afincou seus olhos nos olhos do irmão num tom de súplica. A tremedeira passou de braço para braço e ressoaram numa mesma preocupação.
Cada um tinha uma responsabilidade imposta forçadamente. A escolha é a falta de escolha. Com isso em mente, assentiram entre si e...
— Nirda vai proteger o Will!
No meio dos dois, a pequena menina resolveu se impor. Levantou a cabeça e mostrou uma determinação que, apesar de inocente, tinha uma verdadeira consciência no que fazia.
— Valeu, Nirda.
Quando foi liberto, Mark acelerou o passo e tentou alcançar seus líderes, verificando e revelando o rope dart à visualização de todos.
Feites não tinha comentado muito, apenas concordou com os comandos; apesar que a vista à deriva ter realçado que algo passou por sua mente e o deixou bêbado de suas próprias dúvidas.
— Localizador?
Uma palavra pontuada com uma precisão que o fez colocar a mão por baixo do queixo.
O grupo que permaneceria na torre foi separado com a última paisagem do jovem de blusa azul de costas. Feites, ao retomar à realidade, teve um pequeno déjà vu de ter visto algo que suas memórias insistiam em se lembrar.
Réviz alcançou os dois ruivos perto do elevador e pisaram sobre a madeira juntos.
— Vamos acompanhá-los.
— Agradeço, serão uteis.
Daniel demonstrou seus agradecimentos de antemão a ajuda dos terceiros níveis e sentiu um berro que quase o deixou surdo:
— Sou eu quem manda!
Não sabia poupar os gritos, estabelecer qualquer conversa amigável pareceu fora de cogitação no calor do momento. E mais se incomodavam os líderes logo ao lado.
— Quem é essa aí? — Luri cutucou Réviz e perguntou num tom de estranheza.
— “Ela”, vulgo “Soraiya”.
As orelhas da violenta reagiram feito um animal treinado ao ouvir seu nome pronunciado, quando notou que vinha da conversa atrás dela, fungou o nariz.
— De terninho, han? Puta sabe brigar agora? Odeio essa muié de nariz em pé!
Os nervos de Luri estavam sendo testados desde mais cedo, era apenas uma questão de tempo até que a líder mostrasse as consequências da falta de paciência.
— Respeito por fa... Ahhhh!
— Aaah!
Logo no exato mesmo momento em que Mark se pôs na plataforma, um susto o fez levantar os braços e gritar junto da líder.
Daniel havia puxado a manivela, invés de girar no sentido contrário ao da subida.
Estalos na madeira e ferros rangeram por menos de um segundo; cordas foram liberadas e o frio na barriga ascendeu nos corpos presentes.
A plataforma tremeu antes de despencar pelo mesmo trajeto sem demonstrar sinal ou aviso.
Antes das possibilidades de se chocarem contra o chão se tornassem praticamente certas, Daniel colocou a manivela no lugar original, acionando freios robustos de madeira que arranhavam as pedras e concreto da torre.
No sacudir da gravidade, apenas os cabelos dos ruivos demonstraram serem rígidos pela mudança repentina de aceleração; fato que era incapaz de descrever os terceiros níveis, que ficaram... abalados.
— Sigam-me!
Mark havia caído no chão, Luri estava andando desajeita com pernas fracas e Réviz... apenas tinha os olhos arregalados, piscou algumas vezes e correu para permanecer junto dos ruivos.
Depois do equilíbrio ter voltado ao normal, Luri chacoalhou o corpo e deu dois pulinhos como num roteiro para aumentar a velocidade.
— Bora, bora!
Esticou o braço e agarrou o jovem pelo capuz, que quase tropeçou ao tentar sincronizar o ritmo dos passos.
Soraiya e Daniel passaram pelos corredores do térreo e até ignoraram um companheiro desacordado perto da entrada.
Simplesmente, investiam na direção do portão da frente e chegaram muito perto de derrubar mais guardas que se aproximavam na mesma hora.
— Caímo num trote de novo... Sorayia? O que...
— Deixa os homi no jeito! Deu ruim!
Um rapaz muito pequeno recuperou a postura meio torta e colocou a mão na cabeça pra tentar imitar algo parecido como a posição de sentido.
Assim, virou para o grupo de guardas que o acompanhavam e gritou:
— Ouviram o código seus manés! Deu ruim!
Suspiros, raiva, dentes apertados, sobrancelhas contraídas, pernas tensas e punhos fechados; cada um reagiu de uma maneira clara em desaprovação do que o código significava, mas, após um segundo, ficaram confusos pelo número de pessoas que apareceram atrás da chefe deles.
