Volume 4

Capítulo 718: Lealdade à Crença

— Marquei o primeiro ponto. — Andrea graciosamente mexeu no cabelo para sacudir os flocos de neve, em seguida, virou-se para Cinzas e disse: — Agora faça o seu trabalho e o carregue.

— Espere… Por que eu? — Cinzas encarou Andrea.

— Porque você é forte. — Ela disse plenamente. — Esta é uma competição de equipes, e naturalmente precisamos trabalhar juntas. Não se esqueça de que nós representamos a honra de Ilha Adormecida. Se formos derrotadas por causa de sua lentidão, a Princesa Tilly não vai gostar nada disso.

Vitória acachapante! Rouxinol, você viu isso? — Andrea olhou orgulhosamente para Cinzas e sentiu imensa satisfação. Cinzas não parecia nada contente, mas não havia nada que ela podia fazer. Ela se agachou e carregou o javali demoníaco.

— Fique aqui e não se mova. Já, já eu volto. — A Extraordinária disse.

— Eu sei. Anda logo.

Depois que Cinzas foi embora, Andrea olhou para a floresta e perguntou:

— Ramos, você poderia me dizer, por favor, onde está a próxima besta demoníaca?

— Está a 450 metros à sua direita. É um lobo da neve. — Os galhos se agitaram. — Mas você não vai esperar por Cinzas?

— Claro que não. Isso só me atrasaria. — Em seguida, Andrea ponderou e disse. — Hmm… Se um metro é dois passos, então 450 metros são 900 passos. Pronto. Você poderia, por favor, informar minha nova localização a Cinzas?

Ramos ficou em silêncio por um momento antes de responder:

— Tá bom.

— Não se preocupe. É apenas um lobo idiota. Com você me ajudando, ele não vai conseguir me machucar.

Até mesmo as bestas demoníacas híbridas ficariam indefesas frente à nova habilidade dela. As flechas mágicas eram bastante poderosas, mas só tinham um alcance de 10 passos (5 metros). Agora, contanto que ela tivesse poder mágico suficiente, ela podia atirar a uma distância de 200 passos (100 metros). Ela até mesmo havia desenvolvido uma habilidade derivada que a permitia acertar qualquer alvo sem falha. Mesmo se a besta demoníaca tivesse asas, ainda não poderia escapar do ataque dela.

Ela tinha certeza de que poderia vencer essa competição.

— Sinto muito. Eu não achei que Roland envolveria a senhora em algo tão insignificante. — Phyllis olhou para Agatha, que caminhava à frente. — Eu só concordei porque não tinha nada melhor para fazer.

Na primeira vez que Phyllis ouviu a proposta, ela não se interessou muito, pois as Bebidas Caóticas não lhe seriam úteis, já que ela havia perdido o paladar. O que fez ela concordar foi a curiosidade. Enfim, era melhor do que não fazer nada, e também era uma ótima oportunidade para observar as habilidades de combate da União das Bruxas. Só que ela não esperava que esse jogo de caça se tornasse uma competição e que a colega de equipe dela fosse Agatha, a Bruxa Sênior mais jovem da Aliança.

— Não importa. É melhor do que ficar presa no laboratório, pesquisando sobre Pedras Mágicas. É bom sair de vez em quando e fazer um exercício. — Agatha disse, dando de ombros. — Se eu não tivesse tempo, eu não teria prometido a Sua Majestade que eu iria participar.

— Verdade? Então… Devemos pegar algumas bestas demoníacas para completar o número necessário?

— Completar o número? Isso é uma competição.

— Mas eu lembro que o rei das pessoas comuns disse que a amizade é mais importante que a competição, não foi? As outras também concordaram.

— Não é isso o que elas realmente sentem. As expressões faciais delas não diziam isso. Mesmo sem o prêmio de Bebidas Caóticas, Raio e Andrea ainda não estariam dispostas a perder. — Agatha parou por um momento e disse. — Eu sei que é apenas um jogo normal, mas nosso time representa Taquila, não é?

— Sim… — Phyllis de repente se lembrou do quão empolgada estava Andrea.