Talvez fosse um alerta para outro momento, mas os terceiros níveis sentiram cada guarda enfincar um olhar de pura desaprovação para cada um.
E a população em volta demonstrou a mesma oponiãp. Daniel havia avisado sobre tal reação, porém, foi como se qualquer um no raio da visão cedesse um tempo para recusar a presença dos usuários de energia.
— Cara feia pra mim é fome — comentou Luri.
— Se Soraiya não estivesse aqui, vocês estavam moídos. Qualquer forasteiro é julgado como estrela aqui, todos tem essa impressão. Esse lugar precisa se manter escondido do mapa. — Daniel reforçou com um ligeiro aprofundamento o que disse há muitos momentos.
Soraiya acelerou o passo e sua boca se espremeu um pouco, uma dose pesada de preocupação surgiu no sangue e fez suas pernas acelerarem mais e mais.
O grupo inteiro decidiu acompanhar a violenta, que se estabeleceu na frente, se aprofundando mais e mais nos confins do vale.

A mata fechava num rumo denso de uma trilha, o caminho habitual dos moradores estava longe. Perto do rio que dividia o vale ao meio, o grupo estava perto das regiões mais baixas da Terra Exilada.
— Soraiya! Ali!
Daniel se preocupou a ponto de não demonstrar reação ao pano que deixava vazar parte do seu rosto. A agitação do vigia misterioso foi atiçada por um objeto estranho estirado mais adiante.
— É um corpo?! — indagou Luri.
Mark travou um pouco o ritmo da corrida e vacilou enquanto se apoiou em uma das árvores.
A visão era óbvia. Obviamente grotesca.
O rio escoava a vazão da água por uma bifurcação característica. No centro, entre as duas vertentes, um pequeno morro ascendia aos céus, tendo um buraco coberto por um breu: uma caverna.
— Essas manchas... Mhuurh! — Mark soltou sem perceber, aguentando para não gofrar ao ver restos mortais boiando.
Cinco cadáveres estirados próximos as margens, a correnteza misturou o sangue no movimento que pintava em listras vermelhas onduladas rio abaixo.
Desfigurados, esmagados, cortados.
Daniel e Soraiya pararam. O ritmo de lágrimas saiu do vigia, tremulação o invadiu das pernas à cabeça. Mais atrás, a chefe daquelas terras soltou uma única lágrima, mas a boca meia aberta num tom desacreditado permaneceu estático.
— Eles não fariam algo assim. Aqueles traidores não fariam isso, não é?!
— Filhos da puta! Vou matar cada um de vocês.
O caminho até a caverna foi montado com o uso de pedregulhos que se encaixavam uns aos outros, uma ponte de pedras que forneceu a direção reta para dispersar o ódio.
Soraiya ecoou seu grito pela mata e fez os pássaros reagirem ao anunciar de raiva, tendo uma leve ignição vermelha.
Apesar de terem demorado alguns minutos para chegarem a pé, a violenta pareceu nada cansada para correr mais rápido ainda, adentrando na escuridão da caverna sozinha.
Daniel ficou atormentado e caiu de joelhos.
Os terceiros níveis estavam sem palavras para a cena que presenciaram. Tais falecidos de forma vil tinham um carinho imenso pelos ruivos, mas não foi esse o detalhe que os fizeram interromper os passos.
— É como no parque — destacou Mark.
— Daniel, quem poderia ter feito isso? — Luri se aproximou do rapaz e perguntou suavemente.
— Apesar da onda odiosa que transmitimos a estrela e as atrocidades que acreditam, existem quem concorde com eles. São simples rebeldes das nossas terras, mas... isso... por que matar nossos irmãos?
Réviz e Luri e entreolharam. Mark, se aproximou tampando parte dos olhos para não ver as entranhas com detalhes.
— Não conheço quem em sã consciência aceitaria essa causa, porém, temo que essa atrocidade tenha vindo daquelas criaturas — evidenciou Réviz.
— Uns monstros grotescos. Os mesmos coisas ruins que fizeram uma chacina no festival — Luri completou o raciocínio.
— Criaturas? Ernec não me avisou disto. São animais?
Vice-líder e líder deram a conclusão inicial das evidências levantadas visualmente. A variedade na escolha de matar a vítima evidenciou ser obra de seres diferentes, cada um com sua forma especial de lidar com os alvos.
O tom sério de Luri instaurou um som de urgência nas suas palavras. Numa pegada forte, segurou os ombros de Daniel para trazê-lo de volta ao foco.
— Consegue usar esse comunicador ainda, né? Peça para ter um olho em cada sombra ou canto escuro da cidade. Mark e Réviz, precisamos fazer aquilo mais uma vez, fiquem em formação.
Luri pegou o equipamento do bolso de suas vestimentas empoeiradas de Daniel e o realocou na mão instável do guia da Terra Exilada.
— Vou-vou avisá-los.
— Obrigada.
Réviz apanhou as pistolas e conferiu a munição disponível, assentindo com o pedido da líder. Para a surpresa de Daniel, Mark ficou confuso com a ordem e deixou escapar:
— Que formação?
— Mark, é simples. Se ouvir, sentir ou ver algo, nos avise. Vamos protegê-lo. Logo, nos proteja. Sua primeira operação, óbvio que não seria perfeita, mas foi surpresa e bem num parque. Porém, essa não é, prepare-se de acordo — explicou Luri, estalando os dedos.
— E-entendi.
— Ou! Quem disse que você vai na frente?
— Não deixarei aquela mulher morrer, antes de me explicar o que quero.
A líder se levantou abruptamente para alcançar seu vice ao vê-lo avançar rumo a caverna em ritmo apressado. Réviz levantou as duas armas e adentrou na escuridão após apertar um botão perto do gatilho, que ligou as lanternas acopladas nas armas.
Restando apenas o jovem de blusa azul atrás, encarou o guia inusitado, quem tinha um certo medo no início do mesmo dia e estava tentando encarar os pedações de carne que reconhecia a origem.
Enfim, os dois recuaram a visão ao ver os detalhes boiando ao lado. Mark cobriu o rosto com uma das mãos, mas ainda via imagens do parque de diversões após ter acordado na cabine distante do palco.
— As coisas que fizeram isso, são... são... fogo. Use fogo se puder. Avise isso para todos também.
Por um instante, as memórias horripilantes trouxeram um lapso de algo não tão horripilante: o fato de suas chamas terem sido eficientes em deter os monstros.
Para realçar o que as palavras não transmitiram, a ignição surgiu e mostrou-se na forma de uma ligeira brasa sobre sua mão, mostrando a Daniel uma afirmação baseada em certezas momentâneas.
Daniel balançou a cabeça e viu Mark se afastar numa pequena corrida. Pegou o comunicador e o ligou para passar as informações.

A chegada da família de mentira e um agregado na Terra Exilada foi um evento de escala imensurável em graus de estranheza. O grupo encontrou alguém com mais memórias que conectam os dois jovens em um passo incerto e aqui o destino os trouxeram.
Agora, o rumo obrigou o grupo a se separar na tentativa de entender a situação em meio a um alerta de perigo, perigo na qual as casualidades eram semelhantes ao mesmo motivo que trouxeram eles para a Terra exilada: os tais monstros.
Perante esse sentimento de aflição e perigo à espreita, os três usuários de energia estavam andando pelo chão irregular da caverna pouco iluminada — ao menos, o que concluíram no início.
Luri esperou Mark passar para estender os braços para seu esquadrão, brilhando os olhos na escuridão enquanto reforçava os escudos.
Réviz rondava cada ângulo, cada centímetro, cada lado; e revisava tudo outra vez a cada passo. Usando as duas armas para iluminar lugares diferentes ao mesmo tempo, tinha completa noção do espaço da caverna.
Vendo o trabalho quase hipnotizante, Mark piscou algumas vezes ao raciocinar com o básico de exploração de cavernas. Chamas se alastraram pelo seu corpo continuamente como uma resposta ao mesmo raciocínio.
— Top, senhor tocha humana — constatou Luri.
Réviz parou de inspecionar os arredores quando o resplandecer em cor ciana realçou tudo. A chama não era quente, mas a iluminação retirou algumas incertezas e instalou outras.
— Bifurcações — Réviz parou os passos numa indecisão que ressoou no esquadrão.
— É quase um labirinto. Aonde aquela mulher foi?
— Tem... um pontinho de luz lá
Após Luri coçar a cabeça em dúvida, Mark espremeu o olhar ao tentar notar uma cor esquisita: um tom cinza que cintilava num ritmo um tanto familiar.
Dos caminhos disponíveis naquela posição, Réviz tomou a frente e, ao seguir rumo a luz na opção completamente a esquerda, criou a inciativa para o grupo.
— Esses pulsos são semelhantes aos que vi, fiquem em alerta, o responsável pelas criaturas pode estar no perímetro.
— Viu onde? Naquela saída que deu? Por que não me contou cada detalhe?