— Neste caso, se esta é uma competição, então devemos ganhar. — Agatha parou de andar e alguns cristais condensaram em sua mão.

A voz de Ramos foi ouvida simultaneamente:

— Uma besta demoníaca híbrida, lobo-águia, está a 200 metros atrás de vocês, aproximando-se rapidamente.

Phyllis recuou dois passos e olhou para trás, em direção à floresta coberta de neve. Um lobo com asas brancas apareceu uivando. Ele avançava com as asas abertas, como se estivesse deslizando pelo chão, e quase não fazia barulho. Não era à toa que Phyllis não havia notado o inimigo se aproximando.

Quando a temperatura ao redor de Agatha despencou, a neve no chão de repente se tornou gelo sólido e liso. Quando o inimigo se aproximou, Agatha lançou cristais de gelo afiados na direção dele, forçando-o a se desviar e a perder o equilíbrio no gelo escorregadio.

A Bruxa Sênior se manteve de pé, mesmo naquele chão extremamente liso. Ela deslizou tranquilamente até o lado do monstro, colocou a mão no pelo dele e imediatamente o transformou numa “semi-escultura” de gelo.

Phyllis admirou a forma graciosa e desinibida de como Agatha lutava. Dava orgulho dizer que essa bruxa de cabelo azul fazia parte de Taquila. Embora Agatha fosse uma integrante da Sociedade Expedicionária e nunca tivesse se envolvido numa batalha real, Phyllis pôde notar que Agatha havia se esforçado bastante no treinamento de combate. No geral, qualquer inimigo que lutasse contra Agatha no gelo certamente estaria sob o controle dela.

— Como a senhora conseguiu localizá-lo? — Phyllis perguntou, curiosa.

— Eu invoquei pequenos cristais de gelo nos meus pés, que me fariam detectar inimigos assim que eles pisassem na neve.

— Entendo… — Ela olhou para a besta híbrida no chão, cujo corpo estava coberto por cristais de gelo, exceto pela cabeça. — Devo levá-lo para a muralha da cidade?

— Não. Deixe ele aí mesmo. Já que ele não vai congelar até a morte rapidamente, ainda temos tempo para capturar outras bestas. — Agatha balançou a mão, indicando que não precisava, e disse. — Temos que encontrar a próxima besta demoníaca o quanto antes.

Phyllis percebeu que Agatha realmente estava levando essa competição a sério.

É porque ela representa Taquila? Então nas futuras negociações, a lealdade dela ficará com a Cidade de Primavera Eterna ou com as sobreviventes de Taquila?

Essa dúvida fez Phyllis se sentir inquieta.

Não conseguindo suprimir a dúvida, ela abriu a boca para falar:

— Lady Agatha…

— Não se refira a mim dessa forma. Só me chame de Agatha. — Ela disse enquanto virava a cabeça. — Não foi você mesmo que disse que as bruxas de Taquila não são mais classificadas em termos de habilidade, e que agora todas são iguais?

— Sim… Houve um consenso gradual entre as bruxas desde o sacrifício de Lady Eleanor e devido à pouca quantidade de sobreviventes… De acordo com o tratado, todas as bruxas, independentemente do cargo que ocupavam antes, não deveriam mais ser separadas por classes. Foi Pasha que disse a frase: “Todas as bruxas são igualmente importantes.”

— E eu não sou exceção. — Agatha assentiu com a cabeça e disse. — As integrantes da União das Bruxas se chamam de irmãs, e às vezes eu acho que elas serão as herdeiras da nova era.

— Entendo. — Phyllis hesitou por um momento. — Posso te fazer uma pergunta… Qual é a sua opinião sobre as Bruxas de Taquila e a Cidade de Primavera Eterna?

— Suponho que você queira saber de qual lado ficará minha lealdade, não é? — Agatha disse, parando de andar.

Phyllis não desviou o olhar, já que isso era muito importante para ela.

— Eu sou leal à minha própria crença. — Agatha respondeu.

— Crença?

— Isso mesmo, então eu espero que vocês se mudem para a Região Oeste do Reino de Castelo Cinza e se unam à Cidade de Primavera Eterna para lutar contra os demônios sob a liderança de Roland Wimbledon.

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