Mark apenas notou o receio na expressão ranzinza de Réviz, que ignorou Luri não por escolha, mas devido à falta de explicações claras que poderia só atiçar mais perguntas — perguntas nas quais gerariam outras sem fim.
Por que o ritmo? Por que tão parecido? Aquele guarda, Sandir, poderia estar aqui e agora? Deveriam se alertar pela sua presença? Ou pela sua falta?
Um “não sei” seria justo para cada indagação, porém, Réviz apenas escolhia o silêncio e concentração reforçada como resposta, invés de deduções erradicas que os atrasariam.
Quando chegaram, houve um alívio no espaço no corredor formado por pedras da caverna, formando uma sala mais ampla com um pequeno ponto de luz na parede do centro.
Mark estendeu o braço, iluminou mais adiante e revelou o que Réviz temia:
— Um cristal.
— Pera, era isso que aqueles criminosos estavam fazendo magia negra ou qualquer coisa. Tá só largado aqui?
— Não, é diferente. É minúsculo e mais fraco.
O braço estendido avançou mais que o necessário e Mark, confuso sobre o que diziam, apenas lembrou daquelas coisas luminosas que saiam dos cadáveres até a grande pedra no touro.
— Pode ter alguma coisa aí dentro? — perguntou o jovem.
Lentamente, seu indicador aproximou da pedra translucida e tocou a ponta. Os outros agentes acompanhavam o movimento, vidrados por qualquer reação fora do previsto.
— Apagou. Estraguei?
— Aquela ascendeu!
— E esta.
O ritmo pulsante havia se interrompido como toque físico. Mark, piscando algumas vezes, pode apenas ver a sua própria luz nos arredores até que Luri e Réviz apontaram mais à direita.
Rapidamente, mais e mais pontinhos luminosos despertaram no ambiente em cores totalmente diferentes.
— É uma decoração de natal?
— De fato, é diferente... — soltou Réviz, encarando a que se apagou.
A sequência incessante se espalhou em tom unilateral na caverna. O caminho a direita estava completamente iluminado pelas pedras. Como quem achou um interruptor num quarto escuro, Mark desligou sua energia e abandonou sua função de lanterna.
— Pegadas.
— Três pares.
Como completando o raciocinou um do outro, líder e vice notaram os detalhes no chão que...
— ...você demorou...
— A ruivinha foi pra lá — comentou Luri.
Cada queixo foi apontado para a direção que as pedras criaram e uma voz pouco audível permeou em ecos e destacou um tom diferente do que se espera de uma mulher.
Assim, o grupo voltou a missão principal ao encontrar a evidência que precisavam. Se apressaram em rumo ao final do corredor tortuoso e avistaram um cenário lindo se desprezado três detalhes.
Uma ravina tomou de conta num cenário claro. O teto da caverna se abria e deixava a passagem do sol banhar uma cascata que formava um pequeno lago envolvido por enormes paredes de pedras.
Estavam em um dos pontos mais baixos da Terra exilada, percorreram um caminho adiante do rio e a topografia pagou com preço alto. Não havia outras saídas daquele cenário a não ser por cima, onde vinha a água.
Contudo, incapazes de presenciar uma paisagem merecedora de elogios, a líder interrompeu o passo e fez o sinal para o Réviz, erguendo levemente o punho fechado. Os dois se abaixaram atrás de pedras e diminuíram qualquer chance de serem percebidos.
Apesar de Mark ter demorado um segundo a mais para notar o motivo da parada repentina, logo pode entender devido as figuras que viu.
Um pouco mais adiante, uma figura ruiva estava escondida em pé, quase completamente oculta na penumbra da ravina, colocando parcialmente a cabeça a vista para espiar mais adiante, assim como o grupo fez.
— A Sorayia tá ali e...
Mark tentou entender o que cada um dos terceiros níveis se concentrava, mas, ao ver a direção que Luri e Réviz davam maior destaque, calou a si mesmo.
Sorayia e o grupo, apesar de separados por alguns metros de distância, passaram a escutar as escondidas duas pessoas: uma conhecida e outra completamente estranha.
Um homem que tinha rasgos nas calças e camisa, dentes afiados, cabelo pontudo e uma expressão quase vil se não fosse o tom de deboche de sua fala.
— E não é que realmente conseguiu carregar o cristal?
Nas margens mais distantes do lago, o rapaz realçou o comentário de frente para uma moça vestida inteiramente de preto. Suas vestimentas coladas evidenciaram as curvas do corpo, sendo conduzidas por um brilho que vinha de suas mãos.
— Creio que me enganei sobre você, Amanda.
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